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Facebook: portugueses e brasileiros no fundo da tabela

2:39 Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009

Menos de 1 português em cada 100 tinha uma conta activa no Facebook no dia 2 de Fevereiro e dos 15 países que investigámos apenas um registou pior: o Brasil, onde pouco mais de 1 em cada 1.000 cidadãos está na rede social mais badalada em praticamente todo o mundo.

Por outro lado, a consulta revela um dado curioso: a percentagem de mulheres é mais elevada que a dos homens -- isto excepto em dois países, Itália e Grécia (ver tabela interactiva abaixo).

Os dados demográficos revelam indícios desconcertantes nesta primeira análise. A geografia não é o factor diferenciador: países próximos de nós, como a Itália e a França, têm percentagens "normais", com 1 em cada 10 cibercidadãos registado no Facebook. A Espanha é menos "normal": 1 em cada 20, mas ainda assim tem um score cinco vezes superior ao caso português.

A dimensão ou a riqueza de um país também nada interfere na utilização desta rede social. Países tão distantes entre si nestes dois factores como a Bulgária e a Alemanha estão muito perto no "ranking", com 1,82% e 1,58%, respectivamente, das suas populações ligadas.

Não é fácil entender as ausências de portugueses e brasileiros, dois países que aderiram cedo às redes sociais. Talvez se possa explicar pelo excesso de oferta? No caso do Brasil, a rede Orkut é um fenómeno há muitos anos, sendo os brasileiros os principais "clientes" da rede da Google. Em Portugal foi o Hi5 a captar a atenção geral, embora tenha conquistado sobretudo jovens, repartindo o topo das preferências com o MySpace.

Contudo, estas primeiras redes sociais possuem raios de acção limitados, enquanto o Facebook é o protótipo das redes modernas, abertas à agregação de conteúdos, grupos e pessoas, e com possibilidade de incorporar aplicações externas. Conjuga alguma informalidade com a partilha de documentos, gostos e links, mas com latitude para um uso profissional dos perfis, semelhante ao que podemos encontrar no LinkedIn. A isso soma-se a programabilidade e a agregação de conteúdos importados de outras redes, bem como, a breve prazo, alguma ubiquidade: os perfis Facebook poderão ser incorporados em blogues e sites de jornais, por exemplo.

Desde o Natal tenho notado um acréscimo de utilizadores portugueses no Facebook -- mas também noutra rede de crescimento explosivo, o Twitter. Apesar disso, a quantidade de portugueses ali presentes é ainda muito pequena, como se pode comprovar na tabela abaixo. Que é dinâmica e interactiva: clique nas etiquetas de coluna "país", percentagens e "total" para reordenar a tabela segundo esses critérios.


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Paulo Querido , jornalista

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Get a Life!
ExisteMesmo (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 10:12 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
Meu caro Paulo Querido, estou neste mundo de bits e bytes há mais de 20, fui co-autor do código de um dos primeiros chats online cá do burgo (andará por aí alguem que se lembre do CyberEden alojado num dos servidores do LNEC?), antes do Tim Berners-Lee inventar a Web, antes da Mirabilis desenvolver o ICQ, muito antes da Microsoft pensar no Messenger... e acabei por ignorar muitas dessas tendências devido ao sábio conselho de um correspondente que tinha no MIT: "Get a Life!"

Para todos os que fazem dos programas de instant messaging a sua casa, que medem o seu sucesso pela quantida de "amigos" que tem nos sites de social networking (e muitas vezes são incapazes de interagir com seres humanos reais), para os que se preocupam com indicadores de utilização (como se isso fosse importante) passo o veneravel conselho que me deram: "Get a Life!"
 
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    Re: Get a Life!    Ver comentário
Kya (seguir utilizador), 2 pontos , 10:41 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
    Marketing    Ver comentário
ExisteMesmo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:09 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
    Re: Marketing    Ver comentário
Abdul-Hamid (seguir utilizador), 1 ponto , 13:14 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
    este estudo conforma    Ver comentário
donateresa (seguir utilizador), 1 ponto , 2:14 | Domingo, 8 de fevereiro de 2009
Tudo depende
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 13:46 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
da forma como são utilizados.
São espaços que podem ser úteis ou criminosos.
Dependem de quem está do outro lado.

Como tudo o que é inventado e manipulado pelo ser humano, têm duas faces. Podem fazer-se negócios, amigos, encontrar criminosos, burlões, etc.

Como a pólvora ou o nuclear. A energia gerada pode desbloquear, iluminar ou destruir.
 
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Patétices humanas
Cruzadas (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 21:34 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
Nunca compreendi a razão de ser das tão utilizadas "redes sociais". Duvido que alguém tenha transposto amizades virtuais em reais.

A única razão que vejo para que milhões de pessoas coloquem os seus perfis online, com informações completas (nome, idade, cidade, gostos, local de trabalho) e as suas melhores fotografias (muitas auto-fotografadas) é a necessidade de serem elogiados/desejados. Nunca caí, nem vou cair nessa. É como alguém disse: Na net, só com "alias."
 
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...
corta bushos (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 9:44 | Sábado, 7 de fevereiro de 2009
gostei da expressão: "Get Life"!

as pessoas estão hipnotizadas e sonambulas com tanto bit.
 
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Mas o que é que interessa
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 8:57 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
o Facebook ou o MySpace ou outra coisa qualquer?

Isso é algum índice de desenvolvimento?

Há coisas mais importantes na vida, do que pastar a vida privada online, para toda a gente ver. Desde quando é que o número de pessoas que escancaram a vida privada na internet, é importante?

Eu não estou preocupado. Mas há gente que está. Somos todos produtos. Queremos arranjar emprego, temos que fazer "marketing pessoal", ou seja, convencer o empregador de que somos melhores que todos os outros (e levamos mais barato!!). E agora, temos a rede social, em que damos a nossa morada, nºs de telefone a uma empresa que os vende a outras empresas para fazer lucro.

Isto é uma loucura.
 
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Felizmente há lá gente de topo
Arrebenta (seguir utilizador), 1 ponto , 11:07 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
Esses espaços são muito interessantes, em circunstâncias específicas. Sem eles, não poderíamos conhecer as faces de gente de bem, como os primos de Sócrates, Nuno e Hugo Monteiro, de quem tanto se tem falado.
É a vida.
 
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ja agora
portamoedas (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
melhor que isto é o skype em que podemos falar 4 ou 5 ou mesmo tempo em conferencia, para quem esta longe pelos menos sempre se fala e com camera.
 
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Sim, é uma Rede com potencialidades!
Abdul-Hamid (seguir utilizador), 1 ponto , 12:56 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
Eu já la estou e sou fã do Expresso Facebook.
Era o que faltava responsabilizarmos a REDE Web dos males da sociedade, muito pelo contrário, é uma tela de discussão magnífica, pena é que nem toda a gente tenha acesso a ela, também aqui os mais pobres são excluídos. Pode ser que nós "burgueses" resolvamos dar uma ajuda, afinal estamos tomando consciência que também não somos ricos ahahahahaha estamos do mesmo lado da barricada.
Vamos aderir ao Facebook! porque não?

Venerando-os
 
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É muito fácil de entender
Joao Cardoso (seguir utilizador), 1 ponto , 21:07 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
Basta fazer o trabalho de casa. O netlog é a segunda rede social mais usada por portugueses, a seguir ao HI5, claro, e é incomparavelmente mais acessível e com mais funcionalidades que o facebook, que só recentemente foi traduzido para português.
É verdade que tem uma equipa portuguesa de apoio que brada aos céus, com uma forma muito peculiar de aplicar as regras da empresa. Mas nem isso obstou ao seu sucesso. Basta usar o google trends, e já agora, conhecê-lo. Quem tem netlog não precisa de Facebook...
 
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SE FOSSEMOS OS PRIMEIROS EM CIVISMO
mausousa (seguir utilizador), 1 ponto , 13:04 | Sábado, 7 de fevereiro de 2009
incrivel este comentário do Paulo Querido..é arrepiante,,deviamos era ser primeiros em muitas outras coisas realmente importantes, agora em sites de "não leva a lado nenhum" em vez de andarem em sites desse tipo as pessoas interagiam melhor umas com as outras fossem para a rua e ver o mundo real e talvez essa crise que que passamos actualmente nunca teria acontecido..mas aceito as opinioes contrárias das pessoas que gostam de conviver nesses sites..cada um faz o que quer...
 
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Qual o interesse do Facebook e congéneres ?
Xico Taxista (seguir utilizador), 1 ponto , 14:18 | Sábado, 7 de fevereiro de 2009

A denominada "web social" tem tanto interesse, como ler o correio sentimental da revista "Maria".

 
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facebook
Rio Grande (seguir utilizador), 1 ponto , 16:36 | Sábado, 7 de fevereiro de 2009
A mania de os brasileiros visitarem esses "sites" de relacionamento, não têm em mim o brilho que parecem propagar. É possível travar amizades por este meio eletrônico, mas enfim sempre é melhor "ao vivo e a cores", no convívio de um bom "chopp", à beira-mar em algum quiosque, na estrada, quando o carro resolver empacar, na noite, entre uma música e outra, regada por um bocado de álcool (caipirinha de cachaça São Francisco)e, depois, esquecer a condução, uma vez que a polícia está na caça dos embriagados, o que está proíbido no Brasil (o uso de álcool na direção de carro). Ademais, há muito analfabeto técnico e psicológico falando bobagens, desvalidos que precisam de um máquina para conversar e por aí. Por outro lado, quando falamos de política, é certo que os serviços de informação têm o melhor "gallup" para verificar as tendências da população e, até, encontrar algum pretendente a terrorista, rastreando (como devem estar fazendo agora), por meio de palavras-chave, algum perigoso e sinistro cidadão que possa pôr o Estado em perigo. Por tantos senões, prefiro apenas este tipo de intervenção, sem colocar minha individualidade desnudada ou o meu dia-a-dia na passarela duvidosa desse serviço. Mas convenhamos que o progresso anda a largos passos, pois estamos próximos uns dos outros, como aqui, eu cá no Brasil e, vocês, na terra dos meus antepassados, como nunca dantes fora possível imaginar ou sonhar. Aí, com certeza, vale a utilidade deste meio.
 
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    Fuga ao frio    Ver comentário
Mearoz (seguir utilizador), 1 ponto , 19:56 | Sábado, 7 de fevereiro de 2009
    Re: Fuga ao frio    Ver comentário
Rio Grande (seguir utilizador), 1 ponto , 1:42 | Domingo, 8 de fevereiro de 2009
Sou 100% anti-social e não uso mas sei q tem valor
Mineiru (seguir utilizador), 0 pontos (Despropositado), 16:28 | Sábado, 14 de março de 2009
O comentador parte de um entendimento errado da coisa.
80% dos brasileiros usuários de internet usam redes sociais, ou seja, são os mais "sociáveis" do mundo. O sujeito se quiser se "incluir" nesse mundo tem q entrar na rede onde estão seus parentes e amigos e no caso do Brasil TODOS estão no Orkut, já quem tem contatos com pessoas de outros países aí sim justificaria ter um perfil no Facebook ou similar. Fazer parte do tal Facebook para a maioria dos brasileiros é uma completa inutilidade e além do q como competem entre si todas as redes vão acrescendo com o tempo os mesmos recursos, o Google inclusive transferiu aqui para minha terrinha, Belo Horizonte, o seu centro de desenvolvimento do Orkut. Alguma opiniões tb estão equivocadas por pensarem q a rede social funciona como uma espécie de Second Life onde se vive uma "outra vida"! Claro q não as pessoas sãs e normais a utilizam como uma extensão da vida cotidiana! A continuação do convívio na escola, no trabalho em família, onde se pode trocar impressões sobre uma festa ou combinar um passeio, mostrar fotos aos amigos etc, ou seja estreita-se contatos ainda mais, contatos q se perderiam como por exemplo alguém com quem não se trabalha ou se estuda mais ou alguém conhecido numa viagem. Um país grande como o Brasil (onde até cães de rua têm celular mas as tarifas são o "olho da cara") rapidamente viu utilidade no Orkut. As eventuais aberrações e o mau uso do Orkut não anulam a utilidade q ele tem para milhões de usuários!
 
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