O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que seria uma "perda" a destruição "irreversível" das escutas feitas no âmbito do processo "Face Oculta" e defendeu a manutenção dessas provas "para processos futuros".
"Não se trata de procurar saber os seus conteúdos, mas naturalmente procurar manter essas provas para processos futuros e a sua destruição irreversível seria sempre uma perda", afirmou Jerónimo de Sousa aos jornalistas, em conferência de imprensa.
O líder do PCP reconheceu não dispor de elementos "para avaliar o acerto da decisão" do Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, sobre o arquivamento das últimas cinco conversas entre Armando Vara e o primeiro-ministro, José Sócrates, mas considerou "não haver no quadro legal forma de escrutinar se essa decisão concreta é justa ou injusta".