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Rosália Amorim (www.expresso.pt)
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11:38 Sexta feira, 21 de outubro de 2011
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Esta semana ao conversar com entrevistados, fontes oficiais e anónimas, conhecidos e amigos - todos made in Portugal - dei por mim a questionar-me ' que país é este?', ' quem se revê neste Portugal?'.
De que adianta um enorme esforço se o corte é para todos, indiferente à meritocracia.
Quantos de nós temos:
- Um amigo ou conhecido cuja mulher está desempregada?
- Outro que está, ele próprio, sem trabalho?
- Um conhecido que mudou os filhos de uma escola privada para uma pública porque já não consegue fazer face às despesas, apesar de ter consciência de que (neste caso específico) é uma má escolha?
- Uma amiga que dá o "litro" na função pública, mas que leva com um corte cego porque - qual pecadora! - ganha mais de mil euros!?
Para onde vamos? Que talentos retemos, desta maneira? Nenhuns|
Cada uma destas pessoas, com quem falei, só manifestou uma única vontade: emigrar. Preocupante. Uma coisa é ir para fora em busca de uma vida melhor, outra é ter mesmo de ir embora por falta de escolhas dentro da sua nação.
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Rosália Amorim
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15:43 Segunda feira, 17 de outubro de 2011
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Executivos sem gravata
As mulheres assumem um papel cada vez mais importante, em todas as áreas, e isso acontece em todo o mundo.
Veja-se a lista recentemente publicada pela revista Forbes com as 100 mulheres mais poderosas do mundo:
Os três primeiros lugares são ocupados por: Angela Merkel, chanceler alemã que há pouco tempo visitou Angola, é considerada a mais poderosa de todas, seguida de Hillary Clinton, secretária de Estado americana, e de Dilma Rouseff, presidente do Brasil.
Na mesma lista seguem-se mais três senhoras que mandam em grandes organizações ligadas ao universo empresarial: Indra Nooyi, chairman e ceo da PepsiCo Inc., Sheryl Sandberg, COO do Facebook, e Melinda Gates, líder da Fundação Bill e Melinda Gates, ou seja, a fundação do casal Microsoft.
Assim, nos seis primeiros lugares do ranking estão representadas três das grandes economias que estão a mandar no mundo e três organizações privadas gigantescas com alto impacto internacional.
Ainda não foi desta que uma mulher angolana marcou presença no ranking da Forbes. Mas, a ver pelo crescimento da economia deste país africano, não faltará muito para lá chegar... Quem sabe, já em 2012!
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Rosália Amorim
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17:32 Quinta feira, 21 de abril de 2011
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Como os Nabeiro se mantêm unidos nos negócios, resistentes à crise e de olhos postos no estrangeiro
São seis os elementos da mesma família ligados aos mesmos negócios, todos eles em redor da Delta. Pela primeira vez reuniram-se para uma entrevista e fotografia que esta sexta-feira, feriado, é publicada na Revista Única/Expresso.
Rui, comendador e fundador da Delta, juntou toda a família em redor do negócio que fez nascer e o sabor do café ficou entranhado nos dois filhos e nos três netos. "Desde pequenos, quando brincávamos às escondidas do meu avô na fábrica, que estamos ligados ao negócio", conta Rita, a neta mais nova, hoje encarregada do negócio mais recente, os vinhos da Adega Mayor.
Foi na adega desenhada pelo arquiteto Siza Vieira que entrevistei os protagonistas e foi também aí e na fábrica da Delta que testemunhie como interagem e com se ouvem uns aos outros. Em especial como ouvem o comendador Rui Nabeiro.
Faltavam cinco dias para Rui Nabeiro festejar os 80 anos. De sorriso no rosto e orgulhoso nos seus sucessores, ele revelou que laçadas mantêm esta união familiar.A forma como partilha o poder, as decisões e a visão estratégica. Sim. Apesar dos seus 80 anos continua de olhos postos em mercados estrangeiros, sobretudo em Angola.
"O clã Nabeiro tem em comum a humildade, e tem uma espécie de pacto familiar informal que faz com que todos puxem o barco para o mesmo lado. Este grrupo facturou 270 milhões de euros em 2009.
Leia mais na Revista Única desta semana.
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Rosália Amorim (www.expresso,pt)
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13:00 Sexta feira, 8 de abril de 2011
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O executivo de hoje tem gravata. Lamento! Mas justifica-se! Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos, revelou que o pacote de ajuda a Portugal ascenderá a 80 mil milhões de euros. O dinheiro começa a chegar ao nosso país já no próximo mês de Maio.
Segundo declarações de Olli Rehn, o plano "inclui um grande programa de privatizações" (mas já temos tão poucos anéis para vender!) e será fechado e aprovado a 16 de Maio. Rehn adiantou ainda que parte do dinheiro chega já a Portugal no próximo mês.
Os ministros das Finanças da zona euro, reunidos no Ecofin em Budapeste, na Hungria, durante o dia de hoje, decidiram que o pacote de medidas de austeridade terá metas de consolidação orçamental "ambiciosas" e apelaram aos partidos portugueses que cheguem a acordo.
E pronto, senhoras e senhores, está à vista que os próximos 3 anos vão ser (ainda mais) para esquecer. Há quem emigre, como se vê pela capa da Revista Única, a publicar amanhã (já aqui no site), com o título: "Contra a crise, partir". São histórias de novos emigrantes de sucesso, a ler durante o fim-de-semana.
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Rosália Amorim (www.expresso.pt)
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17:57 Quinta feira, 7 de abril de 2011
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Estela Barbot é a única portuguesa conselheira do FMI. Todos os ouvidos estão atentos às recomendações da economista. Conheça-a melhor.
Loira, elegante e inteligente. Aquela mistura que algumas mentes (arcaicas) julgam impossível é possível e recomenda-se (e eu sou morena, como poderão ver na fotografia deste blogue...).
Estela Barbot tem esses três ingredientes. É economista de formação e empreendedora e gestora de profissão. Gosta de correr riscos, abraçar desafios novos e fazer corridas de obstáculos.
Com dois filhos, já adultos, mostra que é possível ser mãe e ter carreira. Aliás, ter carreira internacional. Ela é a única personalidade portuguesa conselheira do FMI. Essa instituição de que todos falamos há meses e que - como confirmámos ontem pelas palavras do primeiro-ministro - deverá estar a entrar na grande porta lusitana muito em breve.
Estela Barbot é uma das 25 mulheres que em 2009 elegi para constrar no meu livro "O Homem Certo para Gerir uma Empresa é uma Mulher". Entrevistei-a e acompanhei-a na AGA Álcool e Géneros Alimentares, onde era vice-presidente (concluiu o processo de venda da empresa recentemente). A sua frontalidade, energia e palavras certeiras fizeram-me crer que estava perante uma grande gestora. E, pelos vistos, não me enganei.
O FMI reconheceu-lhe mérito e elegeu-a como conselheira. Agora todos os olhos estão postos nela. Além destas funções, Estela tem o cargo de consultora do Banco Santander Totta, de administradora da Sarcol Imobiliária entre muitas outras funções internacionais.
Confira o perfil desta economista de sucesso na edição da Revista Única/Expresso do próximo sábado, dia 9 de Abril.
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Rosália Amorim
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18:46 Segunda feira, 28 de fevereiro de 2011
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Portugal já só tem uma mulher CEO no PSI 20
Ana Maria Fernandes é a única excepção à regra. Todos os CEO do PSI 20 são homens. Só resta Ana Maria, líder da EDP Renováveis.
Em Portugal apenas 5% dos cargos nas administração das empresas, que integram o PSI 20, são ocupados por mulheres. Esta percentagem é uma das mais baixas em toda a Europa.
Ao todo, as administradoras são uma dúzia exacta, mas só Ana Maria Fernandes é realmente número um. É presidente executiva da empresa de energias renováveis desde há cerca de dois anos. No ano passado recebeu o galardão "Female Leadership Award", atribuído pela European Women´s Management Development International Network (prémio em forma de tela, que tive a honra de entregar, como convidada a participar na cerimónia e enquanto jornalista do Expresso e autora do livro "O Homem Certo para Gerir uma Empresa é uma Mulher").
Entre as restantes mulheres administradoras constam ainda Maria Celeste Hagatong (BPI). Fora da lista do índice PSI 20, há mais saias, como Esmeralda Dourado (SAG), Isabel Ferreira (Banco Best) Cláudia Goya (Microsoft Portugal), Isabel Vaz (Espírito Santo Saúde), entre muitas mais que revelam toda a sua fibra à frente de empresas suas ou de outrém.
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Rosália Amorim
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12:18 Segunda feira, 31 de janeiro de 2011
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Os irmãos Martins, empreendedores que fundaram a Martifer, fizeram da empresa a líder ibérica em construções metálicas e cotaram-na em Bolsa. Agora degladiam-se com a crise, mas provam que duas cabeças pensam sempre melhor do que uma só e que é sempre preciso estar "no terreno com as botas calçadas".
"Sempre estivemos no terreno com as botas calçadas" dizem os irmãos Carlos e Jorge Martins, numa entrevista que publiquei no passado sábado na Revista Única do Expresso (se não leu no fim-de-semana, aproveite o serão de hoje para o fazer).
Estes senhores têm ADN de empreendedores. Oriundos da classe baixa - o pai era encarregado de obras e a mãe tinha um pequeno aviário - estiveram quase a 'perder-se' no mundo do trabalho. Ainda começaram a trabalhar nas obras, como trolhas, mas depressa a mãe os obrigou a seguir os estudos.
Licenciados, tinham o sonho de montar a sua própria empresa. Uniram esforços e juntos - sem disputar lideranças, rótulos ou cartões de visita a dizer 'patrão' - pediram dinheiro aos amigos, hipotecaram uma casa, candidataram-se a um fundo de apoio a jovens empresários e em 1991 abriram as portas da Martifer, aquele que viria a ser um grupo líder de construções metálicas na ibérica e, mais tarde, um grupo cotado na bolsa de valores.
Não deixaram que os escassos recursos lhes cortassem as pernas. E mesmo perante esta crise, que todos sentimos na pele, reestruturaram a empresa, reorientaram os negócios da energia eólica para a solar, e voltaram a focar-se no core business das construções. Hoje dizem-se prontos para continuar a trabalhar "no terreno com as botas calçadas".
Alguns leitores dirão que o grupo tem um sócio de peso, que é a Mota-Engil que os apoia e abre portas, que o grupo tem uma grande dívida (aponte-se o dedo às empresas e até aos países que não a têm), e que as energias renováveis ainda não dão tanto dinheiro quanto se prometia ou vislumbava... poderá ser tudo verdade. Mas o que fica desta história, desta entrevista, é a capacidade de arriscar, de experimentar e de ser resiliente.
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Rosália Amorim
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18:20 Sexta feira, 14 de janeiro de 2011
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Só 28% das empresas portuguesas planeiam contratar mulheres mães. Bem vindos ao terceiro mundo.
Um estudo da Regus revela que só 28% das empresas portuguesas planeiam contratar mulheres mães e que 25% temem que as mulheres gozem licença para ter um segundo filho.
Bem sei que em tempo de crise são muitos os patrões que se preocupam mais em ter mão-de-obra disponível - de preferência a '200%' para fazer face à conjuntura e até ao facto de, muito provavelmente, a empresa ter reduzido a sua equipa de pessoal ao longo dos últimos dois ou três anos, fruto da crise - do que se preocupam priopriamente com as pessoas enquanto seres humanos. Esquecem-se contudo de que essa actual visão é de curto prazo, aliás de curtíssimo curto prazo.
Parecem não querer ver que as mulheres são a maioria (quase 62%) da população activa em Portugal e que são a maioria (59%) dos licenciados de toda a União Europeia.
Não contratar mulheres é negar a atual realidade do mercado laboral. É rejeitar talentos criativos, com inteligência emocional, com capacidade multitarefas.E não sou só eu que o digo. São vários investigadores e até Tom Peters, o guru da Gestão.
Não querer contratar mulheres-mães traduz uma mentalidade 'terceiromundista'. Como escreveu a The Economist, a propósito do crescente papel das mulheres nas empresas, "as sociedades que tentam resistir ao crescimento das mulheres no local de trabalho pagarão um preço elevado, sob a forma de talento desperdição e de cidadãs frustradas".
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Rosália Amorim (www.expresso.pt)
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11:57 Quinta feira, 30 de dezembro de 2010
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Clooney quer lançar uma espécie de paparazzi anti-genocídio no Sudão, via satélite. É como que uma polícia dos ares. Dará resultado? (Veja vídeo no final do texto)
Com o apoio da ONU, de Harvard e da Google, o actor George Clooney pretende vigiar o Sudão através de satélite. Desta forma quer prevenir as violações dos direitos humanos.
O "Satellite Sentinel Project" é financiado pela organização Not On Our Watch, que junta a Clooney mais celebridades como Brad Pitt e Matt Damon. O sistema vai ajudar a detectar movimentos de tropas e civis e outros indícios de possíveis conflitos.
Em entrevista à revista Time, George Clooney baptizou este espião dos céus de "paparazzi anti-genocídio".
As imagens serão recolhidas e tratadas pelo programa das Nações Unidas UNOSAT e a Iniciativa Humanitária da Universidade de Harvard fará a investigação mais pormenorizada. Posteriormente, toda a informação fica acessível via plataforma da Google.
"Queremos com isto dizer a possíveis responsáveis por genocídio e outros crimes de guerra que o Mundo está a ver", afirmou o actor através de um comunicado. O programa foi lançado hoje em www.satsentinel.org
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Uma iniciativa que surge quando se aproxima a passos largos o referendo de 9 de Janeiro, em que será votada a divisão entre o Norte e Sul do Sudão.
Clooney tem sido uma das mais fortes e ouvidas vozes contra as violações dos direitos humanos e promete não calar-se e ainda movimentar a comunidade internacional para esta causa. Uma boa acção natalícia para mudar desde já o 2011.
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Ver 10, 20, 50 resultados por pág.
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