11/02/2012 atualizado às 14:53
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ETA pode ter base em Portugal

Observatório de Segurança português admite hipótese de organização terrorista basca ETA ter algum apoio em Portugal, mas ainda não é claro se a base é transitória ou fixa.

14:44 Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
José Galamba, o advogado de defesa dos cidadãos espanhóis detidos por
alegadas ligações à ETA, à porta do Tribunal Central de
Instrução Criminal, em Lisboa.
José Galamba, o advogado de defesa dos cidadãos espanhóis detidos por alegadas ligações à ETA, à porta do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.
José Sena Goulão/Lusa
José Manuel Anes, do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), admitiu hoje a hipótese de a organização terrorista basca ETA ter algum apoio em Portugal e defendeu a necessidade de "aumentar a vigilância".

Dois espanhóis, suspeitos de pertencerem à ETA, foram detidos no domingo em Moncorvo. O Ministério do Interior espanhol explica, em comunicado, que esta operação teve início na noite de sábado, quando as autoridades espanholas detiveram uma carrinha com explosivos junto à fronteira com Portugal.

José Manuel Anes apontou à agência Lusa três hipóteses para a presença dos espanhóis da ETA em Portugal. "A primeira é que poderiam vir pela zona raiana, descendo por Portugal, até ao Sul, Algarve, para entrarem em Espanha". Para o responsável, os suspeitos circulariam "mais facilmente em Portugal do que em Espanha", onde há uma "vigilância muito apertada em relação aos movimentos da ETA".

Espanha é o alvo principal


A segunda hipótese é, nessa circulação, os dois espanhóis terem eventualmente algum ponto de apoio transitório. A última hipótese, que "seria a mais grave, era disporem já de algum apoio fixo em Portugal", explicou, considerando esta circunstância a "menos provável".

Para o responsável, o "exame detalhado" ao material da ETA que foi encontrado na carrinha em que seguiam os espanhóis poderá indiciar se, realmente, esse apoio seria transitório ou fixo.

José Manuel Anes sublinhou que, no entanto, o alvo da ETA é "sempre Espanha". "O que acontece é que como [os membros da ETA] estão muito acossados em França, eventualmente poderá passar-lhes pela cabeça o estabelecimento de um apoio temporário ou permanente em Portugal", avançou.

José Manuel Anes diz ainda que este é um "momento de grande dificuldade da direcção da ETA, que está isolada cada vez mais e há uma corrente fortíssima que pretende cessar-fogo e começar negociações".

Presença da ETA em Portugal não é inédita 


Anes lembrou outras situações relacionadas com a ETA e Portugal, como a detecção de um carro português com explosivos perto de Ayamonte e de uma viatura alugada em Portugal que foi utilizada em acções da ETA.

Os terroristas da ETA, "eventualmente, poderão ter algum tipo de apoio [em Portugal], mas pequeno, penso eu", disse, ressalvando que "ainda é prematuro fazer algum tipo de afirmações seguras nesse sentido. Mas são possibilidades".

Embora Portugal não seja alvo da ETA, o responsável defendeu que há o "dever de solidariedade e cooperação internacional, particularmente com os países vizinhos".

Nesse sentido, "é muito importante aumentar-se a vigilância em relação a esses fenómenos".

"Estamos todos no mesmo barco e deve haver solidariedade na luta contra o terrorismo, que é um fenómeno que todos os países civilizados rejeitam", vincou.

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A ETA em Portugal
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 8:53 | Terça feira, 12 de janeiro de 2010
É lógico e provável que a ETA tenha alguma base mínima em Portugal ou esteja em vias de a tentar constituir ou aumentar. Segundo a imprensa espanhola, un dos presos da ETA terá confessado à Guardia Civil em 2008 que o seu lider Txeroki (também já preso) lhes tinha ordenado a criação de uma base estável em Portugal.
Nesse sentido, é verosímil que alguns etarras residam em Portugal e que até tenham ou estajam próximos de ter alguns esconderijos (zulos) de material para as suas actividades.
Depois de França, onde estão muito pressionados, Portugal seria sempre a segunda opção para se basearem.
 
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Que fazer?
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 9:15 | Terça feira, 12 de janeiro de 2010
Os portugueses não precisam de estar demasiado preocupados com a eventual presença de etarras pois buscam liberdade de movimentos e em princípio não atentarão em Portugal. Poderão roubar algum carro mas isso nem se notará no meio da delinquência comum, e tentarão passar despercebidos como se fossem cidadãos normais.
O que as pessoas devem fazer é continuar a sua vida tranquilamente mas pensar que na vivenda ou no apartamento ao lado, aqueles jovens estrangeiros (quase sempre um casal) podem ser etarras que podem estar a prepara-se para matar gente no país deles. Há que manter o olho vivo e no caso de algum movimento ou indício suspeito, avisar a polícia. Nada mais há fazer.
 
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Terrorismo, não
julcal (seguir utilizador), 1 ponto , 22:59 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
A presença da ETA em Portugal ou de uma base desta organização no nosso país é uma possibilidade indesejável. Por muito valiosas que sejam as aspirações de nações ibéricas, à autonomia e independência, nada justifica os metodos terroristas da ETA. Nada justifica o sangue de inocentes derramado. Outras nações ibéricas, como a Catalunha, a Galiza e mesmo o país Basco têm legitimas aspirações autonomicas e de independência, tão validas e verdadeiras como a do país Basco. No proprio país Basco, não obstante esse sentimento nacional, a ETA impõe-se com terror. A ETA, não é um movimento de libertação nacional é uma organização marginal terrorista. Os seus membros presos em Portugal, devem ser extarditatos para o seu país. O País Basco.
 
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