O director-geral da TVI, José Eduardo Moniz
, vai sair da estação que lidera desde 1998, anunciou hoje a administração da Media Capital em comunicado divulgado na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. "Obviamente, saio triste", afirma Moniz num comunicado divulgado pela estação, no qual confirma a sua saída: "Amanhã já não serei director-geral da TVI".
Referindo estar orgulhoso por "ter contribuído para que a TVI se transformasse naquilo que hoje é", ou seja, "uma estação líder", Moniz considera que a TVI "operou uma verdadeira revolução no mercado português".
"Costumo dizer, sem falsa modéstia, que se conseguiu construir a mais portuguesa das estações de TV do país, em cumplicidade plena com os espectadores", acrescenta, adiantando que a TVI é não apenas "líder de audiências desde 2005 e, sem interrupção" como também "campeã de facturação e, caso raro, em rentabilidade" desde 2006.
Apesar da tristeza, adianta, sai "de consciência tranquila, convicto de que me orientei por princípios de honestidade e isenção, não aceitando pactuar, até final, com orientações ou pressupostos susceptíveis de contaminarem o pacto de seriedade e de verdade celebrado com os nossos espectadores".
"Faço votos para que assim continue e que se preserve o espírito livre, inconformista e batalhador desta empresa", acrescenta ainda, lembrando que "a vida é feito de ciclos" e "este chegou ao fim".
"A administração da TVI (...)acordou com o Dr. José Eduardo Moniz, director-geral e de coordenação de Informação e Programas da TVI, a rescisão do contrato de trabalho que o ligava a esta empresa desde 1998, com efeitos imediatos", refere o grupo.
As funções de José Eduardo Moniz enquanto director-geral serão assumidas, para já, pelo administrador delegado da TVI, Bernardo Bairrão, sendo que as decisões na área da Programação serão conduzidas por Luís Cunha Velho, enquanto a Informação se mantém nas mãos João Maia Abreu.