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E depois do adeus...!

Luísa Mesquita, deputada independente
19:16 Sábado, 30 de maio de 2009

A maioria absoluta do Partido Socialista está de partida e com ela a Ministra da Educação e os seus dilectos Secretários de Estado.

Esta é a hora de iniciar a Avaliação de Desempenho desta Equipa Ministerial.

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Poder-se-ia recusar-lhe o processo, porque a Senhora Ministra da Educação não entregou os objectivos individuais ao país, não os discutiu com a Assembleia da República e ignorou, de forma pouco democrática, a discussão com os interessados ou parceiros, como modernamente se soi dizer.

Mas a recusa não se justifica. Porque a realidade impõe-se e convida-nos, obriga-nos mesmo a avaliar e a reflectir.

Penso que não merece contestação que o conjunto das medidas na área da Política Educativa tiveram, na actual lesgislatura, o maior consenso jamais almejado, em regime democrático.

Assistimos permanentemente ao consenso da conflitualidade com aqueles que são os actores fundamentais do sistema educativo, os professores.

Poder-se-ia imaginar que as divergências com os professores decorreram, exclusivamente, da defesa dos seus interesses meramente coorporativos, mas só uma reflexão leviana e simplista corrobora esta "suposta conclusão".

O Conselho Nacional de Educação considerou, em Relatório Público, que o Sistema Educativo Português não necessitava de mais legislação e menos ainda de lesgislação que interferisse com a estabilidade das Escolas.

O Conselho Nacional de Educação alertou para a indispensável necessidade de avaliar, a priori, as medidas em vigor.

Mas esta Equipa Ministerial foi e é de uma surdez profunda.

Não deixou pedra sobre pedra...

No terminus desta legislatura reina o isolamento.

Os clamores vindos de todos os ângulos, incluindo os alertas da própria família socialista, encontraram sempre uma postura de caciquismo territorial que invadia o Ministério e inundava as Direcções Regionais.

Uma Equipa Ministerial que confunde propaganda paga com o dinheiro dos contribuintes com o rigor da informação que compete a todos e, particularmente aqueles que desempenham cargos políticos.

Nunca tantos professores utilizaram a via judicial para obrigar o Ministério da Educação a cumprir os diplomas legais e a exercer as suas funções no âmbito de um Estado de Direito Democrático.

A ameaça, a chantagem e até os procedimentos inquisitoriais transformaram-se em instrumentos de defesa da VIA ÚNICA e VERDADE ÚNICA de um poder autoritário e incompetente.

E agora, DEPOIS DO ADEUS, o balanço é deprimente - o país perdeu mais uma legislatura.

Os problemas estruturantes do sistema continuam por resolver.

O abandono e o insucesso escolares permanecem quase intactos.

A escola do século XXI não difere da arquitectura de há meio século.

Os saberes disponibilizam-se compartimentados e o conhecimento irrompe por acessos atomizados.

O espaço escolar é cada vez mais local de armazenagem de crianças e jovens.

A formação dos professores, adiada sine dia, continua alicerçada em áreas disciplinares de banda estreita, ignorando a sociedade actual.

A educação e a qualificação são alicerces fundamentais de combate à crise e estratégicos para o nosso desenvolvimento pós-crise.

Mas este Governo preferiu as medidas conjunturais e excepcionais de matriz económica, protelando mais uma vez as mudanças estruturais para as calendas.

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Não concordo
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 21:00 | Sábado, 30 de maio de 2009
Esta Ministra tentou mudar os “modus operandi” e mexeu nos poderes instituídos.

Ao contrário do que acontece no conto "Quem mexeu no meu queijo?", os ratos do costume reagiram. Exigiram o queijo de volta, como dantes, sem irem à procura da mudança, porque o mundo mudou.

A Ministra não dialoga.
É verdade.
Mas será que ela tem com quem dialogar? Como se conversa com quem só quer briga?

Não vou dizer que a Ministra tem sempre razão.
Mas, lamento, não posso de forma alguma concordar com a manipulação que tem sido feita aos professores.

Se alguém aqui tem sido autista, são os professores que ainda não repararam que a opinião pública não está com eles.

E à medida que o tempo passa e a crise aperta e o desemprego aumenta, esta classe aparece mais e mais isolada.
Mimados de emprego garantido, querem chegar todos a generais e sem avaliação? Já ninguém atura isso.

Quem é autista; afinal?
 
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Chega de PS
userEX136473 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:58 | Domingo, 31 de maio de 2009
Este PS tornou-se num corpo sem ideologia, sem doutrina, com um discurso mediático a rondar a venda de cobertores na feira e a educação foi aviltada, a qualidade do ensino preterida pelo logro da facilidade das Novas Oportunidades e Universidades tipo Independente. Exaltação, autoritarismo, autismo e tachos é o rosto do PS do Engenheiro Sócrates.
 
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