Desde que existe o exame nacional de Física e Química A nunca os alunos do secundário conseguiram ter uma média positiva. Este ano, na 1.ª fase, os resultados foram mesmo os piores de todas as disciplinas. A média nacional baixou dos 9,3 valores para 8,4 (numa escala de 0 a 20) e um em cada quatro estudantes chumbou na cadeira.
Também a Matemática A, o desempenho dos alunos caiu face a 2008, com a percentagem de negativas à disciplina a duplicar: passou de 7% para 15%. No entanto, a média manteve-se na positiva - 10 valores -, algo que nunca tinha acontecido até ao ano passado.
Aliás, pode dizer-se que o que sucedeu em 2008 é que foi surpreendente. De exame "maldito", Matemática A, feita por 37 mil estudantes, saltou então para o topo das provas com classificações mais elevadas.
Já a Português B, o exame com maior número de inscritos, os resultados voltaram a situar-se na positiva (média de 11,1), depois do deslize do ano passado.
Em termos globais, os resultados da 1ª fase dos exames nacionais, divulgados hoje, mostram que as maiores dificuldades acontecem nas áreas das Ciências. Para além dos maus resultados na prova de Física e Química A (feita por 36 mil alunos), também a Biologia e Geologia a média é negativa: caiu para 9,5 valores).
O panorama levou o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, a afirmar a necessidade de se tomarem "medidas adicionais a aplicar no próximno ano lectivo".
De resto, Valter Lemos congratulou-se com o facto de o número de exames com médias abaixo dos 10 valores continuar a baixar, sendo agora de apenas quatro disciplinas. "Os resultados da 1ª fase evidenciam uma tendência de estabilidade dos resultados, numa época de exames que tem sido exemplar, com provas de elevada qualidade, adequadas e, até ao momento, sem falhas".
O director do Gabinete de Avaliação Educacional
(Gave), responsável pela realização das provas, sublinhou a elevada correlação que existe entre o desempenho dos alunos na escola, ao longo do ano lectivo, e no momento dos exames. Os bons alunos na avaliação contínua são os que se saem melhor nas provas nacionais, o que "prova" que estes testes são "justos" e adequados aos programas leccionados, concluiu.