13/02/2012 atualizado às 15:47
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Escolas vão ter mais poderes para suspender agressores

Diretores de escola vão poder suspender imediatamente os alunos logo após a ocorrência de uma agressão, anunciou a ministra da Educação como medida de combate ao bullying

15:16 Quinta feira, 11 de março de 2010

A ministra da Educação anunciou hoje que vai apresentar um diploma para reforçar os poderes dos diretores de escola para que os alunos agressores possam ser suspensos imediatamente logo após a ocorrência da agressão.

Isabel Alçada falava no final do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa, onde também defendeu que a violência em meio escolar "tem vindo a diminuir".

A ministra da Educação disse que apresentará em breve uma iniciativa legislativa específica para combater a ocorrência de fenómenos de bullying nas escolas portuguesas, dando aos diretores de escola a possibilidade de "suspenderem preventivamente alunos que tenha provocado agressões".

"Com essa decisão o aluno agressor poderá ser imediatamente afastado da situação de contacto com o aluno agredido. Queremos resolver rapidamente situações de ameaça, conflito ou agressão, sem prejuízo de medidas disciplinares que se instaurem no momento em que há este tipo de situações nas escolas", apontou Isabel Alçada.

Casos de violência têm vindo a diminuir


Isabel Alçada defendeu que os casos de violência em meio escolar têm vindo a diminuir, mas frisou que "cada caso de violência tem de ser tomada como motivo de preocupação".

Interrogado sobre a possibilidade de o Governo optar também por responsabilizar os pais das crianças agressoras, designadamente através da suspensão de eventuais apoios sociais que possam beneficiar do Estado, a ministra da Educação afastou esta solução.

"A família precisa de ser envolvida nestes processos e a escola deve dialogar com a família. Mas é importante que se procurem soluções educativas", respondeu.

Para a ministra da Educação, "criminalizar a família reforçaria a conflitualidade" e "neste caso como em outros importa que a família e a escola atuem em conjunto para se proporcionar uma ambiente educativo de serenidade".

Ministra aguarda por resultado do inquérito


Um dos casos chocantes de bullying ocorreu recentemente numa escola de Mirandela, em que uma criança de 12 anos se terá atirado ao rio Tua, com alguns relatos a indicarem que se tratou de suicídio por alegada violência no seu estabelecimento de ensino.

Sobre este episódio em concreto, Isabel Alçada apenas referiu que está em curso um inquérito a cargo do inspetor do Ministério da Educação.

"Logo que esteja concluído haverá informações, o que não acontece por enquanto", acrescentou.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***


Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

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Repressão,não obrigado.
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 16:10 | Quinta feira, 11 de março de 2010
A Escola não é um Tribunal.Educar não é reprimir.A politica educativa é uma arte que nem todos sabem o que é.
A sra Ministra,entretida com os Sindicatos,chegou tarde demais a Mirandela e á tragédia do menino Leandro.
 
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    Re: Repressão,não obrigado.    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 16:46 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Repressão,não obrigado.    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 17:27 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Repressão,não obrigado.    Ver comentário
celios (seguir utilizador), 1 ponto , 20:58 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Repressão,não obrigado.    Ver comentário
mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 12:26 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Uma tábua rasa    Ver comentário
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 14:12 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Repressão, sim aos alunos agressores.    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Repressão,não obrigado.    Ver comentário
luisfccsilva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:22 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Educação e formação    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 2:21 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Educação e formação    Ver comentário
luisfccsilva (seguir utilizador), 1 ponto , 14:38 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Repressão, de quem?    Ver comentário
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Sexta feira, 12 de março de 2010
A ministra ou é mentirosa ou ignorante
AvôMetralha (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:20 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Nos termos do art. 47º do actual Estatuto do Aluno, os presidentes ou diretores das escolas já podem suspender preventivamente os alunos que cometam infracções disciplinares, desde que a sua presença na escola seja perturbadora. A ministra ao prometer fazer uma coisa QUE JÁ ESTÁ FEITA, ou é mentirosa ou desconhece o próprio Estatuto do Aluno, o que é irreal.
A incompetência dos mais elevados gestores públicos e privados não cessa de me surpreender. É verdadeiramente inacreditável.
 
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    Re: A ministra ou é mentirosa ou ignorante    Ver comentário
celios (seguir utilizador), 1 ponto , 21:17 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: A ministra ou é mentirosa ou ignorante    Ver comentário
luisfccsilva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:25 | Quinta feira, 11 de março de 2010
É o que eu digo
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:43 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Andam estes srs a estudar para quê, para darem respostas destas e somente agora, e ainda com a agravante de serem ministros.
Não foram voçês que deram esta liberdade, sem o sentido de justiça.
Muito mal vai esta nação.
 
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    Re: É o que eu digo    Ver comentário
luisfccsilva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:23 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Subsídios
barrosocfb (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Na escola existem alunos problemáticos, quer a nível de comportamento quer a nível de abandono escolar. Só vinham para a escola para os pais não perderem o abono de família depois de pressionados pela Segurança social e pelas comissões de protecção a jovens e só vinham fazer asneiras, por isso acho que o abono de familia deveria de depender de 4 factores: situação economica do agregado familiar; composição do agregado familiar; notas e comportamento dos alunos na escola. os melhores alunos deveriam ter mais abono de família, premiando assim a excelência e o bom comportamento; aqueles que pensassem que a escola é um passeio e só fizessem asneiras, deveriam perder o abono; porque só quando se mexe na carteira das pessoas, é que os pais iam resilver fazer algo
 
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    Re: Subsídios    Ver comentário
luisfccsilva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:24 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Os portugueses só percebem...
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 16:59 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Quando lhes vão à carteira !!!
  Disso, não há dúvida ! Vejam lá no trânsito, como é ...Agora até vão estar atentos às passagens de peões e toda a gente vai pagar se não cumprir... quero eu dizer, os peões também, se passarem fora das passadeiras...
 
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Chega tarde e é insuficiente.
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:36 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Muitas vezes diz-se "vale mais tarde que nunca".
Mas, nestes casos, este ditado popular não se pode aplicar.
Não há remédio para o mal exercido em crianças e ainda pior quando resulta em morte.
Há anos que se reclama contra a indisciplina nas escolas e a falta de vigilância nas zonas limítrofes.
A falta de poder para aplicar castigos aos alunos indisciplinados é geradora de um crescente ambiente de conflito e agressão.
Se os pais não sabem educar e disciplinar os filhos, têm que ser penalizados da forma que melhor entendem, pagando.
Este problema tem sido largamente analisado e discutido em vários programas televisivos, com destaque no "Plano Inclinado".
O Prof. Doutor Nuno Crato e seus convidados tem revelado situações perfeitamente inacreditáveis que se passam nas escolas, quer nos conteúdos curriculares quer na indisciplina.
Não sei se a responsabilidade é da gestão das escolas ou da tutela, mas parece-me evidente que muitos professores não são um exemplo de competência para criar nas aulas um ambiente onde reine o respeito, a paz e a serenidade.
As lutas que se verificaram recentemente entre os professores e o Ministério da Educação, pela crispação e agressividade que atingiram, são um péssimo exemplo para os alunos.
 
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    Re: Chega tarde e é insuficiente.    Ver comentário
celios (seguir utilizador), 1 ponto , 21:22 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Chega tarde e é insuficiente.    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 23:42 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Chega tarde e é insuficiente.    Ver comentário
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 14:29 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Chega tarde e é insuficiente.    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:49 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Chega tarde e é insuficiente.    Ver comentário
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 10:59 | Quinta feira, 18 de março de 2010
    Re: Chega tarde e é insuficiente.    Ver comentário
Maria Portuguesa (seguir utilizador), 1 ponto , 13:21 | Quinta feira, 18 de março de 2010
    Re: Chega tarde e é insuficiente.    Ver comentário
luisfccsilva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:24 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Origens e soluções para o bullying
luisfccsilva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:20 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Boa tarde,

O bullying está a ser visto como um problema das crianças e jovens. Na verdade este assunto ainda é bastante taboo. O bullying é um problema dos adultos. Os adultos fazem e são vítimas de bullying, quer na sua vida pessoal, quer na sua vida profissional. O que as crianças fazem é um reflexo das acções dos adultos, praticamente em tudo na vida. Para se resolver o bullying nas escolas podem-se e devem-se criar medidas de curto prazo mas é imperativo ter a consciência que este é um problema social. O bullying só será resolvido a partir do topo, ou seja, a partir dos adultos. Só quando estes deixarem de se violentar uns aos outros é que as crianças lhes seguirão o exemplo.
Esta forma de violência pode ser mais evidente nas crianças devido às agressões físicas, pois, os adultos usam entre si formas mais complexas de violência, nomeadamente, psicológicas mas não menos prejudicias para a saúde das suas vítimas. Contra este tipo de violência, que se pode chamar moderna e actual, ainda não existe qualquer legislação, qualquer protecção, pelo que os adultos, tal como as crianças sofrem em silêncio, muitas vezes nem admitem que estão a ser alvo de malevolência e, devido ao seu sentimento de impotência, acabam por cometer as mesmas acções que os seus agressores. ...
 
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Relato verídico de uma escola
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Imagine que é uma professora. Que um aluno que não estava a trabalhar na aula é mal-educado e que, quando lhe pede para sair, se recusa. Insiste que o aluno tem de sair e ele acaba por fazê-lo mas fica do lado de fora da janela da aula a cantar "filha da p...". A aula acaba, vai para a sala de professores. Entretanto, vai dar aulas a outras turmas e o aluno segue-a e fica de fora da sala a gritar o mesmo. No fim da manhã, exasperada vai ao gabinete do director, informa-o da situação e pede que o aluno seja castigado. O director diz imediatamente que não se pode suspender o aluno porque "imagina o que ele vai fazer lá fora!!" Isto é um relato verídico de uma situação passada numa escola em que o director (que não dá aulas, obviamente!) se orgulha por quase não suspender ninguém (mesmo quando um aluno bate num professor é raro ser suspenso nesta escola...) Um aluno que bata num professor ou noutro aluno ou num funcionário não pode ser expulso da escola. Pode ser transferido de escola para fazer o mesmo noutra escola... No pior dos casos. Se o Ministério (que não dá aulas e quer manter os pais contentes) assim o decidir... Não é sem consequências para os disparates dos alunos que se vai lá!
 
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Mistérios dos pais
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 14:37 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Uma coisa que sempre me impressionou nas associações de pais é a frequência com que os pais dizem "o menino não deve ser castigado!" Mesmo quando um aluno bate frequentemente noutros, perturba a aula e impede que os outros aprendam, a regra parece ser " a escola castigar os nosso filhos é que não!" É intrigante, com toda a sinceridade!
 
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