O diretor para o futebol do Sporting, Costinha, comunicou hoje ao plantel, numa reunião antes do treino matinal, que Izmailov "não voltará a vestir a camisola do clube", revelou à Agência Lusa um jogador "leonino".
Costinha criticou a atitude do futebolista russo por se ter recusado a "ajudar os companheiros" num momento importante como era o do jogo de quinta feira com o Atlético de Madrid, para a Liga Europa, e quando alguns deles se tinham disponibilizado "a sacrificar-se pela equipa" apesar dos problemas físicos que os afetavam.
O responsável pelo futebol "leonino" considerou, ainda, uma "falta de respeito" a ausência de Izmailov na reunião e fez saber que, com ele a mandar no futebol, o jogador russo "não tinha condições" para voltar a representar o Sporting.
Izmailov faltou ao treino de ontem
O russo não compareceu ao treino, na Academia de Alcochete, alegadamente por se ter deslocado ao Consulado Russo para tratar de documentos pessoais com permissão do Sporting, mas o clube já desmentiu no respetivo "site" que tivesse autorizado tal deslocação.
Horas antes do jogo de quinta feira com o Atlético de Madrid, Izmailov comunicou ao médico do Sporting, Gomes Pereira, que não se sentia com confiança para jogar, razão pela qual foi alvo de uma observação e avaliação clínica.
Não lhe tendo sido detetado qualquer impedimento de ordem física ou clínica para alinhar frente aos espanhóis, Izmailov manteve a versão de que não estava em condições para jogar, mesmo depois de ter sido interpelado por Costinha, com quem teve uma discussão acalorada.
Face à recusa do jogador russo, Costinha deu-lhe ordem para abandonar
o estágio da equipa, cinco horas antes do início do jogo com o Atlético
de Madrid.
Quinta feira, o Sporting foi afastado dos quartos de final da Liga Europa, ao empatar 2-2 na receção ao Atlético de Madrid, na segunda "mão" dos "oitavos", depois de ter empatado a zero na capital espanhola.
*** Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.