Desde há cerca de um ano que o centro de Skopje tem vindo a ser semeado de estátuas. É a grande iniciativa visível do Ministério da Cultura que lançou um concursos público para a sua concepção e execução exigindo, entre outras condições, originalidade.
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da enviada do Expresso à Bienal "Jovens Criadores da Europa e Mediterrâneo", em Skopje |
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Nenhuma das estátuas é de grande dimensão e algumas suscitam uma adesão entusiasmada por parte das crianças e dos turistas semelhante à que conhecemos do Chiado, em Lisboa, com Fernando Pessoa a fazer inveja ao poeta que dá nome ao largo.
Um pedinte, um engraxador, uma mulher que fala ao telemóvel, ou figuras mais insólitas como um touro a investir (!) e um Tarzan (!!), não longe uns dos outros, dão um toque mais disparatado que verdadeiramente humorístico a uma cidade cujo centro se esforça por ficar igual a todas as cidades europeias, cheio de esplanadas e com o ar preguiçoso do lazer.
Quem não acha graça nenhuma são cidadãos mais informados que percebem o investimento daquele ministério na sua própria visibilidade e se perguntam para que servem "aqueles monstros sem preço", como lhes chamou um cidadão passeante que preferiu não ser identificado.
O ranger de dentes surgiu quando, alguns meses depois da chegada das primeiras estátuas, se descobriu que algumas eram cópias de outras que existem em cidades tão longínquas dos Balcãs como Montreal, Canadá. Isto é que é originalidade?, perguntam...