Os promotores deste evento foram a ANJE, a UERN e o CEC/CCIC e realizou-se no passado dia 13 de Janeiro na Universidade Católica Portuguesa no Porto.
Durante a Sessão de Abertura o Eng.º Francisco Maria Balsemão, presidente da ANJE, referiu que as crises geram, para além de ameaças acrescidas, um conjunto de oportunidades, por isso, há a necessidade de novos agentes empreendedores.
No Painel de Pessoas com Percurso, que pessoalmente considerei-o dos mais interessantes da conferência, interveio jovens empresários que partilharam os seus sucessos e fracassos, experiências e conselhos.
O Eng.º Afonso Rangel, CEO do Portugal Informático, fez uma análise do percurso e da evolução da empresa que criou e referiu a importância de se acreditar no projecto, da organização e do planeamento. Depois da partilha da sua experiencia disse que "o sucesso não é um destino, é um caminho. O nosso amanhã só depende do que fazemos hoje, só temos de arregaçar as mangas".
O Dr. Miguel Fonseca, CEO da Edigma.COM, SA, aconselhou a se trabalhar primeiro para outra empresa antes das pessoas se aventurarem a criar a sua própria empresa, de forma a ganharem experiência e conhecimentos. Depois de contar o seu percurso como empresário alertou para o facto da necessidade de nos questionarmos de vez em quando se continuamos a acreditar naquilo em que acreditávamos, porque é fundamental para o sucesso.
O Dr. Francisco Fonseca, CEO da Anubis Networks, fez uma apresentação criativa e referiu a importância de se aceitar desafios, saber vender e comunicar. Relativamente à sua experiencia noutros países, referiu que aos Portugueses só falta serem mais organizados e metódicos. Segundo a sua experiência o plano de negócios é dinâmico e alertou para a necessidade de estarmos atentos ao mercado, pôr tudo em causa e alterar o plano de negócios se necessário. Alertou também para quem se quiser aventurar no mundo empresarial que é necessário ter estofo porque a pressão é constante e contínua. As alegrias são mais intensas mas as preocupações também o são. Referiu que é fácil ter boas ideias, o difícil está na sua execução e que a ousadia é importante pois consegue abrir portas e muitas vezes é o que faz a diferença. Partilhou também a sua maior dificuldade como empresário: encontrar a estratégia. Para o Dr. Francisco Fonseca o que é importante para o sucesso é a preocupação com as pessoas, motivação, inovação e muito, muito trabalho.
Ponte para o empreendedorismo
A intervenção mais aguardada foi a do Dr. José Vieira da Silva, Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento. O Dr. José Vieira da Silva referiu que o empreendedorismo é importante para que o nosso país possa evoluir e apoiar a recuperação da economia portuguesa. Referiu que estamos a atravessar um clima económico com muitas mudanças a acontecerem ao mesmo tempo. Utilizou a ponte como metáfora quando disse que estamos a atravessar uma "ponte" em que a origem da mesma, aquilo que era a nossa economia já não existe. Agora a nossa obrigação e ambição é chegar ao outro lado da ponte sem a certeza de o conseguirmos. Para o nosso Ministro da Economia o sucesso não é só a ambição de correr riscos, mas também a organização e conseguir alcançar riqueza.
Essencial para o sucesso é implementar elementos permanentes e dinâmicos de mudança. Referiu a importância de valorizar as redes de produção de iniciativas empresariais. Para este, é fundamental estabelecer-se três tipos de "parceria": entre os poderes públicos e o universo empresarial, entre o sistema tecnológico/universitário e as iniciativas empresariais e, entre o próprio sector empresarial na articulação entre as grandes empresas e as PME. Terminou a sua intervenção a dizer que os factores de sucesso para o empreendedorismo são a ambição e a persistência.
O
post já vai longo, por isso, não há mais caracteres para referir outros nomes e assuntos da Conferência. Reparei num pormenor inevitável e difícil de escapar aos olhos das mulheres e dos homens presentes na Conferência, sem querer entrar em guerra de sexos: não houve nenhuma mulher a intervir quer como moderadora quer como convidada na Conferência. Estranho...
Contudo, devo referir também que entre as pessoas que assistiram à conferência havia no máximo uma a duas mulheres por fila na plateia. No máximo! Isto de participar em Conferências de Empreendedorismo não está relacionado com dificuldades e discriminação laboral entre sexos, mas sim com disponibilidade e interesse pelo assunto. Mas isto já seria outro tema para novo post.
Um Bom Ano 2010 cheio de empreendedorismo pessoal e profissional!