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Como vamos sair deste grande sarilho

Nicolau Santos (www.expresso.pt)
8:00 Terça-feira, 29 de Set de 2009
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A conferência anual da revista "Exame" é sempre um espaço privilegiado de reflexão sobre a situação económica e social do país - e algumas pistas do que lá foi dito merecem ser compartilhadas.

Primeiro aspecto: o país está a perder capacidade de atrair e reter talentos. Todos contribuímos para isso. Nós, na comunicação social, com as notícias negativas sobre o país, não dando relevo aos factos positivos, que também os há. O discurso político que insiste nas nossas chagas sociais. Os dados estatísticos que empolam a nossa má posição internacional. E as famílias que começam a dizer aos filhos para irem viver e trabalhar no exterior. Esta é uma tendência dramática.

Segundo aspecto: o endividamento externo líquido do país pulou de 10% do PIB em 1995 para 50% em 2000 e 100% em 2005. Não é um crescimento exponencial, é uma tragédia nacional. Para simplificar, é como se um cidadão se fosse endividando até chegar a um ponto em que fica completamente incapaz de pagar os seus compromissos. Nessa altura, é obrigado a negociar com os credores, a cativar todos os meses parte significativa dos seus rendimentos para pagar as dívidas e passa a viver muito pior. É desse ponto que, enquanto país, nos estamos a aproximar.

Terceiro aspecto: como é que se resolve esta situação? Uma via é, como pretende o PSD, a de suspender todos os investimentos públicos, mesmo que, como lembrou Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, os compromissos do Estado português a partir de 2012 ascendam já a mais €55 mil milhões, em consequência dos projectos das SCUT, novas concessões rodoviárias, mais dez hospitais públicos, expansões das redes do metro de Lisboa e Porto, novos campus da justiça e de novas prisões. A outra é aquela em que aposta o PS: manter os investimentos públicos, pois serão eles o motor de arranque da economia.

O problema é que, entretanto, a carga fiscal aumentou durante a governação de José Sócrates. E aumentou pelo alargamento da base fiscal, mas também porque o Governo reduziu de forma sistemática as deduções fiscais dos contribuintes individuais (e hoje em dia a classe média paga muito mais impostos, com o IRS e o IMI à cabeça).

Mas nas empresas, apesar dos muitos avanços, o regabofe continua. Em 2007, só 36% das 379.772 empresas que existem no país pagaram IRC. 64% não pagaram nada. Um escândalo! Mais escandaloso ainda é que apenas um em cada quatro hotéis e restaurantes pagou alguma coisa ao fisco. 74% não contribuíram com um cêntimo para os cofres do Estado. E também há 56% das famílias que não pagam IRS devido aos seus baixos rendimentos.

Ora é impensável continuar a sangrar os trabalhadores de maiores rendimentos, que já têm de trabalhar em média cinco meses por ano para o Estado para pagar o IRS, o IMI, a taxa de esgoto e mais não sei quantas alcavalas públicas - sem que a fuga de talentos e quadros para o exterior se acentue. Por isso, ou se fazem investimentos públicos muito criteriosos ou o nosso futuro será muito negro - até porque, como lembrou Catroga, o nosso acesso à poupança externa dos outros será cada vez mais cara, difícil e escassa.

Parte da solução pode estar no programa que o economista Álvaro Santos Pereira, professor em Vancouver, Canadá, apresentou.

1º) lançamento de um grande pacote anticorrupção;

2º) fortíssima aposta no empreendedorismo nacional, com o fim de todas as peias burocráticas que o tolhem;

3º) desenvolver uma política económica radical, dando total prioridade ao aumento da produtividade da economia;

4º) renegociar em Bruxelas regimes de isenções fiscais e de apoio do Estado à economia, descendo as taxas de imposto no interior do país e dando incentivos às empresas inovadoras. E, claro, diversificar a nossa estrutura produtiva e apostar radicalmente nas exportações.

Não é fácil? Não. Exige repensar o tamanho do Estado? Exige. Mas a alternativa é caminharmos tristemente para um enorme desastre colectivo.

O Governo do país após as escutas

É claro que não é indiferente saber se o Presidente da República deu ou não luz verde ao seu homem de confiança desde há 20 anos para passar uma informação ao jornal "Público", a de que a Presidência suspeitava estar a ser vigiada pelos serviços secretos a favor do Governo. Eu, que tive em Fernando Lima o meu primeiro chefe quando entrei no jornalismo, ponho as mãos no fogo: ele nunca daria um passo destes, num assunto extremamente sensível, sem a aquiescência, ou pelo menos o conhecimento de Cavaco Silva. Só quem não conhece Lima pode supor outra possibilidade.

O que qualquer cidadão percebe é que Cavaco se envolveu num jogo perigoso, que se saiu mal e que isso vai condicionar toda a sua actuação a partir de agora. Já vamos ter de viver com um governo de minoria a partir de Setembro. Só nos faltava ter também um Presidente fragilizado. E é isso que vai acontecer, num quadro político em que, tudo o indica, o Presidente será obrigado a ter um papel mais interventivo, patrocinando consensos partidários para a tomada de certo tipo de decisões importantes para que o país não fique bloqueado.

O mal, contudo, está feito. As relações com José Sócrates estão definitivamente envenenadas. Se o PS ganhar as eleições, como será a convivência entre os dois homens no próximo ano e meio? Que frontalidade e transparência haverá nessas relações? Nenhuma. E é esse péssimo exemplo que está a ser passado para toda a sociedade.

O país precisa de estabilidade governativa e de um Presidente da República acima de toda a suspeita. E neste momento o que se perspectiva é um Governo que não dure a legislatura e um Presidente que, se for o PS a ganhar, estará interessado em contribuir para esse objectivo.
Neste quadro, quem é que pode esperar do novo Governo políticas estáveis e credíveis? Quem é que pode esperar que o investimento, nacional e estrangeiro, cresça significativamente? Ou que o país tenha condições para renegociar o que quer que seja em Bruxelas?

Manifestamente, vamos perder mais 18 meses na nossa vida.

Nicolau Santos

Texto publicado na edição do Expresso de 25 de Setembro de 2009

41 comentários
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Essa é que é essa!
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:26 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
Este gajo é o mais lucido opinador do Expresso e o resto é conversa! Pode-se perder o tempo que se quiser com paneleirices de especulções sobre alianças para a esquerda e alianças para a direita. Eles estão todos a gerir a estratégia de queda do Governo, não a governabilidade!!!
Se as medidas que o último Governo tomou, essenciais, foram acolhidas daquela maneira que vimos, fará não havendo maioria absoluta! Vão ser dois anos a marcar passo, senão a andar para trás! Obviamente ninguém acredita que alguma das medidas do Santos Silva se vá concretizar! Enquanto o país estiver refém dos sindicatos comunistas, não passammos da cepa torta! Curiosamente, os que mais se lixam são os que insistem em votar neles.... BEM FEITO!
Faço notar, também, o seguinte sobre a frase "Em 2007, só 36% das 379.772 empresas que existem no país pagaram IRC. 64% não pagaram nada. Um escândalo! Mais escandaloso ainda é que apenas um em cada quatro hotéis e restaurantes pagou alguma coisa ao fisco. 74% não contribuíram com um cêntimo para os cofres do Estado":
PORQUE É QUE NENHUM JORNALISTA TELEVISIVO COLOCOU ESTES DADOS EM CIMA DA MESA, AQUANDO DOS DEBATES, SEMPRE QUE OS CANDIDATOS FALAVAM EM PME'S??????????????????????????????????????????
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    Re: Essa é que é essa!    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 18:08 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
    Re: Essa é que é essa!    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:45 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
    Re: Essa é que é essa!    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 9:40 | Quarta-feira, 30 de Set de 2009
    Re: Essa é que é essa!    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:43 | Quarta-feira, 30 de Set de 2009
Eu gostava de saber...
userEX50677 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:47 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
como é que se atrai e retém talentos, se as condições oferecidas são do mais degradante possível??
Eu passei os últimos seis anos em portugal a ganhar 700€ por mês a recibos verdes.
Na Holanda, onde vivo actualmente, para alem de já ter mudado de emprego duas vezes, ganho actualmente 50€ por hora com contracto de dois anos, fora as restanates mordomias da empresa, carro incluído, e faço exactamente o mesmo que fazia em Portugal.
Ou mudam ou é para esquecer. É que nem vale a pena pensar nisso.
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    Re: Eu gostava de saber...    Ver comentário
fih88 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:28 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
    Re: Eu gostava de saber...    Ver comentário
Zaratustra70 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:36 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
    Re: Eu gostava de saber...    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:54 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
    Re: Eu gostava de saber...    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:39 | Quarta-feira, 30 de Set de 2009
    Re: Eu gostava de saber...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 14:32 | Segunda-feira, 26 de Out de 2009
Como vamos saír deste grande sarilho
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:47 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
Para saír da crise eu sou a favor dos grandes investimentos, porque é um conceito que vem do tempo dos Romanos, que as grandes vias criam só por si mais valias. O Caso do TGV e do Aeroporto não esquecendo as restantes vias de comuniocação e acima de tudo os portos de mar sendo o principal Sines. Temos de ser a plataforma logistica do Mundo para a Europa e Vice-versa, pois não nos podemos esquecer que sendo periféricos em relação à Europa estamos no centro do Mundo. Sempre que nos viramos para o mar obtivemos sucesso. Temos de tirar dividendos deste privilégio. Serão necessarios sacrifícios, mas pergunto o que foi uma guerra durante treze anos e qual o resultado. Os politicos portugueses, salvo raras excepções não têm cumprido as suas obrigações, perante este povo e não merecem a confiança que o lhes têm dado. Para grandes males grandes remédios e acabamos de chegar à encruzilhada, que os partidos têm que provar se têm sentido de Estado e quais os que querem servir o País e não servir-se dele. Atravessamos uma crise em todos os aspectos muito semelhante à vivida antes do Estado Novo e espero que não apareça um igual ao Salazar, além de rural, tacanho e sem visão, que ainda estamos a pagar hoje as consequências dessa época.
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    Re: Como vamos saír deste grande sarilho    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:01 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
    Re: Como vamos saír deste grande sarilho    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 9:52 | Quarta-feira, 30 de Set de 2009
    Re: Como vamos saír deste grande sarilho    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:10 | Segunda-feira, 26 de Out de 2009
O problema está na má qualidade dos empresários
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:54 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
Em Portuyga o culto da partilha dos lucros não existe. E porque todos trabalhamos por dinheiro, é nessa falta de partilha de lucros que reside o factor principal da falta de incentivo à produçlão. É muito comum ouvirmos dizer a um trabalhador que se fizer mais do que os colegas ganha o mesmo e que por isso diminui a qualidade da sua prestação. Trabalhar em Portugal, na generalidade, até é frustrante!!! Acomeçar na Função pública, que deveria dar o exemplo.
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    Re: O problema está na má qualidade dos empresário    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:06 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
Não há como sair deste sarilho
Trapezio (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:50 | Quarta-feira, 30 de Set de 2009
O português OPTOU de livre vontade por entar nele, tal a sua admiração pelo terceiro-mundo. Nos últimos vinte anos, FEZ TUDO o que não devia ter feito. Privatizou monopólios, incentivou a vinda de multinacionais que fogem ao primeiro sinal de crise, criou legislação que permite ao grande capital não pagar impostos, como o caso dos bancos, prejudicou (ou melhor, destruiu) a pouca indústria nacional com a permissão de importação de produtos que já eram produzidos cá, nomeadamente nos têxteis, na agricultura e nas pescas, em suma, TEVE UMA POLÍTICA ORIENTADA EM TRANSFORMAR ESTE PAÍS NUM PAÍS DE SERVIÇOS E DE EMIGRAÇÃO e não num país de produção.

Portanto, não vejo por que motivo Nicolau Santos possa considerar isto um sarilho, quando foram decisões tomadas de livre vontade pela "intelîgência" do país.

Ao menos uma coisa Portugal conseguiu: reencontrar o caminho das Indias. Se Deuze quiser, a sociedade portuguesa vai ficar igualzinha à deles, isto é, só com duas classes: a dos muito ricos e a dos muito pobres ou remediados ...
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    Re: Não há como sair deste sarilho    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 14:27 | Segunda-feira, 26 de Out de 2009
Essa agora!..
surpreso (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 10:04 | Quarta-feira, 30 de Set de 2009
Então Constancio não decretou o fim da crise?Sócrates,mesmo antes da posse ,já fez o milagre económnico
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Mais um
userEX79659 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:24 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
Um artigo que até indiciava algum optimismo nesta nova etapa do país e... acaba no mesmo tom que começou por denunciar. Assim não Sr. Nicolau Santos. Manifestamente estamos a perder tempo: eu a ler "mais" um artigo que a anunciar "o desastre colectivo" e o Sr. Nicolau Santos a escrever mais um artigo a anunciar o "desastre colectivo" e eu ler um artigo como se estivesse em 2050 a série "conta-me como foi" episódio "como eles gostavam que tivesse sido e como os seus filhos não permitiram".

Manisfestamente, precisa de mudar de discurso Sr. Nicolau Santos. Contributos assim, não obrigado!
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    Re: Mais um    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:09 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
Deixe lá...
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 9:34 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
Há 360 meses que isso acontece... já estamos habituados...
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Desastre colectivo prendado
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 10:10 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
O desastre colectivo
da política socialista,
tem um sinal efectivo
por ser tão irrealista.

O crescimento é brutal
do nosso endividamento,
o descalabro orçamental
tolherá o desenvolvimento.

A prenda embrulhada
num papel vistoso,
em nome da trapalhada
de um país desditoso.

O monstro agradecido
pela prenda farfalhosa,
ficou deveras enternecido
por esta política maravilhosa.

Epílogo

Neste recanto de encantar
muitas histórias são contadas,
com tantos políticos a debitar
suas verborreias disparatadas.

Temos políticos brincalhões
nos altos poleiros estatais,
conspurcando os mexilhões
com seus vómitos mentais.
(ameijoafresca.blogspot.com)
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    Re: Desastre colectivo prendado    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:11 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
    Re: Desastre colectivo prendado    Ver comentário
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:17 | Quarta-feira, 30 de Set de 2009
Outra solução
fih88 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:14 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
É ensinar e estimular o empreendedorismo a partir da escola pública. Algo que não é de todo realizado. Temos em Portugal uma educação com ideais claros de esquerda ou mesmo extrema esquerda (comunismo). É isso que tem de ser mudado. Para bem do futuro do nosso país
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    Re: Outra solução    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:13 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
O sarilho tem muitas saídas
BLRiopaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:05 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
O crescimento econômico depende tanto de um governo amigo dos pobres como da ajuda de todas as classes mais a que é vista como residual que, por imperativo das circunstâncias, tem que ser colocada na classe média baixa com poder de compra.
Ninguém pode ignorar que a sociedade moderna é sustentada pelo consumismo que requer consumidores treinados em planejamento e não pobres,
Um chefe de família com 10 filhos que decidam ajudar o pai pode até enriquecer ,mas se tiver só três que só querem mesada e modernidades que requerem perda de tempo útil, podem cair na miséria .
As pessoas de bom senso, antes de tudo, arrumam a casa que neste caso é Portugal.
Podemos começar a arrumação pelas ferrovias e rodovias que estão abandonadas e outras quase por causa do êxodo da população que se sentiu abandonada pelos governos que só investiam na industria, o que foi bom, mas não poderiam ter esquecido agricultura e pequenos empresários que davam vida ao interior.
  Agora o jeito é convencer as pessoas que vivem precariamente nas cidades, servindo o comércio ilegal, a aceitarem a volta com a garantia de assistência
E melhor assistí-los no interior para ativá-lo com a finalidade de torná-lo melhor que antes do abandono, mesmo que o custo seja superior ao da tgv.
O importante fazer dos retornados, trabalhadores produtivos com poder de compra para zerar o numero de escravos que servem o comercio ilegal sonegador. Esta medida aumenta a arrecadação.
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    Re: O sarilho tem muitas saídas    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:25 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
    Re: O sarilho tem muitas saídas    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 14:56 | Segunda-feira, 26 de Out de 2009
-Post Scriptum
Pedra-Mó (seguir utilizador), 1 ponto , 22:00 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
"Como vamos sair deste grande sarilho" ?

-Não saindo...
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    Re: -Post Scriptum    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:27 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
    Re: - a Limes    Ver comentário
Pedra-Mó (seguir utilizador), 1 ponto , 0:45 | Quarta-feira, 30 de Set de 2009
O PIB que des-PIBa
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:34 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
Quando o PIB se engana.
.
Há muito que nos habituaram medir o bem estar do povo com o BIP do país.
Mais PIB igual melhor bem estar.
.
Isso era uma vez, os tempos mudaram e a maneira de medir o PIB ficou a mesma e agora anda tudo errado.
.
.
.
Vejam-mos então.
.
Nos Estados Unidos o seu PIB aumentou de 2000 a 2008 9%.
Ao mesmo tempo o rendimento dos mais pobres desceu 5%.
.
Exemplo austríaco. De 1995 até 2005 o seu PIB cresceu 18%. ao mesmo tempo o rendimento da classe media desceu 5% e da classe pobre 20%.
.
Alemanha o mesmo. O PIB alemão sobe mas ao mesmo tempo desce o rendimento médio.
.
Em outros países tudo bem. O PIB sobe todos aproveitam. Exemplo. Inglaterra, Bélgica, Holanda, Noruega, e por fim a França.
.
O estudo foi encomendo por o Presidente Sarkozi ao Premio Nobel. Joseph Stigliz e Amartya sen e outros grandes nomes.
.
Eles não foram capazes de explicar as diferenças encontradas no estudo. Como é que realmente o PIB conta.
:
  Por isso esquecemos o PIB e pensemos finalmente na quilo que realmente importa.

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Viciado em empréstimos externos.
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:38 | Terça-feira, 29 de Set de 2009
Os Governantes do após 25 de Abril habituaram-se as reservas de ouro do tempo imperial. Do turismo, e da forte emigração que quase viabilizava o país. Estas tem sido as fontes das receitas tapa buraco.
,
Mas o €uro levou o país para uma nova realidade que tem sido o eucalipto carrasco que mergulha Portugal num viciado de empréstimos externos.
,
Como pagar? De certo que só vai ser possível como uma revolução qualquer. Qual não sei.
.
Agora sim...O destino da Irlanda é um exemplo para Portugal.
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    Re: Viciado em empréstimos externos.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 14:41 | Segunda-feira, 26 de Out de 2009
Grande Sarilho
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 10:14 | Quarta-feira, 30 de Set de 2009
Este artigo do Nicolau Santos surpreende.

Não se inscreve na linha da economia côr-de-rosa ou do coração que tem sido a sua.

O seminário fez-lhe bem. Permitiu-lhe ouvir e aprender umas coisas sobre essa coisa esquecida que é a realidade.

Neste momento Portugal tem a receita perfeita para o desastre colectivo para que caminha alegremente e inconscientemente com o apoio de economistas côr-de-rosa ou das ilusões.

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