Analisei o meu percurso até aqui, a situação em que me encontro, os meus valores e as minhas prioridades. Cheguei à conclusão que nós próprios somos a empresa, a nossa empresa. Todos somos empresários da nossa própria vida, conscientemente ou não. Aqueles que têm consciência disso têm uma probabilidade maior de alcançar os seus objectivos do que os outros.
Há muitas teorias de como se deve educar um filho. Uma delas deveria ser ensinar uma criança a pensar que ela própria é uma empresa e como geri-la da melhor maneira.
Vejamos, todas as empresas precisam de apoio financeiro para arrancarem com o seu projecto. Nós também. Precisamos do apoio financeiro da nossa família pelo menos nos primeiros anos da nossa vida. Além disso, todas as empresas precisam de valores, suportes éticos e regras, tal como nós.
Estudamos, traçamos um caminho, temos objectivos, temos uma estratégia tal como as empresas devem ter. Muitas vezes o problema está aqui. Uma má orientação e má informação podem levar à falta de estratégia que é fundamental para uma boa gestão da nossa Empresa.
Outra coisa curiosa, que alguns pais pensam nela desde o primeiro ano de vida, em que já começam a seleccionar os seus amiguinhos, é a rede de contactos. Todas as empresas devem ter uma boa rede de contactos, saber criá-la, mantê-la e alargá-la. Muitos pais escolhem as escolas dos filhos a pensar nisto. Criticado por muitos, apoiado por outros, o facto é que funciona muitas vezes na altura de se conseguir um bom emprego...
Marketing e publicidade
Depois há o marketing e a publicidade. Quantas pessoas não conhecemos que dizem ser isto e aquilo, a embalagem é perfeita mas o interior já deixa a desejar? Contudo, conseguem alcançar coisas que os outros não conseguem porque a publicidade é muito boa e existe. Tal como as empresas devemos apostar na publicidade e na auto-promoção para nos darmos a conhecer, porque muitas vezes é só isso que falta.
Antes de escolhermos a nossa profissão devemos fazer um estudo de mercado, tal como as empresas antes de iniciarem a sua actividade. Muitas vezes mudamos radicalmente o nosso percurso porque o mercado mudou, as exigências são outras e temos de mudar. Ou então a nossa vocação é outra e, aquilo em que estamos a investir não trás tanto retorno como pensávamos. Tal como as empresas que têm de deixar alguns tipos de negócio para se dedicarem a outros que as diferenciam da concorrência e onde está o seu core business.
A gestão e controlo de qualidade são ferramentas que ignoramos por cansaço ou desmotivação ou ambos. Estas ferramentas são fundamentais para mantermos e melhorarmos o grau de qualidade do nosso trabalho tal como as empresas devem fazer.
Negociação... porque não negociar na nossa Empresa como deveríamos fazer? As empresas negociam tudo e nós também o deveríamos fazer em relação às condições de trabalho e salariais, por exemplo.
Apostar na internacionalização? Dependendo do tipo de Empresa porque não?
Existem mais analogias como a necessidade de informação dos nossos direitos e deveres, saber gerir as finanças, mas fico por aqui.