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Esta noite sonhei com Mário Lino

Miguel Sousa Tavares
8:00 Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
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Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?

- Assim, como?

- Deserta, magnífica, sem trânsito?

- É, é sempre assim.

- Todos os dias?

- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?

- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?

- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?

- Porque assim não pagam portagem.

- E porque são quase todos espanhóis?

- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?

- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

- Mas para os espanhóis é?

- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas porque não investem antes no comboio?

- Investimos, mas não resultou.

- Não resultou, como?

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

- Mas porquê?

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?

- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!

- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?

- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?

- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.

- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?

- Isso mesmo.

- E como entra em Lisboa?

- Por uma nova ponte que vão fazer.

- Uma ponte ferroviária?

- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!

- Pois é.

- E, então?

- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...

- Não, não vai ter.

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?

- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

- E vocês não despedem o Governo?

- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?

- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?

- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?

- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?

- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?

- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

- Não me pareceu nada...

- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

- E tu acreditas nisso?

- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!

- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

- Ena! Deve produzir energia para meio país!

- Praticamente zero.

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!

- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?

- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

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Transversalidade
Samm (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 12:16 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
Neste curioso texto de MST, são apontadas as características principais das actuações dos últimos governos, no que respeita a Transportes.

Este texto envergonha-me, de mais que uma maneira. Pela absoluta estupidez e desconexação das politicas, mas sobretudo porque a estupidez e corrupção é tão frequente que nos tornámos dormentes a tudo.
O que me chateia verdadeiramente é o facto de já não regirmos, de acharmos que tudo é normal, cedendo a discursos circulares, argumentos absurdos e tolerando políticos corruptos.

Bem sei que não haverá uma revolução (pelo menos por agora). O apelidado "país de brandos costumes" é apenas uma forma airosa de dizer que somos uns "bananas acomodados".

Mais me assusta não saber como começar a resolver a situação. Como não sei conduzir uma Chaimite, a minha actuação passará por votar em partidos fora do estabelishment, minimamente crediveis. Onde andam eles?

Com PS e PSD fora do baralho, CDS quase, o que sobra?
CDU? BE? Como posso votar num partido que coloca o seu líder a visitar bairros sociais, dizendo ser uma vergonha que se tenha cortado a água àquelas pobres pessoas? Não interessa que algumas não paguem água à mais de 20 anos, que vivam numa casa da cãmara que deixam atrasar a renda, que recebem subsídios do Estado. A indignação é provocada pelo corte de água.

Afinal, se calhar a melhor coisa que posso fazer pelo meu país é ir tirar a carta para conduzir uma Chaimite.
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Esta noite sonhei (Miguel S. Tavares)
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 12:21 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
A historia é sempre a mesma. Todos puxam a brasa á sua sardinha. Quem vive em Lisboa não quer saber da autoestrada,para Bragança. Para quê gastar tanto dinheiro e que falta é que isso faz. Na verdade a mim não me faz nenhuma e provavelmente nunca lá vou passar. Quem sempre teve tudo,não sabe o que é viver numa aldeia, onde não existia estrada e para apanhar um autocarro,ter de andar a pé hora e meia. Não sabe o que é viver sem electricidade. Também não sabe e nem lhe passa pela cabeça o que é viver sem água canalizada a não ser mergulhar o balde num poço. No entanto a esses jovens a quem a Pátria nunca deu nada,não se esqueceu deles quando da guerra no Ultramar e se um dia voltar a precisar,não se vai esquecer outra vez. Também me surpreende não contestarem a compra de F16 e carros de combate,não porque não sejam necessarios,só que uns serão mais que outros. O TGV vai fazer a ligação á Europa o Aeroporto ao Mundo. Estes investimentos devem estar em coordenação com os Portos de Mar de Lisboa,Setubal e Sines. Basta olhar para o Mapa e ver que Portugal está no Centro do Mundo. Foi também por essa razão que nos lançamos nos descobrimentos. A nossa vocação é mesmo o mar devido á posição estrategica que possuimos. Enquanto não percebermos isto nunca iremos longe. Depois de feitos Portugal nunca mais será o mesmo. Se não aproveitarmos as ajudas da CE nunca mais vamos ter possibilidades de as fazer.

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    Re: Esta noite sonhei (Miguel S. Tavares)    Ver comentário
Resignado (seguir utilizador), 1 ponto , 1:44 | Terça-feira, 30 de Jun de 2009
Esta noite sonhei (Miguel S. Tavares)
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 12:59 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
Levou algum tempo para eu perceber,afinal o que querem os Velhos e os Velhos do Restelo. Se bem me parece o que pretendem é o seguinte:-Para que precisamos de uma Autoestrada de Lisboa ao Porto e para o Algarve,nem vale a pena falar para a Guarda, Bragança, Vizeu, etc.Para que precisamos de Pontes no rio Tejo,Douro e nos outros rios e ribeiros. Para quê caminho de ferro. Que falta nos faz o Aeroporto em Alcochete,na Portela,no Porto em Faro,ou Beja. A mim não me faz falta nenhuma ou muito pouca. Seria muito engraçado,as pessoas deslocarem-se de burro de Cascais para Lisboa,isto os que não tivessem possibilidade de ter um cavalo. O romantismo que não seria os Lisboetas no fim de semana, dirigirem-se para a Costa de Caparica de barco até Almada e do lado de lá uns tantos camelos para os transportar e mostrar-lhe as poucas areias que ainda lá existem. Como era maravilhoso viver à luz da vela,sem frigorifico,LCD,automovel e àgua canalizada e qualquer sinal de civilização. Os passarinhos a cantar e os ambientalistas felizes. Resolviamos o problema do Défice,do buraco do Ozono e os Árabes ficavam lixados.

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    Re: Esta noite sonhei (Miguel S. Tavares)    Ver comentário
coffe (seguir utilizador), 1 ponto , 22:57 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
    Re: Esta noite sonhei (Miguel S. Tavares)    Ver comentário
taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 9:54 | Terça-feira, 30 de Jun de 2009
    Re: Esta noite sonhei (Miguel S. Tavares)    Ver comentário
anabcouteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 9:47 | Sexta-feira, 3 de Jul de 2009
Esta noite sonhei que se revelaram os estadistas
makiavel (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 15:17 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
Calaram-se os velhos do Restelo, os que só sabem criticar.
Apareceu uma geração nova que disse: mãos à obra, vamos ver o que se pode fazer com isto.

Auto-estradas a mais? Óptimo, temos vias de comunicação, vamos aproveitá-las para ligar comunidades e acabar com o isolamento das populações. As autarquias devem incentivar os transportes colectivos.

Aeroportos? Vamos aproveitar o luxo do de Lisboa para os internacionais e colocar todas as low-cost nos periféricos: Figo Maduro, Tires etc. Pequenos aeródromos onde se podem criar infra-estruturas sem grande impacto ambiental.

Caminhos de ferro? São o futuro. Há que dinamizar ao máximo. Mercadorias e passageiros. Verificar o traçado do TGV e não metê-lo na gaveta, antes que se tenha de construir à pressa e a expensas próprias daqui a 10 anos, quando o petróleo ameaçar extinção.
Quem deixou que o tema se tornasse campanha eleitoral, merecia ser afastado do centro de decisão. Isto não é para brincar à política!

Agricultura? Pecuária? Há muito para fazer e já! Onde estão os técnicos especialistas? Engenheiros agrónomos, veterinários? Juntem-se aos agricultores e comecem já a solucionar os disparates agrícolas que se fizeram neste país.
Dizem que a agricultura não dá nada.
Se não ararem, plantarem e regarem é claro que não dá.

12º ano obrigatório? Sim, mas especializado. Voltem os cursos técnicos, que permitam às pessoas ter profissões úteis e onde se realizem, em vez de serem desempregados falhados.

Etc,etc,etc
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    Re: Esta noite sonhei que se revelaram os estadist    Ver comentário
DFRC (seguir utilizador), 1 ponto , 15:10 | Quinta-feira, 2 de Jul de 2009
MAIS UMA VEZ.
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 15:10 | Terça-feira, 30 de Jun de 2009
Ontem tiraram o meu comentário ao escrito de MST. Creio que não fui mal educado, não faz o meu género.

Sousa Tavares exercitou um sonho que, no meu entender, virou pesadelo. Gosto da sua irreverência, entendo a suas preocupações, mas contesto a arrogância e repudio a desonestidade intelectual.

Entre o Rio de Janeiro e São Paulo, foi construída nos anos 60, a primeira auto-estrada sul americana, conhecida como Rodovia Presidente Dutra. Ela vai do Trevo das Margaridas, em Guadalupe, no Rio de Janeiro, até Taubaté à entrada de São Paulo. No rio entra pela cidade pelas avenidas do Brazil e Sernambetiba. Nesta auto-estrada, faleceu em acidente no final dos nos anos 70, o ex-Presidente e pai de Brasília, Juscelino Kubicheke de Oliveira.

Quanto à sua amiga madrilena, via muito mas sabia pouco. A exemplo de MST, que viaja muito mas vê pouco. O Porto de Sines e o Aeroporto de Beja só cumprirão o seu destino se tiverem ligação à ferrovia de alta velocidade. Só através dessas infra estruturas poderemos rentabilizar a nossa opção europeia, e tirar dividendos da nossa inevitabilidade atlântica.

Por vezes, alguns excessos, tiram a MST o discernimento exigido a quem é herdeiro de uma rara inteligência de mãe e verticalidade de pai. Afinal, é isso mesmo, que legitima MST a comentar tudo o que quer.

Prometi a mim mesmo não comentar mais MST, mas, a verdade, os factos, exigem, muitas vezes, que nos pronunciemos.

É só...!!!
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    Re: MAIS UMA VEZ.    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 22:41 | Quarta-feira, 1 de Jul de 2009
    Re: MAIS UMA VEZ.    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:51 | Sexta-feira, 3 de Jul de 2009
Esta noite sonhei (Miguel S. Tavares)
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:40 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
TRIBUTO A FONTES PEREIRA DE MELO
adesa, 1 ponto , 23:15 | Quarta-feira, 28 de Jan
Mas os detractores do “progresso”
reclamado por Fontes constituíam a
maioria. Almeida Garrett, por exemplo,
exortava o Governo a ter “juízo”. O autor
de Viagens na Minha Terra repudiava as
estradas “de metal” – “...que as faça de pedra,
que pode, e viajaremos com muito
prazer e com muita utilidade e proveito
da nossa terra”.

Na verdade, o fundador do Ministério
das Obras Públicas não só teve de
enfrentar o negativismo da oposição e,
até, de alguns membros do seu próprio
partido, como também a ira dos “senhores
rurais”, dos “almocreves” e dos “camponeses”,
dos “credores do Estado” e dos
“párocos”. Enfim, Portugal preferia as estradas
ao caminho-de-ferro, mas a convicção
profunda de Fontes acabou por
prevalecer

Eça de Queirós, outrora
muito céptico quando às virtudes da locomotiva
a vapor, deixara-se então persuadir.
“Pelos caminhos-de-ferro, que tinham
aberto a Península, rompiam cada
dia, descendo da França e da Alemanha,
(...) torrentes de coisas novas, ideias,
sistemas, estéticas, formas, sentimentos,
interesses humanitários...”, escreveu

http://ocomboio.net
Responder

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:) :) :) :) :) :)
Doisémes (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 13:25 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
Simplesmente brilhante!!!
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Não acredito!
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 20:46 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
Não terás sonhado com a Maité?
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    Re: Telepatia    Ver comentário
userEX30860 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:58 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
Era uma vez numa autarquia
Resignado (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 1:30 | Terça-feira, 30 de Jun de 2009
O presidente da câmara local pretendia ter uma nova ponte no seu concelho. Abriu um concurso e no dia das entrevistas aos que fizeram a candidatura apresentaram-se 3 promotores. O primeiro era um alemão. Apresentou o seu projecto de forma muito técnica e de alta tecnologia. Custo 300 milhões. O presidente achou muito caro. O seguinte foi um francês que apresentou uma ponte com todas as condicionantes técnicas necessárias e tinha um linha moderna e artística. Preço 100 milhões. Para o presidente a coisa em termos de preço estava bem melhor. Por fim chega o português e logo o presidente reparou. Mas, não trás projecto para me apresentar? Não, é preciso sr.presidente. Sabe, faço-lhe a seguinte proposta, são 300 milhões. O quê? Isso leva-me o alemão como é que você é tão caro? São 100 milhões para mim, 100 milhões para si e damos os 100 milhões para o francês fazer a ponte. Adjudicado.
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    Re: Era uma vez um corrupto chamado resingão...    Ver comentário
martacarapacho (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Terça-feira, 30 de Jun de 2009
    Re: Era uma vez numa autarquia    Ver comentário
surik (seguir utilizador), 1 ponto , 14:28 | Quinta-feira, 9 de Jul de 2009
A primeira crónica de MST...
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 21:03 | Quarta-feira, 1 de Jul de 2009
... à maneira de Leonor Pinhão.
Memorável!!!
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Mário quê?
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 21:29 | Domingo, 10 de Jan
MST, quem é Mário Lino?
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Esta noite sonhei comigo
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 11:40 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
Sonhei que viajava numa auto-estrada sozinho dentro de um carro onde o meu corpo não estava.
Por cima de uma seara voava um TGV que ia sempre ao lado do carro embora eu soubesse que a sua velocidade era três vezes maior.
De repente vi o comboio parado e os passageiros alinhados na gare, todos escuros e vestidos de igual, imóveis à espera do próximo trem.
O carro onde eu viajava não parou, mas percebi que se deslocava no sentido inverso porque o sol passou a estar de frente e tive de colocar os óculos escuros.
Foi então que vi o meu corpo sozinho dentro de um TGV que voava ao lado do carro e perguntei-lhe: como podes viajar num comboio que não fabricaste? onde vais com tanta pressa e o que vais lá fazer? O meu corpo não me respondeu e em troca perguntou-me: e tu? como podes ter um carro que não fabricaste e porque viajas numa auto-estrada que não és capaz de construir? onde vais tão devagar e o que vais lá fazer?
Nesse momento acordei banhado em suor, fui ver-me ao espelho, apalpei o corpo, lavei a cara com água fria, e como ainda estava demasiado próximo do sonho e da memória perguntei-me: o que fazes tu?
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a interpretação dos sonhos
Touro Bravo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:23 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
Freud define o conteúdo do sonho como “realização dos desejos”.
O artigo deveria chamar-se "Esta noite fantasiei com Mário Lino".
Fantasia é sinónimo "Imaginação, Ficção, Capricho, Gosto extravagante, Obra em que o artista ou o escritor segue a sua imaginação, sem se sujeitar à verdade ou às regras"
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Legalized and Institutionalized crime !!!!!!!!!!!
NORTHWIND (seguir utilizador), 1 ponto , 13:32 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
O Sr. Presidente da Republica veu a praca clamar por TRANSPARENCIA (a palavra mais ODIADA pelos POLITICOS !!!!) o que concordo plenamente. Agora e preciso passar das palavras a ACCAO !!!!!!! Todo o POLITICO deve ser OBRIGADO POR LEI a declarar as suas ASSOCIACOES SECRETAS !!!!!!!! a SEITAS e ORGANIZACOES SINISTRAS a que pertencem. Ora que eu saiba nao existe PARTDO POLITICO que faca bandeira politica deste GRAVISSIMO PROBLEMA que contaminou a sociedade portuguesa. Todos tem o direito de pertencer as associacoes que bem o entenderem, o que nao tem o direito de o fazer e ESSES POLITICOS PAGOS A PESO DE OURO PELO CONTRIBUINTE E ESCONDER AS SUAS ASSOCIACOES!!!!!!!
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    Re: Legalized and Institutionalized crime !!!!!!!!    Ver comentário
userEX30860 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:08 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
    Re: Ele há cada artolas!    Ver comentário
martacarapacho (seguir utilizador), 0 pontos , 22:15 | Terça-feira, 30 de Jun de 2009
    Re: Ele há cada artolas!    Ver comentário
martacarapacho (seguir utilizador), 1 ponto , 16:35 | Domingo, 5 de Jul de 2009
Esta noite sonhei que tinha uma casa
userEX30860 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:42 | Segunda-feira, 29 de Jun de 2009
MST, sempre lhe digo que existem melhores objectos do desejo para sonhar do que o senhor ministro das Obras Públicas e mais não sei o quÊ. O exercício de estilo está bem...e tal, como de costume. O caro MST sabe escrever e discorrer mais le problème c´est que vous exagérez mon cher, comme d´habitude. Ou seja, tudo quanto é construído é bem vindo, desculpe lá, porque o nosso atraso de cem anos nos permite-nos ter «luxos novo-riquistas» que pelo menos tentam aproximar-nos de uma realidade tecnológica mais contemporânea...Desculpe mas é assim.
Os escandinavos começaram a exportar salmão no início do séc.XX porque já não o podiam ver...nem comer! Os operários, camponeses e trabalhadores eram pagos (uma certa percentagem do seu salário) em salmão, daí o facto de estarem fartos do famoso peixe (que lá existia em abundância tal que até dava para pagar ordenados...). Mas pelo facto de terem muito salmão e não o consumirem não faz deles uns pacóvios, donos de salmões mal aproveitados.
A parábola serve para as obras públicas que foram (estão, e vão ser) feitas e que com certeza irão (não à Pérsia) aproveitar muito aos Portugueses quando estiverem mais folgados de finanças. Aí poderão viajar, andar de comboio, passar nas pontes. O que nos falta caro MST é o aumento do SMIG. Mas disso não fala o caro cronista. Oiça, eu não conduzo ,escrevo.E viajo por todo o lado graças aos TGVs, aviões, táxis etc. O Brasil não é exemplo para ninguém.Eu sonhei que tinha uma casa...Cumprimentos
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    Re: Esta noite sonhei que tinha uma casa    Ver comentário
nana007 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:34 | Quarta-feira, 1 de Jul de 2009
    Re: Esta noite sonhei que tinha uma casa    Ver comentário
userEX30860 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:09 | Quarta-feira, 1 de Jul de 2009
    Re: Esta noite sonhei que tinha uma casa    Ver comentário
nana007 (seguir utilizador), 1 ponto , 8:18 | Quarta-feira, 1 de Jul de 2009
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