13/02/2012 atualizado às 18:12
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Divulgar desaparecidos na Net só com aval da PJ

Mesmo em situações de desespero, é preciso avaliar o desaparecimento. Difundir na Internet ou na comunicação social pode fazer a diferença entre a vida e a morte, alerta a PJ.

11:14 Domingo, 5 de setembro de 2010
A divulgação do desaparecimento de uma pessoa na Internet ou nos meios de comunicação social só deve ser feita com o consentimento da Polícia Judiciária (PJ), que analisa se a integridade física da vítima poderá ser posta em causa. 

"Não se deve partir para a divulgação rápida de um desaparecimento, quando não se sabe se estamos perante um desaparecimento voluntário, um rapto ou um sequestro", disse à agência Lusa o diretor da Unidade de Informação de Investigação Criminal, da qual faz parte a Brigada de Investigação e Averiguação de Desaparecidos da PJ de Lisboa. 

Ramos Caniço adiantou que o primeiro passo consiste em fazer uma análise sobre se a divulgação vai "ajudar ou prejudicar a investigação". 

Voluntário ou sequestro?


"Mesmo em situações de desespero, sem se fazer primeiro uma avaliação do desaparecimento, não se deve fazer a divulgação", sustentou. 

Isto porque, segundo o responsável, não se sabe se o desaparecimento é voluntário ou se o desaparecido foi vítima de um crime de rapto ou sequestro.

Se a pessoa desaparece "de modo próprio", os familiares devem utilizar todas as ferramentas que estão ao alcance para chamar a atenção para o desaparecimento.

Comunicar de imediato à Polícia


Mas, caso contrário, se há suspeitas de que o desaparecido foi vítima de um crime de rapto ou sequestro, tal não deve ser conhecido, pois pode colocar em risco a sua integridade física, explicou. 

"Em última análise, uma divulgação pode ser a diferença entre a vida e a morte do desaparecido", sublinhou. 

O investigador sugere que os familiares comuniquem imediatamente à polícia o desaparecimento, que atua logo após o alerta. 

"Uma pessoa está desaparecida quando deixou de efetuar a sua rotina normal por um período de quatro horas", explicou. 

Falsas notícias via email


Ramos Caniço chamou ainda a atenção para as notícias falsas de desaparecimentos que circulam pelo correio eletrónico, lamentando que se "esteja a queimar um meio de transmissão vital e rápido como a Internet". 

"Quando houver um caso verdadeiro e se fizer a divulgação pelo e-mail ninguém vai acreditar que aquela pessoa está desaparecida", disse. 

Em média, uma pessoa é encontrada entre três a quatro dias após ter desaparecido. Se a polícia demorar mais tempo, já será muito complicado, rematou. 


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Divulgar desaparecidos na Net só com aval da PJ
David Zac (seguir utilizador), 1 ponto , 2:45 | Segunda feira, 6 de setembro de 2010
Antes da PJ fazer alguma coisa, concordo. Depois da PJ se fartar de não fazer nada, discordo. Até porque as 72 horas após o desaparecimento são as mais importantes e depois disso tudo é possível.

 
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