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Essa coisa tão simples: liberdade

Miguel Sousa Tavares
8:00 Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
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Passam hoje 35 anos sobre a tal inesquecível madrugada libertadora. Como de costume, o regime vai assinalar a data com umas quantas cerimónias, públicas e particulares, sempre previsíveis, sempre obrigatórias e sempre destituídas de sentido. O Presidente da República vai fazer o habitual discurso na Assembleia, em que tudo o que interessa é ler nas entrelinhas se ele ataca ou não ataca o Governo em funções - conforme é tradição da data; o PCP e a extrema-esquerda vão desfilar por aí, jurando que "Abril está por cumprir"; e o coronel Vasco Lourenço, em representação dos militares do 25 de Abril, vai destilar o seu habitual azedume contra os 'políticos' e insinuar que, se for preciso, eles são capazes de voltar a pegar em armas e acabar "o que ficou inacabado". Há muito que defendo que a memória dessa luminosa manhã de liberdade deveria deixar de ser comemorada - pelo menos, assim -, como forma de preservar a sua dignidade. O passado é um país distante e a sua revisitação, a tentativa de reinventar um dia feliz vivido lá atrás, acaba sempre por ter um sabor amargo, a mofo.

Além de que esta sessão anual de lamúrias públicas não tem razão de ser: o 25 de Abril foi cumprido, tanto quanto o podia ser. Os três D foram cumpridos. Democratizámos, mas a democracia - numa nação que nunca teve a liberdade como o primeiro e absoluto dos valores - não é muito mais do que isto. Descolonizámos - tarde e mal, e mal porque tarde -, mas cumprimos o princípio essencial de devolver o que não era nosso e que só as circunstâncias históricas (sem dúvida motivo de orgulho) nos tinham provisoriamente confiado. E desenvolvemo-nos: sim, desenvolvemo-nos. Só quem não viveu ou não se lembra do que era o Portugal de 1974, só quem não viu, por exemplo, a série de programas de António Barreto na RTP, é que pode ainda ter dúvidas sobre isso. O Portugal de hoje não tem nada, rigorosamente nada, a ver com o Portugal do Estado Novo - miserável, ignorante, de mão estendida e espinha curvada. Acontece é que nunca estamos satisfeitos, achámos que a liberdade era o direito de tudo reclamar, todos os direitos sem nenhuns deveres, a Europa e o mundo fascinados a nossos pés, pagando eternamente pelo espectáculo da nossa liberdade e do cravo na lapela, e nós encostados aos subsídios e às facilidades sem termos de nos cansar. Hélas!, não é assim que se constroem as nações que vão à frente!

Podíamos, ao menos, ter-nos entendido, de uma vez por todas, sobre o essencial desse dia distante: a liberdade. Mas nem isso. Basta ver como, hoje ainda, os próprios militares de Abril estão divididos, para perceber como essa coisa aparentemente tão simples que é a ideia de liberdade continua a dividir uma nação que nunca, verdadeiramente, a amou, respeitou ou se bateu por ela. Na semana em que Otelo foi promovido a coronel, com efeitos retroactivos, Jaime Neves foi promovido a general, e a Associação dos Militares de Abril amuou por causa desta última. Não perceberam que o que aconteceu em determinado momento não pode ser apagado da história pelos momentos supervenientes, seja de que lado for: que a liberdade se ficou a dever, primeiro, a Salgueiro Maia e Otelo, e, depois, a Eanes e Jaime Neves.

O "bota-abaixo", como diz José Sócrates, é o que nós achamos de mais próximo à liberdade: poder dizer livremente mal de todos os 'políticos', depois de cinquenta anos em que ninguém se atrevia sequer a dizê-lo à própria sombra. Tornar o simples exercício do poder e a correspondente exposição pública uma oportunidade para o fartar vilanagem, que confundimos com coragem. Não digo, antes pelo contrário, que os políticos sejam melhores hoje do que eram há dez, vinte ou trinta anos: aqui, na Europa, no resto do planeta. Digo é que, quando acontece alguém chegar à política movido pelo sentido de serviço público e pela vontade de transformar as coisas, ele é tranquilamente cilindrado como os outros, com a leveza de um Vasco Lourenço discorrendo sobre o país ou de um qualquer 'corajoso', insultando, anónima e impunemente, nos blogues do mundo fácil de governar da net.

Não devíamos, assim, queixar-nos ou admirar-nos se os melhores desistem e se os piores regressam, no vazio criado. Para desgraça nossa - e com o nosso voto! -, Santana Lopes vai, muito provavelmente, regressar ao governo de Lisboa, depois de ter deixado a cidade e o país de pantanas. Mas quem quer verdadeiramente preocupar-se em escrutinar o que foi o seu desgoverno passado? As pessoas ficam-se pela espuma das coisas - o túnel do Marquês - e nem querem saber do resto, se o homem é apenas um genial mestre da sedução sem causa nobre. E a senhora que o escolheu - Manuela Ferreira Leite - desdenhou, para encabeçar a lista do PSD às europeias, alguém como Marques Mendes, dos raros que quiseram moralizar as coisas, pagou por isso e se afastou tranquilamente. Devíamos, sim, pensar que Paulo Rangel, o cabeça-de-lista do PSD às europeias, e Nuno Melo, o do PP, são dois excelentes deputados, dos poucos que fazem a diferença, e que os respectivos partidos afastam do Parlamento para esse doirado exílio europeu, onde habitam sumidades políticas como Edite Estrela ou Deus Pinheiro. Devíamos pensar, pior ainda, por que razão desistem eles próprios e tão rapidamente de uma batalha onde farão falta.

Já aqui escrevi, há quinze dias, sobre o que penso do caso Freeport e da posição em que ele coloca José Sócrates. Escrevi que, pessoalmente, acredito na sua inocência, mas não abdico de ver tudo esclarecido, sem margem para qualquer dúvida. O que eu não entendo é a leviandade de tudo isto: um homem é publicamente suspeito do pior dos crimes políticos e a coisa arrasta-se, meses, anos, em fogo lento, sem que ele seja ilibado ou acusado e tendo ainda de governar o país e enfrentar eleições sob esse peso. Não pode desistir, porque seria como que uma confissão de culpa; não pode continuar em igualdade de circunstâncias com os seus adversários políticos, porque há sempre essa terrível suspeita pendente sobre ele. Não pode ficar quieto e calado, porque alimenta as suspeitas; não se pode defender, porque é uma 'ameaça' e uma 'pressão'. O que pode um cidadão, que tem o azar de ser primeiro-ministro de Portugal, fazer num caso destes e enquanto espera que a Justiça cumpra o seu papel?

Há um tipo - que tem o mesmo apelido que eu e que escreve semanalmente no "DN", onde se especializou na ofensa fácil - que escreveu que Sócrates falar de moral é o mesmo que Cicciolina falar de virtude, ou coisa que o valha. O cidadão José Sócrates, sentindo-se ofendido (como qualquer um de nós se sentiria), põe um processo ao ofensor. Tem esse direito? Não: é o primeiro-ministro a intimidar um 'jornalista'. E o 'jornalista' vira mártir da liberdade de imprensa na praça pública. Fala-se em "ameaças intoleráveis", da liberdade em risco, da heróica e antiquíssima luta da imprensa contra o poder, do "jornalismo de investigação" contra as pressões políticas.

Liberdade? De imprensa? Ora, vão pastar caracóis para o Sara! Eles sabem lá o que é a liberdade! Sabem lá o que isso custa a ganhar!

Venha o 25 de Abril, sempre! Mas, por favor, não o comemorem nem o invoquem mais, antes que isto vire fantochada!

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Que iberdade? Que democracia?
pedro sergio pereira (seguir utilizador), 6 pontos (Bem Escrito), 12:00 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
Em matéria de crença gostaria de ter a convicção de MST sobre o caso Freeport. Mas, como ele, também quero ver tudo esclarecido em tempo útil. 'Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa.' como diz M. Crespo e eu acrescento da escala de valores do regime em que vivemos... Também subscrevo 'Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção.' Pela minha parte quereria continuar a ter a liberdade de ser eu a escolher os jornais e os noticiários que me informam, sem estar condicionado ao juízo que o poder tem sobre eles...
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Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 23:38 | Quarta-feira, 29 de Abr de 2009
Enfim a Liberdade
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:25 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
Parece que ultimamente não tenho sequer a possibilidade de discordar. Como foi tudo dito também não sei o que dizer. Assim não sei do que hei-de dizer mal. Lembrei-me do computador Magalhães,mas vi as figuras ridículas daqueles que o fazem e dizer mal duma coisa que está bem também não faz o meu género. Lembrei-me do Primeiro Ministro do Freeport, mas os mais atentos começam a perceber que é ridiculo acreditar que um qualquer Ministro para aprovar um qualquer Centro Comercial, exigia em troca um chapéu de figos. Desta vez estava mesmo na disposição de dizer mal do Sócrates.Mas vou desistir,porque se já ninguém acredita na história do gay, da amante, das assinaturas na Guarda, do Curso e o Freeport está a morrer, estou convencido que a proxima sejá a religião. Não sei porquê mas hoje apetece-me dizer mal de tudo, pois era o que se fazia há 35 anos e isso ainda não mudou. Como estivemos tantos anos sem o poder fazer, vou-me vingar. Antes de 74 tinhamos um País atrasado, com uma guerra injusta onde morreram muitos jovens e outros que por aí andam com graves problemas de saúde do foro psicologico e psiquiatrico. Não havia estradas e para se ír de Lisboa à Guarda ou ao Algarve demoravam-se no mínimo 6 horas, percurso que hoje se faz em 3. Muitas pessoas passavam fome e emigravam para França. As Aldeias repletas de gente não tinham nada,estrada,electricidade,àgua etc. Havia presos politicos. Não podemos comparar o incomparavel antes e depois de 74. Fiquei sem Liberdade e sem espaço
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:11 | Terça-feira, 28 de Abr de 2009
A Tribo dos joprnalistas
Lumiare (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:51 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
A regra das relações entre os jornalistas e os políticos, para não dizer com qualquer português conhecido por mais de 50 pessoas, é a de que quem se mete com eles leva, se for político só não será derrotado nas eleições se os eleitores insistirem em votar nele, se for empresário corre um sério risco de ir à falência, se for um cidadão comum sujeita-se ao enxovalho público e fica calado.
Os jornalistas podem invocar o interesse da notícia para transformar qualquer fuga ao segredo de justiça num simulacro de jornalismo de investigação e a vítima deve ficar calada, senão mesmo ir beijar a mão do jornalista que o difamou. Se alguém protestar, processar ou chamar um nome feio a um jornalista é vítima da revolta colectiva.
O caso da TVI de Manuela Moura Guedes é apenas um caso extremos, há muito que nesta estação de televisão se promove o culto da personalidade da família Moniz. Mas, curiosamente, nenhum dos que reagiram às críticas de Sócrates analisou o seu trabalho jornalístico, como se este fossen inquestionável.
A forma como os jornalistas reagem a qualquer ataque a um dos seus até faz pensar que o jornalismo praticado em Portugal é de qualidade e, por conseguinte, independente. Se assim é porque razão desde que Ricardo Salgado ameaçou o Expresso que não colocaria mais publicidade naquele jornal se voltasse a escrever sobre o “mensalão”, nunca mais saiu uma notícia sobre este caso no Expresso ou em qualquer outro jornal?
Ninguém repara, por exemplo, que a TVI apresenta em directo ao domingo à noite um programa com crianças, algumas delas com pouco mais de seis anos, que estão em idade escolar? Algum jornalista questionou se é aceitável que crianças que estão a pouco mais de dois meses do fim do ano lectivo sejam sujeitas a um horário intenso de ensaios? É evidente que não, da mesma forma que ninguém questionou as condições que foram produzidos outros programas do género, quem se meter com o Moniz e a Manuela Moura Guedes leva. Nem mesmo a Inspecção-Geral do Trabalho, a Inspecção-Geral do Ensino ou mesmo as muitas personalidades que se preocupam com as criancinhas ficam incomodadas ao ver uma criança a cantar em directo à meia noite de domingo.
Também ninguém repara nalguns jornais que numa página dedicam uma notícia simpática a uma qualquer empresa e três ou quatros páginas depois aparece um anúncio de página inteira dessa mesma empresa.
Alguém vê um jornal dedicar uma notícia a uma prática menos transparente de um banco ou de uma das grandes empresas que enchem páginas de publicidade.
Este misto de manifestações de indignação com guinchos de virgens com que os jornalistas reagem aos que os criticam é cada vez mais frequente, os mesmos jornalistas que têm contribuído de forma sistemática para a degradação da imagem da vida política portuguesa tentam impor a todas as personalidades pública um código de conduta segundo o qual todos os que quiserem aparecer em público deverão sentir temor reverência pelos órgãos de comunicação social, deverão ser mesmo subservientes em relação aos jornalistas.
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    Concordo e assino por baixo!    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 17:30 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
    A Fernanda Câncio é que é boa jornalista...    Ver comentário
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 1 ponto , 0:37 | Terça-feira, 28 de Abr de 2009
    Re: A Fernanda Câncio é que é boa jornalista...    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 1:46 | Terça-feira, 28 de Abr de 2009
    Re: A Fernanda Câncio é que é boa jornalista...    Ver comentário
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 1 ponto , 17:51 | Terça-feira, 28 de Abr de 2009
e os outros D's???
B l u e S k y (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 18:16 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
Desempregamos
Destruímos
Desanimamos
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    Re: e os outros D's???    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 2 pontos , 20:58 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
O que falta fazer
Resignado (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 0:57 | Terça-feira, 28 de Abr de 2009
Acho que estão todos a passar ao lado do essencial incluindo o cronista. O 25 de Abril trouxe liberdade institucional. Trouxe eleições livres, alternância de poder e essencialmente uma imprensa livre. Neste aspecto julgo estarmos todos de acordo. O que se passou nos dias seguintes é que podemos questionar mas não devemos misturar. Ora veja-se o que temos 35 anos depois. Uma justiça totalmente ineficaz que aparenta ser independente. Uma desigualdade assustadora e vergonhosa para um país europeu. Dois sistemas de educação e de saúde. Onde a saúde e ensino público são para pobres. Duas vias de desenvolvimento que partem a sociedade em dois e os problemas que podem sair daí a médio ou a longo prazo. Em relação à liberdade ela é sómente relativa. O poder económico sobrepõe-se à liberdade de tecer uma crítica, de dar uma opinião. Não se trata apenas no caso dos últimos episódios jornalísticos de processo para cá e para lá. Olhe-se às empresas. Quem refilar ou opinar sofrerá as consequências. Quem falar ou discurdar no trabalho será penalizado. Se fizer parte de um partido de esquerda será ostricizado. É a sociedade que ainda não admite a opinião contrária e o poder actual tem a mesma atitude perante quem o confronte. É este Abril que falta cumprir e é por isso que se deve comemorar ao contrário do que diz MST. E para terminar o desenvolvimento não se atribui à nação em si mas à generosa contribuição europeia. Se assim não fosse não posso imaginar onde ainda estavamos.
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Sim, algo está ainda vivo e fremente
AntiFar (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 9:35 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
Artigo inspirado, deslumbrante, lúcido, límpido e único.
Um tremor na espinha, uma certa humidade nos olhos…
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    Re: Sim, algo está ainda vivo e fremente    Ver comentário
VISCOPE (seguir utilizador), 2 pontos , 23:00 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
ÓDIO VISCERAL A ABRIL E AO SENTIMENTO HISTÓRICO
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:22 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
Os povos civilizados comemoram as suas datas maiores há séculos. Os belgas comemoram desde o nascer ao pôr do sol a Batalha de Waterloo. São milhares e milhares de pessoas, bandas e figurantes na zona da Batalha ,e não me consta que nenhum cronista menor ataque essas comemorações.

Mas nós porque temos cronistas mesquinhos com um ódio visceral ao 25 de Abril e a tudo o que cheira a povo, tínhamos de ter um Miguel de Sousa Tavares para confundir tudo, louvar quem herói não é, porque não cumpriu as suas missões no 25 de Abril de 1974 e contrariar a história de acordo com as suas conveniências, porque o comandante do 25 de Novembro Sr. MST foi o VASCO LOURENÇO, logo percebe-se agora o que foi esse golpe, em que morreram 3 militares do serviço Militar Obrigatório no ataque a uma unidade, ao que se diz, já dentro do canal de comando normal. Logo porque morreram aqueles militares?

Mas o 25 de Abril que pouco deve ao Sr. MST é de facto a grande CONQUISTA A LIBERDADE, da liberdade incondicional do pensamento, o que também já não é, porque há o banimento social subtil, mas eficaz, com expressão no tal medo, não para o Sr. MST porque com o seu ódio mal dissimulado ao 25de Abril está protegido.

Todavia há liberdades que o 25de Abril não consente a da corrupção, dos vencimentos imorais, do enriquecimento ilícito e a total ineficácia dos tribunais, mas quem mais legitimidade tem para falar disto os marialvas ou os capitães de Abril?

Não ataque a Liberdade dos outros.

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    Falta de sintonia...    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 1 ponto , 10:59 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
    Re: Falta de sintonia...    Ver comentário
GESITE (seguir utilizador), 1 ponto , 22:33 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
    Re:COMEMORAR ABRIL DÓI À CASTA, MAS ABRIL É NAÇÃO    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:45 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
    Re: Re:COMEMORAR ABRIL DÓI À CASTA, MAS ABRIL É NA    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 1:45 | Terça-feira, 28 de Abr de 2009
    ReO MEU PARTIDO É PORTUGAL E A LIBERDADE    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 1:58 | Quarta-feira, 29 de Abr de 2009
    Re: ReO MEU PARTIDO É PORTUGAL E A LIBERDADE    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 13:34 | Quarta-feira, 29 de Abr de 2009
    Re:SEM QUALQUER PROPÓSITO DE OFENDER.    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 14:42 | Quarta-feira, 29 de Abr de 2009
    Re: Re:SEM QUALQUER PROPÓSITO DE OFENDER.    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 23:07 | Quarta-feira, 29 de Abr de 2009
    Re:RESPEITO ABSOLUTO PELO MÉRITO    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 17:32 | Sexta-feira, 1 de Mai de 2009
    Re: Re:RESPEITO ABSOLUTO PELO MÉRITO    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 18:39 | Sexta-feira, 1 de Mai de 2009
    Re: FUI EXCESSIVO NO TÌTULO. PEÇO DESCULPAS.    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 0:58 | Domingo, 3 de Mai de 2009
Caro Andrade da Silva.
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:04 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
Meu caro leia a crónica de MST e tire as conclusões correctas . Não faça um exercicio desonesto quando as conclusões que tira nada tem a haver com a crónica mas sim com o que você já tem para dizer.
MST tem uma formação anti-fascista pelo exemplo que teve em vida de seu Pai. O que MST disse nesta crónica não anula em nada certas declarações que você fez sobre corrupção.
A corrupção é uma doença de todos os Estados, é um virus que se transforma e adapta-se conforme as circunstâncias e não é apanágio deste ou daquele regime...
Seja honesto consigo próprio.
Eu sei o que foi o 25 de Abril, conheci o Portugal de antes e conheço o Portugal de hoje... Miguel Sousa Tavares tem aqui uma crónica das melhores que ultimamente tem escrito.
    No entanto tenho a dizer que só é pena que MST seja contra à requalificação da zona do Porto de Lisboa de modo a dar à cidade o Porto que ela merece já que a existência/nascença de Lisboa deve-se a ele.
 
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    Re: Falta de Sintonia de MST com a História,sim!    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:19 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
A maioridade da democracia...
Pedro Lemos (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:15 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
Quando atingem as democracias a sua maioridade? Serà que a nossa jà atingiu essa maioridade? A liberdade de expressao foi certamente um dos objectivos atingidos pelo actual regime, ainda que seja necessario continuar a fazer um escrutinio atento da sua aplicaçao...
Mas que dizer por exemplo do direito e da Justiça? Nesta matéria, a democracia portuguesa vive um estadio de regressao ao tempo das cavernas e à lei da selva! A Justiça anda pelas ruas da amargura...Quem a salva? Quem lhe acode?
35 anos apos a revoluçao de Abril, a democracia nao funciona em dominios essenciais do Estado: Justiça, segurança, educaçao, saude. Jà vai sendo tempo de a classe politica assumir as suas proprias responsabilidades!
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    Re: A maioridade da democracia...    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 16:47 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
A impossível liberdade no seio da desigualdade
Manuel Almeida (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 12:09 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
A manhã de há 35 anos há muito está passada e enterrada. Depois de um breve período de turbulência o regime rotativista (ora PS ora PSD) instalou-se.

A liberdade que então se anunciava deu lugar a um novo período que faz lembrar a fase final da ditadura. Em que só o bloco do poder manda e as oposições são toleradas desde que permaneçam à margem do poder e não o ameacem. Todos os cargos mesmo os mais insignificantes são hoje ocupados pelos partidos (PS e PSD) do rotativismo.

O poder económico controla os media. A censura antes imposta é agora auto-imposta. Não existe tanto no que é proibido dizer mas no que não se diz efectivamente. No que se cala, no que se distorce, no que se propagandeia. Pode-se ter um caso Freeport mas as mortes de fome são ignoradas. Pode-se ter-se diariamente um Caso Casa Pia mas nunca estatísticas certas de quantos portugueses emigraram nos últimos anos.

A desigualdade atingiu em Portugal proporções dramáticas. É o país mais desigual da Europa. Mais desigual do que os EUA. Sem mínimos de igualdade a liberdade é um logro. Só se consegue materializar para alguns.

A liberdade de expressão está reduzida à expressão do poder económico, às ideias dos partidos do rotativismo. O pluralismo assemelha-se à discussão inócua e sem consequências do Benfica-Sporting.

Liberdade? Que liberdade?
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Excelente crónica
cjours (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 16:19 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
Excelente crónica e excelente análise. É um privilégios ler o que este homem escreve, quando no seu estado normal de lucidez (que perde, ocasionalmente, como no caso dos contentores - o que se lhe perdoa). Muito, muito bem!
Uma notinha: já questionei o Vasco Lourenço do porquê da colagem da extrema-esquerda ao 25 de Abril, com a concordância da Associação 25 de Abril, como se fossem eles os detentores dos valores de Abril. Expliquei eu ao Vasco Lourenço que essa era a melhor forma de afastar o povo da celebração do 25 de Abril. Afinal, comunas são 7% do povo....
Eu não quero ser conotado com comunas, por isso não celebro Abril - por mais que gostasse de o fazer! Não compreendo, também, e disse-lho, como é que tendo havido o risco de uma guerra civil, com Os Nove de um lado e o PC de outro, agora o via de braço dado com eles...'eles' que, se tivessem podido, lhe tinham limpo o sarampo na altura certa.
A única coisa de que os comunas e pandilha associada se podem reinvidicar é da crispação, risco de Guerra Civil e da bandalheira do PREC. Do espirito de quem fez o 25 de Abril, os comunas têm ZERO! E conseguem afastar os amantes da Liberdade da celebração do dia da Liberdade com a conivência da Associação 25 de Abril... Se isto não é ridiculo, o que será???
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    Re: Excelente crónica...Parabéns!    Ver comentário
Monaco (seguir utilizador), 1 ponto , 18:26 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
    Re:OLHE QUE NÃO! OLHE QUE NÃO!......    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 23:00 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
    Comunas para a Sibéria!...    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Terça-feira, 28 de Abr de 2009
    Re:CALAR PARA TODO O SEMPRE É UM COMPROMISSO    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 2:26 | Quarta-feira, 29 de Abr de 2009
    Blá, blá, blá....    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 11:46 | Quarta-feira, 29 de Abr de 2009
Sem mais palavras...
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 16:29 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
... por, na minha opinião, serem desnecessárias.

BRAVO, Miguel Sousa Tavares!!!!
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por respeito a essa mesma liberdade
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 18:24 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
resta-me respeitar a opinião de MST.
SÓ NÃO CONSIGO ENTENDER ESSA SUA PAIXÃO POR SÓCRATES. ELOGIOS E MAIS ELOGIOS ONDE PESSOAS LÚCIDAS E COM MUITO VALOR, CONSEGUEM VER DEFEITOS...
Lembro-me de uma crónica sua no jornal Público sobre uma viagem Porto-Lisboa, de combóio, onde criticava severamente a paisagem, a arquitectura...
Nunca o ouvi proferir uma palavra sobre os projectos de José sócrates.
Somos aquilo que fazemos na vida. A imagem que tenho de Sócrates é essa. Da mesma forma que olho para Siza Vieira e consigo ver beleza, verdade e excelência.
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A Propósito do 25 de Abril
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 2 pontos (Despropositado), 22:15 | Segunda-feira, 27 de Abr de 2009
Antes do 25 de Abril costumava ler um jornal fascistóide chamado Agora só para me rir.

Os textos do jornaleco estavam tão fora da realidade que davam apenas para gozar e ninguém de bom senso as podia levar a sério.

Vejo-me agora a ler as crónicas do Sr. Miguel Tavares exactamente com o mesmo sentimento. É tudo tão ridículo que só dá para rir e gozar. Um perfeito divertimento para o início da semana.

Custa a crer que este cronista se tenha reduzido a isto. mas como dizia o outro: a ferrugem nunca pára. "Rust never sleeps".
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    Re: Errei acerca deste comentário. Peço desculpas    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 0:34 | Domingo, 3 de Mai de 2009
Opinião risível
ameijoafresca (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 12:55 | Terça-feira, 28 de Abr de 2009
I Parte

Os detentores da verdade
em frases tão exclamadas,
pavoneiam uma vaidade
com verborreias tão inflamadas!

A intimidade visível
com tanto despudor,
torna a opinião risível
de qualquer comentador.

O mexilhão pastor,
mesmo no deserto de areia,
dá com o cajado no estertor
de tanta logorreia!

II Parte

A fobia pela aparência
passada na televisão,
alimenta a incoerência
de quem vive na ilusão.

O acessório é promovido
ultrapassando o essencial,
neste país desprovido
de bem-estar social.

Vestindo a pele de cordeiro
para daí tirar rendimentos,
mas neste povo tão ordeiro
nem todos são jumentos!

O mexilhão inteligente
e preocupado com a democracia,
considera negligente
tanta socialista iliteracia!
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    Re: Opinião risível    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 0:20 | Quinta-feira, 30 de Abr de 2009
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Miguel Martins, Editor de Multimédia do Expresso

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