 |
| Imagem compósita de 24 fotos tiradas na Base Amundsen-Scott no passado dia 2 de Fevereiro. Em cada hora foi tirada uma foto do Sol, para mostrar como o Sol circunda o horizonte (cortesia Corey Anthony/NSF) |
Olá Emily, continua tudo bem aí no Pólo Sul?
O que contaste no último e-mail, sobre a Camille e o trabalho dela, é interessante.
Como é que uma francesa foi aí parar? E se um português quisesse candidatar-se para ir aí para a base Amundsen-Scott, o que é que tinha de fazer?
Fica bem
Um beijo
José
 |
| Um «locatário» da Base Amundsen-Scott junto ao marco do Pólo Sul, onde estão as bandeiras dos 12 países que foram os signatários iniciais do Tratado da Antárctida (cortesia Charles Kaminski) |
Bom dia José,
Ora cá estamos de novo...A Camille estudou ciências informáticas no gabinete de Inteligência Artificial na Universidade, mas abandonou o doutoramento para passar um ano com o Programa Francês na Antárctida na Estação Dumont d Urville, na costa da Antárctida.
Nesta base, ela fez análise química atmosférica e fez parte da segunda equipa feminina francesa a passar o Inverno na Antárctida. Depois de ter voltado a França, onde trabalhou dois anos para o estado (como engenheira de software de instrumentação de física nuclear), ela "sentiu o chamamento" da Antárctida e decidiu tentar passar um Inverno no Pólo Sul.
Concorreu para o Cubo de Gelo e, depois de ter recebido formação nos Estados Unidos, veio cá para baixo para a Amundsen-Scott.
Ser uma mulher francesa numa base americana não foi complicado para a Camille, que gosta de organizar jogos de tabuleiro depois do jantar e ir para a cozinha nos dias de folga.
Além disso, gosta de praticar o inglês com todos os americanos - mas também está contente por ter um companheiro de trabalho no Cubo de Gelo que é fluente em francês, o Erik Verhagen, da Holanda.
Uma das coisas de que ela mais sente falta é da boa comidinha europeia: o "dia do hambúrguer" aqui no Pólo Sul excita-a muito menos que aos americanos!
Se algum português estiver interessado em trabalhar no Cubo de Gelo, ele que visite
o sítio do projecto da Internet
que tem informações sobre o projecto e uma lista de oportunidades de emprego...
Um beijo
Emily
A vida de Emily no Pólo Sul
O dia-a-dia da norte-americana Emily Wampler no local mais inóspito da terra, a base Amundsen-Scott, onde até Outubro é sempre de noite e a temperatura é de 60 graus negativos