O administrador da EDP Imobiliária Domingos Paiva Nunes, constituído arguido no âmbito do processo Face Oculta, pediu a suspensão de funções de representação da empresa, disse à Lusa fonte ligada ao processo.
A mesma fonte explicou que Domingos Paiva Nunes deixa assim de poder representar a empresa externamente, desempenhando apenas tarefas no interior do grupo.
O pedido de Domingos Paiva Nunes foi anexado ao processo aberto pelas autoridades judiciais.
EDP não comenta
Contactada pela Lusa, a EDP escusou-se a comentar a situação, afirmando apenas que decorre um processo de auditoria interna.
Domingos Paiva Nunes, vogal do Conselho de Administração da EDP Imobiliária, é um dos 15 arguidos no processo Face Oculta. O responsável surge no processo como tendo sido contactado por Armando Vara, que o apresentou ao único detido no caso, o empresário sucateiro Manuel Godinho.
Segundo partes do despacho das autoridades citadas pela imprensa, o objectivo seria o de facilitar concursos e adjudicações às empresas de Godinho.
Na sequência destes contactos, o quadro da EDP Imobiliária terá pedido a Manuel Godinho um carro, que este terá acabado por oferecer.