13/02/2012 atualizado às 22:00

Cultura: Viseu acolhe A_gosto da cidade a três tempos a partir de sábado

Viseu, 05 Ago (Lusa) - Discutir, pensar e reflectir Viseu, é o grande objectivo da Associação Cultural Amarelo Silvestre e do Projecto Património - Empório, que arrancam sábado com um conjunto de actividades que promete trazer à cidade um A_gosto diferente.

17:31 Quarta feira, 5 de agosto de 2009

Viseu, 05 Ago (Lusa) - Discutir, pensar e reflectir Viseu, é o grande objectivo da Associação Cultural Amarelo Silvestre e do Projecto Património - Empório, que arrancam sábado com um conjunto de actividades que promete trazer à cidade um A_gosto diferente.

Porque a cidade é de todos e para todos, a Associação Cultural Amarelo Silvestre e a Projecto Património - Empório decidiram dar as mão e tentar surpreender Viseu, "tentando re-acordar memórias através da partilha, ao mesmo tempo que se ouvem novos desafios".

"A ideia é não deixar que tudo se esgote em pouco tempo, aproveitando as iniciativas através do tempo", explicou o dirigente da Amarelo Silvestre, Fernando Giestas.

A primeira iniciativa arranca este sábado com a abertura da cápsula do tempo - uma espécie de arca/baú - que será colocada na sede da Empório, na Rua Silva Gaio.

A cápsula "estará aberta a qualquer pessoa que queira deixar uma fotografia da sua casa, das ruas que percorre. Poderá depositar um desenho, uma carta ou até uma lista de compras, algo com que se identifique em 2009".

Uma memória de hoje depositada numa cápsula, que só será reaberta em 2014, altura em que o seu conteúdo será tornado público através de uma plataforma on-line, depois de cinco anos de maturação.

"A ideia é que um suposto arquivo morto ganhe vida cinco anos depois, com pedacinhos da cidade que afinal não queremos deixar passar, nem esquecer", explicou Fernando Giestas.

A cápsula do tempo será selada a 29 de Agosto, o mesmo dia em que "vamos questionar e reflectir a cidade de Viseu, estando na cidade, ouvindo quem faz a cidade e quem é a cidade".

O dia começa com um piquenique de reflexão e discussão no Parque Aquilino Ribeiro, que promete devolver-lhe vida e movimento.

"Apesar de estar localizado num sítio tão central, o parque está fechado à cidade e cheio de mitos negativos. Pretendemos sentar-nos e, no fundo, fazer dele algo vivo", acrescentou.

Segue-se um percurso a pé pelas ruas da cidade até à Casa da Boneca, "um lugar simbólico que atravessa gerações".

"Pretendemos ouvir o Viseu dos seus proprietários, pois é preciso ouvir quem cá está há alguns anos e tem muito por contar. É preciso parar um bocadinho para ver e ouvir as pessoas que fazem a cidade há décadas", frisou.

Ainda no mesmo dia, tempo para se ouvir Vítor Tavares dissertar sobre a dicotomia entre lugares e não lugares.

O jovem, natural de Cinfães, que desenvolveu o conceito de não-lugares, partilhará ainda imagens de não-lugares, através de uma projecção multimédia.

Entre 16 e 29 de Agosto, será possível descobrir três obras de José Crúzio, n'O Lugar do Capitão.

O dirigente da Amarelo Silvestre referiu que ao longo das iniciativas de A_gosto da cidade será feita uma recolha de material, com o qual "futuramente (talvez) se possa apresentar uma obra".

CMM.

Lusa/Fim

Lusa
Palavras-chave  Cultura
Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
PUB
 
Email
O Expresso no
PUB




Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
Grupo ImpresaACAP