Lisboa, 09 mar (Lusa) - No terceiro despacho que proferiu sobre as escutas do caso Face Oculta, em que foi intercetado o primeiro ministro, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça confirma que os registos devem ser destruídos por "afetarem direitos e liberdades das pessoas envolvidas".
O terceiro despacho de Noronha Nascimento, datado de 26 de janeiro e a que a Lusa teve acesso, refere-se a uma "conversação telefónica" em que interveio o primeiro ministro, José Sócrates, intercetada a 06 de agosto do ano passado, nas escutas a Armando Vara, arguido no processo Face Oculta.
Noronha Nascimento lembra no documento, cujo conteúdo foi avançado pela RTP, que nos despachos que proferiu a 03 de setembro e 27 de novembro de 2009 - os únicos até agora conhecidos - "foi já apreciada a regularidade de comunicações telefónicas em que intervinha o primeiro ministro".