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O culto da imagem adquiriu proporções de indústria e quase todos anseiam tornar-se famosos. Aqueles que já o são sentem-se no direito de exercer sobre os outros o poder do seu narcisismo para, assim, se manterem na crista da onda.
O Courrier Internacional de Setembro reuniu uma série de textos que provam que as celebridades gostam mais de si que as pessoas comuns e em que se exploram diversas facetas da exibição narcísica. Peritos adiantam estudos sobre esta noção psicológica surgida no século XIX com base na figura mitológica Narciso.
Paris Hilton, Tom Cruise ou Madonna todos têm maneiras diferentes de gerir a sua imagem ("Veja"). E de se tornarem déspotas com aqueles que os rodeiam. Estrelas também são os políticos, com as suas caprichosas formas de exercer poder. Olhamos de perto as personalidades do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e do primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi.
Mas nem só do presente emana Narciso. A incrível Elizabeth, Erzebet, mais conhecida por Sissi, rainha da Hungria, assassinada por um anarquista em 1898, tem um exército de fãs bem vivo que escreve quilómetros sobre ela na Internet e de que o jornal francês "Libération" dá conta. Não é novidade que o preço a pagar pela beleza pode ter contornos de tortura. A "Folha de S. Paulo" descobriu um oftalmologista que desenvolveu uma prática muito pessoal de mudar a cor dos olhos definitivamente. Perigosa também...
Já fora do capítulo da imagem, o Courrier oferece-lhe o retrato de um eternamente "hippie" polaco, Milo Kurtis, um protestante contra o cinzentismo. Conta-lhe como uma filipina viajou até Portugal para testemunhar a fé dos devotos de Fátima e mostra-lhe como Portugal é abordado pelo jornal britânico "Guardian" no que respeita aos melhores pontos do país para fazer investimentos imobiliários.
Durão Barroso continua na berlinda da imprensa internacional como dá conta um trabalho da revista alemã "Der Spiegel". O artigo desenvolve a teoria de que são escolhidos para liderar as instituições internacionais burocratas sem carisma por conveniência de chefes de Estado e de governo: Durão Barroso na Comissão Europeia e Ban Ki-moon nas Nações Unidas são dois exemplos.
Saiba como decorrem as obras no Palácio de Fontainebleau, nos arredores de Paris, e tome nota de que terá de fazer a sua visita evitando tropeçar nos operários que estão a fazer os restauros.
Propomos-lhe que veja a descontracção com que Frédéric Miterrand, sobrinho do ex-Presidente francês, assume a sua homossexualidade em público e anote que o ditador espanhol, Francisco Franco, morto há 34 anos, vai deixar de ser alcaide de Madrid revista que foi a sua nomeação à luz da Lei da Memória Histórica.
Sobre África, mais propriamente Zimbabué, o "Sunday Independent" de Joanesburgo fez uma história sobre os idosos ingleses que estão a regressar ao seu país de origem uma vez que estão arruinados pelo caos da economia do país de Mugabe.
Saiba também por que é que, por mais que as empresas internacionais estejam empenhadas em investir no Iraque, são obrigadas a recuar perante as dificuldades de executar as tarefas mais simples.
Reveja o caso da ministra alemã da Saúde que mandou seguir por terra o seu Mercedes blindado classe S enquanto voava na mesma direcção, Espanha... de férias. E observe como o "El Tiempo" de Bogotá conta a história de uma ex-guerrilheira das FARC que regressou às aldeias que tinham sido varridas pelas balas dos guerrilheiros que liderava para pedir perdão.
Do outro lado do planeta, "The Weekend Australian" conta como cinco jornalistas australianos foram mortos pouco antes de os indonésios invadirem Timor-Leste a propósito de um filme e de um livro estreado e lançado em Junho.
Para outro tempo é para onde nos remete o portefólio fotográfico da autoria de Fernando Peres Rodrigues que aqui se publica a propósito do 50º aniversário do exílio indiano do Dalai Lama: a religião continua a ser um pilar da individualidade cultural tibetana.
No âmbito da economia, o londrino "Financial Times" diz-nos como é que as empresas europeias escolhem reduzir custos sem despedir funcionários e, de um jornal de Varsóvia chega-nos a notícia de que há anúncios de empregos que pedem especificamente que os candidatos sejam Testemunhas de Jeová.
Lentes de contacto impregnadas em medicamentos e tratamentos insólitos contra a diabetes constituídos por meia hora de boa disposição diária são sugestões sérias da imprensa internacional escolhida a dedo para esta edição de Setembro.
Fique também a saber como é que as lideranças pós Saddam Hussein puseram fim a um dos maiores crimes ecológicos levados a cabo no Iraque, a drenagem dos pântanos do Sul do país com a consequente destruição da civilização milenar que os habitava.
Daí parta para as consequências das novas tecnologias na comunicação para ver como os líderes autoritários têm a temer com serviços como o Twitter. O caso do desfecho das eleições no Irão, em Junho passado, é um exemplo fundador.
Ria-se com o também mediático Sacha Baron Cohen, mais conhecido por Ali G, Borat e Brüno e fique a saber como é que a arte pode facilmente pular o oceano Atlântico, no caso, dos Estados Unidos para França, para dar continuação a um projecto de pintura mural.
De caminho, leva para ler o livro que lhe sugerimos neste mês - "Bajo este sol tremendo", do argentino Carlos Busqued - para o destino de viagem que escolhemos para si: a Nova Caledónia. Tem à sua espera um paraíso cujos detalhes pode encontrar incluídos no artigo do "Libération".
Antes de embarcar nesse projecto apetecível, atente no que "The Observer" lhe conta sobre o revés do crescimento económico da Irlanda que, no presente, voltou a ser um país de emigrantes depois de ter recebido imigrantes.
Surpreendente mesmo é a história que conta "Le Figaro" sobre o herdeiro de Kim Jung-il. O "querido líder" da Coreia do Norte parece ter escolhido o seu terceiro filho para herdar os destinos do país mais isolado do mundo e esta história traça o perfil de Kim Jung-un, a partir de um amigo português com quem terá partilhado os bancos de uma escola na Suiça.
Antes de pegar no "cocktail" de El Salvador que lhe sugerimos nos Sabores do mês para ler os imprevisíveis Insólitos, fique a saber como é que um cereal como a quinoa pode desencadear uma revolução alimentar na Bolívia. Alguns pormenores que escolhemos para si este mês foram aqui propositadamente omitidos para que os encontre por si. Seja bem-vindo!