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Crise? Que crise?

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:01 Quinta feira, 24 de dezembro de 2009

De repente, parece que acordaram todos para a situação de iminente descalabro nas contas públicas. As notícias que vêm da Grécia - onde o Estado está à beira da falência e o povo à beira da guerra civil - tiveram o condão de pôr algumas cabeças finalmente a meditar sobre a origem e os limites dos dinheiros públicos. Uma ilustre plateia de economistas reuniu-se expressamente para acusar de "mentiroso" o ministro das Finanças e apelar ao corte radical da despesa pública, isto é, dos gastos com os funcionários ao seu serviço.

Infelizmente, porém, não lhes ouvi uma palavrinha sobre a necessidade de cortar também nos "negócios de regime" com os fregueses do costume. E, apesar de entre eles estar o presidente da União de Bancos, também não se lhes ouviu um lamento sobre os 4 mil milhões de euros que o Governo já espetou no BPN e mais os outros milhões que se prepara para dar aos clientes do BPP que apostaram no lucro fácil e acabaram por cair facilmente na tramóia que o banco lhes montou (e que agora, nós, os prudentes, temos de pagar com os nossos impostos). Aliás, era antes, quando o BPN e o BPP andavam por aí a oferecer juros mirabolantes e "retornos garantidos", que teria sido saudável escutar uma palavrinha de aviso da ilustre plateia. Afinal de contas, para que servem os economistas? Hugo Chávez disse em Copenhaga que, se o clima fosse um banco, já estava salvo. Tem toda a razão: a União Europeia propunha-se dar 2 mil milhões de euros por ano para ajudar todos os países subdesenvolvidos a adoptarem medidas de contenção da poluição atmosférica. O dobro disso deram os contribuintes portugueses, em menos de um ano, para salvar o BPN e não se vê ainda o fim do regabofe.

É fácil aconselhar o corte na despesa com o funcionalismo. Fácil e talvez inevitável, no ponto a que isto chegou. Mas essa não é a única despesa "não virtuosa" do Estado. Há mais e pior. Estamos em crise económica porque o crescimento é incipiente e estamos em crise financeira porque o Estado gasta mais do que tem. Uma e outra coisa têm a mesma origem: a economia só arranca quando é o Estado a empurrar e, à força de empurrar, o Estado está falido.

Mas há também o reverso da medalha e felizmente que nem todos estão pessimistas. Jerónimo de Sousa, por exemplo, afirmou com veemência que se recusa a aceitar a "fatalidade" da crise financeira. Eu também gostava de recusar, mas não sei como se faz: vê-se a tempestade a avançar no horizonte e enfia-se a cabeça na areia com a esperança de que ela passe por nós sem nos ver? O que nos trouxe até aqui e agrava a nossa situação é justamente esta confluência ideológica entre os nossos capitalistas e os nossos comunistas: todos acreditam que a generosidade dos dinheiros públicos é um direito natural e um recurso inesgotável.

Crise? Sim, mas devagar. Os velhos hábitos demoraram séculos a entranhar-se e não são para largar assim do pé para a mão, só porque há para aí uns organismos internacionais que se puseram a olhar para as nossas contas e não descobriram como é que vamos conseguir pagar as dívidas sem uma violenta inversão dos nossos hábitos culturais ancestrais. Nestas alturas, não há nada como o patriotismo para enfrentar os "estrangeiros" e a crise - como o autarca de Paredes, que vai gastar pelo menos 1 milhão de euros a erguer um mastro com 100 metros de altura, no topo do qual, flutuará, invencível, a bandeira nacional a lembrar os 100 anos de República. Ou como os autarcas de Lisboa e de Oeiras, que descobriram uns milhões sobejantes (parece que com o auxílio de empresas públicas) para roubar os aviõezinhos ao Porto, porque já o Rock in Rio (onde a CML gasta uns milhões largos a favor do negócio daquele brasileiro esperto) lhes parece pouco.

O próprio Governo dá o exemplo de que as coisas não são assim tão más. Em troca do voto dos deputados da Madeira ao terceiro orçamento do ano e talvez ao próximo, o dr. Jardim lá foi autorizado, uma vez mais, a endividar-se para lá do que ele pode pagar e nós estaríamos dispostos a pagar. Sentado em cima da segunda região mais rica do país (e a única que aumentou o rendimento per capita nos últimos anos), o dr. Jardim é um mestre na arte de "governar": "O quê, vocês fizeram as contas mal aí no continente, e agora precisam de autorização para se endividarem mais? Ah, como eu os percebo! Ora, autorizem-me aqui os meus 80 milhões a mais e eu dou ordens aos meus rapazes aí no vosso Parlamento para votarem tudo o que o Governo daí quiser. E, depois de ter cá o meu dinheirinho, preparem-se para ouvir o que eu tenho a dizer sobre esses ladrões dos socialistas!".

Confortado com a solidariedade do Big Spender insular, José Sócrates por aí andou esta semana a prometer mais e mais, se o deixarem governar. Inaugurou qualquer coisa irreversível desse grande e ruinoso projecto chamado TGV, que, ao que parece, é um imperativo constitucional ou um sinal da existência pátria, tão importante como a bandeira do autarca de Paredes ou o Mundial de Futebol a que o dr. Madaíl nos candidatou sem pedir a opinião a ninguém (e ainda há aquele eterno presidente do COI, que não descansa enquanto não nos impingir uns Jogos Olímpicos). Em Beja entre camaradas, Sócrates regressou a outro imperativo constitucional, tão ruinoso como construir comboios de luxo para passageiros inexistentes: a sagrada regionalização, esse radioso amanhã que canta na cabeça de cada cacique partidário do "Portugal profundo".

Anunciou que as regiões vão ser cinco - para grande desgosto da gente local, que contava com mais uma sexta, com capital em Beja. Pena que não tenha tratado o assunto a sério, acrescentando, por exemplo: "As regiões são cinco e para elas eu vou dar um TGV, meio aeroporto, dois BPN, seis Air Bull Race e 400% da dívida acumulada da Região da Madeira. E esse dinheiro vou buscá-lo a... a... a Bruxelas. Bem, enfim, não todo, claro, algum há-de vir das pensões, dos salários dos funcionários públicos (excepto os dos professores, porque já estarão todos no topo da carreira), ou talvez se possa até prescindir de um dos submarinos, agora que o CEMGFA acaba de declarar que nem sabe o que há-de fazer com o primeiro deles, que chega já para o mês que vem. Também podemos vender a Caixa, a TAP, as Águas, o que sobra da Rede Natura e da Reserva Ecológica, e podemos vender a Portela às low cost - que, aliás, já são quase donas daquilo. O dinheiro não é problema: o país é que não pode parar!".

Há duas maneiras de governar os países: a grega e a outra. A nossa é a grega e, acreditem, acaba sempre mal.

Texto publicado na edição do Expresso de 19 de Dezembro de 2009

 

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A Grécia e a Irlanda
userEX113852 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 0:33 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
Passamos anos e anos, dias e meses a ouvir cantar loas à Irlanda e a dizer que já fomos ultrapassados pela GRÉCIA!

Agora dizem-nos de há duas maneiras de sermos governados: A grega e a outra.

Poderemos ir a caminho da falência, (parece que Irlanda e Grécia estão à beira do abismo, será que irão dar um passo em frente?), mas nós pelo menos ficaremos com as auto-estradas, é que nestes dois países não há ou quase que não há!
Miguel Baía
 
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Crise? Que Crise?
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:08 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
Até estamos em vespera de Natal e cheio de boa vontade paz e amor. Anda por aí muita gente intelegente que ainda não percebeu, não percebe nem nunca vai perceber o que são sacrifícios e ainda bem, mas gostam de falar deles como sendo os mais entendidos. Fazer obra não é de todo gastar dinheiro. Pedir emprestado para por um filho a estudar, desde que ele aproveite, um dia terá o seu retorno e com juros. No caso colectivo português é de todo o melhor caminho, porque ou se faz obra ou se gasta o dinheiro em festas e foguetes. O Salazar ainda o poupou apesar de ter deixado tudo por fazer e sabemos todos no que deu. Depois sempre temos a possibilidade de resolver o problema, não cortando o financiamento à Madeira, mas sim pondo-a à venda com o Jardim. Sei que neste momento a Inglaterra não está melhor que nós, mas que diabo deve haver por aí algum Magnata do petróleo que se interesse pelo negócio. Sei que só resolverá o problema temporário, porque não tarda voltaremos ao mesmo, mas enquanto o pau vem e vai folgam as costas. Se alguém já está a pensar nos Açores, talvez o Continente seja o último a ser negociado, se não for pelos filhos será pelos netos, com os nossos hermanos conseguindo desta forma o que não foram capaz em Aljubarrota. Já agora a avaliar pela quantidade de pessoas com os carrinhos cheios de prendas que saíem dos Supermercados, gostava que alguém me apresentasse essa senhora.
 
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concordo
jmosimoes (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 19:21 | Domingo, 27 de dezembro de 2009
Augusto Rosa

assim não vai para ministro tem muitas medidas que afectam o grande capital
 
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O Beijo da Morte
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 4:58 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
Quem parece que finalmente acordou para a governação Sócrates é o senhor Miguel Tavares.

Acordou mas ainda está estremunhado porque a pintura é muito maior do que diz.

Desperte, homem, como a Branca de Neve, com o beijo do casamento gay.
 
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OH Miguelzito
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:18 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
Já te tinha dito que o Zézito é traquinas, e que só faz o que realmente lhe dá na gana.
Ele tem horror aos pobres por isso enriqueceu muito rapidamente assim como a sua formação está a sua governação.
E esta heim!
 
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    Re: OH Miguelzito    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:38 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
    Re: OH Miguelzito    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:51 | Sábado, 26 de dezembro de 2009
DIAGNÓSTICO SEM CURA ?!
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 11:35 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
Considero mau jornalismo, em artigos de opinião, fazer o diagnóstico de uma situação e não apontar objéctivos e o respéctivo caminho para alcansá-los. Mas também o seu diagnóstico não está muito correcto, quando mete no mesmo saco, as posições de JS e da direita portugusa.
Sr. MST; habituei-me desde á muitos anos, a apreciar o seu jornalismo, tal como apreciava o do seu distinto e saudoso progenitor, mas, por vezes, não compreendo a sua aparente ignorância, sobre o que é o discurso da esquerda e o que é o da direita. E, isto, no caso do que ao investimento público diz respeito, é gritante; então, o problema, não está na origem do poder de investimento? Seja, na origem do dinheiro. Ignora o sr. MST, que a direita, quer investimento com dinheiro dos impostos, a que ela própria foge, sendo portanto sustentados pelos trabalhadorres que a eles não podem fugir? Enquanto que a esquerda, deseja utilizar as mais-valias criadas por empresas que deviam estar nas mãos do estado, fazendo assim uma distribuição da riqueza, de uma maneira mais justa? E para isso, bastava a Banca Nacional, estar nas mãos do estado; já nem se fala, de outras empresas estratégicas. Olhe o investimento que poderia ser feito, sem cair no ridiculo da falência económica?!
Num país, onde a burguesia nacional nunca se soube governar, como muito bem o demonstrou em o Equador, se o Estado disposesse dos lucros da Banca , o que não poderia ser feito, quer em termos de infraestruturas, quer em apoio às PME?
 
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    Re: DIAGNÓSTICO SEM CURA ?!    Ver comentário
MisterXis (seguir utilizador), 1 ponto , 16:05 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
    Re: DIAGNÓSTICO SEM CURA ?!    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 19:41 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
Um saco com fundo
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:30 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
Pois é, o Estado está falido e os portugueses, habituados que estão a pendurar-se nele, não gostam muito de ouvir falar disso. Acreditaram, face ao “facilitismo” reinante nas últimas décadas, que o dinheiro caía do céu (vulgo Bruxelas) direitinho a um saco sem fundo, talvez porque ninguém se tenha dado ao trabalho de lhes explicar que ele afinal saía do bolso de todos os contribuintes, portugueses e comunitários.

Mas está bom de ver que o saco tem fundo e que este se vê melhor agora devido a uma crise económica que levou à falência ou pôs em dificuldades tantas empresas, arrastou para o desemprego tantos milhares de portugueses e, consequentemente, provocou a drástica redução das contribuições pagas ao Estado.

Dadas as circunstâncias, resta-nos esperar que o Natal seja o melhor possível. E que sirva ao menos para pormos as ideias em ordem.

(Ainda bem que está de volta à grande informação. Gostei muito da reportagem do I.)

Conceição Pereira
 
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    Re: Um saco com fundo    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:43 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
só lá vai
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:59 | Sábado, 26 de dezembro de 2009
Isto em Portugal só lá vai com uma grande caçada aos primatas. A época parece que abre agora em Janeiro. Não só relaxa como selecciona. É tiro e queda!
 
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Crise? Que crise?
crise (seguir utilizador), 1 ponto , 21:31 | Sábado, 26 de dezembro de 2009
Não há crise mas querem criá-la.
 
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REGIÃO AUT.DE PORTUGAL parte 1
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Domingo, 27 de dezembro de 2009
RECEBI À DIAS ESTE EMAIL
NÃO SERIA MELHOR SERMOS NORUEGUESES ?? AH AH

Assunto: Noruega... para pensar !

      'Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e
> acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte
> significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos
> filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um
> ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos
> por gravidez.'
>
>
> 'A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o
> maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos
> sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS
> limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e
> estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas
> «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros.'
>
> 'É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na
> Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o
> cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de
> seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património
> a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem
> anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao
> combate à fraude económica.'
      'Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os
> empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para ...
 
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    Re: REGIÃO AUT.DE PORTUGAL parte 1    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 10:11 | Segunda feira, 28 de dezembro de 2009
REGIÃO AUT.DE PORTUGAL parte 2
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 11:41 | Domingo, 27 de dezembro de 2009
nos ensinar. E, já agora, os políticos.
> Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país,
> afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta
> cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se
> ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de
> dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro
> às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses
> fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão
> maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos
> verdadeiramente importantes.'
>
> 'Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do
> país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da
> gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade.
> Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba,
> não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da
> capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa.'
>
> 'Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos
> seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram
> de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimos por mês para que
> estes joguem à bola.
> Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses
> que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha

 
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    Re: REGIÃO AUT.DE PORTUGAL parte 2    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 3:26 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
REGIÃO AUT.DE PORTUGAL parte 3
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 11:52 | Domingo, 27 de dezembro de 2009
acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à
> «social-democracia nórdica».. Ao tempo para viver e à segurança
> social.'
> 'Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos
> precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos
> escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do
> «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e
> subsídios.'
>
> É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós.
> Seria meio caminho andado para nos civilizarmos

JÁ AGORA UMA CONTRIBUIÇÃO EM JEITO DE NOTÍCIA

DIRECTAMENTE DO FUTURO

(TSF 7/2011)
PORTUGAL DECIDE EM REFERENDO PASSAR A REGIÃO AUTÓNOMA DA NORUEGA

(PUBLICO 1/2012)
APÓS O FERERENDO DE ADESÃO AGUARDAM-SE PARA AMANHÃ ALTERAÇÕES PROFUNDAS NOS SALÁRIOS E IMPOSTOS

(RTP 1/2012)
  ÚLTIMA HORA
 
SALÁRIO MINIMO 800 EUROS (INCLUI 200€ DE REND DE ACTIVIDADE)

NOVO QUADRO SALARIAL , FISCAL E S.SOCIAL

»»»»»» IRC »»»»»»»

.10% ATÉ 100.000€ DE RESULTADOS , 20% PARA MAIS

»»»»»»» SEGURANÇA SOCIAL »»»»»»»

  TAXA SS PATRONATO............10% PARA 800€ DE SALÁRIO , PROGRESSIVO ATÉ 20%

TAXA SS EMPREGADO..........12% PROGRESSIVO , A 16% PARA SALARIOS DE MAIS DE 2000€

NOTA : OS 13º E 14º , SUBSIDIOS AOS SALÁRIOS OU ÀS PENSÕES SÃO DE 500€ ,
PARA TODOS OS ASSALARIADOS OU PENSIONISTAS GANHEM 800€ OU 5000€ (COESÃO SOCIAL), E ESTÃO ISENTOS DE CONTRIBUIÇÕES E DE IMPOSTOS

»»»»» IRS »»»»»»»

  ...
 
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REGIÃO AUT.DE PORTUGAL parte 4
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 11:59 | Domingo, 27 de dezembro de 2009
»»»»» IRS »»»»»»»

DE 10% A..... 50% (PARA MAIS DE 50.000€ ANO)

»»»»»»NOVO RENDIMENTO DE ACTIVIDADE»»»»»»

EMPREGADO ... 200€ REGRESSIVO ATÉ 50€

DESEMPREGADO... 300€ OU 350€ /400€(COM FILHOS A CARGO) O DESEMPREGADO TERÁ QUE PRESTAR 12 HORAS/SEMANA DE SERVIÇO CÍVICO OU FORMAÇÃO

NOTA: FIM DE TODOS OS OUTRAS PRESTAÇÕES (RENDIMENTO MÍNIMO , ABONO DE FAMÍLIA, ETC)

»»»»» IVA »»»»»

TAXA NORMAL ...26%
              TAXA REDUZIDA....13%

( TAXAS A REDUZIR ASSIM QUE AS CONTAS PUBLICAS PERMITAM)

»»»»»PENSÕES DE VELHICE»»»»»

MINIMA 400€ X 12 E MAIS 2 X 500€ (COESÃO SOCIAL)

MAXIMA (10 X) 4.000€ X 12 E MAIS 2 X 500€ (COESÃO SOCIAL)

»»»»»NOVO IMPOSTO DE MEDIA/TELECOMUNICAÇÕES»»»»»

TAXA..... 10% ( TAXA A REDUZIR ASSIM QUE AS CONTAS PUBLICAS PERMITAM)

»»»»»» NOVO IMPOSTO LUXO(CARROS , BARCOS , CASAS , ETC)

TAXA...... 20%

»»»»»» NOVO IMPOSTO ALCOOL »»»»»»

WISK , BRANDY , V.PORTO , LICORES ..................TAXA DE 4€ POR LITRO

CERVEJA , VINHO......................TAXA DE 4€ POR 5 LITROS

»»»»»INCENTIVO AO ARRENDAMENTO»»»»»

CADA SENHORIO PODE ARRENDAR ATÉ 10 APARTAMENTOS ISENTOS DE IMPOSTOS (COM TAXA LIBERATÓRIA DE 10%) ( PERMITE AO SENHORIO 43.000€ LIMPOS DE REND.ANO)

VALOR DA RENDA DEVE SER IGUAL OU INFERIOR A 50% DO SALÁRIO MINIMO.....VALOR .400€

O INQUILINO DEDUZ OS 4800€ NO IRS

»»»»»» INCENTIVO À NATALIDADE »»»»»»

 
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REGIÃO AUT.DE PORTUGAL parte 5(ult)
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 12:19 | Domingo, 27 de dezembro de 2009

»»»»»» INCENTIVO À NATALIDADE »»»»»»

CRIAÇÃO MASSIVA DE CRECHES ( PARA MIUDOS DE 1ANO A 5ANOS)COBERTURA 100%

MENSALIDADE PARA CRESCER E ESTUDAR

1 ANO AOS 10 ANOS ...............50€ MÊS (TODOS PAGAM)

11 ANOS AOS 18 ANOS(12º ANO)............0 (NADA) MÊS(PARA EVITAR ABANDONO)

FACULDADE + DE 18 ANOS .............50€ MÊS (PAGA QUEM FREQUENTA)

(RECORDO QUE TODO O CIDADÃO RECEBE ENTRE 50 E 400€ DE REND. UNIVERSAL)

VOLTEMOS À REALIDADE

COM UNS POLITICOS MAIS DECENTES E CRIATIVOS ATÉ PODIAMOS SER FELIZES , PORRA

ESTA REALIDADE SÓCIO-ECONÓMICA , MAIS OU MENOS AJUSTADA, MAS COM SENTIDO DE COESÃO , ERA BEM POSSIVEL

ESTRAGAVA-SE ERA O NEGÓCIO A QUEM VIVE DA JUSTIÇA, POIS OS CONFLITOS/CRIMES/PROCESSOS CAIAM PARA 1/3

E COM METADE DOS POLICIAS TINHAMOS O DOBRO DA SEGURANÇA

E AS PESSOAS PASSAVAM A TER MAIS AMOR NO CORAÇÃO E MENOS VIOLÊNCIA

SOU CÁ UM UTÓPICO!!!

VIVA ENTÃO O THOMAS MORE , CREIO TER SIDO UM MARINHEIRO PORTUGUÊS QUE O INSPIROU , NA SUA "UTOPIA "

BEM HAJAM

E QUE VENHA O PRIMEIRO FACTOR DE MUDANÇA LÁ PARA A PRIMAVERA , ESPERO RASGO E DESAPEGO DO PR

BOM ANO

 
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Clima Mediterranico
zoso68 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:41 | Segunda feira, 28 de dezembro de 2009
Vamos la ver as coisas em perspectiva... imagina-las no seu contexto.Estes artigos de opinião normalmente designados por colunas, ao invés do que visualizamos nas paginas online, quando vêm ao mundo na sua edição impressa, não são normalmente elemento central da pagina onde se inserem... são escalonados, ou melhor "escolunados" para as zonas mais limítrofes da já frágil página de jornal. O que já diz muito por si só.Cá por casa só 1 em cada 30 Portugueses comprar o jornal, razão que terá levado aquela famigerada revista de donzelas nuas a pôr um homem na capa...talvez assim os conteúdos centrais não fossem baixados na net.O que faz com que na realidade estes artigos de opinião quase não sejam lidos.Desta forma não creio ao contrario do que foi comentado que exista alguma obrigação de se apontarem soluções e caminhos num artigo de opinião.Mais, estou mesmo em crer que o autor terá enfrentado um trabalho babilónico para se lembrar de tantas minas uni-colectivas que possuímos (BPP,BCP,mundial ibérico, tgv, red bull, Alberto João) esquecendo-se apenas da Segurança Social, dos Recibos Verdes e do caso Face Oculta.Na verdade ao olhar para isto tudo vejo-me obrigado a "geografizar" esta crise no...no Mediterrâneo.Ou isto não vós cheira a Camorra?Ainda há quem diga que não somos banhados por ele. Este joguinho:rouba aqui, deposita ali, encobre acolá, deixa para amanha o que podes resolver hoje.Na verdade não entendo o que a Irlanda faz no meio desta conversa muito menos a Noruega.
 
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