10/02/2012 atualizado às 17:13

Face Oculta: Indícios de crime apuram-se no fim e não no princípio da investigação - João Palma

Lisboa, 09 fev (Lusa) - O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) salientou hoje que a "prática comum" dos magistrados do MP é que a verificação de indícios de crime "se apuram no fim" e "não no princípio" da investigação.

23:10 Terça feira, 9 de fevereiro de 2010

Lisboa, 09 fev (Lusa) - O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) salientou hoje que a "prática comum" dos magistrados do MP é que a verificação de indícios de crime "se apuram no fim" e "não no princípio" da investigação.

João Palma, que falava à agência Lusa sobre a polémica em torno das escutas telefónicas do processo Face Oculta em que aparece a falar o primeiro ministro, referiu que a direção do SMMP "acompanha com muita apreensão o que se está a passar".

"Vieram a público as razões que levaram os magistrados de Aveiro a extrair as certidões (das escutas). Relativamente à justificação dos despachos proferidos, quer pelo procurador-geral da República (PGR), quer pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), a dificuldade é maior em compreender, porque não conhecemos ou não conhecemos na totalidade para poder fazer uma apreciação crítica relativamente ao respetivo teor", disse.

Lusa
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