O líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, prometeu hoje que a bancada democrata-cristã irá na próxima legislatura dar mais atenção à "falta de liberdade económica" que existe em Portugal.
Numa intervenção por vídeo-conferência no XXIII Congresso do partido, uma vez que foi operado e não pode estar presente nas Caldas da Rainha, Diogo Feio garantiu que outra das prioridades do grupo parlamentar após as eleições será a revisão constitucional, cuja discussão ordinária se abrirá em 2010.
"Queremos que seja uma ruptura com o que acontece actualmente e que possibilite reformas mais profundas em áreas como a educação, saúde e relações laborais", defendeu.
Na economia, o líder parlamentar do CDS-PP acusou o Governo socialista de tentar "controlar e asfixiar" a actividade económica, quando devia preocupar-se em "dar mais liberdade" aos empresários.
"Há muito tempo que não existia um Governo com tantas preocupações centralizadoras, que criassem tanta asfixia em relação ao sector económico", acusou.
Por essa razão, garantiu, "o CDS vai procurar descortinar a actividade de um banco que tem como único accionista o Estado e as posições que o Estado vai tomar em assembleias-gerais de muitas empresas em que participe".
Sublinhando que "hoje a economia não está melhor do que há quatro anos", Diogo Feio retomou a proposta de baixa de impostos do CDS-PP e prometeu que o partido irá continuar atento a bandeiras de sempre, como "os mais desfavorecidos", a insegurança e a saúde.
Num balanço da actividade dos últimos dois anos do grupo parlamentar, Diogo Feio lembrou que a sua bancada foi no último ano a mais produtiva da Assembleia da República, com a apresentação de 60 projectos-lei e mais de 2.000 perguntas ao Governo.