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Comissão Europeia conclui que Programa Nacional de Barragens viola Directiva da Água

Um estudo da Comissão Europeia conclui que a construção de 10 novas barragens em Portugal vai impedir o cumprimento da directiva sobre a qualidade da água dos rios. 

Virgílio Azevedo
19:02 Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Bruxelas considera que os impactos negativos das novas barragens não foram devidamente avaliados
Bruxelas considera que os impactos negativos das novas barragens não foram devidamente avaliados

Portugal não conseguirá cumprir a directiva europeia sobre a qualidade da água se concretizar o Programa Nacional de Barragens, que prevê a construção de dez novos empreendimentos deste tipo em todo o território nacional.

A conclusão é de um estudo de avaliação feito pela Comissão Europeia (CE) e foi revelada hoje pela Quercus. O estudo da CE considera que os impactos negativos das novas barragens sobre a qualidade da água dos rios não foram devidamente avaliados.

A organização ambientalista defende que, face a este estudo, o Governo "deve suspender de imediato o Programa Nacional de Barragens e todos os procedimentos administrativos e obras no terreno conducentes à construção das mesmas", em especial no que toca à Barragem de Foz Tua.

A Quercus acrescenta ainda que "a própria Barragem do Baixo Sabor, deixada propositadamente for a deste programa", deve ser incluída no mesmo e reavaliada "à luz dos critérios e constatações que o estudo da CE refere".

Os ambientalistas têm considerado que o Programa Nacional de Barragens é globalmente desfavorável ao desenvolvimento do país e à protecção dos valores ambientais e culturais, "com atropelos à legislação existente em relação ao planeamento e conservação dos recursos hídricos e da biodiversidade".

Por outro lado, criticam o facto de não ter sido efectuada uma comparação custo-benefício e de impacto ambiental com outras fontes de energia renovável, como a eólica off-shore (no mar), por exemplo.

E de não terem sido contabilizadas as emissões de CO2 associadas a todo o ciclo de vida das barragens, nem tidas em conta as conclusões do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU (IPCC), que prevê uma quebra de 20% a 50% da produção hidroeléctrica na Península Ibérica até 2070 devido ao aquecimento global.

Mas o Governo argumenta que as dez novas barragens vão reduzir a nossa dependência e vulnerabilidade energéticas e as emissões de CO2, reforçar o potencial hídrico de 46% para 70%, complementar a produção de energia eólica, criar empregos e desenvolver o comércio e turismo locais.

Palavras-chave  Ciência
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E...
jxfdasilva (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 21:07 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Esta notícia peca por defeito. Por trás de todo este interesse – sim, porque por filantropia ou empreendedorismo, ou mesmo os altos interesses da nação, jamais pensariam em fazer coisa alguma -, mas sem perder o fio a dissertação, dizia que está por traz deste interesse atarantado, 1000 milhões de Euros que Portugal recebeu por conta destes projectos, e que serviu para cobrir o déficit e atingir a famosa meta abaixo dos 3% que tanto orgulhou o actual governo. Por grotesco que seja, quem nos governa não fá-lo por reconhecermos grandes capacidades intelectuais ou de Engenharia, mas por se tratar de sofistas que roçam já o fora da lei, caindo no ridículo de se recandidatarem mesmo com grandes suspeitas de crime de naturezas várias. Deambulam pelo País de forma descontraída, com a mesma segurança e o à-vontade que o narcotraficante o faz nas selvas da Colômbia. Estão lá porque quisemos que assim fosse. Estão lá porque se movimentam corrompendo por onde passam, desde dos órgãos de informação, até ao jardineiro do bairro. Estão lá porque a maioria dos portugueses não passam de um povo iliterado, que cresceu lapidado para aceitar esta forma de estar, almejando algum dia poderem fazer o mesmo.
 
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    Re: E...    Ver comentário
Outubro1560 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:00 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
Barragens
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 4:43 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
Quando as medidas são tomadas sobre o joelho, os resultados são estes!
Se as obras não prosseguirem, a quem atribuir as culpas ?
Quem pagará os prejuízos ?
Nós os contribuintes, como é óbvio ?
Quem havia de ser ?
É de estranhar, se tal acontecer, quando no dizer de alguns temos o melhor 1º Ministro de Portugal de sempre !
Só para rir, não acham ?
 
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As BARRAGENS PORTUGUESAS.
Montebranco (seguir utilizador), 1 ponto , 21:05 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Se há Portuguêses criticos com a actual Governação eu tenho sido um deles. Mas nisto das barragens eu apoio INTEIRAMENTE a Governação actual do Sr. SOCRATES:
Eu juntaria apenas un senão. Em vêz de 10, construam-se 20 com metade da capacidade de armazenação de água, ou seja mini-hidricas como algumas que eu conheço e que funcionam automaticamente.
Alem disso Sr Socrates faça de modo a construir reservas de água pequenas ou grandes em tudo quanto for possivel sem sequer sêr necessario destruir grandes espaços.
Quanto aos Srs da Querqus eu digo o seguinte: As reservas de agua têm 3 efeitos positivos. 1° alimentam as reservas freaticas.2° permitem grande evaporação que vai dar lugar as nuvens e por conseguinte a chuva logo menor desertificaçâo. 3° permitem a rega e de novo combater a desertificação.
Quanto as Aeolicas MIGUEL DE CERVANTES JA DISSE TUDO ANTES MESMO DA SUA EXISTENCIA.
 
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    Re: As BARRAGENS PORTUGUESAS.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 13:53 | Domingo, 15 de novembro de 2009
A Face Oculta dos
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 22:22 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
A notícia tem uma outra leitura. A Comissão Europeia não tem estruturas de inspecção e análise. Muito menos para 10 barragens portuguesas. Os ditos "ambientalistas" portugueses enviaram um "relatório" para Bruxelas a denunciarterríveis impactos ambientais, porque o estudo de impacto ambiental não foi encomendado aos gabinetes de "confiança" - os deles ou onde os seus dirigentes são consultores. Com esta recomendação da Comissão, o governo encomenda-lhes o estudo, paga-os e as barragens ficam dentro dos parâmetros, com água nas barragens que até dá para curar úlceras e micoses. Isto é, as organizações ambientalistas, funcionaml como a máfia, a camorra, a ETA, a cobrarem o seu imposto revolucionario. Os terroristas a sério cobram por segurança, estes meninos, cobram por pareceres ambientais. E nós pagamos!
 
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Barragens
ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 23:17 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Para que é preciso construir mais barragens quando o governo mete água em abundancia? Com tanta água, ainda haverá alguém que tenha medo de uma época de seca?
 
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Se querem perceber
pintosa (seguir utilizador), 1 ponto , 4:56 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
Se querem perceber toda esta estratégia do Plano das Barragens, sugiro a leitura do seguinte:
http://
a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2009/09/clusters-industrais-nas-renovaveis-23_30.html
 
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