Quem trabalha com computador sabe o que significa encontrar, diariamente, centenas de e-mails não desejados a sobrecarregar a sua caixa de correio. Os norte-americanos e sul-coreanos são alguns dos maiores culpados por esta situação, revela a empresa Sophos.
Numa lista de 12 países, os EUA são responsáveis pela produção de 28,4% de todo o lixo electrónico espalhado pelo mundo no último trimestre, ou seja, quase seis vezes mais do que a Coreia-do-Sul, com 5,2%, o segundo classificado no "ranking".
O estudo realizado por esta empresa de consultoria norte-americana considerou o lixo electrónico enviado entre Julho e Setembro. O mercado norte-americano figura, também, como o único a registar aumentos nesse tipo de mensagens, enquanto nos restantes países o volume de 'spams' caiu 0,8% durante o mesmo período.
Portugueses fora dos "dirty dozen"
Portugal não figura no "ranking" dos "dirty dozen", que inclui, na terceira posição, a China (4,9%, incluindo Hong Kong), e, em quarto, a Rússia, com 4,4%. O Brasil (3,7%) é o quinto maior emissor de 'spam' do mundo.
A França (3,6%) e a Alemanha (3,4%) ocupam os sexto e sétimo lugares, respectivamente. Os restantes maiores produtores de lixo electrónico são a Turquia (3,2%), a Polónia (2,7%), o Reino-Unido (2,4%), a Roménia o(2,3%) e o México (1,9%).
Segundo Caroline Theriault, consultora da Sophos, enquanto nos EUA a punição imposta aos responsáveis pelo envio de lixo electrónico não está a contribuir para resolver o problema, já no Canadá tem havido progressos na luta pela erradicação do problema. Desde o lançamento do Plano de Acção Anti-Spam, em 2004, que tem caído significativamente a quantidade de mensagens não solicitadas enviadas por computadores registados naquele país.
Há três anos, o Canadá ocupava a quinta posição no "ranking", com 2,91% dos 'spams' do mundo. Em 2007, a sua produção desceu apenas 0,8% do total.
A Sophos apontou, também, para tendências ocorridas durante o mesmo trimestre, como, por exemplo, uma praga de cartões virtuais maliciosos, que durou 48 horas em Agosto. Nos dias seguintes, esta empresa norte-americana identificou ataques semelhantes, com a utilização de imagens de celebridades nuas, filmes do YouTube e vídeos de música pop.