13/02/2012 atualizado às 1:11
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Culpem o país do costume

A pequenez de Chávez vê-se quando o Presidente venezuelano usa o Haiti para criticar os EUA. Mas a situação torna-se ainda mais preocupante quando a França o secunda.

(www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 27 de janeiro de 2010

Não surpreende - porque nada nele surpreende - que Chávez tenha vindo acusar os EUA de estarem a ocupar militarmente o Haiti. Já espanta um pouco que os seus amigos em Portugal não tenham uma breve palavra de condenação dos seus dislates. Mais espantoso é que os franceses tenham afinado pelo mesmo diapasão, através do seu ministro para os assuntos humanitários, um senhor que responde pelo nome de Alain Joyandet.

A França, antiga potência colonial, devia agradecer às Forças Armadas do Brasil, ao serviço da ONU e aos próprios militares americanos o facto de, bem ou mal, terem prontamente feito o que podiam. Mas o Eliseu, apesar de mudar de inquilinos, mantém como constante uma sólida desconfiança das célebres 'ambições imperialistas' americanas, mesmo quando na Casa Branca está aquele que é (foi?) a esperança da Europa, Barack Obama. Paris não se comove com mudanças e lança culpas para cima do país do costume.

Um pouco mais de seriedade ficaria bem a este grande país europeu, que ao invés de disparar críticas deveria ter sido o grande impulsionador da ajuda europeia.

De resto, o que se passa no Haiti é, uma vez mais e infelizmente, a prova de que a comunidade internacional é ainda muito incipiente quando se trata de agir. Ao contrário da grandes retóricas, quase ninguém parece confiar em ninguém. Em breve Port-au-Prince será esquecido, como o foi sempre o Haiti. Salvo quando, como em 1801, os seus habitantes pensaram que a célebre liberdade e igualdade da Revolução Francesa também se aplicava a eles. Mas Paris, a Europa e os EUA trataram de lembrar-lhes que há coisas que não são para ex-escravos.

Justiça para Santana


Entendamo-nos: o facto de muita gente achar que Santana Lopes foi mau governante não pode servir para criticar a condecoração que recebeu esta semana.

A democracia tem regras. Uma delas é reconhecer o esforço dos seus legítimos servidores. Ainda que os cidadãos preferissem outra pessoa e outro modelo.

Orçamento


Já toda a gente percebeu de que forma vai passar o Orçamento do Estado: com a abstenção do PSD e, provavelmente, com votação idêntica do CDS.

Mal o Parlamento fica sem maioria, refaz-se o chamado 'arco governativo'. Sem uma esquerda que queira governar, resta ao PS escolher qual a direita que privilegia. E esta, em nome da pátria, vê-se obrigada a alinhar.

Texto publicado na edição do Expresso de 23 de Janeiro de 2010
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O livre antagonismo de opiniões é salutar !!!
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 0:29 | Quarta feira, 27 de janeiro de 2010
Quanto 1º. ponto: não me pronuncio.

Justiça para Santana: no mínimo é cinismo e hipocrisia de ambas as partes, quer de Cavaco Silva quer de Santana, depois de tudo o que foi exageradamente dito por CS que contribuiu com trunfos (com má moeda e outras) para a demissão que estava em "standbye" ter argumento de ser acelerada, por tudo isso, a condecoração aos olhos das pessoas politicamente informadas, tudo foi muito ridículo e sem explicações plausíveis.

Orçamento: Se o Orçamento de Estado para 2010 está inserido em 2 canetas, por ironia das ironias, para toda a oposição, ao fim e ao cabo sempre se aproveitará alguma coisa de válido depois da aprovação final.

Claro, estou a falar das "canetas", também chamadas na gíria de pernas, que andaram para trás e para a frente, nas passeatas do caminho até Palácio de São Bento, para dirimirem razões, apresentarem projectos, traçarem objectivos, na tentativa do toma lá dá cá, mas só uma das coisas ficou num dos lados depois de tantas reuniões, discussões, apontamentos, discursos, entrevistas em directo na TV para ficarem bem na fotografia, pois é, não gosta de maiorias absolutas, mas ofereceram-na de mão beijada ao governo, ao deixarem-no com todas as responsabilidades por inteiro do Orçamento de Estado para 2010, porque abateram-se ou votam contra para no futuro se ilibarem perante o eleitorado.

Esta é que é a REALIDADE NUA E CRUA.

Responsabilidades da oposição, fizeram como o Zé Povinho, UM VALENTE MANGUITO.

 
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Quem se atreve a falar mal de Hugo Chavez
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:08 | Quarta feira, 27 de janeiro de 2010
Aquilo que o no Editorial se chama "dislates", Chavez chama acções de esquerda a favor do povo e aí atrapalha o os fieis das esquerdas.

Nem precisamos e ir tão longe, basta pensar que de Mugabe à Coreia do Norte existe um silencio envergonhado de toda a esquerda.

Desde sempre, o jornalista brasileiro Arnaldo Jabor, grita aos quatro ventos que Chavez vai arruinar a Venezuela e irá tomar a tradicional fuga em frente da América Latina: a guerra com os vizinhos e que irá arrastar o Brasil.

Até Mário Soares, quando lhe "cheirou" a interesses (não digo que sejam pessoais), enalteceu os aspectos "positivos"... só.

Sobre o Haiti, pelo vosso comentário a culpa cai "exclusivamente"(situação anterior ao sismo) sobre os mesmos. Não acham um pouco de paternalismo, assim, como dizer, levemente... racista.

Sobre a medalha do Santana Lopes: mas ainda há alguém que dê importância a esse folclore?

Na aprovação do Orçamento: mudar para quê? Hoje são eles, amanhã somos nós.

 
 
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CHÁVEZ, CHÁVEZ, CHÁVEZ..., Chávez...
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 10:24 | Quarta feira, 27 de janeiro de 2010
Porquê tanto ódio ao Chávez? E sempre dos mesmos.
Então, porque se queixam, que há quem acuse sempre os americanos?
A Razão é simples. É porque, mesmo atrás de muita demagogia e erros, o Presidente venezuelano, vai servindo o seu povo, o mais pobre; e, quando isso acontece, americanos e lacaios europeus, não gostam, porque o que ele diz, é verdade. Só um cego, não quer ver, que os EUA, neste caso concreto, á custa de uma acção humanitária que se impunha, e por diversas razões, mais a eles do que a outros, incluindo a própria França, fizeram uma autentica invasão militar e respéctiva ocupação, conforme ficará demonstrado num futuro próximo, com o estabelicimento de um governo pró, ou em género ou este preso por chantagem económica. Para lá irão bases militares, para controlo de Cuba e Venezuela e outros países sul-americanos, que normalmente têm politicas independentes em relação aos EUA. É o imperialismo capitalista, na sua expressão máxima.
Agora pergunto: queriam que a Coreia-do-Norte, ajudasse? Ou Mugabe? Ou que eles condenassem, o que está á vista de toda a gente? Muito, já fazem alguns países, sem poderem. Secalhar, fazemos mais nós portugueses, do que os americanos; fazêmo-lo por amor ao próximo e sem pretensões hegemónicas.
 
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As culpas do costume
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 19:59 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Para os autores as culpas do país do costume, não devem ser nenhumas, colocando-se ao nível dos Chávez deste Mundo e daqueles que por dá cá aquela palha, resolvem arranjar nos outros os bodes expiatórios dos seus abusos. Mas, se a condenação e a culpabilização chaviana é disparatada, o elogio aos militares americanos e à ocupação do Haiti é vergonhosa, porque se o território fosse rico em petróleo, se as multinacionais americanas ali pudessem sacar riqueza, poderiam estar certos que não haviam tonton macoutes, não sei se é assim que se escreve, nem Duvaliers e Aristides a governar o país, ocupava-se defiinitivamente, enforcava-se o malandro, os iraquianos sabem disso, e o democrático problema estava resolvido. Quanto à condecoração, numa chaviana manifestação de repulsa, ainda bem que não corro o risco de ser medalhado, porque se há coisas que não se compreendem, justamente, é a atribuição a Santana Lopes, depois de ter sido corrido pelo Sampaio da fórma que foi. E sou daqueles que Santana faz falta à democracia tal como outros portugueses que nunca hão-de ser condecorados. No que respeita ao tema orçamento, não existem acordos, nem nada que se pareça, foram todos "condenados" por Cavaco a aprová-lo e como meninos bem comportados os do PSD foram ao beija-mão e disseram que não criavam problemas, o CDS estrubacha e abstém-se porque convém e os outros votam contra por não terem nada a perder. Termino, voltando ao início, a comunidade internacional age quando lhe dá jeito.
 
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    Re: As culpas do costume    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 20:50 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
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