11/02/2012 atualizado às 13:26

Copenhaga: documento final propõe cortes de 25% a 40% nas emissões

A primeira versão de um documento final da Cimeira de Copenhaga propõe cortes de 25% a 40% nas emissões dos países desenvolvidos.Clique para ler mais sobre a Cimeira de Copenhaga.  

Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)
14:51 Sexta feira, 11 de dezembro de 2009
Copenhaga: documento final propõe cortes de 25% a 40% nas emissões

A primeira proposta de documento final da Cimeira de Copenhaga propõe que os países desenvolvidos reduzam as suas emissões de gases com efeito de estufa em 25% a 40% até 2020, por comparação com os valores de 1990.

Clique para ler mais sobre aCIMEIRA DE COPENHAGA

Esta é uma meta bastante superior aos 13% a 19% que as ONG presentes na cimeira estimaram que os países desenvolvidos já tinham colocado na mesa das negociações, com base em cálculos feitos pela consultora Ecofys e pela organização Climate Analytics.

Segundo o vice-presidente da Quercus, a única ONG portuguesa do ambiente presente em Copenhaga, se a estes valores se juntassem "os créditos de emissão da floresta, tal como estão a ser negociados na cimeira, as metas desciam para 8% a 12%"

Mas adicionando ainda "os direitos de emissão não usados por vários países que serão transferidos para depois de 2012, esses valores caíam apenas 2%, ou poderiam mesmo subir 4% até 2020", acrescenta Francisco Ferreira.

O dirigente da Quercus salienta que "o planeta arriscava-se a enfrentar um aumento de 3,5 graus centígrados nas temperaturas globais até 2100, e não de dois graus como se pretende".

Nível das temperaturas continua em aberto


A primeira versão do documento final agora em discussão em Copenhaga deixa, no entanto, em aberto a definição dos objectivos precisos para limitar o aumento das temperaturas globais, devido às divergências existentes entre os vários blocos de países.

A questão da temperatura esteve na origem das primeiras divergências entre os países em desenvolvimento, com os estados-ilha e os países mais pobres de África e da América Latina a exigirem metas mais apertadas para a redução das emissões, de modo a que as temperaturas globais não subam mais do que 1,5 graus centígrados.

Acima deste limite vários estados-ilha poderão ficar inundados. As grandes economias emergentes, como a China, Índia, Brasil ou África do Sul, não concordam com estas restrições, porque o seu crescimento poderá ficar comprometido.

E os países ricos já tinham acordado na meta dos dois graus centígrados no passado mês de Julho. Mas a generalidade das ONG defende o objectivo de 1,5 graus, o que implica limitar as emissões a 350 ppm (partes por milhão em volume de ar), e não a 450 ppm, como tem sido proposto pelos países desenvolvidos e pelas grandes economias emergentes.

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Copenhaga
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:05 | Sexta feira, 11 de dezembro de 2009
O documento final da Cimeira de Copenhaga, propõe uma redução de gases, que, como era de esperar não agrada a gregos e troianos.
Mas, pelo menos, deu-se um passo em frente, o que já não foi mau.
Não se pode exigir tudo de uma vez.
 
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E OS AMERICANOS ???
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Sexta feira, 11 de dezembro de 2009
Então não é que os americanos se propõem cortar 3 % sobre a base de 1990 ??? ( de 1990 para 2009 o crescimento foi de 20 % ) : vão pois cortar 2,4 % sobre a realidade de hoje. ISTO É PARÓDIA ???
 
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Tirar o bode da sala
Rio Grande (seguir utilizador), 1 ponto , 18:23 | Sexta feira, 11 de dezembro de 2009
Nunca antes algo fora tão difícil de ser elucidado, principalmente pelo fato de que a hipocresia é a linha mestra do ritual.
 
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Hipócritas
Incontrolável (seguir utilizador), 1 ponto , 20:12 | Sexta feira, 11 de dezembro de 2009
O pessoal da UE (sou europeísta) é de uma hipocrisia inenarrável. Dizem defender o ambiente, dizem defender a limitação de emissão de CO2. Mas, entretanto, dão os maus exemplos: o Parlamento Europeu reúne, em Estrasburgo, uma vez por mês. Tal custa aos cidadãos europeus mais de 200 milhões de euros por ano e uma brutalidade de emissão de CO2 (transferência de documentos entre Bruxelas e Estrasburgo em veículos pesados) incompatível com as declarações dos seus (ir)responsáveis. Por que não começam por dar o exemplo?
Não chega de hipocrisia?
 
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