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22:00 Segunda feira, 20 de fevereiro de 2012
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A IBM identificou áreas concretas das nossas vidas que podem vir a ter um impulso brutal nos próximos cinco anos. Uma delas é a massificação do poder da mente.
Investigadores da IBM estão a trabalhar num capacete que deteta expressões faciais e emoções, transformando-as em ordens para objetos que podem estar espalhados na nossa sala.
Esta tecnologia foi pensada para ser aplicada na indústria dos videojogos e na medicina principalmente para estudar o funcionamento do cérebro, em doenças como o autismo, e ajudar doentes com dificuldades motoras.
Fim das passwords e do lixo eletrónico
Outra tendência de futuro pode ser a abolição total dos códigos secretos. Através dos nossos dados biométricos, como a íris, a nossa voz ou as impressões digitais, será possível desenvolver uma espécie de código de ADN digital, praticamente inviolável e que substituirá por completo as passwords.
Mesmo em situação de stress o sistema garantirá a segurança porque ao "utilizarmos a nossa íris e a nossa voz para levantarmos dinheiro numa situação em que temos, por exemplo, uma arma apontada às costas, com certeza que não vamos estar com as nossas condições biométricas naturais e os sistemas têm de ser inteligentes ao ponto de reconhecer essa alteração", acrescenta Ricardo Martinho, Diretor da Área de Software da IBM Portugal.
Segundo a previsão da IBM, a curto prazo o spam vai transformar-se em informação prioritária que será filtrada por sistemas informáticos inteligentes que terão a capacidade de mostrar apenas a informação que interessa ao utilizador, como por exemplo, propor a compra de bilhetes online para a sua banda favorita.
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| As passwords serão substituídas pelo reconhecimento da íris ou da voz |
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A era da energia do movimento e o fim do fosso digital
Nos próximos anos a energia produzida num passeio de bicicleta será suficiente para recarregar pilhas e baterias através da aplicação de pequenos aparelhos nas rodas das bicicletas e "as águas que correm nos canos podem produzir energia para iluminar as nossas casas", sublinha Ricardo Martinho.
A exclusão digital é um obstáculo que se prevê ser ultrapassado nos próximos cinco anos. Segundo a IBM 80 por centro da população mundial, perto de 5.6 mil milhões de pessoas, terá acesso a um telemóvel diminuindo assim o fosso tecnológico entre ricos e pobres.
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23:00 Segunda feira, 13 de fevereiro de 2012
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Cientistas franceses conseguiram dar novas ordens a células de pessoas mais velhas para que voltassem a ser estaminais, como as células embrionárias, capazes de dar origem a tecidos e órgãos. Este avanço poderá ser crucial para a cura de doenças do envelhecimento.
As células embrionárias conseguem diferenciar-se em qualquer tipo de célula e são de extrema importância na investigação científica porque podem ajudar a regenerar tecidos doentes, e no futuro substituir órgãos ou tratar doenças neurodegenerativas.
Já as células estaminais adultas que se encontram no cordão umbilical, no sangue ou na medula têm uma capacidade mais reduzida de dar origem a outras células porque cada uma delas é programada, tal como num programa de computador, para desempenhar uma determinada tarefa."Esses programas são regulados por genes que estão especializados para determinada função, não permitem que essa célula faça a função da célula ao lado e ainda bem que assim é porque os órgãos e os tecidos estão separados dessa maneira", explica o investigador do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), que também trabalha na área do Envelhecimento.
Reprogramação de células
Em 2007 uma equipa de investigadores japoneses conseguiu transformar células adultas em células embrionárias, ao reprogramá-las para voltarem ao estado em que podem dar origem a qualquer tecido. Um avanço para a medicina, já que esta pode ser a ferramenta para testar medicamentos mais personalizados, sem haver nenhum tipo de rejeição ou efeito secundário. Tudo sem se recorrer a embriões humanos, um dos entraves éticos desta área.
Mas agora um grupo de cientistas franceses foi mais longe e reprogramou células de pessoas idosas, uma com mais de cem anos, e reprogramou- as para voltarem a ser jovens: além de se ultrapassar a barreira do envelhecimento celular, esta investigação pode significar o fim das doenças da velhice.
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| No Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, os cientistas procuram saber por que razão envelhecemos |
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Estas células reprogramadas poderão rejuvenescer as células de doentes idosos e reparar órgãos e tecidos danificados pela idade. Além disso, esta descoberta torna possível pensar na completa cura de doenças associadas ao envelhecimento: uma questão importante que ocupa também investigadores do IGC, em Oeiras. Estes cientistas procuram saber por que razão envelhecemos e o porquê do aparecimento de certas doenças associadas à idade.
Resposta pode estar nos cromossomas
"As pontas dos cromossomas vão-se desgastando a cada divisão, desde que nascemos até que morremos. Quando somos mais velhos, essas pontas são tão curtas que já não permitem que as células se dividam mais vezes", explica Miguel Godinho Ferreira. O cientista acrescenta que "ao não permitirem que as células se dividam mais vezes deixa de ser feita a substituição dos órgãos que começam a entrar em colapso porque não têm células novas para poderem substituir".
É nos telómeros - as pontas dos cromossomas - que poderá estar o relógio que regula a divisão celular e que, consequentemente, provoca o aparecimento de doenças como o cancro, que pode ocorrer noutras fases da vida, mas que se agrava com a idade. Esta investigação pretende perceber o processo de envelhecimento para depois o manipular ao nível celular, e evitar que um organismo adoeça.
Os mais recentes avanços na área do envelhecimento celular poderão fazer com que no futuro possamos manter o vigor e a saúde ao sermos capazes de auto-regenerar o nosso próprio corpo.
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10:19 Quinta feira, 9 de fevereiro de 2012
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Consegue imaginar um dispositivo simples que se encaixe numa cadeira de rodas manual e a transforme num veículo elétrico, com autonomia para percorrer mais de 30 quilómetros? Os engenheiros da empresa japonesa Whill não só imaginaram esse dispositivo como o produziram.
Veja no Global Net, a rubrica de Miguel Martins, editor de Multimédia do Expresso, no programa Falar Global, da SIC Notícias.
Clique na imagem para aceder ao vídeo ´Cadeira de rodas elétrica low cost`, na rubrica Global Net, no site do programa Falar Global
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12:50 Segunda feira, 6 de fevereiro de 2012
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Os avanços tecnológicos permitiram ultrapassar uma série de barreiras que impediam a extração de um tipo de gás, não convencional, cuja formação ocorre em argilas betuminosas.
O shale gás encontra-se a grandes profundidades, entre os seiscentos e os três mil metros. As formações deste gás prolongam-se por vários quilómetros de extensão e a única forma de acompanhar essas camadas de subsolo é através da perfuração horizontal, uma técnica que é complementada pela fraturação hidráulica que consiste na "estimulação do reservatório através da injeção de água a grande pressão, químicos e areia para criar porosidade e impermeabilidade artificialmente", explica Diogo Rosa do Laboratório Nacional de Energia e Geologia.
Presente no Bombarral, Cadaval e Alenquer
Os Estados Unidos da América são o maior produtor mundial de shale gás. As estimativas indicam que as reservas deste gás na América do Norte têm capacidade para abastecer os EUA nos próximos 45 anos.Os olhos viram-se agora para Europa e Portugal faz parte da lista de países com formação de shale gás. De acordo com os estudos realizados em território nacional, "a formação da Brenha será a formação com mais interesse para o shale gás, portanto, esta formação está presente nos conselhos de Bombarral, Cadaval, Alenquer, logo, aí será o local onde poderá haver mais potencial", acrescenta Diogo Rosa.
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| O shale gás é um recurso não convencional que está entre 600 a três mil metros de profundidade |
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Vantagens da exploração de shale gás
Em termos de consumo o shale gás é um recurso mais barato e menos poluente, ainda assim, para os especialistas a exploração deste gás levanta questões quanto às consequências para o meio ambiente, nomeadamente para contaminação das reservas de água potável existentes nos lençóis freáticos.
Na Europa este mercado está a crescer e para além de Portugal há registo de potenciais reservas na Eslováquia, Ucrânia e França. A Polónia e a Alemanha já iniciaram alguns projetos de exploração.
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17:30 Domingo, 5 de fevereiro de 2012
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A história é de Max Schrems, estudante de Direito em Viena, mas podia ser de qualquer um de nós, que estamos no FaceBook.
Tudo o que o universitário de 24 anos quis foi concretizar a decisão que tomou ao fim de três anos na rede social: sair, encerrando a conta, na legítima expectativa que os seus dados fossem apagados.
Mal sabia Schrems que esta simples decisão o levaria a uma descoberta bizarra e a processar o Facebook por violação de dados.
Veja no Global Net, a rubrica de Miguel Martins, editor de Multimédia do Expresso, no programa Falar Global, da SIC Notícias.
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17:00 Segunda feira, 30 de janeiro de 2012
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Será que as estradas seriam mais seguras se os carros se transformassem em seres pensantes com capacidade para se autoconduzirem? No Falar Global desta semana damos-lhe conta de um projeto da Universidade de Aveiro que pode ser determinante para diminuir a sinistralidade rodoviária.
Automóveis sem condutor
O Atlascar é o resultado do trabalho desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, que transformou um automóvel convencional num carro com capacidade para tomar decisões."Consegue ver se há um peão a aproximar-se da passadeira, tomar uma decisão e dizer: "ok, se há um peão à minha frente eu vou ter de parar", exemplifica o Estudante de Doutoramento da Universidade de Aveiro, Miguel Oliveira.
Condução autónoma
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| Universidade de Aveiro desenvolve automóvel com capacidade para viajar sem condutor. |
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Sensores laser, infravermelhos e câmaras 3D permitem recolher os dados necessários para o veículo poder tomar uma decisão em situação de risco. Depois de criado um software que permite comandar o carro, foi necessário adaptar a mecânica de modo a que, por exemplo, o volante possa rodar sem ajuda das mãos do condutor e para isso "foi necessário fazer introduzir um motor na coluna de direção para o computador poder girar o motor", acrescenta Vitor Santos, Coordenador do projeto "Atlas".
Segurança Rodoviária high tech
Para que um carro possa andar sozinho na estrada toda a tecnologia que lhe permite a condução autónoma terá de ser criteriosamente testada. Os veículos terão de ter capacidade para reconhecer a sinalética de trânsito e ainda capacidade de prever comportamentos de risco nas estradas, principalmente nas cidades onde acontecem a maioria dos acidentes.
O primeiro passo está dado, pode ser uma mera questão de tempo até a ficção se tornar realidade.
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10:00 Segunda feira, 23 de janeiro de 2012
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À medida que a escassez aumenta, aumenta também a profundidade a que se extrai o petróleo e os riscos inerentes ao processo são cada vez mais elevados.
Hoje em dia já é possível descobrir debaixo de terra ou do mar reservatórios de petróleo em qualquer parte do globo, com as mais avançadas técnicas de aquisição sísmica, que permitem traçar o cenário das jazidas a três dimensões. "As ondas sísmicas atravessam o terreno em profundidade e vão sendo refletidas nos vários horizontes que compõem o terreno, e o tempo que demoram a fazer o percurso entre a parte da emissão e a parte da recepção é depois interpretado, permitindo-nos calcular a profundidade a que elas se encontram; basicamente é como se estivéssemos a fazer uma ecografia ao terreno por baixo dos pés, quer em terra quer no mar". Garante Carlos Alves, responsável de Exploração e Produção da Galp Energia.
Esta informação é essencial para identificar os possíveis locais onde poderá haver petróleo. Mas até se partir para a extração é preciso interpretar toda a informação do terreno e dos locais a perfurar - trabalho a cargo dos geocientistas com a preciosa ajuda de avançados softwares.
Poços cada vez mais profundos
Mas a evolução nesta área foi geral desde a perfuração à produção.
Ferramentas cada vez mais poderosas e materiais mais resistentes permitem alcançar objetivos que dantes eram inalcançáveis, possibilitando hoje ir mais fundo do que se poderia imaginar há alguns anos.
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| Empresas em todo o mundo continuam a apostar nas mais avançadas tecnologias para uma exploração cada vez mais profunda |
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"Já conseguimos furar 7 quilómetros em rocha, há poços desviados de longo alcance que podem atingir até 11 quilómetros de extensão, ou seja, ou estou a furar aqui e consigo ir atingir um objetivo que se encontra a 11 quilómetros de distância do local onde eu estou" explica Carlos Alves acrescentando que "isto é possível através de ferramentas que nos permitem controlar o desvio do poço da superfície, mandando impulsos eletrónicos para ferramentas que se encontram junto da broca para ela seguir o trajecto que eu pretendo."
Além da electrónica, também a evolução das técnicas de GPS permitem guiar e corrigir a posição da perfuração quer em terra quer no mar. Além de estar a ajudar a alcançar profundidades cada vez maiores, esta tecnologia também foi decisiva no acidente no Golfo do México em 2010 em que o poço da BP ficou a jorrar petróleo livremente durante meses. A catástrofe ambiental relançou a discussão sobre a segurança desta indústria. Mas apesar dos riscos, empresas em todo o mundo continuam a apostar nas mais avançadas tecnologias para uma exploração cada vez mais profunda.
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10:00 Quarta feira, 18 de janeiro de 2012
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Mata todos os anos milhares de portugueses e só a palavra assusta. O cancro tornou-se numa das doenças mais mortíferas da actualidade, mas também uma das mais investigadas.
Ninguém quer ouvir um diagnóstico de cancro, mas hoje já não é, em muitos casos, sinónimo de morte. A evolução das técnicas e da investigação científica tem trazido boas notícias aos doentes oncológicos. Desde medicamentos mais eficazes e tratamentos com menores efeitos secundários, à descoberta de novos marcadores ou sinais da doença, investigadores e médicos estão aos poucos a ganhar terreno na luta contra o cancro.
"Neste momento o que se conseguiu com o cancro foi em muitos dos cancros torná-las doenças crónicas, não foi curá-las, mas torná-las doenças crónicas" garante Paulo Mira, diretor do departamento de Cirurgia do Hospital de Cascais que se lembra que quando começou a dedicar-se ao tratamento das metástases hepáticas do cancro colorrectal, "um doente tinha seis meses de vida, se tivesse... Hoje tenho vários doentes operados com 10 anos sem doença. Hoje em dia o tratamento das metástases do cancro colorrectal, doenças hepáticas tem uma sobrevida na ordem dos 45 a 50% aos 5 anos sem recidiva, o que era impensável há 10 anos atrás".
Os avanços na área da oncologia têm permitido um diagnóstico precoce e as técnicas de imagem garantem análises cada vez mais minuciosas. Uma preciosa ajuda no caso de tumores ou metástases no cérebro, em que um passo em falso pode significar a morte.
Tecnologia de ponta em Portugal
A tratografia é uma técnica de avaliação pré-operatória que, com a ajuda da ressonância magnética, determina a posição exata do tumor cerebral, assim como dos nervos cranianos que têm de ser preservados para evitar paralisias faciais irreversíveis. Esta nova técnica está a ser usada em Portugal para ajudar a delinear tumores cerebrais benignos, que pela sua localização têm de ser removidos, mas também poderá ser aplicada em tumores malignos. O software usado no Hospital dos Lusíadas está a ser desenvolvido em colaboração com uma universidade japonesa e está a ser uma mais-valia durante a cirurgia.
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| Bloco operatório do Hospital dos Lusíadas |
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"Durante as cirurgias, que são muitas vezes prolongadas, nós temos a possibilidade monitorizarmos cada vez mais todas as funções vitais dos doentes e se eu estou a operar um doente e estou a estragar alguma coisa, algum sinal vai aparecer no aparelho e dizer: não, esse não é caminho certo" explica o Neurocirurgião do Hospital dos Lusíadas, Gonçalo Neto D'Almeida.
Portugal está aos poucos a introduzir as tecnologias mais inovadoras de tratamento oncológico, já postas em prática em muitos outros países em todo o mundo. Exemplo disso é também a radioterapia estereotáxica, uma técnica que emite uma elevada dose de radiação especificamente no tumor a tratar, que é delineado ao milímetro com a ajuda de uma TAC simultânea que garante a precisão da incidência de radiação. Além de permitir um tratamento mais rigoroso, exclui os efeitos secundários, preservando as zonas sãs à volta do tumor. O tratamento levado a cabo no Hospital do Barreiro poderá variar entre uma a cinco sessões, dependendo da lesão a tratar.
Por enquanto só alguns casos têm indicação para este tratamento, decisão a cargo de uma equipa multidisciplinar, mas o futuro é promissor e mais doentes poderão vir a beneficiar desta evolução, mostrando que a tecnologia é uma forte aliada na luta diária contra o cancro, uma doença que é já a segunda causa de morte em Portugal (ultrapassada pelas doenças cardiovasculares), mas que se prevê ocupar o primeiro lugar da mortalidade em 2030.
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10:00 Segunda feira, 9 de janeiro de 2012
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A robótica vai revolucionar a área militar, os trabalhos pesados e também a medicina.
O pesadelo de Fukushima
Passados nove meses do acidente nuclear em Fukushima, continuam os trabalhos de refrigeração dos reatores nucleares para evitar o colapso da central e um acidente com consequências ainda maiores. Esta tarefa estáa cargo de 50 trabalhadores que além de arriscarem a própria vida, têm de transportar fatos antirradiação que pesam cerca de 60 quilos. Problema que a robótica poderá solucionar com o desenvolvimento de exoesqueletos -extensões eletromecânicas do corpo humano que conferem super poderes.
"O que o exoesqueleto faz é aumentar a capacidade do operário para transportar o fato e se deslocar no interior da central e aumentar a duração do trabalho, ou seja, consegue ficar lá dentro mais horas a trabalhar porque é o exoesqueleto que faz o esforço, ele tem de fazerdepois a operação ao nível do pormenor, a carga quem transporta é o exoesqueleto e não o próprio." Garante Jorge Martins, investigador do Instituto Superior Técnico.
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| O exoesqueleto aumenta a capacidade física do ser humano. |
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Super soldados
Ao ajudar o homem a transportar pesos, o exoesqueleto é um perfeito aliado da área militar. Os soldados vestem fatos robóticos especiais que garantem uma maior capacidade de carga, mobilidade e autonomia. Um conjunto de sensores espalhados por este esqueleto externo eletromecânico, reveste o corpo e os membros dos soldados tornando-os quase invencíveis.
Revolução na área da saúde
Na saúde, o exoesqueleto poderá revolucionar determinadas áreas ao conseguir devolver capacidades motoras a pessoas com paralisias. Em Portugal, no Instituto Superior Técnico, estão a ser desenvolvidos exoesqueletos para corrigir e melhorar as funções de um determinado membro do corpo, e de uma forma geral, ajudar doentes com lesões na espinal medula.
Todos estes projetos ainda estão ainda a ser desenvolvidos, mas poderão no futuro tornar, verdadeiramente, o ser humano numa espécie de super-homem.
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10:00 Sábado, 31 de dezembro de 2011
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Foi na década de 80 que o Spectrum veio revolucionar o mundo dos jogos de computador.
Depois de introduzir o lendário código "load aspas, aspas",os jogadores tinham uma experiência única para a altura mas com limitações impensáveis nos dias de hoje. "No Spectrum o que acontecia é quenem sequer se podia fazer "salvar o jogo", púnhamos uma cassete no gravador, aquilo carregava durante 5 minutos, depois jogávamos e se perdíamos tínhamos de começar do início", recorda o Docente do IST-Taguspark, Pedro A. Santos.
Usar o corpo para jogar
Agora as consolas podem ser controladas apenas com o nosso corpo. A introdução de tecnologia com sensores como o Kinect permite reconhecer 19 pontos do corpo humano; como pernas, mãos, braços e dedos que ao detectar o movimento, reconhece a parte do corpo que se mexeu, permitindo desta forma a interacção com o jogo.
Ainda mais incrível do que isto é que para além do reconhecimento do movimento esta tecnologia terá capacidade para detectar emoções. "Vai reconhecer o rosto, eu vou saber se estou feliz, se fiquei chateado por ter perdido uns pontos", e quando for incluído o reconhecimento de voz, "vou poder dizer X-box pause e ela pára, depois saio, volto outra vez, X-box play e continuo a jogar", exemplifica NunoAlves da Silva, Dir. Serviços Online na Microsoft Portugal.
Jogar em qualquer lugar e em 3D
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| Jogos acompanham a evolução da tecnologia |
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As consolas portáteis estão preparadas para garantir a mesma qualidade;são interactivas, têm ecrãs tácteis e podem projectar o jogo para qualquer superfície, como é o caso da Playstation Vita, onde é possível colocar dois bonecos a lutar em cima de uma secretária, por exemplo, proporcionando uma experiência de realidade alternativa.
O Massimo 3D da LG permite jogar a três dimensões no telemóvel sem recurso a óculos. Os jogos podem ser descarregados da Internet em 2D e depois convertidos directamente pelo equipamento para 3D. O telemóvel pode ser ligado a um ecrã de televisão e servir de comando para controlar um carro ou jogar o famoso Angry Birds.
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