A China acusou hoje o Dalai Lama de ser o mentor das manifestações contra a presença chinesa do Tibete que, segundo informações avançadas pelo governo tibetano no exílio, já provocou cerca de 100 mortos.
No exílio desde 1959, o chefe espiritual dos tibetanos refutou as acusações, mas declarou que abandonaria funções se a situação no território degenerar. "Se as coisas escaparem a todo e qualquer controlo, a única solução para mim será a demissão", afirmou o Dalai Lama, numa conferência de imprensa realizada em Dharamsala, no norte da Índia, onde está instalado o governo tibetano no exílio.
Segundo o chefe do executivo tibetano, Samdhong Rimpoche, o Dalai Lama "deixará de ter condições para conduzir o povo tibetano se este não for capaz de travar um combate não-violento".