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Em busca de uma maioria

Um Governo democrático tem por missão dirigir um país de acordo com a vontade da maioria. Se essa maioria não existe, o seu dever é, precisamente, encontrá-la.

(www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 6 de janeiro de 2010

As acusações e sucessivas irritações do PS com a oposição e o Presidente não fazem qualquer sentido. O PS foi o partido mais votado, mas não teve maioria. Compete-lhe, pois, governar levando em conta os resultados eleitorais. Ou seja, tem de governar construindo maiorias para cada assunto, ou fazendo um acordo para todos os assuntos.

É difícil, mas não é impossível nem inédito. Dá trabalho, mas os melhores políticos vêem-se nas horas difíceis e o país não aguenta uma crise política e novas eleições, como alguns sectores socialistas, aparentemente com o beneplácito do primeiro-ministro, parecem pretender.

Este jogo irresponsável, em que sectores da oposição colaboram também activamente, deve ser invertido. A mensagem de Cavaco Silva, aquando da promulgação do adiamento do Código Contributivo, deve ser levada em conta. Na verdade, no debate do OE muito pode ser ajustado e debatido - o aumento das receitas do Estado, se necessário for, e também, como seria virtuoso, a diminuição das despesas deste. E, uma vez que o PSD confirme os sinais já dados em como viabilizará as contas do Estado, ficará o PS sem quaisquer pretextos para invocar um cenário de crise.

O PS deve assegurar o Governo por quatro anos. Se o não consegue fazer com esta liderança, pode fazê-lo, certamente com outra. Afinal, a ideia é servir o país e não jogar com o eleitorado e com o país com o único objectivo de manter no poder quem assim não consegue Governar.

Quem te viu...


José Eduardo Moniz esteve na ERC e disse de sua justiça sobre as intervenções do Governo na TVI.

Para nós, a liberdade de expressão é um bem máximo, seja quem for que a defenda. Saúdam-se pois os esforços de Moniz. Mas, para quem anda há muito nestas lides, e recorda o seu passado na RTP, pode dar-lhe súbita vontade de citar uma canção de Chico Buarque: "Quem não o conhece, não pode mais ver para crer; quem jamais o esquece, não pode reconhecer".

O bom e o mau vento


A partir da 12ª badalada de hoje, a TVE deixa de transmitir anúncios, devido à nova lei sobre financiamento das estações de rádio e TV públicas espanholas.

Em Portugal, além das grandes dotações ao serviço público, mantém-se a concorrência comercial com os privados. Assim se vê que nem tudo o que vem de Espanha serve para o nosso Governo que distingue o bom vento do que lhe interessa do mau, que não lhe convém...

Texto publicado na edição do Expresso de 31 de Dezembro de 2009

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lord byron (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 14:49 | Quarta feira, 6 de janeiro de 2010
“Um Governo democrático tem por missão dirigir um país de acordo com a vontade da maioria. Se essa maioria não existe, o seu dever é, precisamente, encontrá-la”

Como é que isso se faz em Portugal?
Já sabemos que quando se chama os vários partidos e se pergunta as condições em que estão disponíveis para colaborar ou pertencer ao governo (curiosamente, é assim que é feito nos outros países europeus).
Aqui??? A isto chamamos gincana politica!!!

Quando concorreram às licenças para os canais privados não sabiam que estas eram as regras do jogo?
Não gostam delas???
Fácil!!!
Entreguem as licenças e outros que queiram as regras concorrerão!!!
Agora choramingar no jornal do mesmo dono do canal de televisão… não vos parece que são parte interessada e como tal parcial?
 
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Crispação intencional!!!
costinha79 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:45 | Quarta feira, 6 de janeiro de 2010
É claramente intencional a crispação provocada pelo PS ao Presidente da República!!!!

O PS e o seu líder em particular foi eleito para governar em minoria logo deverá respeitar a decisão do eleitorado português!!

Este ataque deliberado ao chefe de estado é fútil e desprovido de qualquer sentido de estado!!!

As intenções são claras: fragilizar o Presidente tendo em mente o próximo combate eleitoral e provocar eleições antecipadas!!!!

Com um orçamento de 2010 aprovado o PS fica sem qualquer margem de manobra!!!

Mal ou bem para Portugal não tem outro remédio do que governar por mais 1 ano!!!
 
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Em busca de uma maioria
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:19 | Quarta feira, 6 de janeiro de 2010
Compreendo perfeitamente o ódio, a raiva e as frustações dirigidas ao Primeiro Ministro por parte de toda a Oposição. Sou testemunha do facto que se metermos muitos burros num curral e a eles juntarmos um cavalo, todos o mordem e escoiçam. Sabem perfeitamente que ao derrubar Sócrates não existe nem fora nem dentro do PS alguém que o possa subtituir. Sabem que quem vier a seguir poderá ser frouxo e por sorte um banana como Guterres. Sabem que o PSD não pode ser alternativa no estado em que se encontra. Sabem que perdeu a unidade e os seus quadros estão velhos e ultrapassados. No entanto ainda apesar de tudo a ele pertence o dever de fazer parte da solução e não do problema. Esta é a única maneira de se organizarem e se tiverem cabeça virem a ser alternativa um dia mais tarde. Para tal devem ajudar a fazer a cama para na eventualidade se poderem deitar nela. Se continuarem na ância de querer ganhar o Campeonato todos os anos, estão a cometer o mesmo erro do Benfica. É a única alternativa de maioria que vejo possa existir.O cinismo do CDS/PP a demagogia do BE e o radicalismo do PC, fazem com que qualquer acordo seja impossivel. Mesmo que o PS viesse a beneficiar com eleições antecipadas, o povo português não perdoaria essa solução aos politicos. Para ultrapassar a crise o PS aposta no investimento, o PSD quer mais ajuda às PME. Façam o TGV Lisboa-Madrid e o resto das linhas fique para as calendas.
 
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    Re: Em busca de uma maioria    Ver comentário
luminoso (seguir utilizador), 1 ponto , 10:44 | Terça feira, 12 de janeiro de 2010
    Re: Em busca de uma maioria    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:55 | Terça feira, 12 de janeiro de 2010
Mais um engano
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 9:39 | Quarta feira, 6 de janeiro de 2010
O PS mais uma vez está a enganar o seu eleitorado. Não quer governar com maioria relativa evocando e escudando-se com a oposição e o PR.
Mais uma vez se está a revelar a fragilidade politica de Sócrates, se não tem condições para governar nem capacidade peça desculpa aos eleitores e demita-se, o país não pode estar sujeito ás suas birras de criança.
 
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A hora da sesta
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 10:32 | Quarta feira, 6 de janeiro de 2010
Saber governar também é uma arte que se afirma quando as condições não são as mais vantajosas.As maiorias absolutas viciam o sistema,aumentam os afilhados e alargam a hora da sesta.E o que anda mais por aí é politico a dormir.
 
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Embusca de uma maioria
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:17 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
Espanha e Alemanha são países muito mais complexos que Portugal! Aliás somos um país de rara uniformidade, em termos de território, étnicos, culturais, linguísticos ou religiosos.

Pelo menos nas últimas quatro legislaturas espanholas, duas do PP e duas do PS, nunca nenhum partido conseguiu maioria absoluta.

Na Alemanha quase nunca qualquer um dos dois partidos da esfera governamental, CDU e SPD, conseguiu mais de 50% dos deputados no parlamento.

Tanto em Espanha como na Alemanha, tem sido natural e de extrema facilidade estabelecer um governo através de uma coligação pós eleitoral, governos que chegam sempre ao fim da legislatura.

No nosso país o PS ganhou as eleições com 37%, obtendo portanto uma maioria relativa; propõe a todos os partidos a possibilidade de integrarem o governo, o que deveria ser uma honra para qualquer partido!

Não é uma honra; apesar de o PS ser o mais democrático de todos os partidos portugueses, nenhum partido aceitou fazer parte do Governo!

Onde é que melhor se podem defender os interesses de Portugal senão no Governo? A recusa não leva em conta os interesses do país, leva em conta a estratégia que cada um dos 4 partidos tem para sabotar a acção governativa.

Atacou-se o PM por ter feito um convite a todos os partidos. Como teria sido criticado se só convidasse alguns ou nenhum!

A nossa oposição é lusitana, não governa nem deixa governar.
Miguel Baía
 
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