12/02/2012 atualizado às 13:55
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E este céu sempre cinzento

8:00 Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009

Um homem é aquilo que é, mais aquilo que faz e aquilo que lhe acontece. Um homem é quem é, mais o seu bom nome, a sua honra, os princípios que traiu ou não traiu. E vive com isso e é julgado por isso pelos outros. Mas nem tudo o que nos acontece, nem todo o julgamento dos outros, depende das nossas acções ou da nossa vontade. Como escreveu o Miguel Esteves Cardoso, eu não faço ideia o que andam a fazer os meus tios, os meus cunhados, os meus irmãos, os que me são mais próximos e que seguem a sua vida sem que eu tenha de saber dela. Amanhã pode acontecer-me a mim, como a qualquer um de nós, que as acções dos que nos são próximos nos atinjam por tabela, sem qualquer culpa ou responsabilidade nossa. É a vida.

Manifestamente, eu acho que o tio e o sobrinho de José Sócrates não se recomendam. Mas não posso julgá-lo por isso: a família não se escolhe nem se controla. Eu não vou julgar José Sócrates porque o tio meteu um empenho para que ele recebesse o sr. Smith, ao serviço do Freeport, ou porque o sobrinho depois tomou a iniciativa de cobrar essa audiência ao Freeport. E também não vou esquecer o enredo político em que toda esta história nasce. Comecemos por aí.

O caso Freeport nasce, em 2005, como uma claríssima manobra de desespero eleitoral do pior PSD que já existiu. Nasce de uma promíscua trama tecida entre um agente da PJ, jornalistas a soldo e homens de mão do poder de então. E renasce agora em ano de eleições e, queira-se ou não, como a única arma que o PSD tem para tentar evitar a anunciada e inevitável vitória de Sócrates e do PS em Outubro. Não é argumento decisivo nem de substância, mas é um facto - e um facto a ter em conta, enquanto se avança com pinças nesta história.

O segundo facto digno de meditação é que, derrubado Sócrates, o país fica entregue à deliquescência. É possível que, como escreveu José Miguel Júdice, partindo de outro contexto, Portugal se torne ingovernável e que deixe até de reunir condições para existir, enquanto país independente - essa é, aliás, uma hipótese de trabalho que há muito considero como coisa possível e mais verosímil do que se imagina. Eu penso que Portugal não vale muito como nação e como povo - aquilo que nos separa da inviabilidade não é tanto como, por inércia, nos habituámos a pensar. Vejo Portugal um pouco como aquelas mulheres fatais que, entre os vinte e tal e os quarenta e poucos anos, se habituaram a reinar como princesas, seduzindo e cativando tudo à roda e julgando-se eternamente senhoras do jogo. Mas, um dia, olham-se ao espelho, percebem que o seu poder de sedução está a desaparecer e correm para as plásticas, para os ginásios ou para um sem-número de truques com os quais julgam poder enganar eternamente o que, pela natureza das coisas, tem um fim. Um dia, dissipado o nevoeiro do espelho, com a miserável realidade das facturas para pagar, extinto o charme do fado, do sol e do bidonville algarvio, Portugal dar-se-á conta de que está sozinho e de que já ninguém se deixa seduzir pelo seu jogo de mulher fatal da Europa, o país "que deu novos mundos ao mundo", o Infante, as caravelas e toda essa conversa gasta (estive em Sagres no fim-de-semana passado, fui visitar, mais uma vez, aquela "intervenção" na Fortaleza e o que vi não foram rastos da memória do Infante, mas sim uma infame paisagem de terceiro-mundo, que é o verdadeiro e eloquente retrato da suposta 'modernidade' com que os tolos se distraem e nos pretendem distrair). Os países, tal como as pessoas, podem viver da aparência ou da substância. Mas não viverão sempre da aparência se não tiverem substância que a suporte.

O terceiro facto constringente é que o caso Freeport veio piorar ainda mais este cenário cinzento em que vivemos, estes dias de eterna chuva que duram já desde o ano passado, este terror de ouvir as notícias da manhã e saber que fechou mais uma empresa, que mais umas centenas ou milhares de trabalhadores e famílias foram lançados na miséria, esta raiva de descobrir que mais uma gentil alma, generosa e altruísta, não passava afinal de um vulgar bandido de salão, um salteador de ilusões. Porque José Sócrates não tem sido um primeiro-ministro perfeito - longe disso! - mas é o melhor ou o menos mau que podemos arranjar. O seu forte foi ter a vontade e a coragem de mudar o que gritantemente estava mal. O seu fraco foi ter tomado por aliados os bandidos de salão. Não lhe cobro os professores: cobro-lhe os contentores. Não lhe cobro os hospitais sem doentes e as escolas sem alunos encerradas: cobro-lhe o TGV sem passageiros e as auto-estradas sem utentes. Cobro-lhe a oportunidade perdida de ensinar à clientela do regime que tem de aprender a viver sem os negócios e os favores do Estado. Porque essa é razão primeira para a inviabilidade de Portugal. Mas é facto que, como está à vista de todos, não há, presentemente, substituto para governar Portugal e, assim sendo, a execução em lume brando de José Sócrates é a pior perspectiva possível para 2009.

E mais uma coisa me deixa constrangido, não sei se por deslocado reflexo patriótico: que um organismo policial inglês, chamado Serious Fraud Office, funcionando na dependência do PM britânico, se ache autorizado a mandar uma carta rogatória à polícia portuguesa onde declara o nosso PM suspeito de "ter solicitado, recebido ou facilitado pagamentos" para licenciar o Freeport, com base num depoimento de um vulgar cidadão inglês, um tal sr. Smith - que, aliás, parece que, afinal, o desmente. Alguém imagina a nossa PJ a mandar uma carta rogatória à Scotland Yard dizendo que, com base num depoimento do sr. Silva, declara Tony Blair, por exemplo, suspeito de ter sido corrompido para apoiar a invasão do Iraque? O que fariam os ingleses à nossa denúncia?

Posto isto, ultrapassados todos estes constrangimentos, este cheiro a cilada, resta a questão essencial, a questão política: as condições em que, de facto, foi licenciado o Freeport. Porque é que um ministro do Ambiente (que é suposto defender o Ambiente contra os interesse imobiliários) acaba por aparentemente defender com zelo o contrário disso, chegando ao ponto de afastar directivas europeias de protecção do Ambiente? Porquê fazer uma lei ad hoc, redesenhando os limites da ZEP do Tejo, exactamente à medida dos interesses do Freeport? Porquê a insólita rapidez com que o processo é despachado, assim que chega ao gabinete de José Sócrates? Porquê a leviandade e o abuso de tudo legalizar três dias antes de umas eleições que o governo de então já sabia perdidas?
Estas são as questões essenciais a que José Sócrates tem de responder e, salvo melhor opinião, ainda não vi que o tenha feito minimamente. O resto - saber se há ou não razões para ser considerado suspeito criminalmente, dizer que está à disposição da justiça, que espera que ela seja rápida e faça o seu caminho - tudo isso são trivialidades. Mas nas quais, culpado ou inocente, ele se irá afundando, passo a passo, enquanto para todos nós não se tornarem claras as razões pelas quais o Freeport de Alcochete foi aprovado e naquelas circunstâncias. Ninguém lhe pode exigir, ao contrário do que alguns histéricos jornalistas acham, que inverta o ónus da prova criminal. Mas o ónus de provar a boa-fé política com que agiu, essa, cabe-lhe por inteiro. E disso depende o nosso futuro próximo.

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Caro Miguel,
aquitoueu (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 14:36 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
Ao contrário do que é habitual, este seu artigo é confuso e contraditório.

Diz "Portugal se torne ingovernável e que deixe até de reunir condições para existir, enquanto país independente" - estou totalmente de acordo e não é de agora. O estado a que chegou a justiça em Portugal é indiciador de que, de facto, a prazo, somos inviáveis como nação independente. Com a nossa pequenez, não sabemos tomar conta de nós mesmos.
Mas, diz isto, sugerindo que nos calemos muito bem calados, que aceitemos passivamente todas as eventuais trafulhices que possam para aí existir, para não melindrarmos o Sr.Eng. Sócrates, porque, se ele se vai embora, então é o fim!? Não o estou a reconhecer, sinceramente.
Em primeiro lugar, como você deve saber, os cemitérios estão cheios de pessoas insubstituíveis e, depois, antes viver subalterno duma qualquer nação maior do que escravo dum punhado de indivíduos que se julgam donos de tudo.

Por outro lado, você afirma que "o tio e o sobrinho (primo?)de José Sócrates não se recomendam". E eu pergunto: que bases tem para dizer isso? As mesmas que tem para achar que isto é uma cilada?! Então vale para um lado e não vale para o outro?

Ao ler o seu texto, ficou patente que foi feito com o coração e não com a razão. Raras vezes vi sentimentos amor-ódio (ao PM, neste caso) tão claramente expressos num texto jornalístico. Não conseguiu separar as águas e perdeu-se. Peço-lhe que, a bem da nação, reflita e coloque as ideias no lugar antes do próximo texto.
 
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    Re: Caro Miguel,    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 9:53 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
O CÉU AINDA SE PODE TORNAR AZUL!
Doisémes (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 13:56 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
"Eu penso que Portugal não vale muito como nação e como povo"

Se esta frase "cair na rua" é quanto baste para que os castelhanos "afiem o dente" e estendam o seu império à última região autónoma da península ibérica que eles ainda não anexaram; aquela aldeia lusa que há 900 anos corre com eles até à fronteira...

Éramos inviáveis em 1143, inviáveis depois de Aljubarrota, inviáveis em 1640 com o País bem pior do que está hoje. A verdade é que sobrevivemos.

Falta-nos sentido de Estado e de Nação, porque dinheiro nunca tivémos. Temos jeito para fazer apenas uns negóciozinhos. Não temos heróis, não temos padrões, temos espertalhões.

A propósito de orgulho Pátrio, parabéns à TVI pela fabulosa série "Equador", de produção nacional e que está ao nível das melhores séries de época inglesas. Pena é, e é isso que nos mata, que sejamos nós a exportar para o mundo a nossas próprias misérias e os nossos pecados. Os Ingleses não fazem isso os Espanhóis também não. Por isso o Reino Unido é viável e a Ibéria menos um também. Têm orgulho do seu passado mesmo que, como Cristãos, não o devessem ter.

O "povo" já não é analfabeto. Também não é sábio; tem opinião sobre tudo e cada cabeça sua sentença. Como se viu no Euro, as causas nacionais envolvem-no e dão-lhe sentido de pertença e de união. Pena serem tão poucas...

 
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    Re: O CÉU AINDA SE PODE TORNAR AZUL!    Ver comentário
anabcouteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 8:57 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
    Re: O CÉU AINDA SE PODE TORNAR AZUL!    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:40 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
    sucesso televisivo    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:08 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
    Re: O CÉU AINDA SE PODE TORNAR AZUL!    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 0 pontos , 15:44 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Continuação...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 15:51 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Re: O CÉU AINDA SE PODE TORNAR AZUL!    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 21:24 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Re: O CÉU AINDA SE PODE TORNAR AZUL!    Ver comentário
Jazzy_Blues (seguir utilizador), 1 ponto , 12:40 | Quarta feira, 4 de fevereiro de 2009
    Re: O CÉU AINDA SE PODE TORNAR AZUL!    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:43 | Quarta feira, 4 de fevereiro de 2009
UM PAÍS COM UMA DOENÇA PROLONGADA E FATAL
odisseia na terra (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 16:12 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
Questiono-me também regularmente se Portugal merece continuar a sua saga como país. Sem elites que nos guiem somos um país governado por gente ambiciosa mas de horizontes curtos. Como povo há muito tempo que não respondemos ás questões existenciais...é o pior do sindroma do cantinho á beira-mar plantado. Desenvolvemos a pior das características que é a maledicência gratuita combinada com a inveja dos acomodados...somos incapazes de nos deter no essencial e adoramos parar e discutir o acessório. No presente caso tudo é muito estranho. Começa pelos protagonistas que na sua grande maioria são parentes uns dos outros e cujo elo principal é o nosso primeiro-ministro. Parece que o factor surpresa é o facto de a investigação ser feita e controlada por não portugueses o que permite concluir que se fosse feito pelas nossas autoridades tudo estaria já e bem cozinhado, tudo estaria, como sempre, bem porque num país de medíocres o que é Nacional é sempre bom para os mesmos. O momento é grave e teme-se o pior dos desfechos. Sócrates tem a obrigação de uma vez na vida ser transparente e objectivo. A sua aposta na tese da conspiração não cola. Isto é um assunto que tem que se esclarecido com rapidez sob pena de minarmos definitivamente a consciência cívica deste povo sem rumo, sem objectivos e sem orgulho.
 
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    Bonito, nao tenho pontos para lhe dar mas parabens    Ver comentário
L M O (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
    Estrelinha que o Guie.    Ver comentário
c barreiros (seguir utilizador), 1 ponto , 10:49 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Re: Infelizmente    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Portugal perdeu o quê?    Ver comentário
c barreiros (seguir utilizador), 1 ponto , 12:00 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Re: O SEU PROBLEMA É SABER MUITO...    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 15:24 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Re: O SEU PROBLEMA É SABER MUITO...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 10:04 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
    Re: UM PAÍS COM UMA DOENÇA PROLONGADA E FATAL    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:02 | Sábado, 14 de fevereiro de 2009
    O CÉU VAI-SE TORNAR AZUL    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 12:26 | Sábado, 14 de fevereiro de 2009
Novos factos por desvendar...
ameijoafresca (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:25 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
De forma tíbia esclarecido,
ficando novos factos por desvendar,
o povo não ficou convencido
e por mais notícias fica a aguardar.

Será um definhar diário,
ao ritmo da comunicação social,
já que o poder judiciário
parece não investigar o essencial.

Há muitos segredos por revelar
e muitos segredos mal guardados,
candidamente não se pode abalar
quixotescos tão aventurados!

Foi criada pelo Cervantes
uma personagem aventureira,
nestes tempos alucinantes
há demasiada bandalheira.

A poluição está entranhada,
há muito na nossa democracia,
pois, a política é cultivada
em terrenos de iliteracia.

O acessório prevalece
em imagens estilizadas,
o essencial empobrece
com políticas mal pensadas.

(ameijoafresca.blogspot.com)
 
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O estranho pensamento dedutivo...
Jazzy_Blues (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:13 | Quarta feira, 4 de fevereiro de 2009
Gostaria de começar com um convite a uma definição:

“Nação, do latim natio, de natus (nascido), é a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando, assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional.”
Fica o link - http://pt.wikipedia.org/w...

Mas não fiquem pelo primeiro paragrafo, porque parece me que foi exactamente o que fez MST. O elemento mais importante no Conceito de Nação é uma vontade que existe num certo grupo de indivíduos para querer viver, conviver e existir em conjunto! Parece me claro que MST deu um passo para se separar deste grupo, ainda assim não entendi as razões que o levam a afirmar que a Nação Portuguesa é ausente de valor, por consequente e sendo claro que o elemento definidor de uma Nação é o seu povo, MST afirma que o Povo Português não é de grande valor!

Opinar é uma consequência de ser livre e ainda bem, mas não significa que seja uma realidade.

Se MST afirmar que a nossa classe politica é medíocre, eu estou completamente de acordo, alias o que não faltam é provas de que essa afirmação é valida, mas não entendo o pensamento que o leva a deduzir que afinal quem é medíocre é a Nação Portuguesa. Será que por a nossa classe politica ser medíocre o desejo de os Portugueses em existirem como um só grupo, como uma nação desaparece? E se sim, como é que esse processo se dá? Confesso que não consegui acompanhar esse pensamento.

É claro que existem problemas sócio- económicos em Portugal bastante graves, é claro que este caso do Freeport é totalmente vergonhoso (mais um para a colecção), mas não consegui percebi o fio condutor deste texto.
É necessário debater este assunto, encontrar soluções e construir uma consciência colectiva valida, útil e pratica para a nação, mas… sem extremismos nem afirmações para “encantar tias que curtem meninos rebeldes”.

Deixo um convite para aqueles que pensam em Portugal como uma nação sem valor:

Abandonem Portugal! Façam boa viagem!

Melhores cumprimentos

P.S – Se alguém me conseguir explicar o pensamento dedutivo por detrás das conclusões… eu agradeço, estou aqui para apreender.
 
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    Re: O estranho pensamento dedutivo...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
    Re: O estranho pensamento dedutivo...    Ver comentário
Jazzy_Blues (seguir utilizador), 1 ponto , 16:05 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
    Re: O estranho pensamento dedutivo...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 19:36 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
    Re: O estranho pensamento dedutivo...    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 2 pontos , 22:46 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
    Re: O estranho pensamento dedutivo...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 12:18 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
    Re: O estranho pensamento dedutivo...    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:45 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
    Re: O estranho pensamento dedutivo...    Ver comentário
Jazzy_Blues (seguir utilizador), 2 pontos , 14:23 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
    Re: O estranho pensamento dedutivo...    Ver comentário
edepoisdoadeus (seguir utilizador), 1 ponto , 23:11 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
País ? Qual País ?
fimdalinha (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:51 | Quinta feira, 5 de fevereiro de 2009
Isto é um País ??? Olha... vivo ca há 40 anos e nunca tinha dado por isso... a sério ?
Talvez um quase-País.... para País falta-lhe "qualquer coisa"...
 
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basicamento o que o Miguel nos estA a dizer E que
L M O (seguir utilizador), 1 ponto , 8:42 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
temos um primeiro ministro capaz de nos guiar no nevoeiro enlameado dos tempos que correm.

Concordo, no entanto...

Obviamente, existem as circunstancias nao atenuantes dos governos em gestao assinarem projectos e decretos de lei...em beneficio dos seus. Quanto a isto nao ha desculpa, basta pensar em todos os governos portugueses em gestao, todos, mas mesmo todos assinaram projectos em proveito proprio. Os milhoes de euros desviados dos fundos recebidos nunca mas nunca se soube para onde foram parar...o povo sabe, o povo viu os Ferraris os Porsche, etc.

se me perguntarem se quero justica! Quero, quero muito justica, mas primeiro quero ver o paIs com um rumo. Alguem que consiga agregar as vontades(ou falta delas), alguem com um sentido de dever e forte orientacao. Mas capaz de ouvir, capaz de juntar cerebros, opinioes dos mais diversos sectores, gente fora da politica(divido que algum governo o faca).

apesar de tudo acredito que Socrates, neste momento E o melhor (ou como diz o Miguel, o menos mau) para continuar...alias sO Francisco Louca apresenta solucoes socio economicas com validade para se posicionar com primeiro ministro.

 
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    E se for só assim...    Ver comentário
userEX29544 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:25 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
Explicar
rui dinis (seguir utilizador), 1 ponto , 10:08 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
O ponto interessante é mesmo esse explicar como é possivel aqueles actos todos em contra relógio para licenciar o Freeport.
Tudo o resto é poeira para encobrir o essencial o como e o porquê de tudo aquilo.
 
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Foi assim!
donald (seguir utilizador), 1 ponto , 10:47 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
Com posturas destas e outras que desculpámos,colaborámos e usámos um outro regime.
As exepções foram percentualmente poucas, como agora.
Ao regime, chamou-se estado novo.
 
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    ninguem estA a desculpar ou colaborar....    Ver comentário
L M O (seguir utilizador), 1 ponto , 11:41 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
    Está, sim!    Ver comentário
donald (seguir utilizador), 1 ponto , 12:08 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
    sim, obviamente que lhe dou razao......    Ver comentário
L M O (seguir utilizador), 1 ponto , 15:42 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
    Re: sim, obviamente que lhe dou razao......    Ver comentário
donald (seguir utilizador), 1 ponto , 18:15 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
Que Confusão!!!
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:53 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
Este artigo é um poço de contradições mais próprio de uma pessoa confusa que de um comentador com algum prestígio.

Por um lado elege Socrates em homem providencial sem o qual a pátria corre risco.

Por outro lado diz que lhe cobra um conjunto de erros de tal maneira graves para o país que a continuação de Sócrates à frente do governo certamente colocará o país em risco: grandes obras, política ambiental,justiça, ensino, etc.

Finalmente acha estranho que não se esclareçam políticamente elementos essênciais para definir o carácter de Sócrates.

Estranho homem providencial será Sócrates havendo tão graves dúvidas quanto ao seu carácter.

Estranho e confuso artigo. Miguel no seu pior, tando mais que deve saber que entra Armando Vara e Sócrates existe uma relação de criatura para criador.
 
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    Pelo contrário!    Ver comentário
Camaleao (seguir utilizador), 1 ponto , 14:24 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
E 35 anos depois …
Mearoz (seguir utilizador), 1 ponto , 12:19 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
…estaremos a precisar de uma revolução?
… para que caiam os muros onde germina (já não calada) a podridão, precisamos do quê?
Já não há um império, mas uma dependência?
Pior que o negro é o cinzentismo.
Novas imagens precisam-se(veja meu comentário na Quinta(?)).
 
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    Re: E 35 anos depois …    Ver comentário
Mearoz (seguir utilizador), 1 ponto , 16:39 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
Que Deus lhe perdoe...
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:47 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
É verdade, de tão mau que é ainda consegue ser melhor que os outros, o nosso Sócrates. Agora, porque no inicio do mandato parecia um pagador de favores (e não de promessas).

Assim como ele tenta mostrar serviço em tempo de eleições, a oposição tenta desmascara-lo.

A questão permanece. Ele é que detinha o poder, favoreceu o licenciamento ou não?

Vamos perdoar-lhe os crimes porque não temos melhor alternativa?

Que Deus lhe perdoe, eu não.
 
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?
B l u e S k y (seguir utilizador), 1 ponto , 17:12 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
Porque é que MST é acutilante com Isaltino Morais, Valentim Loureiro e outros suspeitos e é tão suave para com José Sócrates?
 
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    porque esses nomes que refere sao gente corrupta    Ver comentário
L M O (seguir utilizador), 1 ponto , 18:25 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
    Re: ?    Ver comentário
zepereira (seguir utilizador), 1 ponto , 20:03 | Segunda feira, 9 de fevereiro de 2009
Talvez se justifique pela venda dos 500 mil livros
Pseudo... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:55 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
"Eu penso que Portugal não vale muito como nação e como povo"
... daí ter conseguido vender 500 mil livros...
 
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O 4º PARÁGRAFO
Orlando Cruz (seguir utilizador), 1 ponto , 17:56 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
O que maior interesse me despertou neste artigo, foi o 4º parágrafo onde se questiona a viabilidade de Portugal independente. Porque Freeport, SIRESP, Portucale, Casino Lisboa e dezenas de outros casos iddênticos a nível municipal, já me cansam e parecem inevitáveis. Não sei como é possível um caso (apenas) monopolizar completamente toda a informação falada e escrita, e não se questiona o Primeiro Ministro sobre a insegurança pública, em parte motivada pela última actualização do Código Penal. A insegurança chegou ao ponto de não se estar seguro em locais como a casa, restaurante, café, frequentemente invadidos por assaltantes armados.
Mas voltando ao 4º parágrafo, devemos efectivamente meditar sobre a viabilidade de Portugal como País. Antes desta crise que atravessamos, e partindo de outros exemplos acontecidos, antes da Islândia, como o caso da Argentina, já eu colocava em cima da mesa com os meus amigos e familiares a possibilidade de Portugal chegar à falência,em virtude do consumismo irracional de produtos e serviços importados. Foi prevendo essa possibilidade que convenci minha esposa e filhos a comprarmos uma pequena quinta agrícola, há cerca de 5 anos, porque em caso de falência do Pais de forma que não tenha meios para importar bens, a família terá algum socorro próprio.
Ora se o País previsivelmente entrar em situação de governos minoritários de 6 meses, a falência é certa. J. Miguel Judice disse que também os paíse e civilizações morrem.
 
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    Re: O 4º PARÁGRAFO    Ver comentário
jasm1976 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
    Re: O 4º PARÁGRAFO    Ver comentário
Orlando Cruz (seguir utilizador), 1 ponto , 16:48 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
    Re: O 4º PARÁGRAFO    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 18:59 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
    Re: O 4º PARÁGRAFO    Ver comentário
jasm1976 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:11 | Sexta feira, 6 de fevereiro de 2009
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