Um abuso e uma limitação da liberdade. É assim que o ex-director-geral da TVI reage à divulgação das escutas escutas entre o primeiro-ministro e Armando Vara, no âmbito do processo Face Oculta.
José Eduardo Moniz, cuja saída da estação é reclamada pelos intervenientes nos telefonemas, considera "surpreendente a desfaçatez" com que, segundo o relato do "Sol", o caso TVI foi tratado ao mais alto nível.
"A Entidade Reguladora para a Comunicação Social tem de agir, porque não estamos perante uma mera infracção, mas perante um abuso e uma limitação da liberdade". O antigo director-geral da TVI vai mais longe e aponta responsabilidades a Cavaco Silva. "O Presidente da República não pode estar num pedestal perante um primeiro-ministro que mentiu ao país. José Sócrates não tem condições para governar e o PR, no mínimo, tem de lhe exigir explicações", disse José Eduardo Moniz.
Manuela Moura Guedes, assistente no processo, quer reabrir o caso e diz já só confiar nos tribunais internacionais para comprovar um caso de tentativa de controlo sobre a TVI.
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