11/02/2012 atualizado às 16:10

Copenhaga: Países pobres querem acabar com domínio dos ricos

Os países em desenvolvimento estão a aproveitar a Cimeira de Copenhaga para forçar uma nova ordem mundial em que os países ricos deixem de ser o poder dominante.Clique para ler mais sobre a Cimeira de Copenhaga.
 

Virgílio Azevedo, enviado a Copenhaga (www.expresso.pt)
12:27 Quinta feira, 17 de dezembro de 2009
Meles Zenawi, primeiro-ministro da Etiópia, tenta em nome da União Africana concilar propostas dos países pobres e dos países ricos na Cimeira de Copenhaga
Meles Zenawi, primeiro-ministro da Etiópia, tenta em nome da União Africana concilar propostas dos países pobres e dos países ricos na Cimeira de Copenhaga

O impasse das negociações na Cimeira de Copenhaga está a ser marcado por uma tentativa dos países em desenvolvimento criarem uma nova ordem mundial onde os países industrializados não sejam o poder dominante.

Clique para ler mais sobre aCIMEIRA DE COPENHAGA

Esta é a tese de Jo Leinen, chefe da delegação do Parlamento Europeu em Copenhaga, que em declarações à publicação online EurActiv salientou que "estamos no início de uma nova ordem mundial, mas seria lamentável sacrificar a conferência climática devido a problemas de governação global que não estão resolvidos".

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, tinha dito ontem numa conferência de imprensa da UE, que estava "francamente desapontado com o ritmo lento das negociações", tal como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já o salientara antes por diversas vezes.

E hoje, no penúltimo dia da cimeira, a divisão entre países desenvolvidos e em desenvolvimento mantém-se.

Durão Barroso: "Financiamento é a chave do sucesso de Copenhaga"


A questão do pacote de financiamento dos países ricos aos países em desenvolvimento, para que estes possam concretizar os seus planos de mitigação e adaptação às alterações climáticas, "é a chave do sucesso de Copenhaga", sublinhava Durão Barroso, acrescentando que "é mais barato proteger o Planeta agora do que reparar os danos do aquecimento global no futuro".

E argumentava que a presença recorde de 135 chefes de Estado e de governo no final da megaconferência era um sinal da importância política que o Mundo dava à obtenção de um acordo "onde nenhum país pode ficar de fora".

As estimativas da UE apontam para que os países em desenvolvimento precisem de 100 mil milhões de euros por ano até 2020 para serem bem sucedidos contra as alterações climáticas, embora as organizações ambientalistas falem em 130 mil milhões.

Mas até agora só a UE deu os primeiros passos no sentido de uma solução, ao aprovar no Conselho Europeu em Bruxelas, no final da semana passada, um pacote de ajudas de emergência de 7,2 mil milhões de euros até 2012 (2,4 milhões/ano), onde Portugal contribui com cerca de 36 milhões de euros.

Em todo o caso, esta iniciativa europeia contempla apenas as necessidades a curto prazo, onde existe quase um consenso entre os 192 países presentes em Copenhaga. Mas permanece em aberto a parte principal do bolo financeiro, que terá de ter atribuída no médio e longo prazo.

Proposta da Etiópia aplaudida pela UE


A última proposta de resolução do problema surgiu ontem por iniciativa do primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zanawi, em nome dos países da União Africana. A União Europeia classificou-a como positiva, por conciliar posições, o que levou a que a conferência de imprensa dada ontem à tarde por Durão Barroso contasse com a participação de Zanawi.

O primeiro-ministro da Etiópia propõe que o financiamento de emergência aos países pobres até 2012 seja de 6,9 mil milhões de euros anuais entre 2010 e 2012, sendo 40% destinados aos países africanos, que são apenas responsáveis por 3% das emissões globais, mas são dos que mais sofrem com o aquecimento global.

Isto significa que a União Europeia se comprometeu no Conselho Europeu da semana passada com cerca de 35% do total do financiamento de curto prazo.

Depois, Zanawi sugere um esquema progressivo a médio e longo prazo: 34 mil milhões de euros por ano até 2015 e 69 mil milhões de euros por ano até 2020.





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cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 15:00 | Quinta feira, 17 de dezembro de 2009
Os americanos são 5% da população mundial e consomem 25% do petróleo. São, a léguas, o principal poluidor mundial.
No dia em que os EUA fizeram alguma coisa notória a este respeito, TALVEZ eu comece a preocupar-me com o assunto!
Até lá, QUERO QUE SE LIXEM MAIS ÀS ECOLOGIAS!!!
Uma merda de um país destes que constroi as casas como constroi e vou eu, Cjours de Olazabal e Samora Correia, estar-me a preocupar com as energias, as ecologias e as mialgias???????
Só se não tivesse mais nada que fazer....
 
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O "domínio dos ricos"
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 15:36 | Quinta feira, 17 de dezembro de 2009
“As estimativas da UE apontam para que os países em desenvolvimento precisem de 100 mil milhões de euros por ano até 2020 para serem bem sucedidos contra as alterações climáticas, embora as organizações ambientalistas falem em 130 mil milhões.”
Antes da conferência, a imprensa internacional dizia que o Ocidente estaria disposto a ceder até aos necessários 10* mil milhões de Dollars para os 30-50* mil milhões anuais para o período até 2020, e 100 milhões anuais* depois desse período, de acordo com a ONU e o Banco Mundial.
“até agora só a UE deu os primeiros passos no sentido de uma solução, ao aprovar no Conselho Europeu (...) um pacote de ajudas de emergência de 7,2 mil milhões de euros até 2012 (2,4 milhões/ano), onde Portugal contribui com cerca de 36 milhões de euros. (...) Mas permanece em aberto a parte (...) que terá de ter atribuída no médio e longo prazo.”
Perante uma realidade claramente adversa, os países em vias de desenvolvimento têm vindo a baixar a sua fasquia:
“O primeiro-ministro da Etiópia propõe que (...) até 2012 seja de 6,9 mil milhões de euros anuais entre 2010 e 2012, sendo 40% destinados aos países africanos, que são apenas responsáveis por 3% das emissões globais (...) Depois, Zanawi sugere um esquema progressivo a médio e longo prazo: 34 mil milhões de euros por ano até 2015 e 69 mil milhões de euros por ano até 2020.
E mesmo assim... ainda não há nada de concreto.
* US10 = €6,87 / 30 = €20,6 / 50 = €34,34
 
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O negócio do clima!!!!!!!
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:11 | Quinta feira, 17 de dezembro de 2009
Transformaram uma cimeira climática numa adjudicação de verbas e subvenções financeiras entre países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento!!!!

Que grande palhaçada!!!!! É o autêntico negócio do clima e do aquecimento global!!!

Pelo menos até ao momento, as exigências dos país em vias de desenvolvimento também eram ridículas. Queriam uma fortuna de dinheiro distribuída pelos países industrializados e desenvolvidos sem garantias de estes últimos poderem enviar equipas de fiscalização reconhecidas para o efeito para analisarem a aplicabilidade das verbas!!!

Só para rir!!!! É o "climonegócio" de Copenhaga onde tudo se discute menos as alternativas aos combustíveis fosseis!!!!

Algumas dúvidas:
 
Já pensaram que se calhar o aquecimento global que se tem verificado não será um processo climatológico natural de evolução do planeta???? Se calhar o Homem pouco pode alterar???? Os nossos líderes não estarão a par deste processo?????Não será tudo um grande negócio?????

Estas dúvidas a serem afirmativas não invalidam que não procuremos fontes energéticas mais amigas do ambiente em alternativa aos combustíveis fósseis!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
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O clima é um negócio?
sara09 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:35 | Quinta feira, 17 de dezembro de 2009
Depois de ler o artigo, foi a conclusão a que cheguei. O clima é um negócio... Os líderes políticos olham para a resolução de um dos mais sérios desafios que se colocam à Humanidade negociando verbas financeiras !!! Grandes potências, países em vias de desenvolvimento e países pobres - não será possível defender o futuro do planeta Terra, sem pensar noutro tipo de "interesses".
Quando somos confrontados com imagens como degelo, deflorestação, o uso intensivo dos combustíveis fósseis reclamado pela industrialização... tudo se resolve com dinheiro?
 
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Acabar com o domínio dos ricos?
soniras (seguir utilizador), 1 ponto , 11:06 | Sexta feira, 18 de dezembro de 2009
Eles não têm dinheiro para isso ...
;(
 
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..HÓ ABREU DÁ KÁ O MEU.???
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 0:55 | Sábado, 19 de dezembro de 2009
É ISTO MESMO;que apetece dizer..Os dirigentes dos países ditos subdesenvolvidos;ou os ditos países mais pobres do planeta;queriam era uns milhões;ou até bilhões;conforme a dimensão dos seus territórios;e lá se iam encher mais uns barões duns milhões,e os países chamados ricos;lá iam dar mais esses milhões;para estes donos do poder nestes mesmos países ditos pobres..E OS POVOS;SEMPRE PASSANDO FOME E MISÉRIA;E O RESTO SE DANEM..MAS AS POTÊNCIAS DESTA VEZ;NÃO FORAM EM TRÓLÓLÓS...E lá vai ficar prá próxima.. até lá.. cumpts..kantiflas..
 
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Mas alguém tem dúvidas sobre o CUSTO da mudança???
antonius09 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
Parece-me absolutamente ingénuo que haja dúvidas sobre os pesados custos que vai ter a mudança do paradigma do carbono para qualquer outro menos poluente. Quem julga que a electricidade que estamos a gerar no eólico ou no fotovoltaico ou, em qualquer outro, é mais barato do que a gerada pelas centrais convencionais? É mais cara mas será também mais cara a produzida pelas vias convencionais pela simples razão de que os países em desenvolvimento também compram combustíveis fósseis e o seu preço vai subir em flecha. A indústria da despoluição ou da não poluição é já hoje poderosa e será em breve talvez a mais poderosa e todos nós pagaremos a factura de uma ou outra forma...
A nossa escolha está em preferirmos continuar na antiga via, em vias de extinção, ou, apanharmos de forma consistente, a nova via criando postos de trabalho e desenvolvendo novas tecnologias. Por outro lado, como conseguirão os países pobres travar a desflorestação e aumentar as suas florestas, travar as cheias (veja-se Moçambique), movimentar populações para zonas mais protegidas, formar a sua opinião pública, criar protecção civil, comprar tecnologia não poluente ao mundo mais desenvolvido que beneficiará com a sua venda,etc, etc, etc, se não forem ajudados por aqueles que lhes criaram estes problemas e agora querem assobiar para o ar? É FÁCIL FALAR DE BARRIGA CHEIA... AINDA QUE NO NOSSO CASO SÓ MEIO CHEIA!
 
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