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Défice do Estado mais que duplicou

Entre Janeiro e Setembro, o défice do Estado fixou-se em €9 mil milhões, mais do que duplicando o valor de período homólogo de 2008.

19:59 Terça feira, 20 de outubro de 2009
A receita fiscal caiu 13,4% nos primeiros nove meses
A receita fiscal caiu 13,4% nos primeiros nove meses
Ana Baião

O défice do Estado atingiu os 9087,7 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 4,3% face ao período de Janeiro a Agosto e 2,5 vezes superior aos 3.572,1 milhões de igual período do ano anterior.

O défice do subsector Estado mais do que duplicou nos primeiros nove meses do ano para os 9.087,7 milhões de euros, comparativamente a igual período de 2008, indicou hoje a Direcção-Geral do Orçamento (DGO).

Na síntese de execução orçamental de Setembro, a DGO explica que o agravamento do défice (que se situava nos 3572,1 milhões de euros no mesmo período de 2008) se deve à redução de 69,4% da receita e ao aumento de 30,6% da despesa entre Janeiro e Setembro deste ano.
 

Receitas caem 12,8%


A receita total contraiu-se 12,8%, totalizando 26.045,7 milhões de euros, comparados com os 29.875,4 milhões de euros registados nos primeiros nove meses de 2008, com a receita fiscal a contribuir para esta quebra com -11,9 pontos percentuais.

A receita fiscal registou um decréscimo de 13,4% nos primeiros nove meses do ano, face a igual período de 2008.

A despesa total sofreu um agravamento de cinco por cento, situando-se nos 35.133,4 milhões de euros nos primeiros sete meses do ano, com o grau de execução a situar-se nos 71,2%, "aquém do padrão de segurança", refere o relatório.
Lusa
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Quanto terá sido a parte que foi dirigida...
dedalo11 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 22:22 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
... para os cofres dos Partidos e para os três actos eleitorais? Seria interessante saber e não será difícil. Em média, cada acto eleitoral terá custado 20 milhões de euros fora o que nunca saberemos... portanto... 60 milhões?
 
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    Re: Quanto terá sido a parte que foi dirigida...    Ver comentário
jombessa (seguir utilizador), 1 ponto , 1:51 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Quanto terá sido a parte que foi dirigida...    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 6:18 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Quanto terá sido a parte que foi dirigida...    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:15 | Domingo, 25 de outubro de 2009
Muito elucidativo
Malekas (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 22:42 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
Até se aceitava e admitia como facto conjuntural e por isso mesmo lógico o aumento do défice do estado. Agora, com os anunciados cortes de verbas para áreas críticas como a saúde, educação e a segurança social, ficamos a pensar o pior. E o pior tem a ver com aquilo que nós há muito sabemos e conhecemos. O Estado português está cada vez mais insaciável. Assente sobre uma estrutura obsoleta e escandalosamente partidarizada, sabemos pois para onde vai grande parte do dinheiro dos impostos. Não será para o pobre do funcionário público indiferenciado (tão atacado e escorraçado) que leva para casa umas escassas centenas de euros. Mas para os quadros superiores e Directores Gerais e respectivos staff's que os acompanham. É aqui que há muito a fazer. Mas duvido que seja nas próximas 100 gerações. É sempre mais fácil oprimir ainda mais tributariamente o desgraçado que se esfalfa a trabalhar e cada vez vê menos liquidez no seu já tão parco orçamento.
 
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É uma vergonha
johnblue (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 8:10 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
Se as empresas não podem gerir sistematicamente orçamentos deficitários, porque é que os governos podem?

O défice - que só este ano pelos vistos atingiu nove mil milhões de euros - terá que ser necessariamente de ser suportado por todos os cidadãos (incluindo os que ainda não nasceram) e empresas contribuintes.

Isto é desprover os cidadãos da sua riqueza, fruto do seu trabalho, engenho e empreendedorismo.

O que os governos fazem sistematicamente é tornar o país mais pobre na globalidade ao mesmo tempo que favorecem empresas e sectores priveligiados - dadas as suas ligações políticas.

É incorrecto. É imoral. É injusto.

Menos Governo! Melhor Governo!
 
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Défice do Estado mais que duplicou
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:52 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
É costume dizer que em tempo de guerra não se limpam armas. Temos tempo depois da batalha de fazer isso, ou seja aqueles que sobreviveram, porque os outros já não o podem fazer. A grande preocupação deve ser as falências e o desemprego. Não nos vai faltar tempo depois para tratar dos feridos, de contar e enterrar os mortos.
 
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saldo da crise
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 23:07 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
O défice do Estado atingiu os 9087,7 + o deficit nos bolsos dos portugueses que ainda esta por contabilizar mas que se vai ver no pib
 
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Este deficit é completamente fabricado
Goodwaves (seguir utilizador), 1 ponto , 23:54 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
Se se lhe acrescentar tudo o que foi escondido nas Estradas de Portugal, no SNS, nos Bancos, nos Hospitais EPE etc., o deficit dispara logo para os 12%. E só vai nos 12 % porque ao contrário do que prometeu em 2005, Sócrates aumentou 14 impostos. Porque onde deveriam ter actuado, no corte da despesa pública, nada! Temos mais um dois aninhos de pandega e depois volta o pântano.
 
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    Re: Este deficit é completamente fabricado    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 19:14 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
    Re: Este deficit é completamente fabricado    Ver comentário
Goodwaves (seguir utilizador), 1 ponto , 15:37 | Sexta feira, 23 de outubro de 2009
E NÃO INCLUI O GIGANTESCO BURACO DA SAÚDE
boa memória (seguir utilizador), 1 ponto , 1:06 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009

que aliás nada teve a ver com a crise internacional, hos hospitais EPE foi ocultado.

A incompetência, o deixa-andar e a propositada destruição do sector público.

Espero que a MAIORIA PARLAMENTAR, de oposição ao Governo, não deixe passar o problema, no Novo Orçamento. A VONTADE DOS PORTUGUESES ASSIM O EXIGE.
 
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Para haver
jombessa (seguir utilizador), 1 ponto , 2:11 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
contas equilibradas temos que ter um Estado que pondere muito bem os seus gastos. Mas também que haja criação de riqueza, porque desse modo vão arrecadar-se mais impostos. No quadro actual o Estado vai cortar onde é mais fácil e imediato: nos salários dos seus servidores, nunca onde seria mais exemplar, ou seja, de cima para baixo. Por exemplo: porque é que um país pobre de recursos como é o nosso, tem um parque automóvel estatal tão luxuoso? Se o país é pobre, porque não se equipa o seu parque com carros mais modestos, talvez daqueles que se fabricam em Palmela, para dar o exemplo de se usar o que se fabrica em Portugal. As nossas elites foram, e infelizmente ainda o são, incapazes da dar o exemplo a um povo que está farto de tanto sofrer as agruras impostas por uma pobreza crescente.
 
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... num país muito mal governado
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 9:48 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
A teimosia faz teimar
e não ver a realidade,
com o défice a inflamar
a nossa real debilidade.

O défice já está furado
é escusada a hipocrisia,
num país deteriorado
por desprezível agnosia.

Para memória futura
sobre a crise orçamental,
será pesada a factura
do desvairo governamental.

É um défice de milhões
nas contas orçamentais,
com políticos trapalhões
e seus absurdos mentais.
(ameijoafresca.blogspot.com)
 
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MFL
Mjwolf (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
Quando a união europeia nos colocou a cabeça no cepo, com um prazo bem definido sob pena de um processo, o governo da altura recorreu a receitas extraordinárias. Não obstante isso, o tratamento da união não era o mesmo em relação a outros países da união: França e Itália.
Agora quero ver como o vão fazer. Lembro-me bem do que Manuela Ferreira Leite afirmou; mais ou menos isto à altura:

" O doente não pode morrer pela cura"

Eram as receitas extraordinárias, ou eram as costas dos portugueses que iriam suportar ainda mais a redução do défice.

Evitou-se o processo e a união europeia aceitou "as contas". O que se disse na altura? Eram máscaras senhor eram máscaras.

Agora...agora quero ver como vai ser, e os portugueses vão pagá-lo a doer.
 
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É confrangedor......
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 10:23 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
...... como tanta gente "andou distraída" durante tanto tempo.

- Será que não repararam que estamos a atravessar uma crise mundial sem precedentes nos últimos 80 anos?

- Será que não têm conhecimento do que se passa nos restantes Países do Mundo, começando na vizinha Espanha?

- Será que não sabem que, aumentando a despesa (mais apoios sociais, desemprego, lay-off's, etc) e reduzindo-se a receita (menos impostos em face da redução da actividade económica) o resultado é aumento do deficit?

- Claro que também existe um factor favorável, nomeadamente resultante da baixa dos juros que conduz ao um serviço da dívida pública menor.

Também é evidente que accção governativa poderia ter sido diferente e em face de menos receitas, reduzir a despesa social, abandonando (ainda mais) os mais desfavorecidos. Isto seria aceitável?

Em resumo, pode-se criticar muita coisa mas, em bom rigor e com seriedade, parece que das poucas coisas discutíveis foi o aumento dos Funcionários Públicos.

Efectivamente, 2,9% em ano de inflação negativa é demasiado e vai-nos sair caro já em 2010.

O resto, mesmo com a certeza de que não existiam (e não existem) alternativas de Governo credíveis, não sei se seria possível fazer muito melhor.....
 
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MAs TEIXEIRA DOS SANTOS DISSE DEFICIT nos 5,9%
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 19:21 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
Não é verdade que ainda há dois dias, mesmo depois das eleições, Teixeira dos Santos falava num deficit de 5,9%?
Será que ele é:
Mentiroso
Ignorante
Contador de histórias
Ou quer fazer de nós todos uma cambada de analfabetos?
Será que ele e Sócrates acreditam naquilo que dizem?
A verdade é que, a parolada continua a acreditar que são eles, que criaram esta situação, que a vão solucionar
 
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Teixeira dos Santos
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:14 | Domingo, 25 de outubro de 2009
Como é dado a conhecer ão país esta realidade, pergunto.
Quem é responsável por este descalabro, para quando se começa a responsabilizar esta gente imcompetente.
Saimos de uma ditadura fachista, para outra ditadura maçónica.
Sera que andamos na lua?
 
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