Durão Barroso
fez hoje, em Estrasburgo, um apelo para que todas as forças políticas portuguesas "responsáveis" trabalhem em "conjunto", porque a situação portuguesa "exige de facto um consenso" para enfrentar a atual "situação financeira difícil".
"Nós temos total confiança na capacidade de Portugal fazer face a uma situação financeira que é difícil, como é difícil em vários Estados-membros", disse o presidente da Comissão Europeia a um grupo de jornalistas portugueses, depois do seu colégio de comissários europeus ter sido aprovado pelo Parlamento Europeu para um mandato de cinco anos.
José Manuel Durão Barroso sublinhou que o executivo comunitário está "a trabalhar em conjunto com as autoridades portuguesas" na resolução dos problemas atuais.
Esforço conjunto para sair da crise
"E quero, aliás, fazer um apelo a todas as forças políticas portuguesas responsáveis que trabalhem em conjunto. Porque a situação portuguesa exige de facto um consenso quanto à capacidade de enfrentar uma situação financeira que é difícil, como é em vários Estados-membros", declarou.
Durão Barroso recusou-se a "fazer qualquer comentário que alimente especulações" e escusou-se a "comentar declarações" feitas há uma semana pelo comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Joaquín Almunia, muito criticadas por responsáveis portugueses e espanhóis.
"A minha posição é defender a estabilidade do euro, é defender os Estados-membros,
é defender Portugal com certeza, é defender todos aqueles que fazem o seu trabalho", concluiu.
O espanhol Joaquín Almunia afirmou na passada quarta feira que a Grécia, Portugal, Espanha e "outros países" da zona euro "partilham problemas comuns" como "a perda constante de competitividade" e o elevado défice púbico.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.