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Emigramos ou vamos à luta?

Nicolau Santos (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 11 de março de 2010

O que têm em comum os resultados de grandes empresas portuguesas não-financeiras, como a EDP, PT, Jerónimo Martins, Efacec, Cimpor?

Quase todos mostram que a maior parte dos seus proventos já vêm dos mercados externos. Isso é bom ou mau? Depende. Numa primeira leitura é obviamente positivo. Quer dizer que as empresas portuguesas conseguiram expandir-se e que o seu processo de internacionalização tem corrido bem. Tornaram-se empresas, se não globais, pelo menos multinacionais. E não apenas por causa dos mercados onde estão presentes. Também os seus colaboradores passaram a ser oriundos de várias nações. Isso torna-as mais talentosas, mais fortes internamente, mais capazes de responder aos desafios da globalização e às ameaças da concorrência, mais inovadoras, mais cosmopolitas, mais capazes de aproveitar as oportunidades.

Há, no entanto, um lado menos positivo desta evolução. E isso tem que ver com o facto desta expansão externa das empresas portuguesas se dever também, em parte, à estagnação desde há uma década do mercado interno, com a economia nacional a registar crescimentos tristemente anémicos. Foram obrigadas a procurar externamente aquilo que não encontram no mercado interno.

Mas isso tem consequências, a principal das quais é traduzida no escassear de oportunidades de emprego para os jovens licenciados portugueses. Com efeito, as referidas empresas são dos maiores empregadores nacionais. Se crescem sobretudo nos mercados externos, é lá que recrutarão colaboradores locais para apoiar essa expansão. A emigração é então o caminho que resta a quem se preparou arduamente para um emprego tecnicamente exigente e não encontra trabalho em Portugal compatível com o esforço que desenvolveu. E assim cerca de 30 mil cidadãos deixam anualmente Portugal em busca de oportunidades que não encontram no seu próprio país.

Retenho duas frases publicadas no Expresso da semana passada. Uma de António Barreto: "O facto de haver hoje uma emigração quase tão significativa como há 40 anos é dos factos mais reveladores da fragilidade da economia e da sociedade". Outra de Ilídio Pinho: "A continuar assim, não há orçamento que resista e acabaremos por ser fabricantes de criados e de criadas para a Europa e para o mundo". Estas afirmações sintetizam o ponto em que nos encontramos. Apesar do muito que progredimos desde 1974, a década de 2000 foi duplamente perdida: internamente e na comparação com os outros Estados da União Europeia.

Chegados aqui, contudo, só restam dois caminhos: ou baixamos os braços e cada um procura resolver os seus problemas; ou vamos à luta e tentamos ultrapassar colectivamente a situação em que nos encontramos. Por mim, escolho a segunda opção. Não só por mim. Também por todos os que lutaram para que este país fosse e se mantivesse independente desde 1143. E também pela responsabilidade que temos para com as novas gerações de lhes deixar um país melhor, mais moderno e competitivo do que aquele que encontrámos. Mas esta segunda via implica a consciência de que: 1) temos vivido acima das nossas possibilidades; 2) todos temos de fazer sacrifícios para ultrapassar a situação. Sem a aguda consciência destas duas variáveis, o melhor mesmo é emigrar.

A segunda morte de Abel


O Tribunal de Comércio anulou a multa de €38 milhões que a Autoridade da Concorrência aplicou à PT em 2007, por abuso de posição dominante, recusando o acesso à rede de condutas no subsolo aos concorrentes TVtel e Cabovisão, que tinham denunciado o caso em 2003 e 2004. A PT nem sequer chegou a provisionar esta multa, por entender que nunca teria de a pagar. E fez o mesmo em relação à multa seguinte de €45 milhões que lhe foi aplicada pela AdC pelas mesmas razões.

Convém recordar que tudo isto aconteceu tendo como pano de fundo a OPA da Sonaecom sobre a PT, no qual o presidente da AdC, Abel Mateus, deixou que passasse a imagem que estava a favor do ofertante e contra o incumbente.

Pelo resultado, bem se pode concluir que não é bom tomar decisões regulatórias com base em ódios pessoais. Mas isso também não dá toda a razão à PT. Vários dos seus concorrentes têm abandonado o mercado. Por mérito da PT, certamente. Mas com certeza também pelo seu peso esmagador no mercado português - e eventualmente por alguma complacência dos reguladores em áreas onde deviam ser mais incisivos. Até porque não é crível que todos os concorrentes da PT sejam muito maus.

O combate de Sena da Silva


Pedro Sena da Silva trava há largos meses um combate solitário. O presidente da Autosil é um entusiasta dos veículos eléctricos (VE) mas lembra, com grande razão e maior bom senso, que não será de um dia para o outro que as pessoas deitam para a sucata os sete milhões de veículos convencionais (VC) que existem em Portugal. No país existem núcleos em empresas e universidades que estão avançados nesta investigação. Mas apesar dos seus insistentes apelos junto dos grupos parlamentares para que no Orçamento do Estado a conversão de VE tivesse, no mínimo, os mesmos apoios que as vendas de VC novos, não obteve qualquer resultado. Entretanto, nos Estados Unidos, os US Postal Service vão converter 20.000 carrinhas de distribuição postal em veículos eléctricos. Parafraseando uma campanha publicitária, e nós a vê-las passar: as oportunidades.

O economista discreto


Se fosse norte-americano, José Félix Ribeiro faria conferências pagas a peso de ouro. Mas é português, imensamente discreto e trabalha para o Estado. Melhor para nós, que temos a oportunidade de desfrutar das suas excelentes análises sem pagar nada por isso. Na mais recente publicação do Ministério do Ambiente, Economia e Território, sob o título "Portugal 2025 - Que Funções no Espaço Europeu?", Félix Ribeiro faz uma interessante análise sobre as vagas de investimento que definiram ao longo dos anos o conjunto das nossas actividades exportadoras, onde salienta, por exemplo, que "a abertura a Espanha não se traduziu em nenhuma transformação na composição da oferta externa de Portugal por via de investimento espanhol. Pelo contrário, este concentrou-se em sectores mais 'abrigados' da economia, reproduzindo o padrão de crescimento e internacionalização da economia espanhola".

Para o futuro, traça quatro cenários para Portugal: o primeiro é o da República Dominicana/Porto Rico, o segundo o da costa de Espanha, o terceiro o da Florida e o quarto o da Flandres. Vale a pena ler. E perceber que Félix Ribeiro só apresenta os cenários. Fazê-los acontecer depende da vontade, esclarecimento e persistência dos agentes políticos e económicos.

A Galp é a próxima Cimpor


Em 31 de Dezembro deste ano termina o prazo de impedimento de Américo Amorim vender a participação que detém na Galp. Não quer dizer que o faça, claro. Mas passa a ter as mãos livres para fazer o que quiser com as acções da petrolífera nacional. Acontece que a participação do empresário está na Amorim Energia, uma parceria entre Américo Amorim, Sonangol e Isabel dos Santos. Aparentemente, a amizade com os sócios angolanos já conheceu melhores dias, de tal modo que a Sonangol, pela voz do seu presidente, já fez saber que quer ter uma participação directa na Galp e não por interposta parceria. Depois há os brasileiros da Petrobras, que também estão interessados. E os italianos da ENI terão igualmente uma palavra a dizer. Ora, se olharmos para o que se tem passado na Cimpor, é de recear que aconteça o mesmo à Galp: uma luta entre investidores estrangeiros pelo seu controlo, acabando esta por deixar de ser uma companhia portuguesa. Há alguém que possa travar este destino?

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

Mário de Sá-Carneiro, Um Pouco Mais de Sol

Texto publicado na edição do Expresso de 6 de Março de 2010

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Eu estou "agarrado"...
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 9:33 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Fui burro..ou talvez não..já tinha uma pequena oficina de automoveis quando fui fazer o curso de engenharia mecânica em Liverpool..
Contra a vontade de diversos amigos e familiares deixei a oficina que entretanto lá construi e voltei definitivamente para cá..
Continuo a ter uma pequena e bem apetrechada oficina com clientes com cada vez menor poder de compra..são notáveis as dificuldades das pessoas..
Deslocalizarmo-nos (eu e a oficina) já me passou pela cabeça mas estou "agarrado" por..3 filhas..3 netos..restante familia e amigos..o ainda sólido emprego da minha mulher..etc..
Estando "agarrado" contem comigo prá luta..não sei qual seria a minha atitude se não estivesse "agarrado" mas conhecendo-me o mais provavel seria ficar e ir prá luta pois do resultado dessa luta colectiva dependerá o futuro de filhas..genros..netos de muita gente e não só dos meus..
Espero não vir a ter de me arrepender..pois já cheguei a uma idade em que 3 ou 4 anos são muito tempo no pouco que restará de vida activa..
 
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    Re: Eu estou    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 10:15 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Eu estou    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 11:17 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Os nossos políticos e governantes...
JCCC (seguir utilizador), 2 pontos , 10:37 | Quinta feira, 11 de março de 2010
.... estão-se perfeitamente nas tintas para o facto de se emigrar cada vez mais.
Não acredito que nenhum deles olhe para este fenómeno seriamente e que desenvolva esforços no sentido de o contrariar.

Entre as diversas motivações existe também um pouco de sentimento de revolta quando se é compelido a emigrar. Fica-se pelo menos com a esperança de que seja interpretado como uma mensagem a quem conduz os destinos do país.
Mas a verdade é que eles não estão minimamente preocupados. E mesmo se estivessem já provaram que não têm competência para o contrariar através de políticas.
 
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Partam
Martius (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 0:18 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Sabe o Senhor Nicolau, como se entra na PT? Como se entra para RTP? GALP? Sabe que em Portugal a capacidade e o talento não são jamais reconhecidos? São na verdade massacrados! Diga lá quantos amigos dos amigos e filhos dos filhos, viu passar pelas redacções, empresas, fabricas, a tomar o lugar de gente com competência? É claro que o senhor vai ficar e lutar, e tem até um belo discurso! Mas Portugal tem muita gente com cérebro e talento e que não vai ficar lá fora só a servir a mesa. E sabe porque? Porque lá fora a fila anda, e se tens competência, ficas. Ao contrário de cá, que a fila já não anda há anos. O senhor acha mesmo que a crise é económica? A crise é de carácter! Ou melhor de falta de carácter, de umas gentes que anda ha 20 anos a fingir que trabalha! É lógico que o mundo não é um sitio justo, mas o Senhor pode ter a certeza, não há sitio mais injusto em relação ao demérito das pessoas que estão em postos chaves, da economia, da cultura , da gestão, é uma geração de farsolas, fatelas, fuleiros, 3Fs. E é esta a verdadeira crise. E eu digo, bazem, pois o seu discurso nada mais é que um apelo ao vazio, é uma bandeira à Scolari pendurada a janela. Faça mais é um discurso a cobrar competência, denuncie o nepotismo e a consanguinidade, faça um discurso ao talento, pois para mim o seu discurso traduzido, apenas quer dizer: Não partam portugueses, não vão servir mesa lá fora, fiquem e sirvam as mesas aqui! Mas eu digo, ao invés de servir, partam, e partam a loiça toda!l
 
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O seu primeiro texto é de rir ...
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 8:48 | Quinta feira, 11 de março de 2010
... mas agora não tenho tempo para o comentar. Tenho de trabalhar, para o MEU BEM, e não o da nação.
 
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Eu decidi há cinco anos
Fonseca da Costa (seguir utilizador), 1 ponto , 9:37 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Emigrei.
E só me arrependo de não o ter feito mais cedo.
 
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Dois pesos e duas medidas
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 11:35 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Ainda bem que não me sinto agarrado a nada, desde que fui obrigado, por motivos económicos, a sair do local onde as minhas raízes tinham sido plantadas (quer eu tenha querido ou não) e vindo para outro, onde julgava que estaria uma parte das minhas raízes, mas onde zelosos cumpridores do dever depois me vieram lembrar que não ...

De qualquer forma, é curioso que a pessoa que afirme ter sido uma evolução a "internacionalização" ou "multinacionalização" de grandes empresas portuguesas (algumas delas, antigos monopólios estatais privatizados), à custa da falência de milhares de PME's que sucumbiram com a globalização, seja o mesmo a achar que outros, por pensarem da mesma maneira - ou seja, GLOBAL - não possam ter a mesma atitude sem serem apodados de traidores de qualquer coisa que ainda não percebi bem o que é. Enfim, é caricato e revela um certo "espírito bem português".

Vivemos num mundo globalizado, onde gestores de países estrangeiros são convidados a gerir essas grandes empresas de que fala e de que parece ter muito orgulho. Serão esses gestores traidores de alguma coisa, ou será que eles representam o nosso tempo?

A não ser que o seu sentido de luta seja o da luta de classes, não sei o que quer dizer com "luta". Mentalmente, estou a preparar os meus descendentes para a emigração, pois sei que é o melhor para eles. Neste país, simplesmente só há lugar para alguns, até porque, a minha pátria, eu só a descobri há poucos anos e ela não está em Portugal.
 
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O sr. Nicolau
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:57 | Quinta feira, 11 de março de 2010
é um tipo porreiro, de certeza. Ingénuo, pelo menos, é.

"todos temos de fazer sacrifícios para ultrapassar a situação". Pois, é que se está mesmo a ver. E quais são os sacrificios, mais 7 anos a recibos verdes (RV)???

Não, muito obrigado, dispenso, prefiro mesmo emigrar, o que já fiz. E não me arrependo, a não ser de não o ter feito há dez anos.

Já agora, eu ganho 5* mais que em Portugal e nem quero ouvir falar em RV. Se, por exemplo, a PT viesse para a Holanda, onde eu estou, iria pagar ordenados daqui ou iria querer pagar ordenados tugas, como recebem, por exemplo, os trabalhadores da embaixada Portuguesa em Londres???

Tá-se mesmo a ver, um ordenado tuga em Londres. Se já é de fome em Portugal, então em Londres.

A sério, voçê tem umas piadas giras.

Cumprimentos da terra das tulipas.
 
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Emigramos!
Jonatas (seguir utilizador), 1 ponto , 14:59 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Aconselho toda a gente que conheço a emigrar. A luta vai ser grande e prolongada. Não aconselho ninguém a saificar a sua vida a resultados tão longinquos e problemáticos. O currículo do país não augura nada de bom. O melhor foi desde sempre a emigração.

E agora, poema:

“Busquei teu coração não desisti á primeira
teu seio arfava arfava docemente
por força que por baixo que por dentro
tinhas um coração terno como gatinhos
mas afinal não tinhas coração tinhas um saco
com Jean-Paul Sartre e rendas a cinquenta o metro”

MC de Vasconcelos
 
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Jonatas (seguir utilizador), 1 ponto , 15:23 | Quinta feira, 11 de março de 2010
A GALP à venda
CARLOSMLAC (seguir utilizador), 1 ponto , 20:09 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Todos nós conhecemos o histórico do Sr. Américo Amorim. Nunca foi um empreendedor, sempre foi um especulador. Tirando as cortiças, ele compra, aguenta e vende. Ou não se lembram? Quem não se lembra do BNC (Vendido ao Banco Popular quando foi preciso). Quem não se lembra da Amorim Imobiliária e dos seus centros comerciais (vendido á Recoletos quando foi preciso). Alguém tem alguma dúvida sobre o que vai acontecer à GALP?
A única coisa que me revolta é o Estado (nós) permitir que se engorde essa galinha à custa de nós todos, com os preços de gasolina mais caros da UE (para informação: em Espanha o gasóleo custa hoje menos 10 centimos e a gasolina menos 27 centimos do que na GALP), estarmos a axfixiar a Empresas nacionais com o custo dos combustíveis, estarmos a asfixiar a Economia e a competitividade dum país com o custo do combustíveis, para este senhor continuar a fechar exercícios com resultados galácticos, e um dia destes...vender! Á REPSOL pois a quem seria mais? (com o histórico dele de "boas relações" com espanhóis, com a constituição duma rede de 300 postos em Espanha, era pra vender a quem mais?).
Fivcamos à espera deste "patriota" fazer outra vez mais valias.
Mais valia termos juízo e sermos um bocadinho mais espertos e menos espertalhaços...
 
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Poeminha Ético
Zé do Cachené (seguir utilizador), 1 ponto , 14:05 | Sexta feira, 12 de março de 2010
EMIGREMOS
  Há uma certa gente que mente,
Mente de corpo e alma, completamente.
E mente de modo tão pungente
Que a gente acha que ela mente sinceramente,
  Mas que mente, sobretudo, impunemente...
Indecentemente.E mente tão habitualmente,
Que acha que, história afora, enquanto mente,
  Nos vai enganar eternamente

Poeta Popular da Net 2010
 
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Não vou à luta, nem emigro
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:49 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Pois eu, nem vou à luta, nem emigro, para emigrante bastou o meu pai que comeu o pão que o diabo amassou, em terras de França quando o destino dos portugueses eram os piores e mais mal pagos trabalhos e ninguém se ralava, nem rala com isso. Por isso estou inclinado a esperar, a deixá-los poisar, na esperança que caiam de podres todos aqueles que não foram capazes de fazer sair o nosso país da miséria, por se terem preocupado apenas a viver à tripa forra e a "saquear" o pouco que havia para arrecadar.
 
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