13/02/2012 atualizado às 19:29
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Empresário de 72 anos em greve de fome contra construtora Soares da Costa

Um empreendimento imobiliário em Portimão, cuja construção foi contratada à Soares da Costa, levou o empresário Jorge Santiago a fazer greve de fome junto às instalações da construtora em Lisboa. "Vou ficar aqui dia e noite até resolver tudo", refere.

J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)
20:06 Segunda feira, 8 de fevereiro de 2010
Em causa está o processo de construção da Quinta da Malata, um empreendimento imobiliário composto por cinco prédios
Em causa está o processo de construção da Quinta da Malata, um empreendimento imobiliário composto por cinco prédios

O empresário Jorge Pinheiro Santiago, de 72 anos, iniciou hoje uma greve de fome em frente às instalações da Soares da Costa, em Lisboa, como protesto contra esta construtora, à qual tinha contratado a construção de cinco prédios em Portimão.

Em causa está o processo de construção da Quinta da Malata, um empreendimento imobiliário composto por cinco prédios, cujas obras "a Soares da Costa deixou em 2005 devido a atrasados no pagamento", refere o administrador da construtora António Barbosa da Frada.

No entanto, Jorge Santiago diz que a Soares da Costa largou a obra porque "não ia terminar os trabalhos dentro do prazo contratualizado e isso impunha-lhe penalizações".

Processo contra a Soares da Costa


Aliás, Jorge Santiago adianta que moveu um processo contra a Soares da Costa. "E ganhei", diz Santiago. Também diz que a construtora recorreu desta decisão para o Tribunal da Relação e garante que "o recurso não reconheceu razão à Soares da Costa, embora tenha imposto que eu lhes pagasse uma caução de €757,46 mil euros para que eu pudesse ter acesso às obras. Desse valor, mais de €245 mil são juros antecipados, referentes a um período de quatro anos, calculados a uma taxa de 12%".

Mas o administrador da Soares da Costa, tem um entendimento diferente sobre esta questão e garante que o recurso deu razão à Soares da Costa e que a caução fixada a Jorge Santiago é uma prova disso.

Mesmo assim, Jorge Santiago considera que é fácil apurar quem tem razão, porque as posições do tribunais podem ser consultadas. "O tribunal condenou a Soares da Costa a pagar as custas do recuso e isso mostra a quem deu razão", observa Santiago.

O empresário também diz que «nunca foi feito o acerto de contas relacionado com compras de materiais que eu paguei e que a Soares da Costa nunca quis descontar»
O empresário também diz que «nunca foi feito o acerto de contas relacionado com compras de materiais que eu paguei e que a Soares da Costa nunca quis descontar»

Aplicação de todas as poupanças


O empresário também diz que "nunca foi feito o acerto de contas relacionado com compras de materiais que eu paguei e que a Soares da Costa nunca quis descontar. Eu comprei esses materiais porque naquela altura havia fornecedores que não vendiam materiais a crédito à Soares da Costa".

Jorge Santiago admite que aplicou neste projecto todo o dinheiro que tinha e não tem alternativa para pagar a caução. Refere que propôs a passagem de fracções dos prédios para a Soares da Costa, como forma de pagamento, mas a construtora não aceitou.

Na construtora, António da Frada diz que "fizemos tudo para encontrar uma solução de pagamento, mas algumas alternativas não foram aceites por Jorge Santiago".

Agora Santiago diz que está cansado de lutar contra a equipa de advogados da Soares da Costa e diz que vai "manter a greve da fome até alguém olhar para todo este processo com dignidade. Coloquei neste projecto todo o esforço de uma vida de trabalho".

António da Frada diz que a sua empresa esteve aberta a todas as negociações. "Não nos pesa nada na consciência", afirma o administrador da Soares da Costa.

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Só não percebo uma coisa
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:21 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Não percebo como é que num Estado de Direito um diferendo desta natureza e com estes valores, tem de ser resolvido deste modo. De facto, uma decisão judiciária deve ser clara e inequívoca. Ou não é verdade que compete aos tribunais decidir quem tem razão ou não e, depois, quais devem ser as consequências lógicas de ter razão ou não ter? Assim sendo, em caso de dúvida acho que o Tribunal que decidiu o caso, se decidiu, deve ser interrogado e "forçado" a esclarecer a eventual decisão que em tempo próprio tenha tomado. Ou não é assim?
 
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Já tem idade...
estrabico (seguir utilizador), 1 ponto , 22:31 | Segunda feira, 8 de fevereiro de 2010
... para ter juízo. Então vai meter-se com a Soares da Costa?
 
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