Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia nomearam hoje formal e unanimemente Durão Barroso para um novo mandato à frente da Comissão Europeia.
A nomeação foi feita por escrito, um procedimento que não necessita de uma reunião de líderes.
O Parlamento Europeu poderá agora analisar a candidatura de Barroso, embora já tenha sido decidido só o fazer depois do Verão e não a 15 de Julho, como tinha sido previsto.
Na semana passada, os eurodeputados recusaram-se a analisar o seu nome, invocando precisamente não ter havido por parte do Conselho Europeu uma nomeação formal.
A indecisão da sua situação era vista como um enfraquecimento da sua posição e da Comissão. "Desta forma será garantida a continuidade do trabalho da Comissão durante o Outono sobre a mudança de clima, a crise económica, etc. Depois do voto do Parlamento, em Setembro, o presidente terá também um claro mandato para preparar um novo colégio de comissários depois do referendo na Irlanda sobre o Tratado de Lisboa", escreve no seu blogue a ministra sueca para os Assuntos Europeus, Cecila Malmstrom.
A Suécia exerce presentemente a presidência da União e o seu Governo é um fervoroso adepto da candidatura de Durão Barroso.
Hoje ainda, na reunião prevista dos dirigentes dos grupos políticos no Parlamento Europeu, espera-se que proponham a Barroso que apresente o seu programa para os próximos cinco anos, quando se deslocar à primeira sessão da nova assembleia, na semana que vem, em Estrasburgo.