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Como fritar um PM em lume brando

Miguel Sousa Tavares
8:00 Segunda feira, 13 de abril de 2009

1 Eis o meu ponto de partida: eu não acredito que o cidadão José Sócrates Pinto de Sousa tenha, enquanto ministro do Ambiente, aceite quatro milhões (de euros ou de contos, a suspeita nunca ficou clara) para autorizar, contra a lei, o Freeport de Alcochete. Não acredito: é um direito que me assiste e que decorre não apenas da experiência de trinta anos a observar políticos por dever profissional, como também pelo conhecimento pessoal que dele tenho.

Segundo ponto: além da crença pessoal, eu desejo veementemente e como português que quem quer que seja primeiro-ministro do meu país esteja acima, largamente acima, de tão rasteiras suspeitas. Isso, porém, não impede que existindo suspeitas, dúvidas, interrogações por esclarecer, com ou sem razão, elas sejam investigadas a sério e a fundo. Acho que nenhuma outra coisa podemos desejar e exigir.

Terceiro e decisivo ponto: acho absolutamente intolerável que a investigação e esclarecimento de um assunto desta gravidade, envolvendo suspeitas deste tipo sobre um PM, acabe - uma vez mais! - por flutuar, sem prazo nem dignidade alguma, nesse limbo de maledicência e de justicialismo popular onde invariavelmente vegetam ultimamente todas as investigações deste tipo, entre a incompetência do Ministério Público e a leviandade de uma imprensa que vive para o escândalo e que se está borrifando para o que seja o Estado de Direito. Por outras e mais cruas palavras: é intolerável que, uma vez mais, o palco principal da investigação seja ocupado, não pelos seus progressos e conclusões, mas pelas notícias sobre incidentes laterais, estados de alma dos investigadores e insinuações sobre pressões externas - tudo, como sempre, alimentado por sistemáticas fugas de informação que, para vergonha nossa, toda a gente sabe de onde vêm e mesmo assim se repetem constantemente.

Não consigo entender como é que, nas últimas semanas, o centro das atenções relativamente ao Freeport se deslocou dos resultados da própria investigação para as queixas de "pressões" dos magistrados dela encarregados. Primeiro, porque já vi este filme várias vezes e sei que, quando começam queixinhas destas, elas são invariavelmente o sinal de que a investigação marca passo e já se procuram desculpas. Depois, porque não entendo que um magistrado de investigação ande a queixar-se publicamente de pressões em lugar de lhes resistir silenciosamente e continuar o seu trabalho. Terceiro, porque há qualquer coisa de pouco transparente em queixarem-se de pressões atribuídas a um outro magistrado, amigo e colega de trabalho neste mesmo caso. Vai agora um outro magistrado encarregar-se da extraordinária investigação de saber se o facto de Lopes da Mata ter dito aos colegas que o primeiro-ministro queria celeridade no processo é ou não uma pressão política ilegítima. E assim se vai entretendo o tempo, como se (e a ser verdade que Sócrates terá enviado aquele recado por interposto procurador) não fosse apenas o PM, mas todos nós, a democracia portuguesa, a exigir celeridade e poucos floreados para distrair as atenções!

Escreveu Pacheco Pereira há dias que "colocar o caso Freeport debaixo do tapete, enchê-lo de medos, de sussurros, de silêncios, de incomodidades, deixará Portugal envenenado por muitos e bons anos". Ora, salvo melhor opinião, o que tem sucedido é exactamente o contrário: o caso Freeport ocupa a cena há três meses, em vez de silêncios e sussurros, é objecto de uma gritaria sem fim e, em vez de medos, tem propiciado abundantemente o que melhor caracteriza a nossa investigação criminal nos chamados casos mediáticos: permitir ou promover a execução pública dos suspeitos, antes que eles tenham tido uma hipótese de se defender e muito antes de a acusação concluir se tem ou não matéria para levar o caso a tribunal. É grave que isto possa suceder com qualquer cidadão; é gravíssimo que possa suceder com o próprio primeiro-ministro: não por José Sócrates, no caso, mas pela saúde pública do regime democrático. Desgraçadamente, chegámos a um ponto em que qualquer pessoa, por mais inocente que esteja, e em especial se for figura pública, pode ser executado em lume brando na praça pública, num fogo assassino alimentado pela negligência da investigação e pelas sistemáticas violações do segredo de justiça, que permitem a uma imprensa sedenta de sangue e de 'sucessos' atear as labaredas da execução popular. Mesmo quando, como foi o caso, tudo nasce de uma denúncia anónima - para mais, sugerida pela própria PJ e com contornos mais do que suspeitos de manobra política eleitoral, nunca devidamente esclarecida.

Eu não quero saber se os senhores magistrados se sentem ou não pressionados porque o PM supostamente lhes terá mandado dizer que andassem rapidamente com o processo, conforme é obrigação deles. Eu quero é que eles não finjam não perceber a gravidade do que têm em mãos, as implicações políticas imediatas e a prazo do arrastar do caso e a arrasadora suspeita que pende sobre a cabeça de um cidadão que, por acaso, também é primeiro-ministro.

Tanto quanto sei, seguindo as coisas de fora, todas as suspeitas contra José Sócrates assentam na existência de um vídeo onde um tal Charles Smith, para tentar justificar perante os patrões do Freeport uma quantidade de dinheiro que desapareceu em Portugal, o explica dizendo que teve de corromper o então ministro do Ambiente. Ora, o sr. Smith está para aí, à disposição dos investigadores, que aliás já o interrogaram algumas vezes. Permitam-me os senhores magistrados que diga que não vejo aqui nenhum bico de obra: ou conseguem que o sr. Smith prove como e quando pagou a Sócrates e qual o destino do dinheiro, ou não o conseguem e, então, só lhes resta uma coisa a fazer: arquivar o processo contra Sócrates e prossegui-lo contra o sr. Smith e demais envolvidos, por crime de falsas declarações e muito provável roubo, em benefício próprio, dos tais quatro milhões. Não alcanço porque são precisos cinco anos de adormecidas investigações e mais três meses de histeria investigatória para concluir uma destas duas coisas.

Ainda esta semana ouvi o ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral referir-se ao casal McCann como assassinos da própria filha - a tese que ele defendeu durante as investigações que conduziu e que depois publicou em livro. Durante dois anos, o dr. Amaral teve todos os meios, tempo e condições para fazer provar a sua gravíssima tese ou então descobrir o que tinha sucedido a Maddie e se estava viva ou morta. Não o conseguiu e, prorrogados todos os prazos de investigação, esta foi encerrada sem conclusões, por falta de qualquer indício do que quer que fosse. Mas, imperturbável, o senhor aí continua, a acusar os próprios pais de terem morto a filha e a dizer que só não o conseguiu provar por culpa das "pressões políticas". Será este tipo de 'justiça' que os investigadores do Freeport se preparam para reservar também a José Sócrates?

2 O argumento de que Durão Barroso tem de ser também o candidato do Governo socialista à presidência da Comissão Europeia porque é português é igual ao argumento de que todos tínhamos de achar o Cristiano Ronaldo melhor que o Messi na eleição de jogador do ano só porque também é português. Se alguém acha que Barroso - essa alforreca política - representa a melhor Europa, hoje e no futuro, é porque não percebeu nada da diferença que faz Barack Obama no renascer da esperança, num mundo em grande parte reduzido à desesperança pela falta de qualidade dos líderes políticos.

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Engenheiro do marketing... mediático
Pseudo... (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 16:26 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Estranhamente MST esquece-se que é o PM que coloca a lenha na fogueira perante a "estranheza" dominical da sua licenciatura e respectivas provas para a conclusão... assim como dos projectos... "civis"...
Quando se quer estar na vida pública deve-se salvaguardar a sua vida privada para não a comprometer.
Sócrates é um primeiro ministro criado pelos media, e utilizando-os na máxima plenitude, sem qualquer resultado prático na reforma do país.
Todas as transformações (???) que pretendeu realizar foram meras campanhas de marketing para as quais sabia que não teriam qualquer efeito... basta analisar os processos associados à educação, saúde e justiça... três pilares essenciais da democracia em que simplesmente pretendeu descredibilizar ainda mais essas instituições... sem sabermos(??) ainda o motivo...
Sócrates usa o descontentamento dos diferentes agentes para confontá-los uns com os outros... mas é incapaz de implementar reformas visíveis no médio/longo prazo... em prole dos cidadãos deste país... pois foi criado num mundo de curto prazo (media)... e só assim consegue garantir o seu poder...
Basta analisarmos atentamente os relatórios do BP, INE, OCDE, EUROSTAT,... e confrontá-lo com esses resultados de desempenho... mas isso seria sempre uma cabala política...
Acha-se sempre uma vítima... mas é ele que cria as condições para a lavagem pública da sua vida privada...
 
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    Re: Engenheiro do marketing... mediático    Ver comentário
matasete (seguir utilizador), 2 pontos , 2:34 | Terça feira, 14 de abril de 2009
    Re: Engenheiro do marketing... mediático    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 19:13 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
    Não perca a Telenovela....    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 1 ponto , 19:36 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
os mal dizentes
ruiasc (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:07 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Subscrevo totalmente o que o MST escreveu!
O que está a acontecer com o cidadão José Socrates é na minha opinião a reacção de pessoas assustadas com o dinamismo aplicado pelo dito cujo nas funções de PM para as quais foi eleito com maioria absoluta.
A perverção do nosso sistema judicial na cabeça do mais comum dos cidadãos é além de grave caricato...porque é politicó, é corrupto...se era pobre só enriqueceu roubando...se era rico só que explorar os pobres...se toma medidas anciadas há muito pela população não pode ser assim pois não estamos habituados....se é de pouca idade é porque não tem muita experiência e por isso incapáz de tomar as decisões certas...se é de muita idade é porque é demente/senil....
Já não há pachorra para esta gente que não se decide!
 
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    Re: os mal dizentes    Ver comentário
vvaughn (seguir utilizador), 1 ponto , 1:13 | Domingo, 19 de abril de 2009
    Re: os mal dizentes    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Segunda feira, 20 de abril de 2009
A pergunta do momento
cjours (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:29 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
"Será este tipo de 'justiça' que os investigadores do Freeport se preparam para reservar também a José Sócrates?" - pergunta MST. A resposta, evidente, é SIM! Os investigadores do Freeport e a imprensa! Basta ver a crónica do Ricardo Costa para perceber que é para isso que a imprensa já se prepara! Criou o caso à volta do PM e prepara-se agora para manter a suspeição, qualquer que seja a decisão da Justiça! Para a nova imprensa-justiceira o cidadão Sócrates é culpado e isso está decidido, ou julgado, como queiram! Sabemos da sentença, não conhecemos é os juizes...
Idiossincrasias da Justiça à portuguesa!
Que tudo isto é GRAVISSIMO, disso não tenhamos duvidas. Quando, no discurso de tomada de posse, o PM acabou com os dois meses de férias, abriu, e BEM, as hostilidades. Quando procurou um Pacto da Justiça, ameaçou a corporação a sério. A Justiça ganhou uma batalha ao conseguir que o Pacto da Justiça não se fizesse, mas está por decidir quem vai ganhar a guerra! Se o povo der nova maioria absoluta ao Sócrates, sabemos nós e sabem as corporações da Justiça que são eles que vão perder a guerra. Daí este forcing, este 'tudo ou nada', este desespero. Para as corporações da justiça, se for preciso um Golpe de Estado para que não sejam beliscados nos seus privilégios e irresponsabilidades, vamos a isso!
 
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Não gosto deste senhor...
copia (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 13:49 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Não gosto deste senhor.No entanto, ao ler o seu artigo tenho de dizer o seguinte:
Não o escreveu sobre pressão.Não o escreveu a mando de alguém. Não o escreveu para agradar ao actual PM.
Não o escreveu para iniciar um novo romance.
Não o escreveu para vir a ser director de um qualquer jornal ou televisão.
Isto porque não precisa.
Aquilo que faz reflexo no seu artigo é aquilo que está efectivamente em causa;O ATAQUE CERRADO, PELOS FILHOS DA PIDE E AFILHADOS DA DITADURA, CONTRA A DEMOCRACIA.Tudo o resto que possam dizer, não passam de telenovelas, em que os actores andam todos de pele esticada.
 
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Miguel Sherlock Tavares
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 16:43 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
O homem investigou tudo com a genial jornalista de investigação Fernanda Câncio e descobriram que o Sócrates perdeu dinheiro, em segredo de Justiça, com o Freeport, tirou o curso de engenheiro com distinção e será proposto para a bastonário da respectiva Ordem, construiu as Twin Towers para a câmara da Guarda, perdão, de Nova Iorque, comprou a casa por metade do preço porque esteve em saldos durante cinco minutos e não é gay (alegre) porque a Oposição o irrita.
Ah, e tem o Equador à mesa de cabeceira, um esterco que só a execrável TVI poderia exibir, antes de o jornal Público a publicar aos quadradinhos.
A pobre Maddie, essa, foi raptada por extraterrestres. Aguardem pelo próximo romance de Miguel Sherlock Tavares: Os Piratas da Via Láctea.
 
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A. Costa
Arolcos (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:30 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Normalmente subscrêvo em quase tudo as crónicas de MST.No entanto confesso que todo este imbróglio criado à volta do "Freeport" me causa uma montanha de dúvidas. Não quero acreditar numa trama bem urdida contra o PM, assim como tambem não o considero tão ingénuo quanto isso.Aquela cena ligada à sua licenciatura, foi para toda a gente, uma história muito mal contada.Bem sei que ele não é responsável pelos actos dos seus familiares,mas a tentativa de colagem do nome de sua mãe com o negócio (ao que parece das Arábias) da compra de uma casa, não abona de forma alguma, a lisura de processos que se exige de alguém com o 3º cargo mais elevado na hierarquía da Nação,e como o MST sabe,à mulher de César não basta sê-lo....Numa coisa estamos de acordo.O aparecimento neste momento daquele video é no mínimo surpreendente, bem como as posteriores declarações daquele diletante Charles Smith, quando diz não se lembrar de as ter proferido.Aquí a investigação terá que ser um paradigma de eficácia, para evitar que o bom nome e a honradez de cada um, sejam tão levianamente beliscados, e penalize severamente qualquer procedimento difamatório.Só espero é que a justiça nos dê motivos para que nela possamos acreditar.Enquanto isso vamos aguardar pelo desenrolar do processo.
 
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    Re: A. Costa    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 19:52 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Há muitas dúvidas
Resignado (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 0:45 | Terça feira, 14 de abril de 2009
MST no seu artigo não defende o PM mas sim ataca esta vergonhosa e inexistente justiça que temos. O centro do problema está no nosso sistema judicial que é incapaz de resolver qualquer problema mais bicudo. É soberba apenas com os fracos. Mas MST não abordou um outro aspecto que parece estar esquecido de todo este drama e refiro-me ao facto do PM nunca ter explicado, qual foi a razão de se ter dado autorização para a construção do complexo em tempo record e a poucos dias de sair do governo. Poderia ter havido uma explicação para esse facto já que todos sabemos como é demorado obter uma licença. Era do maior interesse para o país? Tratava-se de uma oportunidade única? De contrário o investimento iría para outro lado? É a única dúvida que me assola. É esta falta de explicação ao licenciamento em tempo record. Quanto ao resto a justiça que resolva e dúvido profundamente que alguma vez possa dar-nos resultados convincentes. Sobre Durão Barroso, aquela imagem dos Açores, que vergonha para a nossa nação, que vergonha...e ao sr. Gonçalo Amaral não há justiça que o cale de vez?
 
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    AS FRITURAS EM BRANDO LUME    Ver comentário
Justino De Mello (seguir utilizador), 1 ponto , 12:26 | Sábado, 18 de abril de 2009
    AS FRITURAS EM BRANDO LUME (2)    Ver comentário
Justino De Mello (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Sábado, 18 de abril de 2009
    AS FRITURAS EM BRANDO LUME (3)    Ver comentário
Justino De Mello (seguir utilizador), 1 ponto , 12:39 | Sábado, 18 de abril de 2009
O DESCRÉDITO DA JUSTIÇA
1963777 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 13:05 | Terça feira, 14 de abril de 2009
De uma forma geral, eu não gosto do político e governante José Sócrates. Não gosto dos seus métodos de fazer política e dos resultados de muitas das suas opções governativas. As quais serão, em grande parte, condicionadas pelo nível de promiscuidade existente entre o poder político e económico.

Mas, uma coisa é não gostar do PM e deste Governo PS, outra muito diferente é criticar cegamente todas as políticas do Governo ou concluir-se de imediato que o PM é culpado de ter recebido 4 milhóes para licenciar o Freeport, sem antes aguardar as investigações e o julgamento do caso. Não se podem misturar as coisas!

Concordo que o caso Freeport deve ser investigado até ao fim e com a maior celeridade possível. Só assim se poderão apurar responsabilidades e fazer justiça. De outra forma, apenas ganharão aqueles que, por razões mais ou menos obscuras, se têm dado ao trabalho de ir minando progressivamente a imagem do PM, libertando, nas doses certas e convenientes, a informação que vão detendo sobre o caso.

A verdade é que os cidadãos que se deixam levar pelo clima de suspeição criado e pelos "factos" revelados estão a entrar num jogo de regras pouco claras e de cartas viciadas, condenando na praça pública e sem direito a defesa alguém que devia der julgado na barra do tribunal. Mas, infelizmente, muitos pensarão que a praça pública é o único palco que lhes resta para verem julgados os ricos e poderosos deste país. Tal é o descrédito a que chegou o nosso sistema de justiça!
 
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Continuação do que fizeram do 25 de abril
mcequeir (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 13:26 | Terça feira, 14 de abril de 2009
Os obcecados pela destituição do PM pedindo sem vergonha em artigos de opinião a intervenção do PR. Eu já disse que sou agnóstico que não acredito em deus, mas se ele existe, que ele nos proteja de toda esta maledicência destructora que só nos pode conduzir a um abismo
 
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    Re: Continuação do que fizeram do 25 de abril    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 14:08 | Terça feira, 14 de abril de 2009
CRENÇA NÃO FAZ PROVA
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 13:53 | Terça feira, 14 de abril de 2009
Eu também não acredito, mas isso é irrelevante para a resolução do caso porque a minha crença não faz prova.
Quando votaram no melhor jogador, tinham o Cristiano e o Messi. Quanto a Barroso, quem é o outro melhor? Por favor, elucidem-me, para eu comparar.
 
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Nada de novo
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 8:26 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Não adianta!
Em Portugal lidamos mal com a liberdade! E adoramos frases como: “Quem não deve não teme” e “onde há fumo, há fogo”!
Pois eu não devo e também não admito que alguém se meta na minha vida ao abrigo do que eu posso ou não temer. Chamem-me aquilo que quiserem, mas o que eu quero mesmo é ter o poder de decisão de ignorar as pessoas que decido sem que para isso tenha de pensar no que é que os outros vão “achar” ou dizer de mim!
Quanto ao fumo, atirem água quente para cima de gelo e vão ver o resultado.
Posto desta forma parece apenas uma birra, mas repare o número de vezes que vimos um vizinho, um transeunte ou até a senhora das castanhas a ter opinião sobre o tudo e sobre o nada e com o total desconhecimento sobre o que quer que seja!
Em Portugal existem mais comentadores que políticos e Deus nos livre de algum desses políticos ser um decisor e se o for é bom que o seu único argumento seja a ausência de erros e a diminuta existência de dúvidas (pena não lhe terem explicado o que ia fazer para a Hungria).
A justiça nunca funcionou bem neste país até os seus agentes o admitem, mas toda a gente diz que confia na justiça. Nunca perceberei isto! É como uma ninfomaníaca a segurar que é virgem e toda a gente por um ar serio de com concordância e aquele que apontar o ridículo da situação ser apedrejado em praça publica, normalmente o que disse não é posto em causa, mas sim a forma ou o local onde o disse!
Isto é de uma esquizofrenia galopante em que já não interessa nem a mensagem nem o mensageiro, mas apenas a cor da tinta e o tipo de papel em que a mesma vem escritto.
 
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    Re: Nada de novo    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Receita: Fritos, grelhados e assados para PM
L M O (seguir utilizador), 1 ponto , 9:10 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
com oleo, azeite, banha, alho, cogumelos, tomate pelado, sal regado com um bom tinto.

Reunidos numa qualquer tasca(de providencial qualidade gastronomica), a direita do burgo congeminou uma receita.

Seria para estrelas Michelin(minimo de 3), o refugado foi feito, os ingredientes escolhidos a dedo e ate ja tinham os mesa posta. Tudo pronto para um manjar divinal.

Mas eis que afinal alguns ingredientes nao gostaram de se misturar com outros ditos mas menos frescos. No Tavares a ementa nao incluia fritos nem tao pouco tripas enfarinhadas. Os pasteis em Belem estavam secos, qual bolo rei.

Nas ruas corre a receita practica de PM grelhado sem gorduras, sendo PM(Posta A Mirandesa) um petisco, apetecido por todos.

Eu cA por mim, aceito de bom agrado esta receita de PM, sem contudo sugerir algumas alteracoes nos ingredientes
 
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Um discurso lógico
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 11:11 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
O articulista parte de uma premissa fundamental cuja correcção legitima em grande parte a sua argumentação.
O artigo está bem construído, “agarrando” o leitor e, com algumas (poucas) excepções de menor monta aqui e ali, mantém-se dentro de um discurso lógico, frio e inabalável.

Sobre o caso em apreço não podemos alvitrar porque apenas sabemos o que “passa” na comunicação social. E isso da comunicação social…
 
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    Re: Um discurso lógico    Ver comentário
THUNDERSSTORM (seguir utilizador), 0 pontos , 22:40 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Fritar PM em Lume Brando
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:56 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Mas afinal ele tem uma namorada? Já não é gay? Já é Engenheiro? Não há problema com a Camara da Guarda? Como querem que alguém com dois dedos de testa acredite no Freeport? Tomem nota se o caso Freeport se resolver outro caso vai surgir. Até parece que não existe o plano A e B, mas C,D, E,F etc. Também estou convencido se as sondagens dessem uma derrota eleitoral,nada disto tinha acontecido. Não havia plano C,D,E,F, etc.. Se a inveja matasse,já não havia caixões que chegassem. Pessoalmente estou curioso para saber o que vai acontecer depois de ganhar a maioria absoluta nas eleições. Será que vão tentar a religião? É só já o que falta. Quer os incompetentes queiram ou não vai ficar para a Historia como sendo o melhor Primeiro Ministro depois de 74 e isso provoca muita inveja. Não tenho partido politico,nem clube de futebol,mas tenho dois olhos para ver o que interessa ao País. Não vejo nem dentro do PS nem na Oposição ninguém que o possa substituir. Tem sido como um elástico acudindo à direita e à esquerda. Nem o Quim Barreiros conseguia fazer melhor. É neste momento o que o País precisa e o melhor para Portugal.
 
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O que esperamos da Justiça…
Mearoz (seguir utilizador), 1 ponto , 14:33 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
....Não é de certeza que Um da Lei vá sem norte nem roque, porque não leu o réu nem o seu contexto.

Contexto: Imaginemos que o Inspector M tinha um caso. Tinha já recolhido todos os dados. Agora havia que os analisar. Havia pois muito trabalho a fazer para chegar à solução: tinha de conhecer, perguntar para saber, seja porque ninguém sai da universidade a saber tudo, seja porque a perspectiva está sempre a mudar. E tinha de ser decisor bem lúcido, nada insone. Se transviado pela falta de sono, havia de ter alguém antenado que lhe dissesse: — Inspector M: leia leia, oiça de novo oiça…Pergunte de novo… Pergunte-se de novo… E faça tudo para que não se mande arquivar.

O que esperamos da Justiça é muito mais do que pedimos ao Inspector M.
O que esperamos da Justiça é muito mais do que pedimos ao Inspector M.
 
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