Carlos Santos, o adepto do Benfica que há dois anos ficou mediatizado pela agressão a um árbitro-assistente no Estádio da Luz, no decorrer de um Benfica-FC Porto, ficou esta madrugada sujeito a prisão preventiva, suspeito de pertencer a uma rede de contrabando de tabaco.
O empresário, mais conhecido pela alcunha de "Diabo de Gaia", devido ao traje que leva para os jogos da Luz, residente em Gaia, poderá no entanto passar ao regime de obrigação de permanência na habitação (prisão domiciliária) caso venham a existir condições de segurança nesse sentido.
A existência de um telefone fixo na sua residência em Vila Nova de Gaia, de forma a estar ligado permanentemente à pulseira electrónica, é o principal requisito, situação que irá ser verificada por técnicos do Instituto de Reinserção Social
Agente da PSP também ficou detido
O "Diabo de Gaia" é o mais conhecido dos seis detidos na operação "Fumo Vermelho", efectuada anteontem pela Unidade de Acção Fiscal da GNR. Todos os arguidos são suspeitos de envolvimento em contrabando de tabaco.
O grupo de detidos pertence supostamente a uma rede que terá lesado o Estado em quase 2 milhões de euros em impostos - IVA e IT - sobre a importação e venda de tabaco que ficaram por cobrar.
Outro dos detidos que ficaram em prisão preventiva é um agente da PSP, também residente em Gaia. O agente policial, que foi ainda suspenso de funções pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, poderá também ver alterada esta medida de coacção para a de prisão domiciliária, caso disponha também de idênticas condições do "Diabo de Gaia" anteriormente referidas.