11/02/2012 atualizado às 13:40
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"Estamos perto do desastre da década de 1930"

O mundo está a entrar numa "era de agitação", afirma ao Expresso o britânico Niall Ferguson, professor de História, em Harvard, e de Gestão de Empresas na Harvard Business School.

Tony Jenkins, correspondente em Nova Iorque
19:55 Sábado, 25 de abril de 2009
Um dos 100 mais influentes do mundo, diz a Time
Um dos 100 mais influentes do mundo, diz a Time
Colin Mcpherson/Corbis

O britânico Niall Ferguson, nascido em Glasgow há 45 anos, é professor de História, em Harvard, e de Gestão de Empresas na Harvard Business School. Em sua opinião, o mundo está a entrar numa "era de agitação" causada por um novo "eixo de instabilidade" de países que se confrontam com o colapso político. Entre aqueles que ele considera mais vulneráveis estão o Afeganistão, a Bulgária, o Congo, o Egipto, a Indonésia, o Irão, o Iraque, a Letónia, o México, o Paquistão, a Roménia, a Rússia, a Somália, o Sudão, a Tailândia, a Turquia, a Ucrânia e o Zimbabwe. E diz que muitos outros se poderão juntar a esta lista.

Estaremos muito perto do seu cenário de colapso?
Estamos perto do completo desastre da década de 1930, que conduziu à guerra mundial. Mas temos uma grande vantagem em relação a essa época: os governos democráticos que parecem ter uma estratégia para lidar com a situação. As políticas keynesianas e políticas monetárias, extraordinariamente flexíveis, podem não funcionar, mas os políticos não estão tão paralisados como os seus homólogos do século passado. Outra vantagem é que, desta vez, não há tantas ideologias antidemocráticas. Tanto o fascismo como o comunismo estão desacreditados, o islamismo radical é a única ideologia existente e só atrai uma audiência geograficamente limitada. Mas o potencial da instabilidade política gerada pelo desastre económico é enorme.

Onde é que o perigo é maior?
Comecemos pela Europa do Leste. A dimensão da crise é enorme: desemprego crescente, exportações em colapso, níveis de vida em rápido declínio. A Letónia e a Ucrânia estão em pior forma, a Roménia e a Bulgária não estão muito melhor. A Ucrânia é a mais preocupante.

Porquê?
A Ucrânia está dividida entre o Leste e o Ocidente, entre ucranianos que se inclinam para a Europa e russos que se inclinam para a Rússia, e a sua economia está descontrolada. A hipótese de desastre depende da actuação de Moscovo. A Rússia tem interesse em desestabilizar a transição da Ucrânia para um futuro político pró-ocidental, para já não falar no interesse estratégico da Crimeia. É de esperar que [o primeiro-ministro russo] Putin crie problemas. Talvez não como na Geórgia - não irá enviar os tanques para lá.

O contágio político propaga-se? Como é que a instabilidade política da Ucrânia pode desestabilizar a União Europeia ou os Estados Unidos?
O contágio no domínio financeiro é muito provável. Será o contágio político igualmente provável? Não é tão certo. A Ucrânia tem uma situação bastante peculiar com o desacerto de poder entre o Presidente Yushchenko e a primeira-ministra Tymoshenko. Não há nada que se compare na Rússia, nenhum centro de poder em competição, mas Putin pode aproveitar a situação para fortalecer a sua posição. Também o exemplo dos motins na Grécia pode espalhar-se para a Bulgária e a Roménia, e enfraquecer os seus governos. A quase independência do Kosovo é um espinho cravado no flanco da Sérvia e da Rússia e os problemas económicos podem ter consequências políticas.

Diz que o risco da crise económica poder desencadear um colapso político é maior quando uma potência militar imperial se retira. Como é que esse cenário se aplica à Turquia ou à Indonésia, onde não há uma presença imperial há muito tempo?
Não é necessário tomar à letra o termo império, podemos usar a expressão potência hegemónica ou superpotência. É na periferia das grandes potências que é mais provável haver perturbação, quando são abaladas e afligidas por uma crise económica interna. Portanto, voltando à Europa de Leste, aí o poder hegemónico foi a Rússia e a queda desse império provocou uma crise no Cáucaso e na Ásia Central na década de 1980 que ainda não terminou. Pode ser ainda avivada pelo facto de Putin ter tornado claro que adoraria restaurar o império russo no "estrangeiro próximo" (antigos territórios soviéticos). O Extremo Oriente é também uma periferia imperial. A ambição da China em se afirmar é evidente. Os perigos relacionados com Taiwan continuam, embora mais discretos nos últimos anos. De momento, o regime chinês parece muito empenhado em manter boas relações com os Estados Unidos, mas não devemos subestimar a capacidade das relações para se deteriorarem entre alguma combinação da China, Japão, Coreia, Taiwan, Vietname.

Pequim poderá utilizar um chauvinismo antiestrangeiro para desviar as atenções dos problemas económicos internos?
Exactamente. O nacionalismo tornou-se a ideologia do comunismo chinês e, na China, existe agora um nacionalismo exacerbado.

Portanto, se a economia se deteriorar e mais umas dezenas de milhões de chineses perderem o emprego, o regime poderá iniciar um conflito com Taiwan para desviar as atenções?
Não me surpreenderia. A crise económica agravará os problemas existentes e criará novos problemas de que nem suspeitávamos.

Não haverá situações em que o colapso seria bom? Se o actual caos económico no Irão levasse ao fim do regime dos ayatollahs?
Seria uma maravilha se Ahmadinejad desaparecesse e tivéssemos um novo governo que fosse pró-ocidental. Mas trata-se apenas de um cenário. Ahmadinejad poderá reforçar o apoio ao Hamas e ao Hezbollah, arranjar problemas no Iraque para desviar as atenções dos problemas económicos caseiros. Há provas indesmentíveis de que os iranianos estão cada vez mais próximos de desenvolver a sua capacidade nuclear. Mas Israel não o permitirá, portanto estamos em contagem decrescente para uma guerra entre Israel e o Irão. O que fará a Administração? O que me preocupa é que toda esta agitação está em formação e que os sinais dados por Washington DC são demasiado conciliatórios, tal como em relação aos russos, ao dizer-lhes que abandonaremos o sistema de defesa antimísseis em troca da cooperação russa em relação ao Irão. Ou ao Médio Oriente: se os Estados Unidos não tiverem cuidado, perderemos o controlo das principais forças ali presentes.

Que forças controlam os EUA neste momento?
Se acabarmos por assistir ao ataque de Israel contra o Irão, será por falta de acção americana e os EUA poderão perder a sua autoridade e poder sobre Israel. Também temos influência sobre outras forças regionais como a Arábia Saudita e o Egipto, que sempre confiaram no papel medianeiro de Washington na região. Poderão concluir que já não podem confiar em nós.

Estes regimes não estariam a actuar motivados pela fraqueza?
É quando os países se sentem fracos que em geral fazem as suas maiores apostas.

Qual é o seu maior medo?
É extremamente importante para os Estados Unidos e a Europa reconhecerem os perigos. São muito maiores do que em 2001. Temos de nos certificar que não caímos na divisão que caracterizou a década de 1930. Temos de evitar o apaziguamento. Temos de evitar uma configuração por defeito da paz e da conciliação no estrangeiro pelo facto de os nossos problemas económicos serem tão graves internamente. Se não estivermos preparados para lidar com esses problemas, eles vão entrar-nos porta dentro e rebentar-nos na cara.


O fantasma da Grande Depressão
Tendas e tendas cheias de desempregados e de novos sem-abrigo estão a surgir à volta das principais cidades norte-americanas lembrando os tempos da Grande Depressão europeia nos anos 1920 e 1930. Ao mesmo tempo que o Presidente Obama se concentra na crise económica, os serviços secretos perdem o sono com as consequências destas movimentações. Na maior "cidade de tendas", em Sacramento, na Califórnia, todos os dias se juntam mais 50 pessoas às 1500 que a iniciaram. E há outras perto de Los Angeles, Seattle, Tampa Bay e, quando o tempo melhorar, irão surgir também em Nova Iorque e em Detroit. Por enquanto, estes cidadãos estão deprimidos, mas e se a depressão se transformar em zanga? O director da inteligência nacional, almirante Dennis Blair, disse que, para os EUA, "a principal preocupação a médio prazo é a crise económica global e as suas implicações geopolíticas". Se Blair preferiu não sublinhar o receio de motins nas cidades, o Pentágono não foi reticente. Em Novembro, um documento do Exército prevenia: os militares têm de se preparar para uma "deslocação estratégica violenta nos EUA" causada por um "inédito colapso económico".

Texto publicado no Actual da edição do Expresso de 25 de Abril de 2009

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Antofagia
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 0:42 | Domingo, 26 de abril de 2009
O ser humano não consegue sair das suas lógicas pequeninas, tecendo discursos maniqueístas e tentando sempre encontrar culpados em vez de tentar conhecer as verdadeiras causas dos problemas que enfrenta. Fomos "formatados" para olhar para os problemas à escala de uma nação, de uma religião ou, quando muito de uma civilização, pelo que tendemos a não estar dotados dos instrumentos analíticos que nos possibilitem compreender os problemas à escala Mundial.

Parece que anda tudo distrído e não percebe que muitos dos problemas que enfrentamos presentemente resultam do crescimento desmesurado das economias emergentes, com a China e a Índia à cabeça. Nas duas últimas décadas o crescimento económico das economias emergentes tem gerado condições para a transferência de empresas do Ocidente para esses países, para a diminuição do preço da mão-de-obra, para o aumento desmesurado da procura de fontes energéticas, que se traduz num aumento da competitividade pelos recursos do planeta, pelo aumento das pressões ecológicas e ambientais do Homem sobre o Planeta, etc, etc.

Este planeta não tem condições para assegurar um nível de vida idêntico ao dos europeus, para todos os seus habitantes. Não me venham com história sobre a repartição da riqueza, porque se esta for repartida como muitos querem o resultado traduz-se num aumento galopante do consumo de recursos do planeta, recursos que já sabemos não estarem disponíveis.

Lamentavelmente a Humanidade entrou num processo autofágico!
 
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    Re: Antofagia    Ver comentário
mosco (seguir utilizador), 1 ponto , 8:38 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Antofagia    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 11:12 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Antofagia    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 9:57 | Domingo, 26 de abril de 2009
    “novos mundos ao mundo”    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 9:48 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: “novos mundos ao mundo”    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 11:32 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: “novos mundos ao mundo”    Ver comentário
mosco (seguir utilizador), 1 ponto , 12:09 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: “novos mundos ao mundo”    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 19:29 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Toda a realidade é mediada    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 13:35 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Toda a realidade é mediada    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 3 pontos , 16:05 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Antropocentrismo    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 17:06 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Antropocentrismo    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 19:21 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Aceitar a incerteza    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 21:04 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Aceitar a incerteza    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 1:10 | Segunda feira, 27 de abril de 2009
    Correcção    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 1:14 | Segunda feira, 27 de abril de 2009
    Não existem evidências    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 8:58 | Segunda feira, 27 de abril de 2009
    Re: Não existem evidências    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 21:55 | Segunda feira, 27 de abril de 2009
    “coevolução”    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 8:34 | Terça feira, 28 de abril de 2009
    Re: “coevolução”    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:23 | Terça feira, 28 de abril de 2009
    Re: “novos mundos ao mundo”    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 11:50 | Domingo, 26 de abril de 2009
    força motriz    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 14:34 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: “novos mundos ao mundo”    Ver comentário
THUNDERSSTORM (seguir utilizador), 1 ponto , 11:47 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Escravatura e fome    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 13:49 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Escravatura e fome    Ver comentário
THUNDERSSTORM (seguir utilizador), 1 ponto , 16:56 | Domingo, 26 de abril de 2009
    010101010101010101    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 17:10 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Antofagia    Ver comentário
leitaojo (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Thanks! :-))    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 18:20 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Antofagia    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Antofagia    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 22:16 | Domingo, 26 de abril de 2009
Proximos do desastre
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:46 | Sábado, 25 de abril de 2009
Já mais que uma vez me referi a este tema. Depois da queda do muro de Berlim o Mundo Ocidental entrou em euforia, ou no minímo os que viam mais uma possibilidade de expandir os seus negócios e os seus lucros. Sem adversário ou inimigo passaram a fazer o que lhe vinha à cabeça. Foram avisados que sem regulação o capitalismo se ía comer a ele mesmo. Entraram em euforia, sempre pensando nos lucros e muitos senhores todos emproados apregoavam aos sete ventos que o que estava a dar era privatizar tudo o que cheirava a lucro. Vai daí começou a varrer o Mundo esta onde de neo-liberalismo que mais não fez do que destruír tudo o que ainda de bom existia. Tal como o comunismo o capitalismo no minímo tal como o conhecemos parece ter chegado ao fim. Até ficamos com a sensação que não conseguem viver um sem o outro. Paira no ar que algo está para acontecer. A sensação é que o Mundo se encontra sentado num barril de polvora prestes a explodir. As forças politicas e economicas podem mudar. Podemos estar à beira de uma mudança que vai mexer com toda a Humanidade. Já não vivemos mais isolados e o problema de um é hoje o problema de todos.
 
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    O capitalismo chegou a fim?    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 0:20 | Domingo, 26 de abril de 2009
EXTRAORDINÁRIO!! ESPANTOSO!!
user178221 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:42 | Domingo, 26 de abril de 2009
É realmente extraordinário como até agora não apareceu aqui nenhum comentário atribuindo todas as culpas desta tremenda degradação económica ao nosso 1º ministro, Engº José Sócrates!! Desta vez não entendo a tão fraca clarividência destes comentadores, sempre tão prontos, tão exímios, tão sábios, tão seguros, tão lúcidos e perspicazes na denúncia das faltas e culpas deste político.
Nuno Costa
 
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O fascismo chinês
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 20:18 | Sábado, 25 de abril de 2009
"Exactamente. O nacionalismo tornou-se a ideologia do comunismo chinês e, na China, existe agora um nacionalismo exacerbado." (fim de citação)

Não é só na China que isto está a acontecer. Na Europa também está com a "ajudinha" de certas e determinadas sociedades secretas, embora com menos força, devido à imunização adquirida durante a Segunda Guerra Mundial. No resto do terceiro-mundo, o nacionalismo continua em força, como já era há pelo menos vinte ou trinta anos.

Mas na China, há um problema ainda maior: além de ultra-nacionalista, está a transformar-se no próximo Império e num MODELO para outros países com tudo o que isso significa. Só que este Império se encontra num Estado oficialmente ATEU ...
 
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Manipulador
Cales (seguir utilizador), 1 ponto , 20:28 | Sábado, 25 de abril de 2009
Entre o povo e os poderosos (banqueiros e financeiros) o Obama optou pelos últimos. A mim nunca me enganou. Maquiavel sempre presente.
 
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    Re: Manipulador    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 1 ponto , 22:10 | Sábado, 25 de abril de 2009
    Genial    Ver comentário
c barreiros (seguir utilizador), 1 ponto , 22:50 | Sábado, 25 de abril de 2009
    Re: Manipulador    Ver comentário
Portugal Real (seguir utilizador), 1 ponto , 0:57 | Domingo, 26 de abril de 2009
Perante a Possibilidade do Desastre
Miranda07 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:44 | Sábado, 25 de abril de 2009
Em 1976, por ocasião da morte de Heidegger, um jornal alemão publicou uma entrevista em que Heidegger dizia: “Nur ein Gott kann uns retten!” - Só um Deus nos pode salvar. Eu escreveria, ou diria: Apenas Deus nos pode salvar! Mas que Deus? Claro, o Deus verdadeiro, aquele que milhões de seres humanos encontram na Bíblia. E em que outros muitos milhões de seres humanos, que não são cristãos, também encontram na verdade que as suas religiões possam ter. Aliás muitos desses milhões encontram-se na China, onde, na maior parte dos casos são severamente reprimidos pelas autoridades políticas. E esse é, sem dúvida, o grande perigo de um Império baseado num Estado declaradamente ateu, pois esse, por definição, é um Estado sem Deus, ou seja, sem vontade, e até capacidade, de respeitar quem quer que seja, a não ser quem seja do seu interesse. A um Império sem submissão alguma a Deus, todas as portas estão abertas; tudo será uma questão de força, de chegar primeiro, de bater mais forte. Oxalá que não, mas esse pode ser o nosso terrível futuro: cair na mão de poderes sem outra obediência que não a própria vontade-de-poder, como Nietrzsche dizia. E por isso é que eu acho que Heidegger, o nietzscheano, sabia bem o que dizia quando disse, talvez envergonhado, o que disse, a saber que na era da Tecnologia desbragada, e ainda por cima "atómica", só mesmo Deus nos pode salvar, a saber, o Único, Aquele, e só Aquele, que fala ao coração humano e, por isso, se este deixar, o pode converter.
 
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    Re: Perante a Possibilidade do Desastre I    Ver comentário
Jaime V. (seguir utilizador), 1 ponto , 22:30 | Sábado, 25 de abril de 2009
    Re: Perante a Possibilidade do Desastre II    Ver comentário
Jaime V. (seguir utilizador), 2 pontos , 22:51 | Sábado, 25 de abril de 2009
    Muito bem!    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 0:26 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Intolerância    Ver comentário
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 10:56 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Intolerância    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 16:14 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Intolerância    Ver comentário
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 18:22 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Intolerância    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 19:36 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Intolerância    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 19:38 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Intolerância    Ver comentário
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 18:38 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Intolerância    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 21:57 | Segunda feira, 27 de abril de 2009
    Re: Intolerância    Ver comentário
golf (seguir utilizador), 1 ponto , 0:28 | Segunda feira, 27 de abril de 2009
    Re: Perante a Possibilidade do Desastre    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:40 | Domingo, 26 de abril de 2009
    Re: Perante a Possibilidade do Desastre    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Domingo, 26 de abril de 2009
Estamos perto do desastre da década de 1930"
Lobocastanho (seguir utilizador), 1 ponto , 22:11 | Sábado, 25 de abril de 2009
De acordo o que escreveram os Amigos: Trapézio;Cales e Miranda07. Transpondo para cá dentro e por tudo que se ouve falar eu, acho, que o país não tem outro homem que governe melhor do que temos pese embora as outras opiniões em contrário. Sejamos realistas. Este consegui endireitar as contas de contabilidade da CASA DO NOSSO PAÍS, neste contexto para um português é o mais importante, que alguem saiba arrumar uma casa mal governada. Consegui. Com erros, concerteza. Agora em boa verdade, no pais em grise que surgiu depois da nossa estar arrumada a única ou melhor uma das vias possíveis e que cria vontade para dar animo é o que este governo se propõe a fazer: Investimentos Públicos. Esta forma de politica só se vê em homens de esquerda. Os da direita, na história são mais calculistas, conservadores. Pensam assim: "Temos que poupar para depois termos dinheiro para gastar" Os liberais sempre foram calculistas e são eles que puseram este mundo e o nosso país no estado em que está. DESABAFO, NÃO SEI O QUE VAI ACONTECER EM Lisboa SE O DR.SANTANA LOPES GANAR.
 
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Vida de rico com salario de remediado!
Nuvem Branca (seguir utilizador), 1 ponto , 22:28 | Sábado, 25 de abril de 2009
É impressionante a quantidade de Audis, BMW e Mercedes que se vê nas estradas Portuguesas, grande percentagem de os seus donos têm +60% dos seus rendimentos "obscurizados" por estes luxos de carros e casas acima do nível desejado.
Se vier um Grande Depressão prolongada e a Bolha rebentar não possuem o mínimo de garantias de que possam manter a sua qualidade de vida. Os tempos são outros, não se pode comparar com a década de 30, mas a hipótese da catástrofe não é de excluir, basta alguns Países de dimensão importante na Europa perderem o rumo e a teia que actualmente tenta tapar o buraco se rompe e a espiral do mal começa aí.
 
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O Ocidente unido
MaFiG (seguir utilizador), 1 ponto , 22:29 | Sábado, 25 de abril de 2009
Normalmente nestas alturas de crise cada País apela aos seus para defender o que é seu de maneira a disfarçar a fome. Desta vez, provavelmente como já foi referido acima devido a uma maior actuação de governos, há alguma união de Países Ocidentais (USA e EU e alguns mais) que pode levar a um pós crise interessante - o surgimento do bloco Ocidental realmente unido.
Tempos difíceis mas interessantes estes!
 
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Futuro brilhante.
cidadao.livre (seguir utilizador), 1 ponto , 23:28 | Sábado, 25 de abril de 2009
Não há nada como viver tempos de profunda crise para conhecer a qualidade ou falta dela dos nossos líderes, dos fazedores de opiniões desgraças, dos falsos profetas e outros demais corvos".
Este analista mais não faz do que uma análise retalhada de realidades geopolíticas diversas, de matizes quantitativa e qualitativamente diferentes, de realidades culturais e económicas diversas, para teorizar segundo um denominador comum: o medo.
Ora o medo é sem dúvida o credo tomado acção/inacção dos tempos que vivemos.
Aliado ao medo temos sempre, qual irmã/ão siamês, a ignorância.
Estes opinadores definitivamente não conseguem livrar-se da inércia mental dos ultrapassados clichés e dogmas do mundo dividido pelo Muro de Berlim.
Mais não escrevem, e opinam do que e com o medo e sem saber "patavina" do que aí vem.
O Apolcalipse é decerto um futuro possível, mas só eclodirá quando o ser humano a tal se subjugar.
E só por medo, por ignorância, por inveja, por preguiça e por mesquinhez é que se pode dar um desastre global como esses vendilhões de desgraças nos querem fazer crer.
Aprendamos e mudemos de vida!
Ora, nada mais certo do que vir aí um mundo melhor e mais limpo dos velhos problemas que há tantas décadas nos afligem: mais ecologia, mais poupança, menos poluição, menos guerra, mais redistribuição da riqueza, mais empreendorismo e mais iniciatica individual(MAIS LIBERALISMO), mais competência e exigência, mais humanisno e mais ética.
Viva o futuro: sem medo e sem ignorantes.
 
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Incetos gregários
BLRiopaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 23:46 | Sábado, 25 de abril de 2009


O sr Niall Ferguson detalhou demais
Morreram os impérios e no leito da agonia estão a morrer também as religiões e partidos políticos que as máfias suplantaram. Já não existem deuses humanos nem diabos politizados porque as máfias –agonizantes- não tem mais o suportes da nobreza fracassada As palavras nobreza, excelência, meritíssimo, sua santidade digníssimo etc, nada significam na mente dos pobres etc. Agora só tem valor a palavra Tu que usamos para tratar o manda mais do Universo ( Aquele que não é bom nem mau porque é essencialmente justo) que nos faz saber que não faz por nós o que nos mesmos podemos fazer com a máquina de raciocinar que deu a cada um.
As guerras do futuro próximo serão disputadas corpo a corpo entre ricos e pobres. O uso de armas atômicas não assusta nesse tipo de guerra,.O mundo ainda pode ser, quase justo, se durante a crise que nos surpreendeu, conseguirmos, com a ajuda dos mestres das ciências exatas, enterrar planos ideológicos que se mostraram inúteis na estória que conhecemos.
  Os ricos podem ajudar também se facilitarem a distribuição da renda de maneira que ninguém passe fome e não fique desabrigado nem desprotegido
Ser rico não é pecado, mas ser mais rico com a parte que é dos pobres ,certamente ofende, no mínimo, o Sol e a Terra que Deus fez para que existisse o reino animal e vegetal. Os ricos e poderosos estão com medo de verem seus palácios invadidos pelos insetos “gregários”

 
 Regras da comunidade
Mãos à obra!
dedalo11 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:54 | Domingo, 26 de abril de 2009
O mundo em geral e o nosso País, em particular (para nós), não precisam de comentadores pessimistas, na generalidade incompetentes. O que está a ser preciso, urgente mesmo, é que todos juntos, cada um no seu posto, combatamos a crise. A começar pelas nossas casas onde temos de sanear os dastos supérfluos. Pelos nossos empregos, onde devemos produzir com mais força e coragem e poupar em todos os gastos.A crise, como todos sabemos, não se resolve com os políticos ou com "treinadores de bancada", mas sim com a força do trabalho. A seu tempo podemos e devemos reivindicar tudo o que acharmos por bem.Mas este é o momento de arregaçarmos as mangas e fazermos cada um a nossa parte. Se não agirmos e ficarmos à espera dos iluminados, acabaremos todos a passar fome. Acredito nisto fiememento e já vou fazendo a parte que me compete. E agora vou-me porque tenho que trabalhar e ajudar este País a avançar! O ajuste de contas com os maus políticos está aí às portas e que veja quem tem olhos e ouça quem tem ouvidos.
 
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o ataque ao irão
mcequeir (seguir utilizador), 1 ponto , 12:14 | Domingo, 26 de abril de 2009
Um cenário inquietante é um ataque de Israel contra o irão. Israel tem sempre uma lógoca bélica sem olhar a consequencias, ignorando mesmo as reticencias de Washington que os inquieta pouco. Um ataque ao irão seria um desastre de que toda a Europa iria pagar a nota. Isso já acontece com as destruições na faixa de Gaza ou na Cisjordania Israel destroi e Ue paga a reconstrução. No Irão seria muito pior, seria todo o médio Oriente em fogo,seria o ódio do mundo musulmano duplicado seria aquela zona do petrólio em alvoroço com os preços do petróleo a dispararem novamente. Seria os países ocidentais a procurarem uma justificação para ilibarem Israel e o mundo entrar numa outra vaga de violencia e atentados terroristas. Isto parece um cenário de apocalipse mas não deve andar muito longe
 
 Regras da comunidade
Fico pasmada!
Aleb (seguir utilizador), 1 ponto , 20:55 | Domingo, 26 de abril de 2009
É verdade. Fico pasmada com tantos comentários / opiniões, de pretensa inteligência. Bocas, bocas, bocas, mas sugestões de boas soluções, não as encontro. Assim vivemos neste pobre mundo. Fala-se, fala-se fala-se (escreve-se) mas não se diz nada!
 
 Regras da comunidade
A desgraça
orion_hum (seguir utilizador), 1 ponto , 23:08 | Domingo, 26 de abril de 2009
A maior parte dos comentários é só o pessoal a esfregar as mãos de "contentes" por imaginar que o tipo que tem um Mercedes vai passar a apanhar o autocarro na paragem ao lado deles. Não vejo ninguém com espirito empreeendedor a pensar: "Estou a ver uma oportunidade de negócio ali naquele buraquinho, e ainda vai dar emprego a uns tantos desempregados. Vou arriscar, deixo o meu emprego e vou à luta, contribuindo com o meu empreendedorismo e criatividade para o combate a esta crise."
Pois, isso já era mais complicado... e depois ainda haveria imensa gente que iria desejar o seu insucesso, principalmente se a ideia fosse tão boa, que empregasse muita gente e ainda tivesse dinheiro para comprar um BMW. Ui Ui, era o caos...
 
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