13/02/2012 atualizado às 1:11
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Decisão difícil e errada

A decisão do "Jornal de Notícias" sobre a publicação da crónica de Mário Crespo não era fácil. Por se tratar de José Sócrates, o jornal foi mais temeroso do que é seu costume. E decidiu mal.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:59 Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Quando na cabeça de todos a comunicação social e os jornalistas se parecem dividir entre os que fazem favores a José Sócrates e os que organizam cabalas contra José Sócrates, temo que as próximas linhas pareçam chegadas de Marte.

Aquilo de que quero falar é da decisão do "Jornal de Notícias" de não publicar o artigo de opinião de Mário Crespo. De um ponto de vista, veja-se bem, editorial e deontológico.

Antes de mais, para que fique claro, sou contra a publicação de conversas privadas, mesmo que elas aconteçam num restaurante. Não quero um Big Brother nas nossas vidas, mesmo que ele tenha carteira profissional. Depois, é bom que se saiba que os jornais são criminal e civilmente solidários com o que cada colunista decida escrever. Podem por isso optar por não publicar um texto de opinião. No entanto, essa decisão é sempre de enorme gravidade e tem de ser ponderada com muito cuidado.

Por fim, é especialmente arriscada a publicação de conversas privadas que chegaram a quem as divulga em segunda mão. Com o enorme risco de imprecisões e erros. Pior ainda: sem que os que participam na conversa possam exercer o direito à sua defesa, já que o autor do texto não os confrontou com essa informação.

Assim, o "Jornal de Notícias" podia ter decidido não publicar o texto de Mário Crespo com base no princípio de defesa da privacidade e das regras do jornalismo. Tal decisão seria, no entanto, invulgar, já que se tratava de um texto de opinião e não de um trabalho jornalístico. Mais: para tal decisão ser tomada, ela teria de corresponder a regras que fossem seguidas de forma escrupulosa pelo jornal. Não é o caso. O "JN" já tornou públicas conversas privadas e até o conteúdo de cartas anónimas. Ou seja, o "JN" exigiu a um colunista externo o que nem sempre exige na sua própria casa.

Acresce que no caso em apreço o autor da conversa era também o motivo da conversa, o que muda um pouco as coisas e lhe dava especial legitimidade para a tornar pública. Apesar de a ter recebido em segunda mão, Mário Crespo garante ter-se socorrido de várias fontes, o que, apesar de tudo, deveria dar alguma segurança ao jornal que o contratou. E a responsabilidade moral da denúncia acabaria sempre por ser de Mário Crespo.

Cabia ao jornal alertar o colunista para os riscos deste texto - que são muitos, tratando-se de um testemunho indirecto -, como o fez, esperar pela sua decisão e, caso ela fosse a de manter a publicação, fazer o seu trabalho: numa peça à parte ouvir os envolvidos, tratando a denúncia de Mário Crespo como foi tratada hoje pela comunicação social. Como uma qualquer notícia.

Não o tendo feito, e tendo preferido optar pela não publicação sem qualquer outro esforço adicional, é inevitável a suspeita de que o seu comportamento se deveu apenas ao facto do alvo da denúncia ser o primeiro-ministro.

Se dúvidas podem surgir sobre o método utilizado por Mário Crespo para revelar uma conversa que não ouviu, elas tornam-se irrelevantes perante o facto do jornal onde Crespo escrevia ter sido mais rigoroso do que é seu costume no respeito pela privacidade alheia; e mais rápido na censura do que no trabalho de descobrir a verdade. 

 

 

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Jornalismo
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:46 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Gostaria de voltar a dizer o seguinte: acho perfeitamente normal que o Director de um Jornal publique ou não um texto de quem quer que seja; mas acho também perfeitamente anormal e improcedente que membros do Governo de Portugal se refiram a um jornalista conceituado e reconhecido nos termos em que o fizeram ou, simplesmente, o considerem um "problema". Para um Primeiro Ministro, qualquer ministro e qualquer governo, os problemas não podem ser, jamais, identificados com os jornalistas, por melhores ou piores que eles sejam: os problemas não estão aí; estão nas coisas, estão na realidade que se tem nas mãos. E se os governantes começam a confundir a realidade com opiniões jornalísticas, eu acho que as coisas começam a ir mesmo mal. Lamento, pois, o sucedido. Penso que Mário Crespo deve permanecer profissional; acho absolutamente obrigatório que o Governo não se atreva a controlar as pessoas que trabalham na informação ou na comunicação social. Outra coisa, bem diferente, é que se cumpram ciosamente as regras da deontologia jornalística. Mas francamente: Ministros preocupados com um Jornalista nos termos em que o fizeram raia o absurdo, para além de ser ridículo. E quanto ao JN: voltem, por favor, a convidar Mário Crespo, pois eu acho que vai merecer a pena continuar a ler o que ele tenha para dizer. E para Mário Crespo: seja fiel a si mesmo e à sua consciência; se acha que errou, corrija o erro; se acha que tem razão, não desista da sua luta. E ao governo: Deixem o Jornalismo!
 
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José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:22 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
Testemunho é directo
Thin-Twin (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 12:29 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Segundo percebi passou-se o seguinte:
1 - o PM e outros ministros abordaram Nuno Santos e Bárbara Guimarães.
2 - A conversa entre eles resvalou para o tema Mário Crespo e foi ouvida por um terceiro.
3- o terceiro (testemunha indirecta) relatou o sucedido a Mário Crespo.
4 - Mário Crespo falou com Nuno Santos (interveniente e daí testemunha directa) e confirmou a tal conversa.

Conclusão: o artigo de Mário Crespo baseava-se num testemunho indirecto confirmado por um testemunho directo, sendo assim baseada também num testemunho directo.
 
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socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 23:30 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
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Thin-Twin (seguir utilizador), 1 ponto , 0:02 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
Decisão difícil e errada
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:20 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
O Jornal fez muito bem em não publicar, dado que não tinha garantia nenhuma de que a informação merecia credito. Isso eram praticas do tempo do fachismo em que os bufos acusavam as pessoas que odiavam muitas vezes por inveja e lá íam elas parar à cadeia, sem perceberem nada de politica. Aliás o jornalismo tem andado muito por baixo nesse sentido e deixa muito a desejar. Os julgamentos são feitos na Praça Pública e o mais grave com a absolvição ou condenação conforme as ideologias de cada um. Pelo que o texto encerra eu pessoalmente estou muito desapontado com Mario Crespo, porque me merecia mais crédito e nunca imaginei que tivesse tal conduta. A um jornalista responsavel se exige que antes de dar uma noticia se certifique da sua veracidade e mais que se documente do facto. Caso contrario não passam de bocas que podem ser verdadeiras ou falsas. Por isso o que não falta por aí são boatos que nunca chegam a ser confirmados, mas que vão deixando as suas marcas. Como já o afirmei mais que uma vez se despejarmos um balde de àgua no pavimento e a tentarmos apanhar nunca mais será a mesma. Se a Justiça funcionasse e punisse os culpados, estou certo que a conduta seria outra.
 
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Thin-Twin (seguir utilizador), 1 ponto , 0:08 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
Opinião
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:57 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Daniel Oliveira, "acusa" o J. N. de praticar dois pesos e duas medidas e cita casos, como os da publicação de cartas anónimas e conversas privadas, o que é muito mais grave.
Mas, só que nesses casos, não aparecia o nome do PM!
O seu director, possívelmente, porque viu o lugar em perigo, toca de retirar confiança a um seu colaborador.
Não é demais repetir, que este jornal, tal como o D.N. são pertença de um destacado socialista, de nome Joaquim de Oliveira.
E isso não diz nada, mais envolvendo o PM ?
Recordam-se das escutas a A. Vara ( que até mete cunhas a Mário Lino !) e na qual eram abordados casos da Comunicação Social, o que nunca foi desmentido ?
Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele.
 
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George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 8:04 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
SALAZAR AFINAL SEMPRE TEVE RAZÃO
NoReply (seguir utilizador), 1 ponto , 10:53 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
"Cada Povo tem o Governo que merece"
Esta frase resume a essência da mais simples das verdades. O descaramento, o arrojo, a impertinência, a arrogância e a prepotência com que o Partido Socialista assumiu em 2005 as rédias de Portugal, materializadas no "Habituem-se!" proferido pelo guru rosa, conhecem a cada dia que passa novos expoentes de grotesco surrealismo. Este PM é produto de uma conjugação única de factores que lhe permite pavonear-se perante todos nós com a certeza que NINGUÉM ousará insinuar sequer que "O Rei vai nú!", pois nesse caso está lixado (com F grande) pá!
Inexorávelmente vai afastando as vozes que o incomodam, apoiado naquela que os Americanos chamam de "Golden Rule - Who has the gold makes the rule!", pois numa altura em que o Estado DÁ milhares de milhão a quem lhe apetece é muito difícil estar contra "His masters voice".
Todos sabemos isto, é patente ... está perante todos nós, mas aceitamos com bonomia estes tiques de autoritarismo nervoseiro, pois neste trauliteirista estado das coisas "Quem pode MANDA!".
Pessoalmente acho divertido ver a quantidade enorme de gigantescos sapos que são engolidos diáriamente em frente às câmaras de tv, por todos os que mesmo achincalhados não desistemm de estar presentes no beija-mão (com um máximo digno do Guiness protagonizado por Santana Lopes e a sua condecoração).
É assim amigos ...
Quem quiser continuar a mamar ... tem de o gramar.
Entretanto vamos esperar pelo tal "inquérito" da ERC ...
E vamos rindo !!!
 
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userEX105252 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:11 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
JN-A voz do dono
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 11:08 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Este arroz não está mau,mas tem água a mais.O JN já foi um grande Jornal,com bons profissionaise prestou um grande serviço á Regionalização.Quando foi vendido aos negociantes do futebol o cifrão passou a ser a bússola do patrão e obrigatória para quem lá trabalha ou colabora.O Governo de Sócrates chantageou sempre os meios de comunicação com a publicidade das Empresas públicas e em tempo de crise já se sabe como é.Depois da Moura Guedes faltava o Mário Crespo.E o Sócrates, na sua boçalidade que já vem das aldrabices académicas,está-se nas tintas se á mesa do restaurante e com os ajudantes de campo conversa sobre aqueles de quem não gosta.O JN censurou e virou a voz do dono.E quando isso acontece o melhor é o leitor mudar de quiosque.
 
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Extraordinário texto!
Rafael Chust (seguir utilizador), 1 ponto , 11:28 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Apenas pretende deixar os meus parabéns pelo extraordinário texto de Daniel Oliveira, pela sua objectividade, imparcialidade e acutilância, algo que se vai tornando cada vez mais raro neste País.
 
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Censura!
LMartins (seguir utilizador), 1 ponto , 12:17 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Pavoneiam-se nas comemorações da républica mas vão-se distanciando dos seus ideais...
O JN/DN já morreram como jornais (mais o segundo) e são agora distribuidores de publicidade, se lhes faltar o suporte estatal passam a ser distribuídos com "A dica da semana". Já deviam ter recebido o "tal telefonema"...
Obrigado ao Expresso por existir!
PostScriptum (por extenso, para que não haja confusões) Nas próximas eleições votem! E se houver uma manifestação a favor da liberdade de expressão... participem!
 
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o rodopio das estrelas
lxjoao (seguir utilizador), 1 ponto , 12:27 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Não obstante o respeito que tenho pelos seus programas, nomeadamente a grande reportagem semanal à qual empresta a voz, não posso deixar de ficar confuso com o panfleto do M Crespo. Se cada vez que se diz uma piada numa conversa privada, seja ela num restaurante, tivesse que se fazer grande caso, mobilizar ERC, sindicatos de jornalistas e gritar como virgens ofendidas, não sairíamos disto. Lembro por exemplo de ter comentado à mesa de um restaurante (aquando do watergatezinho do Público) que do meu ponto de vista "o velhote anda louco, paranoico" (refiria-me a Cavaco). Devia ter sido preso por isso ? Gosto da SIC Noticias porque assume a suas posições editoriais. Pelo menos avança sem máscaras. Aqui, o Sr. Crespo precipitou-se a mandar para a praça pública factos inverificados(?-viva a proteção das fontes que permite tudo e mais alguma coisa!) Cita nomes, mas tem o reflexo corporatista de proteger o nome do "executivo da TV". A crónica "censurada" vai direitinha para o site do PSD, e nem sabe como, nem protesta. Está a construir "um caso" à volta da SUA pessoa, o que é pouco elegante (bem sei que no 4º poder em rodopio a fama faz por vezes perder a cabeça dos egos superdesenvolvidos, mas... Um pouco de modéstia, e menos corporativismo por favor ! Se tivesse a oportunidade de seguir a actualidade aqui em França, veria como Sarkozy, que aí tanto veneram, pôs a televisão de joelhos. Aqui sim, é desprezo oficial.
 
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Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 14:03 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
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CaLoPeSi (seguir utilizador), 1 ponto , 15:51 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
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Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: o rodopio das estrelas    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 23:34 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: o rodopio das estrelas    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 11:22 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: o rodopio das estrelas    Ver comentário
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:45 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: o rodopio das estrelas    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 15:20 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
Pressões
Leiki (seguir utilizador), 1 ponto , 13:18 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Manda quem pode e obedece quem não é parvo.
É ao que chegou a nossa democracia.
 
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Sem Confusão......nem STRESS
lai gonçalves (seguir utilizador), 1 ponto , 15:04 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
DANIEL OLIVEIRA, gostava de 1 resposta muito direta,
Acha SORATES estupido, ao ponto de ter esta conversa?
ACREDITA, nestas noticias, a 100%?
Por favor, se puder, diga sim ou não, aqui ou no EIXO DO MAL. Obrigada
BOA TARDE
 
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    Re: Sem Confusão......nem STRESS    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 2 pontos , 19:41 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: Sem Confusão......nem STRESS    Ver comentário
Daniel Oliveira (seguir utilizador), 1 ponto , 18:50 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Errada porquê?
brit55 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:38 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Honra seja feita ao Director do JN! Quis confirmar, antes de publicar! Não basta a palavraq de um interessado na coisa, para que essa verdade seja absolutamente fidedigna. No geral a notícia até pode ter por base algo que aconteceu...mas basta um pormenor não se ajustar ao relatado para o alcance e intenção do comentário poder ter natureza diferente da pretendida por Mário Crespo. E parece-me por outros relatos que já li que há exagero e grande! Seria por ser conveniente a "coisa" ter surgido, por dar jeito para o marketing gratuito?
Tanto mário Crespo como Daniel Oliveira exageraram, no conteúdo da coisa, no alcance e procuraram proteger os interesses da corporação. Ambos têm espírito de Câmara Corporativa...
 
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    Re: Errada porquê?    Ver comentário
Thin-Twin (seguir utilizador), 1 ponto , 0:11 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: Errada porquê?    Ver comentário
brit55 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:36 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: Errada porquê?    Ver comentário
Thin-Twin (seguir utilizador), 1 ponto , 14:49 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
O Daniel escreve bem...
Barão Wäss Füdder (seguir utilizador), 1 ponto , 18:02 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
... e, do ponto de vista formal, esta crónica também é boa.

Infelizmente, parte do pressuposto - errado - de que Mário Crespo escreveu um artigo de opinião.

Admito que se trata de um artigo, mas não de opinião. O que Crespo escreveu não passa da notícia de um suposto acontecimento, em que por acaso ele era (?) actor ausente, logo interessado.

Estando previsto o lançamento de um livro de sua autoria na próxima semana, este foi também um oportuno exercício de marketing. A Zita Seabra agradece.

Já agora, quem vai apresentar o livro é o dr. Medina Carreira.

Não há dúvida: "O inimigo do meu inimigo, meu amigo é".
 
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SERÁ POSSIVEL?
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 19:26 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Só quem não conhecer as qualidades jornalisticas de MC, é que poderá pôr em dúvida uma noticia destas. Mas, se não bastar, então bastará os antecedentes do 1º Ministro, de que MMG e o Jornal Nacional, são um excelente exemplo.´
Também bastará, ler diariamente o JN, para saber as linhas com que se cose.
 
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- Os bombistas -
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 20:11 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010

Dr. Daniele,

Desde sempre falar dos outros, especialmente mal, é uma tentação a que poucos sabem resistir. Mas o que me atingiu mais no seu artigo e o facto de que o senhor teve as noticias "em segunda mão" e a sua afirmação: "ter-se socorrido de varias fontes". Deve-se entrar na vida dos outros com muita delicadeza e nas pontas dos pés. Se depois se chegar a lançar bombas, naquele momento a coisa mete realmente medo. Ainda pior se o boato se tornar do domínio publico.
O trabalho do jornalista consiste no dar informações com a máxima objetividade não deformando os factos de maneira alguma nem sequer procurando o sensacionalismo custe o que custar. Como nas relações sócias há regras, assim no jornalismo há de respeitar regras deontológicas, de que já não se afastar.
Sabe-se bem que a gente tem fome de notícias, sobretudo escandalosas, mas servir a privacidade de uma pessoa à curiosidade pública é grosseria. Apetece-me dizer que tais jornalistas deveriam ser riscados da ordem profissional.

Boa Noite, Portugal!

António
 
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