13/02/2012 atualizado às 8:42
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Ex-etarra condenado a 119 anos de prisão

Joseba Urrosolo Sistiaga, autor de 16 assassínios, foi condenado pela morte de três polícias em 1991. Hoje defende o fim do terrorismo.

Pedro Cordeiro (com agências)
12:52 Quinta feira, 29 de julho de 2010
Sistiaga defende hoje o abandono da luta armada pela independência do País Basco
Sistiaga defende hoje o abandono da luta armada pela independência do País Basco
Chema Moya/Reuters

O ex-dirigente da ETA Joseba Urrosolo Sistiaga foi condenado a 119 anos de prisão pela morte de três polícias, há 19 anos. A sentença foi ditada ontem pela Audiência Nacional espanhola, que deu como provado o papel do réu no envio de um embrulho armadilhado. Preso há 13 anos e afastado da organização terrorista há 16, Sistiaga defende hoje o abandono da luta armada pela independência do País Basco.

O tribunal deu como provado que Urrosolo apontou num caderno de argolas, em 1991, o endereço do Ministério da Justiça, alvo do atentado. A encomenda chegou, mas o Ministério rejeitou-a, pelo que regressou aos armazéns da empresa de envios postais que a processara. Dias mais tarde, os terroristas telefonaram - como é seu hábito - a alertar para o conteúdo explosivo. A bomba deflagrou a 1 de julho de 1991, enquanto a brigada de minas e armadilhas (TEDAX, na sigla castelhana) tentava desativá-lo.

Os agentes Luis Claraco e Pedro Domínguez morreram de imediato e José Luis Jiménez viria a falecer no hospital. Além da pena de prisão, Urrosolo terá de indemnizar as viúvas das vítimas em 250 mil euros, mais 70 mil euros a uma delas por danos diretos e 125 mil euros a cada um dos oito filhos dos polícias mortos.

Defensor do fim do terrorismo


Urrosolo não é estreante no banco dos réus. Autor de 16 assassínios, está condenado a centenas de anos de prisão. Detido desde 1997 na penitenciária de Nanclares de Oca, na província basca de Alava, tem cooperado com a justiça na investigação das atividades da ETA, que o expulsou por indisciplina em 1994, e defende que a organização terrorista deve largar as armas.

Durante o julgamento agora findo, Urrosolo afirmou que "a luta armada já devia ter acabado há muito tempo". No passado mês de maio, subscreveu com outros presos da ETA uma carta que defendia o "reconhecimento" e a "reparação" dos danos causados pelo grupo terrorista e pedia aos ainda membros que rompessem com a disciplina da organização e aceitassem benesses a troco de colaborarem com as autoridades, para poderem "participar nos debates a favor de uma mudança de ciclo".

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Condenado a 119 anos?...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 18:23 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
A Jutiça espanhola espera que ele ressuscite duas vezes...com essa condenação...
 
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enquanto andou solto matou ....
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 15:05 | Quinta feira, 29 de julho de 2010


agora que vai ficar pra sempre atras das grades , teve tempo para pensar e na expectativa de benesses já acha que a luta armada não faz sentido .

As 16 mortes são irreparáveis !!!
 
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