É um mau argumento. A ausência de problemas de consciência não é prova de um comportamento irrepreensível, pois pode simplesmente resultar da ausência de escrúpulos. De resto, houve uma estranha sensação de déjà vu na dificuldade de Lacão em discutir o caso TVI. Se esquecermos o sotaque, o socialista parecia Pinto da Costa. O primeiro falou em prioridades (vencer a crise) e o segundo lembrava o palmarés, mas são manobras de diversão. O primeiro insinuou que haveria uma cabala e o segundo apostou no bairrismo, mas são estratégias de vitimização.