Um edifício degradado da zona oriental de Lisboa, onde habitava uma dezena de 'okupas' referenciados pelos serviços de informações, "foi demolido há poucas semanas", refere José Manuel Anes, presidente do Observatório de Segurança. Os ativistas, provenientes de vários pontos da Europa, deverão participar nas manifestações anti-Nato, em Lisboa nos próximos dias. Eles fazem parte do 'Black Block', radicais violentos que se infiltram em manifestações por todo o mundo contra a Aliança Atlântica.
O Expresso sabe que a demolição causou algum desconforto entre os investigadores que monitorizam as movimentações dos ativistas. O edifício era um ponto de encontro importante dos jovens estrangeiros e portugueses e permitia analisar com mais facilidade as suas atividades em Lisboa.
"Os 'okupas' estrangeiros continuam a ser seguidos pelo SIS mesmo noutros locais da cidade", assegura José Manuel Anes.
O Expresso deslocou-se a um dos edifícios vazios da zona oriental de Lisboa na semana passada (tal como noticiamos na edição impressa do passado sábado) e encontrou outro dos locais onde terão pernoitado os jovens ativistas. No enorme edifício coberto de graffitis não se via vivalma na tarde de quinta-feira mas não faltavam vestígios da sua presença: roupa, toalhas e restos de comida embalada.
Uma fonte do Corpo da Intervenção da PSP confirmou a presença recente de dois grupos de 'okupas' naquele espaço. "Estão sempre a mudar de poiso para não serem detetados".