Quando uma tempestade dá sinais de querer acalmar, faz-se o balanço dos estragos do que é preciso reparar ou voltar a construir.
O nosso país evidencia uma devastação grave, consequência das políticas mal conduzidas, agravadas pela crise internacional. No norte ou no sul, no litoral ou no interior, por todo o país se assiste ao aumento do número de pessoas em dificuldades, resultante do elevado desemprego e do fraco crescimento económico.
A recuperação exige a energia e a determinação de todos para se enfrentar os problemas que sentimos.
Isso mesmo se encontra no trabalho dedicado e por vezes heróico das organizações que procuram apoiar os mais carenciados, mas também na tarefa dos empresários que lutam por manter os postos de trabalho e a confiança dos mercados que antes tinham como certos.
É preciso coragem, esperança e lucidez para que o progresso e o bem-estar venham a ser uma realidade e para isso é indispensável a mobilização solidária de todos. É essencial mudar as políticas para que as nuvens carregadas se afastem e possa, finalmente, voltar a ver-se o azul do céu.