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E, de repente, até já se negoceia

Felizmente, o verbo negociar voltou a ser usado em Portugal. Negoceia-se no Orçamento do Estado, na Educação e até no casamento gay. Como se vê, é mais fácil e mais simples do que fazer birra e culpar os outros.

Ricardo Costa (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 14 de janeiro de 2010

Uma semana bastou para se perceber uma evidência. Na política é importante negociar. E quando há uma maioria relativa, a questão não é importante, é vital. Compreendo que José Sócrates e o PS se tenham esquecido disso. E compreendo que a oposição já estivesse desabituada de fazer propostas razoáveis. O que não compreendo é que tenham precisado de três meses (as eleições foram a 27 de Setembro) para perceber o óbvio.

Felizmente há alguns sinais de mudança. São visíveis no Orçamento do Estado, na Educação e até no casamento gay. O Orçamento tem concentrado as atenções e o casamento as distracções. Mas, desculpem, considero o acordo assinado na Educação mais significativo.

O acordo é um alívio para todos. Um alívio para o PS, que conduziu o processo de forma desastrosa durante quatro anos. Um alívio para os sindicatos, que tiveram na teimosia de Maria de Lurdes Rodrigues a melhor ajuda da sua vida, e que não podiam esticar mais a corda. Um alívio para os professores, para os alunos e para a Escola em geral. E um alívio para o país. Talvez agora se possa falar um pouco sobre um sistema onde pouco se ensina e quase nada se aprende, de programas que pouco contribuem para que os alunos tenham uma ideia (e algum gosto, já agora) sobre o país onde vivem, a língua que falam e o mundo onde circulam. Falar de educação, em vez de carreiras e progressões.

No meio disto, Isabel Alçada mostrou ter uma capacidade política e habilidade táctica que ninguém lhe conhecia. Quando, na véspera da reunião decisiva, a ministra revelou cirurgicamente que 83% dos professores eram avaliados com Bom (!), a posição dos sindicatos ficou muito mais fraca. O ministério tinha esse número há muito tempo mas só o divulgou, pela voz da ministra, na véspera da maratona negocial. Saiu-se bem.

No caso, importa pouco fazer as contas aos vencedores e vencidos. Tal como no Orçamento do Estado. O PS não pode aproveitar a inevitabilidade de o PSD viabilizar o documento para fazer o que lhe apetece. Tem que se sentar à mesa, abrir mão de algumas coisas, aceitar outras, e admitir que os outros partidos conseguem ter boas propostas. Foi isso que o Presidente disse na mensagem de Ano Novo e é assim que se governa num país normal.

Foi, aliás, um acordo que fez o PS aprovar já o casamento gay (que defendo). Quando rejeitou a proposta do Bloco em 2008, Sócrates comprometeu-se com Louçã a resolver o assunto no início da legislatura seguinte. Não se entenderam na adopção, mas o Bloco aceitou votar a proposta do PS para a viabilizar.

Ricardo Costa

Texto publicado na edição do Expresso de 9 de Janeiro de 2010
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Um País pobre é sinal de uma politica pobre
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:33 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
Um Pais pobre é sinal de uma politica pobre.E quando a politica vira nagociata promiscua nada de bom augura este destino colectivo.E a verdade Jornalistica mandaria clarificar que os 83% de" bons "correspondem a uma generalizada tomada de posição nas Escolas que não fizeram avalição.E isso já se sabia há muito tempo.
 
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Afinal já casaram
CãodaRosa (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:44 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
Conforme sugere António no seu cartoon, a resposta à pergunta está dada e afinal os dirigentes dos dos maiores partidos sempre deram o nó. Não se sabe é onde e por quanto tempo vai durar a relação, embora aqui possa funcionar o dito popular de "casa ralhada não é governada" ou porque a violência doméstica atravessa toda sociedade, não escolhe lares ricos ou pobres, ficamos por aquela "quanto mais em bates, mais gosto de ti", pancadinhas amorosas, claro.O problema reside na condição dos acordos, conretizados, ao que tudo indica, porque o Presidente da República impõe, aos seus representantes na liderança do Partido Social Democratam, o entendimento e quando houver eleições, congresso ou golpada que mude a rapaziada que se passeia pela sede laranja, as coisas podem alterar-se e vai tudo por água abaixo. Quanto aos alívios estes são temporários e não passam disso, pelo menos para a generalidade dos cidadãos que vai ter de pagar com língua de palmo e meio, a irresponsável, pelos vistos, governação dos últimos quatro anos e a seguinte ao alterar, corrigir, revogar tudo o que o anterior fez, não vai mudar nada apenas vai aumentar a confusão. Outro seria o caminho se os governantes de hoje, responsabilizassem os de ontem, pela má governação que fizeram, que não os premiassem como acontece, aconteceu e acontecerá, num país onde a culpa morreu solteira e quem paga a factura é sempre o mesmo o Povo. A anterior Ministra da Educação foi para a FLAD, ao que parece é uma Escola na Damaia.
 
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E, de repente, até já se negoceia
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:54 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
O povo não compreenderia se assim não fosse, depois de até os gays se poderem casar, como seria possivel não acontecer senão entre dois irmãos, mas no minímo entre dois primos, que não se sabe muito bem se do mesmo sexo ou não. O PSD compreendeu que não será com a chincana politica, as cantigas de mal dizer e o bota abaixo que algum dia poderá ter esperanças de ocupar o pódio. O PS sabe como partido democrata que é, que é essa a vontade do povo. No entanto a procissão ainda nem saíu da igreja. O défice que a todos preocupa não tem cor partidária e vão ter que ser tomadas medidas impopulares, que não podem ser objecto de um só partido e para uma só Legislatura. O acordo com os professores deu um sinal, mas que ficou aquem daquilo que o País vai necessitar nos proximos tempos. O grande problema é que possuímos uma manta curta, que ou se tapam os pés e fica a cabeça a descoberto ou se faz o inverso. Estou convencido que agora o PSD já estará de acordo com os grandes investimentos, TGV e Aeroporto, pois sabem melhor que eu que os mesmos só por si criam mais valias. Sabem melhor que eu da necessidade da reestruturação da Função Pública, para a resolução do défice. Já não se trata de uma questão só de coragem, mas também de responsabilidade e sentido de Estado, que não se tem visto nos últimos tempos. Todos esperamos que o casamento dure o tempo necessario para prociar a criança que nos hade salvar.
 
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Odio ao Sócrates
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 16:23 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
Até quando acha que as coisas correm bem, escorre-lhe o fel contra a Sócrates.
Reparem, parece que só o PS é que 'faz birra'. Parece que só o Sócrates é que é avesso a acordos. Parece que só os socialistas é que vão aprender uma lição de modéstia.
E o PSD não vai aprender nada? E a Manela Zarolha, depois do que disse do PS e do Sócrates, não vai ter que dobrar muito a espinha?
E não seria bom que os portugueses também aprendessem alguma coisa? Que, por exemplo, NÃO SE PODE CONTAR COM OS COMUNAS PARA OUTRA COISA QUE NÃO SEJA PARA CRIAR INSTABILIDADE...
Ai, desculpem, não se pode falar mal dos comunas que o autor fica com urticária ...
E, claro, quando as coisas correm bem, o mérito é dos Ministros, quando correm mal, o erro é do Sócrates...
Quanto ao que o Presidente diz, não se escreve...
 
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    Re: Odio ao Sócrates    Ver comentário
S THUNDERS (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
    Re: Odio ao Sócrates    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 17:32 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
    Re: Odio ao Sócrates    Ver comentário
S THUNDERS (seguir utilizador), 1 ponto , 17:38 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
    Re: Odio ao Sócrates    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 17:59 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
    Re: Odio ao Sócrates/MAIS UM EXTREMISTA    Ver comentário
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 3:12 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
    Re: Odio ao Sócrates/MAIS UM EXTREMISTA    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 12:04 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
    Re: Odio ao Sócrates/MAIS UM EXTREMISTA    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 12:17 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
Acordos inter-partidários
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 0:49 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
Com um partido a governar em minoria no parlamente, é óbvio, tem de haver negociação com a oposição, em função dos projectos que sejam vitais, para dar andamento à boa governação do país.

Mas por exemplo, no caso do Orçamento para 2010, tem de acentuar essencialmente no estabelecido no Programa Eleitoral do PS, partido mais votado nas urnas e o povo nem entenderia que ficasse tão desvirtuado da estrutura base em que se identificaram, com o seu voto para as legislativas.

Os jornalistas estão por agora muito permissivo às conversas inter partidárias, às negociações, mas quando as opções estiverem a ser discutidas na AR , logo virão a terreiro, acentuar os Prós e Contras das discussões, na expectativa de retirar dividendos, não como independentes que não são, mas sim, em função das cores políticas que no íntimo defendem.

Os jornalistas tem de se habituar à ideia que os portugueses já não são os meninos de coro, que se deixam embalar facilmente e levar pelo valor sub-reptício das vossas palavras, alguns com alguma mestria diga-se em abono da verdade, querem fazer convencer das suas razões de esta ou aquela medida tem maior interesse para o país.

Essa retórica já não é aceite facilmente, até porque a confiança e credibilidade em vós, tem sido desbaratada pela forma como a maioria da Comunicação Social tem trabalhado, ou melhor, não tem usado ética, deontologia e rigor na informação, princípios chave, para que os portugueses voltem acreditar no v/profissionalismo.
 
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Negociar
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 11:07 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
Meu caro Ricardo Costa, Sócrates e o PS foram obrigados a negociar, contrariamente aos seus desejos.
 
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SÓCRATES ,O PRIMEIRO FILHO D'PARTIDO
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 14:45 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
O PROBLEMA SÃO OS PARTIDOS

OS PARTIDOS SÃO ESCOLAS DE CINISMO , OPORTUNISMO, CORRUPÇÃO, MANIPULAÇÃO, DEMAGOGIA, PROPAGANDA, MENTIRA, SACANICE , ETC E TAMBÉM AGÊNCIAS DE EMPREGO

OS QUE CHEGAM AO TOPO , SÓ POR ACIDENTE NÃO TÊM AS MÃOS MUITO ,MUITO SUJAS E HÁ MUITO PERDERAM A ALMA

SÃO ESSES QUE COMO QUALQUER PRODUTO , NOS SÃO VENDIDOS BEM EMBALADOS MAS PODRES E COMPROMETIDOS

O PIOR É QUE NÃO VEJO COMO É QUE ISTO PODE MUDAR

RESTA-NOS A SORTE DE ALGUÉM VINDO DAS EMPRESAS CAIR COMO MINISTRO E POR COMPETÊNCIA E CARISMA ACEDER À LIDERANÇA DE UM DOS GRANDES PARTIDOS

TALVEZ POR ISSO VEJA COM BONS OLHOS O PAULO RANGEL E DESCONFIE DO PEDRO PASSOS COELHO

COMO O SÓCRATES JÁ ESTA QUEIMADO , VENHAM ELEIÇÕES LÁ PARA O VERÃO

GOSTARIA DE VER O PAULO RANGEL A 1ºMINISTRO, NÃO TRAZ O CARIMBO DA ESCOLA DOS PARTIDOS

BEM HAJAM

 
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Finalmente !!!!!!
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Quinta feira, 14 de janeiro de 2010
Já não era sendo tempo de o nosso Primeiro-Ministro abrir a pestana e deixar-se de palhaçadas e birras como os garotos mimado e teimosos!!!!!

O PS verificou que não tem outro espaço de manobra e que tem de respeitar a vontade do povo votante!!!!

Quanto ao Governo tem a obrigação de apresentar um Orçamento sério, responsável, credível, ambicioso e corajoso!!! O país assim precisa!!!!

Se assim for o PSD não fará outra coisa se não abster-se ou votar a favor!!!!

É tempo de se deixarem de futilidade e banalidade e começarem a trabalhar que é para isso que o povo cumpridor com as suas obrigações cívicas lhes paga!!!!
 
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