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Tecnologia low-cost: cadeira de rodas transformer

10:19 Quinta feira, 9 de fevereiro de 2012

Consegue imaginar um dispositivo simples que se encaixe numa cadeira de rodas manual e a transforme num veículo elétrico, com autonomia para percorrer mais de 30 quilómetros? Os engenheiros da empresa japonesa Whill não só imaginaram esse dispositivo como o produziram.

Veja no Global Net, a rubrica de Miguel Martins, editor de Multimédia do Expresso, no programa Falar Global, da SIC Notícias.


Clique na imagem para aceder ao vídeo ´Cadeira de rodas elétrica low cost`, na rubrica Global Net, no site do programa Falar Global



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Shale gás: Portugal tem reservas da energia que faz tremer o uso do petróleo

António Nolasco
12:50 Segunda feira, 6 de fevereiro de 2012




Os avanços tecnológicos permitiram ultrapassar uma série de barreiras que impediam a extração de um tipo de gás, não convencional, cuja formação ocorre em argilas betuminosas.

O shale gás encontra-se a grandes profundidades, entre os seiscentos e os três mil metros. As formações deste gás prolongam-se por vários quilómetros de extensão e a única forma de acompanhar essas camadas de subsolo é através da perfuração horizontal, uma técnica que é complementada pela fraturação hidráulica que consiste na "estimulação do reservatório através da injeção de água a grande pressão, químicos e areia para criar porosidade e impermeabilidade artificialmente", explica Diogo Rosa do Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

Presente no Bombarral, Cadaval e Alenquer

Os Estados Unidos da América são o maior produtor mundial de shale gás. As estimativas indicam que as reservas deste gás na América do Norte têm capacidade para abastecer os EUA nos próximos 45 anos.Os olhos viram-se agora para Europa e Portugal faz parte da lista de países com formação de shale gás. De acordo com os estudos realizados em território nacional, "a formação da Brenha será a formação com mais interesse para o shale gás, portanto, esta formação está presente nos conselhos de Bombarral, Cadaval, Alenquer, logo, aí será o local onde poderá haver mais potencial", acrescenta Diogo Rosa.

O shale gás é um recurso não convencional que está entre 600 a três mil metros de profundidade
O shale gás é um recurso não convencional que está entre 600 a três mil metros de profundidade
Vantagens da exploração de shale gás

Em termos de consumo o shale gás é um recurso mais barato e menos poluente, ainda assim, para os especialistas a exploração deste gás levanta questões quanto às consequências para o meio ambiente, nomeadamente para contaminação das reservas de água potável existentes nos lençóis freáticos.

Na Europa este mercado está a crescer e para além de Portugal há registo de potenciais reservas na Eslováquia, Ucrânia e França. A Polónia e a Alemanha já iniciaram alguns projetos de exploração.


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Facebook consegue ser pior do que a CIA

17:30 Domingo, 5 de fevereiro de 2012

A história é de Max Schrems, estudante de Direito em Viena, mas podia ser de qualquer um de nós, que estamos no FaceBook.

Tudo o que o universitário de 24 anos quis foi concretizar a decisão que tomou ao fim de três anos na rede social: sair, encerrando a conta, na legítima expectativa que os seus dados fossem apagados.

Mal sabia Schrems que esta simples decisão o levaria a uma descoberta bizarra e a processar o Facebook por violação de dados.

Veja no Global Net, a rubrica de Miguel Martins, editor de Multimédia do Expresso, no programa Falar Global, da SIC Notícias.


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Carro sem condutor desenvolvido na universidade de Aveiro

António Nolasco (www.expresso.pt)
17:00 Segunda feira, 30 de janeiro de 2012

Será que as estradas seriam mais seguras se os carros se transformassem em seres pensantes com capacidade para se autoconduzirem? No Falar Global desta semana damos-lhe conta de um projeto da Universidade de Aveiro que pode ser determinante para diminuir a sinistralidade rodoviária.

Automóveis sem condutor

O Atlascar é o resultado do trabalho desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, que transformou um automóvel convencional num carro com capacidade para tomar decisões."Consegue ver se há um peão a aproximar-se da passadeira, tomar uma decisão e dizer: "ok, se há um peão à minha frente eu vou ter de parar", exemplifica o Estudante de Doutoramento da Universidade de Aveiro, Miguel Oliveira.

Condução autónoma

Universidade de Aveiro desenvolve automóvel com capacidade para viajar sem condutor.
Universidade de Aveiro desenvolve automóvel com capacidade para viajar sem condutor.

Sensores laser, infravermelhos e câmaras 3D permitem recolher os dados necessários para o veículo poder tomar uma decisão em situação de risco. Depois de criado um software que permite comandar o carro, foi necessário adaptar a mecânica de modo a que, por exemplo, o volante possa rodar sem ajuda das mãos do condutor e para isso "foi necessário fazer introduzir um motor na coluna de direção para o computador poder girar o motor", acrescenta Vitor Santos, Coordenador do projeto "Atlas".

Segurança Rodoviária high tech

Para que um carro possa andar sozinho na estrada toda a tecnologia que lhe permite a condução autónoma terá de ser criteriosamente testada. Os veículos terão de ter capacidade para reconhecer a sinalética de trânsito e ainda capacidade de prever comportamentos de risco nas estradas, principalmente nas cidades onde acontecem a maioria dos acidentes.

O primeiro passo está dado, pode ser uma mera questão de tempo até a ficção se tornar realidade.

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Petróleo está cada vez mais fundo e só extração high-tech permite lá chegar

António Nolasco (www.expresso.pt)
10:00 Segunda feira, 23 de janeiro de 2012



À medida que a escassez aumenta, aumenta também a profundidade a que se extrai o petróleo e os riscos inerentes ao processo são cada vez mais elevados.

Hoje em dia já é possível descobrir debaixo de terra ou do mar reservatórios de petróleo em qualquer parte do globo, com as mais avançadas técnicas de aquisição sísmica, que permitem traçar o cenário das jazidas a três dimensões. "As ondas sísmicas atravessam o terreno em profundidade e vão sendo refletidas nos vários horizontes que compõem o terreno, e o tempo que demoram a fazer o percurso entre a parte da emissão e a parte da recepção é depois interpretado, permitindo-nos calcular a profundidade a que elas se encontram; basicamente é como se estivéssemos a fazer uma ecografia ao terreno por baixo dos pés, quer em terra quer no mar". Garante Carlos Alves, responsável de Exploração e Produção da Galp Energia.

Esta informação é essencial para identificar os possíveis locais onde poderá haver petróleo. Mas até se partir para a extração é preciso interpretar toda a informação do terreno e dos locais a perfurar - trabalho a cargo dos geocientistas com a preciosa ajuda de avançados softwares.

Poços cada vez mais profundos

Mas a evolução nesta área foi geral desde a perfuração à produção.

Ferramentas cada vez mais poderosas e materiais mais resistentes permitem alcançar objetivos que dantes eram inalcançáveis, possibilitando hoje ir mais fundo do que se poderia imaginar há alguns anos.

Empresas em todo o mundo continuam a apostar nas mais avançadas tecnologias para uma exploração cada vez mais profunda
Empresas em todo o mundo continuam a apostar nas mais avançadas tecnologias para uma exploração cada vez mais profunda

"Já conseguimos furar 7 quilómetros em rocha, há poços desviados de longo alcance que podem atingir até 11 quilómetros de extensão, ou seja, ou estou a furar aqui e consigo ir atingir um objetivo que se encontra a 11 quilómetros de distância do local onde eu estou" explica Carlos Alves acrescentando que "isto é possível através de ferramentas que nos permitem controlar o desvio do poço da superfície, mandando impulsos eletrónicos para ferramentas que se encontram junto da broca para ela seguir o trajecto que eu pretendo."

Além da electrónica, também a evolução das técnicas de GPS permitem guiar e corrigir a posição da perfuração quer em terra quer no mar. Além de estar a ajudar a alcançar profundidades cada vez maiores, esta tecnologia também foi decisiva no acidente no Golfo do México em 2010 em que o poço da BP ficou a jorrar petróleo livremente durante meses. A catástrofe ambiental relançou a discussão sobre a segurança desta indústria. Mas apesar dos riscos, empresas em todo o mundo continuam a apostar nas mais avançadas tecnologias para uma exploração cada vez mais profunda.

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Tecnologia contra o cancro (Video)

António Nolasco
10:00 Quarta feira, 18 de janeiro de 2012

Mata todos os anos milhares de portugueses e só a palavra assusta. O cancro tornou-se numa das doenças mais mortíferas da actualidade, mas também uma das mais investigadas.



Ninguém quer ouvir um diagnóstico de cancro, mas hoje já não é, em muitos casos, sinónimo de morte. A evolução das técnicas e da investigação científica tem trazido boas notícias aos doentes oncológicos. Desde medicamentos mais eficazes e tratamentos com menores efeitos secundários, à descoberta de novos marcadores ou sinais da doença, investigadores e médicos estão aos poucos a ganhar terreno na luta contra o cancro.

"Neste momento o que se conseguiu com o cancro foi em muitos dos cancros torná-las doenças crónicas, não foi curá-las, mas torná-las doenças crónicas" garante Paulo Mira, diretor do departamento de Cirurgia do Hospital de Cascais que se lembra que quando começou a dedicar-se ao tratamento das metástases hepáticas do cancro colorrectal, "um doente tinha seis meses de vida, se tivesse... Hoje tenho vários doentes operados com 10 anos sem doença. Hoje em dia o tratamento das metástases do cancro colorrectal, doenças hepáticas tem uma sobrevida na ordem dos 45 a 50% aos 5 anos sem recidiva, o que era impensável há 10 anos atrás".

Os avanços na área da oncologia têm permitido um diagnóstico precoce e as técnicas de imagem garantem análises cada vez mais minuciosas. Uma preciosa ajuda no caso de tumores ou metástases no cérebro, em que um passo em falso pode significar a morte.

Tecnologia de ponta em Portugal

A tratografia é uma técnica de avaliação pré-operatória que, com a ajuda da ressonância magnética, determina a posição exata do tumor cerebral, assim como dos nervos cranianos que têm de ser preservados para evitar paralisias faciais irreversíveis. Esta nova técnica está a ser usada em Portugal para ajudar a delinear tumores cerebrais benignos, que pela sua localização têm de ser removidos, mas também poderá ser aplicada em tumores malignos. O software usado no Hospital dos Lusíadas está a ser desenvolvido em colaboração com uma universidade japonesa e está a ser uma mais-valia durante a cirurgia.
Bloco operatório do Hospital dos Lusíadas
Bloco operatório do Hospital dos Lusíadas

"Durante as cirurgias, que são muitas vezes prolongadas, nós temos a possibilidade monitorizarmos cada vez mais todas as funções vitais dos doentes e se eu estou a operar um doente e estou a estragar alguma coisa, algum sinal vai aparecer no aparelho e dizer: não, esse não é caminho certo" explica o Neurocirurgião do Hospital dos Lusíadas, Gonçalo Neto D'Almeida.

Portugal está aos poucos a introduzir as tecnologias mais inovadoras de tratamento oncológico, já postas em prática em muitos outros países em todo o mundo. Exemplo disso é também a radioterapia estereotáxica, uma técnica que emite uma elevada dose de radiação especificamente no tumor a tratar, que é delineado ao milímetro com a ajuda de uma TAC simultânea que garante a precisão da incidência de radiação. Além de permitir um tratamento mais rigoroso, exclui os efeitos secundários, preservando as zonas sãs à volta do tumor. O tratamento levado a cabo no Hospital do Barreiro poderá variar entre uma a cinco sessões, dependendo da lesão a tratar.

Por enquanto só alguns casos têm indicação para este tratamento, decisão a cargo de uma equipa multidisciplinar, mas o futuro é promissor e mais doentes poderão vir a beneficiar desta evolução, mostrando que a tecnologia é uma forte aliada na luta diária contra o cancro, uma doença que é já a segunda causa de morte em Portugal (ultrapassada pelas doenças cardiovasculares), mas que se prevê ocupar o primeiro lugar da mortalidade em 2030.

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Exoesqueletos conferem super poderes ao ser humano

António Nolasco (www.expresso.pt)
10:00 Segunda feira, 9 de janeiro de 2012

A robótica vai revolucionar a área militar, os trabalhos pesados e também a medicina.



O pesadelo de Fukushima

Passados nove meses do acidente nuclear em Fukushima, continuam os trabalhos de refrigeração dos reatores nucleares para evitar o colapso da central e um acidente com consequências ainda maiores. Esta tarefa estáa cargo de 50 trabalhadores que além de arriscarem a própria vida, têm de transportar fatos antirradiação que pesam cerca de 60 quilos. Problema que a robótica poderá solucionar com o desenvolvimento de exoesqueletos -extensões eletromecânicas do corpo humano que conferem super poderes.


"O que o exoesqueleto faz é aumentar a capacidade do operário para transportar o fato e se deslocar no interior da central e aumentar a duração do trabalho, ou seja, consegue ficar lá dentro mais horas a trabalhar porque é o exoesqueleto que faz o esforço, ele tem de fazerdepois a operação ao nível do pormenor, a carga quem transporta é o exoesqueleto e não o próprio." Garante Jorge Martins, investigador do Instituto Superior Técnico.


O exoesqueleto aumenta a capacidade física do ser humano.
O exoesqueleto aumenta a capacidade física do ser humano.
Super soldados


Ao ajudar o homem a transportar pesos, o exoesqueleto é um perfeito aliado da área militar. Os soldados vestem fatos robóticos especiais que garantem uma maior capacidade de carga, mobilidade e autonomia. Um conjunto de sensores espalhados por este esqueleto externo eletromecânico, reveste o corpo e os membros dos soldados tornando-os quase invencíveis.

 

Revolução na área da saúde

Na saúde, o exoesqueleto poderá revolucionar determinadas áreas ao conseguir devolver capacidades motoras a pessoas com paralisias. Em Portugal, no Instituto Superior Técnico, estão a ser desenvolvidos exoesqueletos para corrigir e melhorar as funções de um determinado membro do corpo, e de uma forma geral, ajudar doentes com lesões na espinal medula.


Todos estes projetos ainda estão ainda a ser desenvolvidos, mas poderão no futuro tornar, verdadeiramente, o ser humano numa espécie de super-homem.



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Jogos do futuro ( Video )

António Nolasco
10:00 Sábado, 31 de dezembro de 2011


Foi na década de 80 que o Spectrum veio revolucionar o mundo dos jogos de computador.


Depois de introduzir o lendário código "load aspas, aspas",os jogadores tinham uma experiência única para a altura mas com limitações impensáveis nos dias de hoje. "No Spectrum o que acontecia é quenem sequer se podia fazer "salvar o jogo", púnhamos uma cassete no gravador, aquilo carregava durante 5 minutos, depois jogávamos e se perdíamos tínhamos de começar do início", recorda o Docente do IST-Taguspark, Pedro A. Santos.


Usar o corpo para jogar

Agora as consolas podem ser controladas apenas com o nosso corpo. A introdução de tecnologia com sensores como o Kinect permite reconhecer 19 pontos do corpo humano; como pernas, mãos, braços e dedos que ao detectar o movimento, reconhece a parte do corpo que se mexeu, permitindo desta forma a interacção com o jogo.

Ainda mais incrível do que isto é que para além do reconhecimento do movimento esta tecnologia terá capacidade para detectar emoções. "Vai reconhecer o rosto, eu vou saber se estou feliz, se fiquei chateado por ter perdido uns pontos", e quando for incluído o reconhecimento de voz, "vou poder dizer X-box pause e ela pára, depois saio, volto outra vez, X-box play e continuo a jogar", exemplifica NunoAlves da Silva, Dir. Serviços Online na Microsoft Portugal.


Jogar em qualquer lugar e em 3D


Jogos acompanham a evolução da tecnologia
Jogos acompanham a evolução da tecnologia
As consolas portáteis estão preparadas para garantir a mesma qualidade;são interactivas, têm ecrãs tácteis e podem projectar o jogo para qualquer superfície, como é o caso da Playstation Vita, onde é possível colocar dois bonecos a lutar em cima de uma secretária, por exemplo, proporcionando uma experiência de realidade alternativa.


O Massimo 3D da LG permite jogar a três dimensões no telemóvel sem recurso a óculos. Os jogos podem ser descarregados da Internet em 2D e depois convertidos directamente pelo equipamento para 3D. O telemóvel pode ser ligado a um ecrã de televisão e servir de comando para controlar um carro ou jogar o famoso Angry Birds.


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Medicina regenerativa: Regenerar pele, osso e cartilagem.

António Nolasco (
10:00 Domingo, 4 de dezembro de 2011

Regenerar pele, osso e cartilagem será uma prática quotidiana nos próximos anos. Lesões que hoje em dia representam obstáculos intransponíveis com perda de qualidade de vida dos doentes serão contornados num futuro próximo graças à evolução da medicina regenerativa, uma área onde Portugal está a dar "novos mundos ao mundo".


Células estaminais

Os materiais recolhidos de animais como lagostas, caranguejos ou até bichos-da-seda, vão ajudar os investigadores a produzirem suportes onde células estaminais do próprio paciente se vão alojar para viajar até ao local certo que se pretende regenerar: "as células necessitam de ter esse tipo de biomateriais para poderem proliferar e dar origem ao tecido que nós queremos regenerar", explica João Mano, investigador do grupo 3 B's.
Depois de processados e melhorados, os materiais estão prontos para serem implantados no corpo através de cirurgia ou por uma simples injecção.


Tecnologia vital
A tecnologia tem um papel fundamental na medicina regenerativa, garantindo a precisão do local e a dimensão do tecido a regenerar.


Medicina Regenerativa: Portugal está na vanguarda desta área de investigação a nivel global
Medicina Regenerativa: Portugal está na vanguarda desta área de investigação a nivel global
"Na sequência de tumores, as pessoas são sujeitas a quimioterapia e radioterapia e depois aqueles tecidos têm uma capacidade muito baixa de recuperar. O objectivo dos biomateriais, junto com as células, ao serem implantados é que sejam capazes de reconstruir, regenerar aquele tecido que foi perdido", afirma Nuno Neves, do grupo 3 B's.


Apesar dos avanços na investigação, ainda não estão a ser feitos testes em humanos. Mas os resultados em testes com animais de grande porte fazem prever a sua utilização dentro de cinco anos. Avanços que poderão ser determinantes também para quem sofre de lesões na espinal medula que, a prazo, pode recuperar uma parte da locomoção perdida.



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Neuromarketing: a ciência ao serviço da publicidade do futuro

António Nolasco (www.expresso.pt)
10:00 Segunda feira, 21 de novembro de 2011

A ressonância magnética é uma técnica da medicina para diagnosticar tumores, problemas cerebrais ou imperfeições da boca ou permite até a investigadores estudar como reage o cérebro em determinadas doenças. Mas esta técnica está também a ser usada no Neuromarketing para perceber a reacção do cérebro à publicidade.

Com esta tecnologia "consegue-se aliar a tecnologia do marketing e perceber melhor o comportamento do consumidor, nomeadamente a parte emocional avaliando os níveis de atenção, de memória e de emoção, portanto damos uma nova visão dos processos inconscientes do consumidor, vai mais além daquilo que estávamos habituados a ter como informação." Garante Rui Ribeiro da QSP Consultoria de Marketing.

O electroencefalograma, que normalmente ajuda a fazer o diagnóstico de doenças como a epilepsia ou até de morte cerebral, é outra técnica usada pelo Neuromarketing. Uma touca com 24 sensores analisa o comportamento e as reacções emocionais do consumidor perante uma situação real. E com a ajuda de uma tecnologia já usada pela publicidade - o Eyetracking - que permite monitorizar o olhar das pessoas em tempo real, estas técnicas dão informações extremamente valiosas e permitem desenvolver estratégias de marketing ainda mais irresistíveis para o consumidor.

A loja dentro de casa

Para Diogo Anahory, da agência BAR, "a tendência é de facto estar a ver um programa e de repente ver uns ténis engraçados e ter acesso imediatamente à compra e isso é a loja dentro de casa, que eu acho que é o sonho de qualquer anunciante e o sonho de qualquer consumidor."

Esta tendência tem também a ver com o que se prevê ser o futuro da televisão numa convergência com a internet, onde o consumidor pode interagir em tempo real com o que está a acontecer naquele preciso momento, e partilhar com outros a experiência - à semelhança do que se faz nas redes sociais. E é nestas redes que já se assiste a uma mudança de comportamentos.

BAR: a agência de publicidade da moda
BAR: a agência de publicidade da moda

Era da interactividade social

Numa era de interactividade social onde a tecnologia vai ditando os suportes publicitários surgem também projectos para, literalmente, despertar ainda mais os sentidos ao consumidor. É o caso do marketing olfactivo que vai abrir as portas da publicidade a uma nova dimensão. Este novo conceito usa "máquinas que difundem a fragrância, que transformam um líquido em nanopartículas, que são mais leves que o próprio ar e depois andam suspensas muito mais tempo do que um ambientador normal", esclarece Daniel Vilaça, da AirQuality.

Este novo conceito pretende que se identifique uma marca pelo cheiro ao criar uma identidade olfactiva para empresas e produtos. Um mercado que gere milhões parece estar a adaptar-se à constante evolução da tecnologia aproveitando-a para criar uma espécie de Big-Brother que vigia constantemente as pulsões dos consumidores e muito mais importante do que isso, consegue induzir impulsos de compra de uma forma cada vez mais eficaz.



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