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Devaneio primaveril

Daniel Bessa
8:00 Terça feira, 12 de maio de 2009

A classe política, e os portugueses em geral, têm-se ocupado a discutir a solução governativa a partir de Outubro próximo. Com todo o respeito, parece-me um devaneio primaveril. Um país que deve ao exterior mais de 100% do seu PIB anual (sim, caro leitor, cerca de 20.000 euros cada um de nós, ainda que por interpostas pessoas), e se endivida à razão de dois milhões de euros por hora (10% do PIB anual), pode até escolher Governo (os executantes) mas já não tem escolha de políticas.

Eu sei, como o leitor, que há uma única solução condigna: produzir mais e exportar mais. Só que já não há tempo para essa solução e, nos tempos mais próximos, já não há alternativa a gastar bastante menos (nós todos, Estado, empresas e famílias). Infelizmente. Podemos até fingir que nos esquecemos desta dura realidade. Não importa. Lá para Novembro, quando começar a aproximar-se o Inverno, os credores imporão, primeiro a política e, se necessário, os próprios executantes. E quanto mais 'marialvas' nos mostrarmos, mais depressa nos obrigarão a gastar menos.

O FMI tratou do assunto em 1977 (Governo PS-CDS) e em 1983 (Governo de Bloco Central). Em 2010, os credores far-se-ão representar pela Comissão Europeia. Votemos, entretanto.

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A diferença entre verdade e verdadeiro
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 8:28 | Terça feira, 12 de maio de 2009
Quando se diz que a nossa divida é de mais 100% do PIB é verdadeiro, quando argumentas que os credores vêem aí “lá para Novembro” é uma enorme mentira!
Porquê?
Porque não só não somos só nós que estamos nesta situação, como ainda existem muitos outros em piores condições (Irlanda e Espanha entre esses vários), mas mais, se existe coisa que a economia europeia e o euro neste momento não sobreviveriam era ao facto de ter de correr com um dos seus membros seja ele Portugal ou outro!
Como tal não mintas! Pois tu sabes isto tão bem como eu e se achas que é necessário poupar começa tu!
Eu por mim vou continuar a gastar o que posso e o que não posso, pois toda a gente sabe que é desta forma que as classes privilegiadas o fazem, na certeza de que uma resolução institucional será encontrada e quem não “comeu” e foi responsável tivesse “comido”, essa é a lógica que tem presidido a tudo isto, desde esta nova classe de reformados que o país não consegue sustenta mas os direitos estão adquiridos (devia era chamar-se há responsabilidade quem lhes os deu para os adquirirem! Cavaco! É contigo, é!), aos apoios para a toxicodependência, pois são “doentes” e necessitam de ajuda e quem não sofre destas “doenças” não só paga como ainda é muitas vezes vitima destes “doentes”, passando pelos apoios para a natalidade onde a velha máxima de “quem tem filhos que os ature” passou a ser substituída pela nova máxima “aturem os meus filhos e se querem que eu os tenha paguem-me” e isto para já não falar na função (quero mais) publica que se está a borrifar para o quem e o como e onde o seu único ponto de vista é o “quero”.
A responsabilidade é algo que nunca existiu assim como os princípios em jogo apenas esteve, está e estará a ausência de aparência de culpa, o que acontece neste momento que não aconteceu em momentos anteriores é que existem muitas mais pessoas com a percepção de que o rei vai nu e que em vez de querem fazer figura [(quer de parvo, quer de herói)dependendo do ponto de vista] denunciando o facto aprenderam foi a tirar partido dele sabendo por demais que o rei vai SEMPRE nu!
Como tal não sejas mentiroso e parvo como o Medina Carreira que muito embora seja verdadeiro nos factos, sabe perfeitamente que não são verdade as consequências que aponta, pelas mesmíssimas razões porque não se mexe por exemplo na PAC (politica agrícola comum) toda a gente sabe que está errada ao ponto de subsidiar a plantação de tabaco quando se quer acabar com os fumadores (lá volta o rei a ir nu) mas por interesses egoístas de vários estados encabeçados pela França assim contínua e continuará!
 
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Retalhos avulsos
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 10:52 | Terça feira, 12 de maio de 2009
Aparentemente o articulista vai abandonando a tese “produzir mais e exportar mais” que lhe tem sido tão cara. Por falta de tempo, diz, só nos resta a receita de “gastar menos”. Não diz como… Talvez no próximo folhetim… Medidas impopulares? Vamos lá a saber quais?... Alteração da política financeira para aliciar a poupança? Será?
  Afiança-nos que a desgraça está aí: implacável e iminente.
O problema do “artigo-recado” é que fica tudo por saber. Por outro lado é óptimo para o descomprometimento do seu redactor. Devia ser inserido no jornal em página de “Retalhos avulsos”; desse modo já sabíamos ao que íamos!
 
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Antevisão realista
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 12:44 | Terça feira, 12 de maio de 2009
Daniel Bessa escreve uma antevisão realista da política das elites portuguesas do rotativismo (ora PS ora PSD) para depois das eleições. Tal política levará inevitavelmente, como já aconteceu no passado, à manutenção do País em crise durante a próxima década. Com tal política Portugal atingirá a cauda da Europa a 27.

A receita é a mesma de sempre. Apertar o cinto. Empobrecer. Consumir menos. Reduzir os serviços públicos (saúde e educação basicamente os dois serviços prestados pelo Estado).

Só que desta vez as elites pensam também seriamente em descer os salários nominais. Isso mesmo, caro leitor, diminuir-lhe o salário que recebe ao fim do mês. Passar a receber menos, continuando a ter as mesmas despesas.

Só que desta vez querem um apertão mais violento. Um choque como lhe costumam chamam. Para isso precisam de uma “ampla base de consenso” porque prevêem reacções da população. Daí o iminente Bloco Central.

Há alternativas a esta política de empobrecimento continuado? Sim, mas não passam pelos partidos do rotativismo (ora PS ora PSD).

As alternativas passam pelo alargamento e dinamização do mercado interno assente numa diferente distribuição da riqueza que dinamize a produção nacional.

Numa coisa DB tem razão se nada fizermos os credores internacionais virão bater-nos à porta como já o fizeram no passado. A urgência de alternativas ao rotativismo é cada vez maior.
 
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Resumindo
mosco (seguir utilizador), 1 ponto , 8:05 | Quinta feira, 14 de maio de 2009
Mais uma data de empresas pelo cano. Mais gajos para o desemprego. Menos receita, logo mais impostos sobre o resto, logo mais falências etc e por aí fora. Bem feito. É no que dá a mania dos manicómios em auto-gestão
 
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Re: Devaneio primaveril
ANO1933 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Quinta feira, 14 de maio de 2009
Daniel Bessa,sem dúvida de quaisquer espécie, é um dos melhores economistas portugueses!
Leio, sempre com grande interesse, pois as suas opiniões são sempre autênticas e não esconde a realidade dos factos, por mais graves que eles seja.
É o que acaba de fazer neste artigo de opinião!
Pena é que o Governo no tome em consideração as suas
opiniões e os seus alertas!
 
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Vidência Macro-Económica, Sr. Professor?
J.B.DLEGS (seguir utilizador), 1 ponto , 23:38 | Sexta feira, 15 de maio de 2009
O agregado Estado só se preocupou e preocupará em salvar-se a ele próprio à conta - e não ao serviço - dos agregados Famílias e Empresas. Os sucessivos comandantes executivos do agregado Estado passaram e passam a "mão pelo pêlo" ao agregado Capital, nunca se tendo imaginado que o Exterior pudesse alguma vez descambar financeiramente.
Não só foi isso que aconteceu, como ainda não terminou e como dramaticamente ainda evoluirá não para Recessão mas para a 1ª Depressão Global.
A Mudança interna do Sistema Político que se impõe só poderá ser desencadeada p/parte dos titulares e operadores do Poder Judicial Vs. Titulares do Sistema Político (notórios e ocultos) com intervenção adequada dos detentores do Capital interno fechando a torneira ao regabofe.
Se isso não acontecer rapidamente, será o mais imprevisível CAOS interno, que o Exterior aproveitará sofrega e oportunisticamente.
Não só em tais condições será virtualmente impossível garantir a segurança de qualquer figura pública de notoriedade média a máxima, como desde já se nota um burburinho "calado" em relação a figuras de topo.

Discutir TGV, Aeroporto ou se se deve construir o Museu dos Coches? Acordem enquanto é tempo!
http://talefe.wordpress.c...
 
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O fiel devaneio
Alexandra Mata (seguir utilizador), 1 ponto , 22:21 | Terça feira, 19 de maio de 2009
Desarmar o alcance político e moderar as inconveniências tuteladas pelos mesmos propósitos.
 
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The Economist & OECD Economic Data: Portugal
Eng. J Silveira (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
Antes de mais, consulte-se o fundamental das estatísticas de Economic Outlook que eles têm reportado e projectado para a primeira década do séc. XXI (períodos: 2004-2008 e 2008-2010; 2005-2010):

2004-2008:

Annual data 2008(a) Historical averages (%) 2004-08
  Population (m) 10.6 Population growth 0.3
  GDP (US$ bn; market exchange rate) 244.2(b) Real GDP growth 0.8
  GDP (US$ bn; purchasing power parity) 236.5 Real domestic demand growth 1.0
  GDP per head (US$; market exchange rate) 22,982 Inflation 2.1
  GDP per head (US$; purchasing power parity) 22,257 Current-account balance (% of GDP) -9.0
  Exchange rate (av) US$:€ 1.5(b) FDI inflows (% of GDP) 3.0
 
  (a) Economist Intelligence Unit estimates. (b) Actual.

2008-2010:

Country Forecast Overview (3 Year)
Key Indicators 2008 2009 2010
Real GDP Growth (%) -.30 -4.20 -.50
Consumer Price Inflation (av;%) 2.59 -.70 .40
Budget Balance (% of GDP) -2.60 -6.00 -6.30
Current-Account Balance (% of GDP) -12.12 -9.90 -8.50
Exchange Rate US$:Euro (av) .68 .75 .72
Exchange Rate US$:Euro(year-end) .72 .74 .71

Source: Country Forecast Portugal July 2008

2005-2010

Portugal: Demand, output and prices

2005 | 2006 2007 2008 2009 2010
Current prices € billion | Percentage changes, volume (2000 prices)

Private consumption 96.7 | 1.9 1.6 1.2 -0.2 0.6

Government consumption 32.0 | -1.4 0.0 -0.2 0.2 0.5

[Continua]
 
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OECD & The Economist: Portugal (2009)
Eng. J Silveira (seguir utilizador), 1 ponto , 12:56 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
[Continua]

Gross fixed capital formation 33.1 | -0.7 3.1 0.7 -1.2 0.5

Final domestic demand 161.8 | 0.7 1.6 0.8 -0.4 0.5

Stockbuilding (1) 0.6 | 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0

Total domestic demand 162.3 | 0.7 1.6 0.9 -0.4 0.5

Exports of goods and services 42.6 | 8.7 7.5 2.0 -0.5 1.6

Imports of goods and services 55.8 | 5.1 5.6 2.4 -0.9 1.3

Net exports (1) - 13.2 | 0.6 0.1 -0.4 0.2 0.0

GDP at market prices 149.1 | 1.4 1.9 0.5 -0.2 0.6

GDP deflator _ | 2.8 2.9 2.2 2.3 1.8
_________________________________________________________

Memorandum items

Harmonised index of consumer prices _ | 3.0 2.4 2.8 1.3 1.6

Private consumption deflator _ | 3.1 2.7 2.8 1.4 1.6

Unemployment rate _ | 7.7 8.0 7.6 8.5 8.8

Household saving ratio (2) _ | 8.1 6.6 6.9 7.3 7.4

General government financial balance (3,4) _ | -3.9 -2.7 -2.2 -2.9 -3.1

Current account balance (3) _ | -10.1 -9.8 -10.9 -10.2 -10.1

1. Contributions to changes in real GDP (percentage of real GDP in previous year), actual amount in the first column.

2. As a percentage of disposable income.

3. As a percentage of GDP.

4. Based on national accounts definition.

Source: OECD Economic Outlook 84 database.

Posto isto, far-se-á, seguidamente, uma síntese sobre a perspectiva económica e política (economic and political outlook) de Portugal para 2009-2010:

i) Em 2009, Portugal enfrenta o duplo desafio de uma severa recessão económica e de um de um exigente ciclo eleitoral.

[Continua]
 
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OECD & The Economist: Portugal (2009)
Eng. J Silveira (seguir utilizador), 1 ponto , 14:13 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
[Continua]

É expectável que o governo enfoque na mitigação dos efeitos da recessão na preparação para as eleições legislativas.

ii) Segundo a Economist Intelligence Unit, crê-se que o PS se manterá no poder mas não renove a maioria absoluta. O principal partido da oposição, PSD, está empenhado em lançar um forte repto.

iii) Anteriores esforços de consolidação fiscal levados a cabo pelo governo são previstos ser invertidos, em 2009-2010, por uma economia em abrandamento. Espera-se que o défice orçamental (budget deficit) cresça até 4-5% do PIB (GDP) em 2009 e acima de 5% em 2010.

iv) Após o crescimento nulo do PIB (GDP) real em 2008, espera-se uma contracção de 4.2% em 2009 e uma queda de 0.5% em 2010, com o crescimento a retomar só a meio do ano. Isto será conduzido por declínios na procura externa e actividade interna.

v) É expectável que os preços desçam no primeiro semestre de 2009, e prevê-se uma deflação anual de 1% para 2009, na medida em que a débil procura e os baixos preços petrolíferos se conjugam. Espera-se que a taxa de inflação seja de 0.4% em 2010.

vi) O elevado défice da conta-corrente, a 12.1% do PIB (GDP) em 2008, se reduza a cerca de 8-9% do PIB (GDP) até 2010.

vii) O governo do PS está em contenda com o principal partido da oposição sobre a nomeação do próximo provedor de justiça, com os partidos em desacordo sobre o requisito de independência que o titular do cargo deve apresentar.

[Continua]
 
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OECD & The Economist: Portugal (2009)
Eng. J Silveira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
[Continua]

viii) Recorde-se que uma das maiores demonstrações tiveram lugar em Lisboa, em Março último, quando cerca de 200,000 pessoas marcharam em contestação às políticas económicas do Governo.

ix) O Banco Central Europeu (BCE) [European Central Bank (ECB)] continuou com o seu relaxamento monetário, com um corte na sua principal taxa de intervenção até 1.25%, no início de Abril. O BCE (ECB) mantém-se atrás de outros bancos centrais líderes, em termos de escala de relaxamento.

x) O governo português propôs a constituição de uma nova linha de crédito, que proverá alívio a famílias com membros desempregados que estão com dificuldades em cumprir com o repagamento do crédito hipotecário.

xi) O governo aprovou novas regras para o crédito pessoal, para efeitos de consumo, incluindo um tecto (limite) na taxa de juro associada com os respectivos empréstimos.

xii) O comércio externo (foreign trade) de Portugal está em declínio acelerado, em linha com um colapso global no comércio. As exportações (exports) decaíram cerca de 11% no quarto trimestre de 2008, enquanto as importações (imports) decaíram cerca de 6.4%. O défice comercial (trade deficit) em 2008, no total, foi cerca de €23.2B.

xiii) Os mercados financeiros mantêm-se tensos. Em particular, as rendibilidades de obrigações sobre a dívida portuguesa têm continuado a alargar-se, em comparação com o índice de referência (benchmark) das obrigações alemãs.

[Continua]
 
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OECD & The Economist: Portugal (2009)
Eng. J Silveira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:42 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
[Continua]

xiv) O governo alcançou o seu objectivo em colocar o défice orçamental (budget deficit) geral do governo abaixo dos 3% do PIB (GDP) em 2007 e 2008. É expectável que a recessão e o grau de estímulo fiscal conduza a uma acentuada subida a rondar os 5% do PIB (GDP) em 2009-2010. Até 2013, o défice fiscal (fiscal deficit) deverá regressar a cerca de 3% do PIB (GDP), de novo.

xv) O crescimento económico português está previsto experimentar uma severa recessão em 2009 e contrair em 2010 também, antes de retomar gradualmente em 2011-2013. Uma forte recessão na zona euro, aliado a baixos índices de confiança -- consumidor e empresarial -- internos, atingirá o crescimento na parte inicial do período de previsão 2009-2013, com o dispêndio em investimento (investment spending) e exportações (exports) em contracção de forma particularmente acentuada. A elevada dívida do agregado familiar, em serviço, actuará com um atenuador sobre o crescimento. Posteriormente, no período de previsão, uma recuperação no crescimento de emprego, deverá ajudar a restaurar a confiança económica, porém a dívida pública e privada e a necessidade de uma política fiscal continuada manter-se-ão como factores constritivos.

xvi) Existe um défice estrutural no balanço comercial de mercadorias (merchandise trade balance), o qual é apenas parcialmente financiado pela UE (EU) e transferências privadas, e por um superávit na conta de serviços.

[Continua]
 
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OECD & The Economist: Portugal (2009)
Eng. J Silveira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:24 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
[Continua]

É expectável que o défice de conta-corrente (current-account deficit) reduza de cerca de 12% do PIB (GDP), em 2008, para 8-9% do PIB (GDP) até 2010, e os últimos anos deverão ver o balanço manter-se nos 8-9% do PIB (GDP).

Para concluir, deixar-se-á mais um conjunto de dados macroeconómicos e previsões (indicadores-chave):

Key indicators 2008 2009 2010 2011 2012 2013

Real GDP growth (%) 0.0 -4.2 -0.5 0.9 1.2 1.4

Consumer price inflation (av; %) 2.6 -1.0 0.4 1.0 1.7 1.8

Consumer price inflation (av, %; EU harmonised measure) 2.7 -1.0 0.4 1.0 1.7 1.8

General government budget balance (% of GDP) -2.2 -4.9 -5.5 -4.9 -4.0 -3.6

Current-account balance (% of GDP) -12.1 -9.7 -8.6 -8.6 -6.9 -7.2

3-month interbank rate (av; %) 4.6 1.7 1.8 2.6 3.5 4.1

Exchange rate US$:€(av) 1.47 1.32 1.39 1.42 1.45 1.47

Exchange rate US$:€(year-end) 1.39 1.36 1.40 1.44 1.46 1.47

Exchange rate¥:€(av) 126.37 123.75 126.73 128.77 130.28 132.30

Fontes (Sources):
Economist Intelligence Unit: Country Data; Country Forecast;
OECD Economic Outook No. 84.
 
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Devaneio primaveril? Inacreditável tal pensamento!
RSFerrr (seguir utilizador), 1 ponto , 0:56 | Quarta feira, 3 de junho de 2009
Parece-me que este comentário vindo de um ecónomista tão reputado, é no minimo decepcionante.
Do Sr. Daniel Bessa espera-se para alem da análise do problema, propostas de resolução e sinais de esperança.
O Sr. que já teve resposabilidades politicas, na área da economia, fala como se não tivesse nada haver com situação actual. Pelo seu comentário quase se pode depreender que o Sr. vai emigrar.
Se for esta a sua solução dou-lhe todo o meu apoio, pois em Portugal são precisos os que não se resignam, e que acreditam em soluções para os problemas.
 
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