Com a agravante de que, desta vez, o Primeiro-Ministro que abandona o barco, Herman van Rompuy, já era o substituto de um Primeiro-Ministro demissionário. Que tinha demorado qualquer coisa como um ano para formar governo. Com a agravante que a coligação que governa a Bélgica está por um fio. Com a agravante que a própria Bélgica está por um fio, que tem sido segurado por pessoas como Herman van Rompuy.
É certo que um homem capaz de renegar um compromisso eleitoral do seu próprio partido para evitar a divisão do país - não estou a exagerar, é isso que está em jogo com a cisão do círculo eleitoral Bruxelles-Halle-Vilvoorde
- demonstra ter o estado de espírito necessário para presidir ao Conselho Europeu. Mas caramba, não havia outro apagadinho que fizesse o serviço? Sei lá, o Juncker, o Balkenende? E se queríamos mesmo belgas, o Verhofstadt? E se tinha de ser um belga do PPE, o Dehaene, o Martens? Com tanto por onde escolher, tínhamos mesmo de ir rebentar com o governo belga? Já não bastava a borrada que tínhamos feito em Portugal? Não aprendemos mesmo nada.